Certificado Veterinário para cães e gatos com destino à Argentina será eletrônico

//Certificado Veterinário para cães e gatos com destino à Argentina será eletrônico
Nesta segunda-feira (3), o Mapa informou que, a partir da próxima segunda-feira (10), será permitida a emissão online do Certificado Veterinário Internacional (CVI), do Sistema de Vigilância Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para viagem de cães e gatos com destino à Argentina. O documento é obrigatório para a saída dos animais de estimação do Brasil. Atualmente, apenas os bichinhos que viajam aos Estados Unidos têm CVI digital. Em 2020, já foram emitidos 2.531 CVIs eletrônicos com destino ao país. O CVI online será utilizado para desembarque nos aeroportos argentinos internacionais: Ministro Pistarini Ezeiza, em Buenos Aires; Ambrosio Taravella – Pajas Blancas, em Córdoba; Islas Malvinas – Rosario, em Santa Fé; El Palomar, em San Fernando; e no posto de fronteira terrestre de São Tomé (RS). Em breve, será incluído o Aeroparque Metropolitano Jorge Newbery. Para ingresso em pontos não listados acima, o interessado deve ir à uma Unidade Vigiagro, de preferência perto da fronteira, para ter a autenticidade conferida e o CVI eletrônico chancelado por servidor do Mapa. O CVI eletrônico terá validade de 60 dias para ingresso na Argentina a partir da data de emissão. Para animais vacinados com menos de 90 dias, o CVI (sem comprovação de vacina antirrábica) tem validade para ingresso na Argentina e retorno ao Brasil somente até o animal completar 90 dias de vida. Após esta data, deverá ser aplicada a vacina antirrábica e aguardar período de 21 dias pós-vacina para solicitar novo CVI para ingressar em território argentino ou voltar ao Brasil. O acordo de emissão do CVI online atende às exigências de trânsito aéreo e terrestre da Argentina, não se aplica aos demais países do Mercosul. As exigências podem ser verificadas aqui. O sistema de emissão do CVI eletrônico funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, independentemente de feriados e fins de semana. O prazo para emissão do certificado é de 72 horas corridas, se a documentação anexada e o preenchimento do formulário de solicitação estiverem corretos. O Certificado Veterinário Internacional é assinado eletronicamente, devendo ser impresso e estar em mãos do tutor para embarque do animal. O e-CVI dispensa assinatura e carimbo físico. A data da emissão e a assinatura eletrônica constam na parte esquerda inferior do documento, com a identificação do servidor.

Projeto dispensa pequenos açougues de manter veterinário como responsável técnico

O Projeto de Lei 4019/20 dispensa pequenos açougues, peixarias e outros estabelecimentos que vendam produtos de origem animal de manter médico veterinário como responsável técnico. A proposta tramita na Câmara dos Deputados, informou a Agência Câmara nesta terça-feira (4). “O projeto busca oferecer um tratamento mais justo a microempresas, empresas individuais de responsabilidade limitada e microempreendedores individuais, quanto à exigência de obterem uma anotação de responsabilidade técnica (ART) junto a conselhos de Medicina Veterinária no Brasil”, explica o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), autor da matéria. Ele acrescenta que, para os pequenos estabelecimentos, o custo de manter um veterinário pode ser considerável, ainda que já exista para eles a previsão de isenção de taxas referentes à ART. “Os estabelecimentos abrangidos por este projeto fracionam e embalam carnes e queijos, por exemplo, para venda direta ao consumidor. Esse tipo de atividade não se caracteriza como um tipo sofisticado de manipulação de produtos de origem animal. A fabricação de queijos, a pasteurização do leite, o abate e o corte de animais, por exemplo, devem continuar sendo executados sob o olhar de um responsável técnico habilitado em medicina veterinária”, defende o parlamentar. Ainda segundo a proposta, o cumprimento dos procedimentos sanitários na manipulação de carne e outros produtos deve ser fiscalizado pelos conselhos de Medicina Veterinária, a fim de evitar o surgimento de novas pandemias, como a de Covid-19. “Neste caso, por se tratar de microempresa ou empresa ainda menor, o descumprimento das medidas sanitárias implicará a responsabilidade do proprietário, que responderá como o responsável pela manipulação dos produtos de origem animal em sua empresa”, esclarece Nogueira. O projeto altera a Lei 5.517/68, que trata do exercício da profissão de médico veterinário e inclui, entre suas atividades privativas, a direção técnica sanitária dos estabelecimentos industriais e, sempre que possível, dos comerciais que manipulem animais ou produtos de origem animal.

