César Halum é nomeado secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura

//César Halum é nomeado secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura
O governo federal oficializou, nesta quinta-feira (18), mais uma troca no segundo escalão da Esplanada. Edição extra do “Diário Oficial da União” traz a exoneração do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio. Para o lugar dele, foi nomeado César Halum, ex-deputado federal, presidente estadual do Republicanos (antigo PRB) no Tocantins. A publicação é assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto. A troca já era aguardada e foi adiantada pelo Valor PRO em maio. Na época, Halum disse que foi convidado pelo presidente do partido, deputado Marcos Pereira, para o cargo e que tinha boa relação com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, colega de Câmara dos Deputados na legislatura passada e da bancada ruralista, a quem atribuiu a condução de “um belo trabalho” à frente do ministério. Nesta quinta-feira (18), em entrevista a uma emissora de TV, a ministra disse que a troca seria por “motivo administrativo”. O nome de Halum é bem aceito no Ministério da Agricultura. Além da ministra, ele tem boa relação com o secretário-executivo da Pasta, Marcos Montes. O novo secretário também disse ao Valor Econômico em maio que pretende preservar a área técnica da secretaria. A troca ocorre apenas um dia após o anúncio do Plano Safra 2020/21, principal política de oferta de crédito rural do governo federal construída pela secretaria em que há mudança de comandante agora. Eduardo Sampaio, ex-secretário, assumirá cargo de assessor especial da ministra Tereza Cristina. A nomeação também foi publicada na edição extra do DOU.

“Sei que os produtores talvez tenham ficado decepcionados” com o Plano Safra, diz ministra

“Eu sei que os produtores rurais talvez tenham ficado um pouco decepcionados achando que os juros pudessem cair mais”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante transmissão ao vivo na tarde desta quinta-feira (18), ao comentar as taxas do crédito rural do Plano Safra 2020/21, anunciado nesta quarta-feira (17). Segundo o Valor Econômico o lançamento coincidiu com o novo corte na Selic, q baixa histórica de 2,25% – o que deu combustível para críticas de parte do setor produtivo que terão alíquotas acima, entre 2,75% e 7,5% para custeio e investimento. “Quando você olha a taxa Selic e olha a taxa de juros praticadas no Plano Safra, algumas pessoas falam que podia ter caído mais. A taxa Selic é de referência do Banco Central e os bancos não aplicam o dinheiro nessa taxa”, destacou. A ministra explicou que a definição dos juros do crédito rural controlado não está ligada unicamente à taxa básica, mas leva em conta outros custos de captação desse dinheiro e os spreads bancários. “O plano ficou razoável dentro desse novo normal”, disse. A ministra destacou que seguirá em negociação para tentar reduzir os custos dos bancos para operacionalizar o crédito rural, mas expôs uma “decepção” com a falta de interesse de instituições privadas em operar os recursos da subvenção – novidade aprovada na chamada MP do Agro. “Foi uma decepção que bancos privados não entraram na demanda por subvenção. Com isso, o Banco do Brasil fica sozinho com as cooperativas de crédito”, declarou. O Banrisul e o BRDE foram os únicos que sinalizaram interesse. Tereza Cristina explicou que a crise da covid-19 atrapalhou o planejamento do governo para este ano. “Esperávamos equalizar juros menores, porque os juros de mercado cairiam, mas veio a pandemia e a aversão ao risco ficou maior”, contou. “O mercado fica muito inseguro e se retrai. Ter dinheiro tem, mas não está disponível”. A ministra acredita que a redução aplicada nas taxas de juros do recurso controlado vai forçar uma acomodação nas alíquotas praticadas de forma livre no mercado. “O recurso oficial para equalizar juros baliza o mercado. Se a pandemia não tivesse chegado, íamos ter taxas menores”. Ela reforçou que o setor precisa se consolidar como uma opção segura de investimento para atrair novas fontes de recursos com melhores condições. “Precisamos mostrar que o agronegócio pode ser um porto para esses investidores, fundos e várias ferramentas financeiras que tem. Talvez seja a hora do agronegócio mostrar que é um bom negócio investir nele”. Tereza Cristina também sinalizou que o volume do orçamento do seguro rural vai continuar crescendo e que o governo mostrou “sensibilidade” e “prestígio” ao setor com a alocação de recurso extra de última hora para equalização de juros. “Houve um esforço de caixa do governo muito grande, mesmo com a parte fiscal muito fragilizada. O caixa do governo não era propício para fazer um Plano Safra muito maior do que esse que nós chegamos”.

Conselho Monetário Nacional (CMN) define preços de referência para cana e confirma linhas para estocagem para o segmento 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, nesta quinta-feira (18), os preços de referências utilizados para operações de crédito de comercialização por meio do Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE), tomado pelo produtor rural, e do Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP), contratado por agroindústrias — desde que comprovem aquisição de produto, do produtor rural, a preço não inferior ao de referência. De acordo com o Valor Econômico o colegiado também incluiu a cana-de-açúcar entre os produtos amparados pelo crédito de comercialização com o preço de referência por região. A medida, anunciada ontem pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, atende produtores e usinas de que querem estocar a produção devido à retração na demanda por etanol e açúcar em decorrência do isolamento social e da queda brusca nos preços internacionais do petróleo. Os limites são de R$ 4,5 milhões para o produtor pelo FEE e de R$ 65 milhões por usina pelo FGPP. O CMN também elevou para R$ 32,5 milhões o limite de contratação de FEE, com prazo de reembolso de até 360 dias, para produtores de algodão, que também enfrentam dificuldades em função da pandemia.

Acontece a primeira certificação no mundo de uma aeronave totalmente elétrica

Nesta quinta-feira (18), o portal da ABAG divulgou que, no último dia 10 de junho de 2020, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA), anunciou a certificação, pela primeira vez na história, de um avião totalmente elétrico, um marco importante na busca pela aviação ambientalmente sustentável. O Pipistrel Velis Electro, recebeu da EASA seu Certificado de Tipo (TCDS) EASA.A.573, tonando-se a primeira aeronave totalmente propulsionada por energia elétrica a receber certificação na história. “Esta é uma inovação empolgante”, disse o diretor executivo da EASA, Patrick Ky, em comunicado no portal da Agência Europeia. “Esta é a primeira aeronave elétrica certificada pela EASA, mas certamente não será a última, pois a indústria da aviação busca novas tecnologias para reduzir ruídos e emissões e melhorar a questão da sustentabilidade na aviação”. A aeronave é equipada com o primeiro motor elétrico certificado, o E-811-268MVLC. “A certificação de tipo do Pipistrel Velis Electro é o primeiro passo para o uso comercial de aeronaves elétricas, necessário para viabilizar a aviação livre de emissões. É consideravelmente mais silencioso do que outros aviões e não produz gases de combustão”, afirmou Ivo Boscarol, fundador e CEO da Pipistrel Aircraft. “Isso fornece otimismo, também para outros projetistas de aeronaves, de que a certificação de tipo de motores e aviões elétricos é possível”, acrescentou o executivo da fabricante eslovena. A certificação foi concluída em menos de três anos e só foi possível nesse espaço de tempo devido à estreita cooperação entre Pipistrel e EASA, com o objetivo comum de garantir que a aeronave cumprisse o alto padrão de segurança necessário. O projeto também trouxe aprendizados importantes que apoiarão futuras certificações de motores e aeronaves movidos a eletricidade, declarou a Agência Europeia. O projeto de certificação foi desenvolvido em dois fluxos, primeiro as atividades típicas de certificação relacionadas à aeronave e, paralelamente, um programa coordenado de ensaios em voo empregando uma frota de aeronaves Alpha-Electros (não-certificado), mas que possuíam permissão da EASA para voar. Dominique Roland, chefe do Departamento de Aviação Geral da EASA, disse: “Para a EASA, a certificação de tipo desta aeronave representa um marco duplo significativo: em 18 de maio de 2020, seu motor foi primeiro motor elétrico a ser certificado na história, agora seguimos com a primeira certificação de tipo do avião equipado com esse motor”. Roland acrescentou que o projeto foi verdadeiramente inovador, rendendo muito aprendizado para a Agência na futura certificação de motores e aeronaves elétricas que ele considera, sem dúvida, uma área de crescimento nos próximos anos, alinhada aos objetivos de proteção ambiental.

NA IMPRENSA

O Estado de S.Paulo – O PIB afunda, o agro avança

O Estado de S.Paulo – ONU defende auxílio contra fome para evitar tragédia alimentar na América Latina

O Estado de S.Paulo – Mercados internacionais têm alta de olho em comércio EUA-China e em surtos de covid-19

O Estado de S.Paulo – Ibama e MMA descumprem lei e omitem dados sobre áreas embargadas por crime ambiental

Br Político – Governo indica nome do centrão para secretaria agrícola

O Globo – Centrão emplaca Cesar Halum, do Republicanos, em secretaria do Ministério da Agricultura

Valor Econômico – Governo troca secretário no Ministério da Agricultura para atender ao Centrão

Valor Econômico – CMN autoriza renegociação de financiamentos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária

Valor Econômico – Gestora IG4 Capital compra controladora do terminal de grãos da CGG Trading no Tegram

Valor Econômico – Investimentos em sementes de soja cresceram em 2019/20

Valor Econômico – Pandemia afeta mais de metade dos pequenos produtores de SP

Valor Econômico – “Sei que os produtores talvez tenham ficado decepcionados” com o Plano Safra, diz ministra

Valor Econômico – CMN define preços de referência para cana e confirma linhas para estocagem para o segmento

Valor Econômico – Camex aprova cota adicional de importação de trigo de fora do Mercosul

CNA – CNA e Ministério da Agricultura debatem Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

CNA – De olho no mercado, horticultor segue orientações do Senar para melhorar manejo e atender demanda por variedade e qualidade

CNA – Presidente da CNA, ministros e Federações do Nordeste debatem demandas da região

Mapa – Inverno no Hemisfério Sul começa neste sábado (20)

Mapa – Resolução autoriza renegociação de financiamentos para agricultores familiares atingidos pela seca

Mapa – Plano Safra 2020/2021 traz mais recursos e taxas de juros menores para agricultura familiar

G1 – Suspeito de integrar quadrilha especializada em roubos de defensivos agrícolas é preso

Embrapa – Setor produtivo contribui para validar Zoneamento de milho verão em MS

Embrapa – Projeto distribui 10 toneladas de sementes a agricultores do semiárido

Embrapa – Cafeicultura do Espírito Santo é tema de revista em quadrinhos recém-lançada sobre agricultura no estado

Canal Rural – Governo anuncia renegociação de financiamentos para atingidos pela seca

AgroLink – Quentão e doces juninos têm em comum a cana, principal produto da agropecuária paulista

AgroLink – Preço da cebola é o maior em dois anos

AgroLink – Exportação de frutas caiu quase 7%

AgroLink – Para onde vai o mercado financeiro com Plano Safra?

AgroLink – Setor quer a validação do ZARC de milho 1ª safra em MS

Anac – Novo Manual de Cursos da ANAC será destaque do Segurança em Foco de junho

Abag – Acontece a primeira certificação no mundo de uma aeronave totalmente elétrica

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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