Câncer no Brasil expõe país dividido entre prevenção e diagnóstico tardio
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo a nova estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), destacou reportagem do portal G1. Além de indicar o avanço da doença, o levantamento revelou uma desigualdade: enquanto parte da população convive com cânceres que estão associados ao envelhecimento e ao estilo de vida urbano, outra ainda enfrenta tumores amplamente preveníveis, diagnosticados tardiamente e concentrados nas regiões mais pobres. Os dados da Estimativa 2026 mostram que o perfil do câncer no Brasil varia de forma significativa entre as regiões. No Norte e Nordeste, seguem em destaque tumores historicamente associados a falhas estruturais de saúde pública, como o câncer do colo do útero que aparece como o segundo mais incidente entre mulheres nessas regiões. Já o câncer de estômago ocupa posições de destaque entre os homens, cenário relacionado a fatores socioeconômicos, infecções e diagnóstico tardio. No Sul e Sudeste por outro lado, predominam cânceres associados ao envelhecimento populacional e ao estilo de vida urbano. Tumores de mama, próstata, cólon e reto concentram a maior parte dos casos, padrão semelhante ao observado em países de renda alta. Oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, Stephen Stefani afirma que esse contraste reforça a necessidade de um olhar regionalizado. Outro ponto de destaque na estimativa é o crescimento do câncer de cólon e reto, hoje entre os mais incidentes em homens e mulheres no Brasil. O oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or e titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), explica que o avanço reflete mudanças no estilo de vida da população, como hábitos pouco saudáveis, sedentarismo e alimentação de baixa qualidade. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Giovani Cherini assume a presidência da Comissão de Saúde e defende foco em prevenção
O deputado Giovani Cherini (PL-RS) foi eleito nesta quarta-feira (4) presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, com 38 votos favoráveis e 6 em branco, informou a Agência Câmara. Em seu discurso de posse, o parlamentar destacou que a prioridade de seu mandato será o fortalecimento da saúde preventiva e das práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS). Cherini afirmou que a criação de um sistema de saúde preventiva é urgente, focando na mudança de hábitos e no bem-estar integral – físico, mental, espiritual e emocional. Na avaliação do deputado, o Brasil enfrenta problemas por negligenciar cuidados básicos cotidianos. Cherini informou que a comissão realizará audiências públicas e campanhas para promover a saúde integrativa. Entre as pautas citadas estão o combate ao câncer e ao infarto e uma maior atenção às pessoas idosas. Além do foco preventivo, o deputado comprometeu-se a garantir que os recursos cheguem à ponta do sistema, especialmente aos hospitais que dependem de verbas federais. Sobre a condução dos trabalhos, Cherini destacou que pretende atuar de forma coordenada com os demais integrantes do colegiado, prezando pela escuta e pela solidariedade. Giovani Cherini tem 65 anos de idade e foi deputado estadual no Rio Grande do Sul antes de se eleger para a Câmara dos Deputados, onde está em seu quarto mandato consecutivo. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Eleito para Comissão de Defesa do Consumidor, Clodoaldo Magalhães quer debater atuação de planos de saúde
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados elegeu para presidente o deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), informou a Agência Câmara. Ele disse que vai priorizar a relação dos consumidores com planos de saúde e citou como desafio as mudanças nas relações de consumo com as tecnologias digitais e a inteligência artificial. ’Minha atuação sempre foi defendendo as minorias e sei a importância da criação de cidadania no dia a dia que é o direito do consumidor, um espaço de vulnerabilidade nas relações’, disse. Clodoaldo Magalhães é médico e exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde ingressou em 2006.
TCU avalia obrigar governo a explicar congelamento de verbas das agências reguladoras
O Tribunal de Contas da União (TCU) está avaliando a possibilidade de obrigar que o governo federal realize uma fundamentação robusta antes de eventual contingenciamento (congelamento) de recursos orçamentários das agências reguladoras, informou o Estado de S.Paulo. Uma auditoria sobre o tema foi discutida na reunião desta quarta-feira, 4, mas ainda não houve conclusão da discussão em plenário sobre o processo. O presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, afirmou que o Tribunal não busca “blindar” as agências em caso de limitação de empenhos e movimentações financeiras. A finalidade, conforme a argumentação, seria garantir previsibilidade e transparência para os recursos das agências. Para ele, a autonomia financeira desses órgãos não pode ser “letra morta”. No ano passado, o Congresso buscou preservar o orçamento das agências reguladoras em caso bloqueio ou contingenciamento de recursos. Na sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2026), o governo vetou essa previsão. A discussão não é nova e já esteve presente em projetos de lei que buscam recompor o orçamento das agências. Há trajetória de queda de recursos dispositivos para as reguladoras nos últimos anos. Um levantamento feito pela Broadcast em 2025, com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), mostra que dez das 11 agências federais foram afetadas pelo “corte” de verbas na última década.
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