Instituto CNA debate programas de certificação de raças bovinas

O Instituto CNA promoveu a primeira live de uma série de três sobre programas de certificação de raças bovinas. A transmissão ao vivo pelas redes sociais debateu as iniciativas realizadas pelas associações de criadores das raças Angus e Charolês, na segunda-feira (3). Os debatedores foram o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade da CNA, Paulo Vicente Costa, a gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina, e o coordenador do Programa Carne Charolês Certificada, Eldomar Kommers. A moderadora foi a assessora técnica do Instituto CNA, Danielle Schneider. Os encontros vão discutir assuntos como o papel da CNA nos protocolos de raças, rastreabilidade com foco em informação para os consumidores, bonificação recebida pelo produtor, regras e requisitos para certificação dos animais e selo de certificação, entre outros. Os protocolos de certificação de raças bovinas fazem parte de um módulo dentro do Agri Trace Rastreabilidade Animal, um sistema informatizado desenvolvido pela CNA. A ferramenta permite a bonificação dos pecuaristas pela criação de animais que atendem a requisitos de mercados específicos. “A CNA vem pensando na pecuária enquanto cadeia produtiva, favorecendo todos os elos dessa cadeia, trazendo agregação de valor desde o produtor rural até a rede varejista e entregando para o consumidor uma carne de excelência produzida com todo o rigor e certificação pelas próprias associações”, afirmou o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade da CNA. Conforme o Decreto nº 7.623/2011, a Confederação é gestora de protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária. Segundo Paulo Costa, todas as informações, como a propriedade rural, os meios de transporte e os processos de certificação e produção dos cortes nos frigoríficos, fazem parte do sistema. Assim, é possível unificar os dados e trazer mais transparência e garantia para o processo. Ana Doralina fez uma apresentação sobre o Programa Carne Angus Certificada, que existe desde 2003 e conta com 10 mil produtores envolvidos atualmente. Ela falou sobre a história da raça, principais características e o padrão de certificação Angus. “É muito importante essa integração da cadeia produtiva. Temos que comunicar o trabalho realizado pelas associações de raça dentro da cadeia, para produtores e indústrias, mas também externamente para os consumidores, que são o nosso foco principal”, disse. Mais recente, o Programa Carne Charolês Certificada foi criado em 2014, mas já apresenta evolução. De 2017 a 2020, houve um crescimento de 60% na certificação de carcaças e a adesão de mais de 400 criadores ao programa da raça francesa. “Os protocolos da rastreabilidade são essenciais para produzirmos essa carne de qualidade superior, que ajuda tanto o produtor como também o consumidor brasileiro”, declarou Eldomar Kommers. A próxima live acontecerá no dia 10 de agosto, às 17h, e abordará os programas Carne Hereford Certificada e Carne Devon Certificada.

