Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa em novembro

//Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa em novembro
Nesta terça-feira (27) o Mapa informou que a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. “Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos. As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.  Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. Criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação é o objetivo principal do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Plano Estratégico 2017-2026 do Pnefa). Para isso, o Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, com a colaboração de profissionais de diversos órgãos de defesa sanitária animal dos estados, publicou dois documentos: o Manual de Investigação de Doença Vesicular e o Plano de Contingência para Febre Aftosa. O manual estabelece os procedimentos técnicos que devem ser realizados pelos médicos veterinários oficiais das 27 unidades da Federação, quando da suspeita de uma doença com sintomatologia clínica compatível com a febre aftosa. Esse documento harmoniza os procedimentos que devem ser adotados em todo país e os atualiza quanto às mais recentes diretrizes internacionais sobre o tema. Já o plano de contingência para febre aftosa descreve todos os procedimentos que devem ser realizados quando da confirmação de um foco de febre aftosa no país. O documento pode ser utilizado em simulados da ocorrência de um foco para treinamento constante dos médicos veterinários. A descrição dos procedimentos faz com que o país esteja preparado e tenha uma resposta padronizada e mais eficiente no caso da reintrodução da doença no país, principalmente nessa fase de ampliação de novas zonas livres da febre aftosa sem vacinação.

Projeto destina recursos de Fundo de Meio Ambiente para proteção animal

O Projeto de Lei 5015/20 permite a destinação de recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente para a proteção animal. Segundo informou a Agência Câmara, nesta terça-feira (27), a proposta é do deputado Célio Studart (PV-CE) e tramita na Câmara dos Deputados. O texto acrescenta a previsão à Lei do Fundo Nacional do Meio Ambiente. Tal fundo tem o objetivo principal de desenvolver projetos que visem ao uso racional e sustentável de recursos naturais. Entre as aplicações prioritárias dos recursos, estão as unidades de conservação, a educação ambiental e a recuperação de áreas degradadas por acidentes ou desastres ambientais. Célio Studart explica que a medida contribuirá para a manutenção de santuários e abrigos que acolhem e cuidam de animais vítimas de maus-tratos. “Tais entidades geralmente operam com recursos escassos, dependendo de doações para sobreviver. Infelizmente, em razão da falta de meios, muitas acabam encerrando as atividades”, lamenta o parlamentar.

Pele de tilápia será usada para tratar animais com feridas e queimaduras no Hospital Veterinário de Uberaba

A equipe do Hospital Veterinário de Uberaba (HVU) vai receber de 27 a 29 de novembro um treinamento para o uso de pele de tilápia no tratamento de animais com feridas ou queimaduras. A capacitação será feita pela pesquisadora, médica-veterinária, Behatriz Odebrecht Costa, da Universidade Federal do Ceará, onde a pesquisa foi desenvolvida. O estoque inicial de pele disponibilizado é de 30 unidades, suficientes para o atendimento de até 15 pacientes, destacou o G1 nesta terça-feira (27). O treinamento contará com palestras teóricas sobre o tratamento e cinco sessões práticas com a aplicação de pele de tilápia liofilizada – quando o produto é desidratado, irradiado e embalado a vácuo – em um tamanduá-bandeira, um gato, um cão e um equino. “Em função do aumento do número de queimadas no Brasil nessa época seca, muitos animais tiveram problemas sérios de queimaduras e estes pesquisadores trazem uma tecnologia avançadíssima de recuperação desses animais com o uso de pele de tilápia”, disse o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Uniube, André Fernandes. “Em parceria com a 5ª Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, o HVU tem resgatado animais silvestres recentemente com queimaduras na região do Triângulo Mineiro, devido aos incêndios, que foram os maiores nos últimos três anos. Por isso, esta capacitação é muito interessante, por se tratar de uma tecnologia brasileira de baixo custo, mas de eficiência comprovada em animais e até em seres humanos. As parcerias entre instituições de ensino demonstram que o caminho é sempre compartilhar tecnologia que irá ajudar os animais e os seres humanos”, disse o gerente clínico do HVU, médico-veterinário e professor universitário Cláudio Yudi. A pele de tilápia é rica em colágeno, que protege a superfície da pele e impede a perda de água, diminuindo a chance de infecções. É uma barreira biológica que não precisa ser trocada diariamente e muito útil no tratamento de animais silvestres, que não podem ser manipulados todos os dias.