Casos de raiva aumentam e deixam pecuaristas em alerta no Paraná

A confirmação de novos casos de raiva em bovinos e equinos no Paraná acendeu o alerta das autoridades de sanidade animal do Estado, destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta terça-feira (4). A raiva é uma doença sem cura, transmitida por um vírus que ataca o sistema nervoso dos animais levando-os à morte, podendo ser transmitida para humanos também. Sem tratamento possível, a única forma de combater a doença é vacinando o rebanho. Em junho, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu um comunicado aos pecuaristas paranaenses reforçando a necessidade de vacinar o rebanho contra a doença. Até maio, 28 animais haviam testado positivo para a raiva em todo Estado. De lá para cá, outros 15 animais testaram positivo, indicando que a doença não parou de se alastrar. O vírus é transmitido aos animais pela mordida de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) da espécie Desmodus rotundus. De acordo com o médico veterinário Ricardo Vieira, coordenador do programa de vigilância e prevenção da raiva da Adapar, a única forma de prevenção ao alcance do pecuarista é a vacina. “Sempre existem casos e vão continuar existindo. Porém, quando o pessoal relaxa um pouco na vacinação, ela volta com força”, avalia. De acordo com o especialista, a matemática que existe por trás da não vacinação do rebanho não faz sentido. “A vacina é acessível e muito barata. O preço de um boi gordo é de uns R$ 4 mil, enquanto uma dose da vacina custa apenas R$ 0,50”, compara Vieira. Se o animal nunca foi vacinado, ele deve tomar a primeira dose e 30 dias depois a segunda. Posteriormente, deve ser vacinado anualmente. As vacinas são comercializadas em lojas agropecuárias. Vale lembrar também que os produtores não devem sair pela propriedade caçando morcegos. “Se o produtor suspeitar que em algum lugar da propriedade tem morcegos deve contatar o escritório da Adapar mais próximo. Nossa equipe tem equipamentos e sabe identificar se é o hematófago”, afirma o médico veterinário da Adapar. A informações sobre a existência de morcegos nas propriedades é outra forma de combater a doença, bem como o reporte de sintomas percebidos nos animais. “Toda vez que tiver um animal caído ou com alterações de comportamento, o produtor deve contatar o posto da Adapar para que o nosso pessoal vá até lá e avalie se esse animal tem raiva”, explica Vieira.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto dispensa pequenos açougues de manter veterinário como responsável técnico

Folha de S.Paulo – Mulher é ferida por baleia jubarte em ponto turístico australiano

O Estado de S.Paulo – O Oscar vai para os pets

O Globo – Amazônia está crescendo mais devagar do que se imaginava, apontam estudos

CNA – Agronordeste: técnicos de campo de Alagoas criam caderno para avicultores

CNA – Instituto CNA debate programas de certificação de raças bovinas

CNA – Casos de raiva aumentam e deixam pecuaristas em alerta no Paraná

CNA – Queijaria de Porteirinha (MG) conquista selo do IMA e prova que região tem Queijo Minas Artesanal de qualidade

G1 – Mais de 30 pássaros são resgatados após denúncia apontar casa de morador suspeito de tráfico de animais

G1 – Caçada às ‘vespas assassinas’: cientistas conseguem capturar animal nos EUA após meses de armadilhas

Valor Econômico – Exportação de carne bovina tem melhor julho da história

Mapa – Certificado Veterinário para cães e gatos com destino à Argentina será eletrônico

Embrapa – Coletânea de biografias resgata história da pesquisa agropecuária na Amazônia

Embrapa – Os desafios de comunicação para a cadeia produtiva da carne bovina brasileira

Embrapa – Pecuária do Futuro é tema de lives da Embrapa no YouTube

Embrapa – Produção de peixes: cresce procura pelo teste TambaPlus

AgroLink – Como a República Tcheca erradicou a PSA

AgroLink – Assistência técnica pode melhorar ovinocultura

AgroLink – Casos de raiva aumentam e deixam pecuaristas em alerta no Paraná

AgroLink – Os desafios de comunicação para a cadeia produtiva da carne bovina brasileira

AgroLink – Grupos frigoríficos reforçam aportes e contratações no RS

AgroLink – Nova Prévia Morfológica da raça Crioula ocorre em Esteio

AgroLink – Veja os cuidados nos frigoríficos durante a pandemia

AgroLink – Boi gordo: pouca oferta de boiadas

AgroLink – Técnicos de campo de Alagoas criam caderno para avicultores

AgroLink – Couro: oferta pequena dando sustentação aos preços

Anda – Adaptação à poluição pode ter levado tartarugas a desenvolverem ‘ossos mutantes’

Anda – Patinho e cachorra desenvolvem laço de amizade livre de preconceitos

Anda – Corais desenvolvem adaptação genética para sobreviver às mudanças climáticas

Anda – Indonésia abriga o maior número de aves ameaçadas da Ásia
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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