Cereais de inverno podem substituir milho na ração animal, mostra Embrapa

Com o milho valorizado e pressionando os preços das aves e suínos, pesquisadores da Embrapa Trigo (RS) e da Embrapa Suínos e Aves (SC) avançaram nas pesquisas sobre o uso de cereais de inverno na composição de ração para animais. Conforme informou o Valor Econômico, nesta terça-feira (27), os resultados, trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, são opções viáveis para substituir o milho na formulação de rações e concentrados para alimentar suínos e aves. Além de reduzir a dependência de milho na região Sul, cuja produção não tem sido suficiente para atender à demanda, o resultado amplia o mercado para os cereais de inverno, que ocupam apenas 20% da área potencial de cultivo, dizem os institutos em nota. A escassez de milho diante do crescente aumento na produção de proteína animal e a ociosidade de áreas produtivas no inverno foram as principais motivadoras dos estudos, que avaliam a viabilidade econômica e nutricional no uso de cereais de inverno na composição de rações, além da identificação de cultivares mais adequadas à alimentação de suínos e aves. A ociosidade de áreas no inverno na região Sul, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, é estimada em mais de 6 milhões de hectares, considerando espaços em situação de pousio ou com plantas de cobertura. Em 2019, a região Sul produziu 25 milhões de toneladas de milho, um crescimento de 44% comparado ao volume alcançado nos anos 2000. Com exceção do Paraná, que conta com o reforço do milho safrinha, os Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul têm disponível (considerando produção menos exportação) aproximadamente a metade do milho que consomem.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto destina recursos de Fundo de Meio Ambiente para proteção animal

Folha de S.Paulo – Homem é condenado a pagar 15 salários mínimos por maltratar cães em MG

G1 – Morcegos praticam distanciamento social quando estão doentes, aponta estudo

G1 – Lei aumenta punição para maus-tratos a animais

G1 – Moradora da Chapada dos Guimarães encontra forma inusitada de ajudar animais durante as queimadas no MT

G1 – ONGs sofrem com diminuição de adoções de animais domésticos durante pandemia em Fortaleza

G1 – Bezerros são achados mortos em fazenda na Bahia; animais podem ter sido atingidos por raios

G1 – Pele de tilápia será usada para tratar animais com feridas e queimaduras no Hospital Veterinário de Uberaba

G1 – Paraná registra 16 denúncias de maus-tratos a animais por dia

G1 – Lei aumenta punição para maus-tratos a animais

Valor Econômico – Cereais de inverno podem substituir milho na ração animal, mostra Embrapa

Valor Econômico – BNDESPar confirma intenção de pedir, em assembleia da JBS, abertura de ação contra os irmãos Batista

Valor Econômico – Redução na produção de frangos a caminho

Valor Econômico – Mourão entregará a Bolsonaro plano estratégico para desenvolvimento da região amazônica

CNA – Criadores de cavalo aprendem novas técnicas para conduzir animal

CNA – Febre Aftosa: Famasul destaca a importância da imunização e registro da vacina em MS

CNA – Prêmio Brasil Artesanal 2020 vai mostrar qualidade e tradição na fabricação de salame

Mapa – Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa em novembro

Embrapa – Artigo: Na reprodução animal detalhes fazem a diferença

AgroLink – Brasil vai vacinar 70 milhões de animais contra aftosa

AgroLink – Carne de laboratório pode ser mais nutritiva, diz estudo

AgroLink – O que determina a maciez da carne?

AgroLink – Sebo: cenário mais calmo, após semanas de altas nos preços

AgroLink – Boi gordo: escalas de abates enxutas

AgroLink – Consulta sobre ações de combate ao carrapato bovino se encerra no dia 30

AgroLink – Pecuária é essencial para as Américas, dizem especialistas

AgroLink – Confinamento ecológico melhora rendimento de bovinos

AgroLink – Resultado Concurso do Ovo do Nordeste

Canal Rural – Agência dos EUA aprova novos registros para defensivos à base de dicamba

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »