Câmara dos Deputados pode analisar com urgência projeto que autoriza a contratação de aviões agrícolas para combate a incêndios  

//Câmara dos Deputados pode analisar com urgência projeto que autoriza a contratação de aviões agrícolas para combate a incêndios  
O Projeto de Lei de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT) que autoriza a contratação de aviões agrícolas para o combate aos incêndios florestais, aprovado por unanimidade no Senado, poderá tramitar em regime de urgência na Câmara dos Deputados, última etapa antes da sanção por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro. Caso acolhido, a proposta poderá ser levada diretamente ao plenário, sem a necessidade de tramitar pelas comissões, destacou o portal GC Noticias. Isso porque foi apresentado ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) um pedido, assinado por diversos parlamentares, entre eles o deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do bloco que inclui os partidos PL, PP, PSD, Solidariedade e Avante, o maior da Câmara, com 135 parlamentares. O pedido foi formulado pela deputada federal Rosa Neide (PT-MT), coordenadora da Comissão Externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar e promover estratégia nacional para enfrentar as queimadas em biomas brasileiros. A proposta de Fávaro altera dispositivos do Código Florestal e inclui no plano de contingência o emprego das aeronaves agrícolas. “Temos a segunda maior frota de aviões deste tipo no mundo e nesta época a maior parte delas fica em solo. Com a alteração temos um importante reforço no combate a este problema, geramos emprego e renda”, pontuou Fávaro. O senador acredita que com o empenho dos deputados federais, em breve a proposta entrará em pauta para ser votada. A proposta de Fávaro conta com o apoio do Governo Federal, de acordo com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele defende o uso de mais tecnologia, tanto na previsão dos incêndios quanto no combate, com base no histórico dos anos anteriores e nas previsões futuras. “Isso se combina a uma estratégia de alocação de equipes e equipamentos, mas é necessária uma complementação desses esforços, não só pelos voluntários, que cumprem um importante papel, mas também pela aviação agrícola, e aqui entra o projeto do senador Fávaro”, explicou. Com o uso da aviação agrícola, em vez de comprar aviões, contratar pilotos e arcar com todo o custo de instalações, manutenção, treinamento e pessoal (estrutura que ficaria ociosa durante a maior parte do ano), o poder público terceirizaria plantões e horas voadas somente nos meses de incêndios. Isso seria implantado como parte de um sistema, que atuaria com equipes de brigadistas em solo e também com estrutura de detecção rápida dos focos de incêndio, capaz de gerar um salto enorme de qualidade e de efetividade nas ações de combate aos incêndios no Brasil.

Governistas querem Tereza Cristina candidata para comando da Câmara, mas centrão, DEM e oposição resistem 

Com um cenário embolado e diversos candidatos à Presidência da Câmara dos Deputados no ano que vem, o nome da ministra Tereza Cristina (Agricultura) começa a surgir em alas do governo e tem o respaldo de membros da frente da agropecuária como uma opção para comandar a Casa, informou a Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (19). A hipótese de ela entrar na disputa, porém, enfrenta uma série de obstáculos. De um lado, integrantes do centrão, que hoje representa a maior parte da base do governo, resistem à possibilidade, pois integrantes do próprio grupo desejam o comando da Câmara. De outro, o próprio DEM precisa decidir se estaria disposto a lançá-la. Na cúpula do partido, para isso acontecer seria necessária a benção de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que preside os deputados. Em um terceiro empecilho, se Maia ou algum candidato apoiado por ele disputasse a eleição, os votos da oposição seriam cruciais para garantir a vitória. Nesse contexto, congressistas contrários ao governo já dizem que jamais apoiariam a ministra por causa do vínculo dela com Jair Bolsonaro e com o agronegócio. Ciente de que seu nome está em teste, Tereza indicou a aliados que hoje não abriria mão do ministério para voltar à Câmara. Escolhida para chefiar a pasta da Agricultura após indicação da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), Tereza é deputada licenciada pelo DEM. Uma das integrantes do governo mais elogiadas por Bolsonaro, a ministra tem o respaldo de congressistas da base do presidente que não fazem parte do centrão. Embora seja do DEM, o nome de Tereza é mais palatável a apoiadores de Bolsonaro, especialmente da ala mais ideológica, do que outras opções colocadas à mesa. Hoje, a preferência do presidente, segundo auxiliares, é pelo nome de Arthur Lira (AL), líder do PP. A FPA tem 245 integrantes, mas, apesar de ter apoios dentro do agro, o nome de Tereza não é unanimidade. “Respeito a Tereza Cristina, mas não é só oxigenar a rotatividade da Câmara, precisamos também dar uma oxigenada na questão do partido”, afirmou o deputado Fausto Pinato (PP-SP). Ele lembra que ser presidente da Câmara é “muito mais que o agronegócio”. O cargo, disse, precisa unir bancada evangélica, bancada da bala, esquerda, direita, centro. “Dentro da bancada evangélica já existe apoio para o Arthur Lira. E eu sou presidente da comissão de agricultura, apoio o Arthur Lira também”, afirmou Pinato, que qualifica o colega de partido como um “deputado muito coerente” e “preparado”. “Eu vejo hoje, com o respeito que tenho com os demais nomes, mas o cara mais preparado tecnicamente, regimentalmente falando, se chama Arthur Lira”, afirmou. “O Lira tem palavra e tem coerência de cumprir os acordos.” Além de Lira, o deputado Marcos Pereira (SP), vice-presidente da Câmara e presidente do Republicanos, é pré-candidato à eleição na Casa. Outros nomes que estão colocados na disputa são considerados de outro campo e são mais ligados a Maia. O próprio presidente da Câmara, embora já tenha rechaçado publicamente várias vezes a possibilidade de tentar a reeleição, pode entrar na briga.

Mapa publica extensão de uso de mais 17 defensivos agrícolas para pequenas culturas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aprovou a extensão de uso de mais 17 defensivos agrícolas para as culturas de suporte fitossanitário insuficiente (CSFI), também conhecidas como minor crops (pequenas culturas). A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (20), no Ato n° 58 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária. Para as culturas do amendoim, ervilha, feijões, grão-de-bico e lentilha são seis extrapolações de uso de diferentes ingredientes ativos – cloridrato de cartape, lambda-cialotrina e diafentiurom e as misturas de dinotefuram com piriproxifem, azoxistrobina com mancozebe, e lambda-cialotrina com clorantraniliprole -, porém são ingredientes que já tinham registro de pelo menos uma dessas culturas. O produto à base de Boscalida foi o que teve o maior número de inclusões de culturas em sua recomendação de uso, que conforme o agrupamento das CSFI, vai desde as frutas de casca não comestível, passando pelo grupo das frutas que possuem casca comestível, o das raízes e tubérculos, o das hortaliças folhosas e ervas aromáticas, até o grupo das leguminosas e oleaginosas. As culturas das hortaliças folhosas, além do produto já citado, foram contempladas com um fungicida que é uma mistura de fluxapiroxade com piraclostrobina para controle, principalmente, de mancha preta (Alternaria brassicae) e mal das folhas (Septoria lactucae). Outras pequenas culturas também tiveram a recomendação de uso incluída nesse produto. Nas culturas de milheto e sorgo foram incluídos produtos à base de carfentrazona-etílica e da mistura de clorantraniliprole com lambda-cialotrina. Já as culturas de batata-doce, batata-yacon, beterraba, cará, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo e rabanete foram contempladas com a extrapolação de uso de um produto à base de clorotalonil. A cultura da melancia ganhou um inseticida à base de teflubenzurom para controle de broca dos frutos (Diaphania nitidalis) e lagarta mede-palmo (Trichoplusia ni). Já para a uva foi um à base de lambda−cialotrina. Um produto cujo ingrediente ativo é captana que já era recomendado para cebola, pêssego e uva teve mais alvos biológicos incluídos em sua indicação de uso dessas culturas. O mesmo aconteceu com um produto à base de glufosinato – sal de amônio para a cultura da cevada. As frutas ameixa, cacau, nectarina, pera, pêssego, seringueira e uva que já possuem o uso do Glifosato autorizado, agora contam com mais um produto comercial com esse princípio ativo. Também foram incluídas na liberação de uso as CSFI que não são de uso alimentar. Neste caso, as plantas ornamentais foram contempladas com um produto à base de lambda-cialotrina com clorantraniliprole e a Duboisia, que é uma planta de uso medicinal da qual é extraído o princípio ativo do medicamento conhecido como ‘Buscopan’, teve a inclusão de dois produtos, sendo um à base de Clorotalonil e outro à base de fipronil. Com as extensões aprovadas nesta terça-feira (20), os produtores dessas culturas agora poderão utilizar esses produtos conhecendo as doses corretas para proteger seus cultivos e com a garantia de que esses alimentos serão seguros para o consumo. Recentemente, o Mapa já havia aprovado a extensão de uso de três defensivos agrícolas para as culturas minor crops. Por serem plantadas em áreas menores em comparação às grandes culturas, como soja e milho, as minor crops não apresentam atratividade econômica para a pesquisa privada no desenvolvimento e recomendação de pesticidas, o que dificulta a disponibilidade de produtos para o controle de pragas, sendo um problema para os agricultores dessas culturas. Entretanto, são culturas importantes pois estão presentes nas mesas dos cidadãos do mundo todo, sendo muitas vezes culturas de alto valor agregado, como frutas, hortaliças, leguminosas e outras. A extensão de uso de defensivos agrícolas para as culturas de suporte fitossanitário insuficiente é o resultado de uma política governamental e ações em parceria com a academia, produtores rurais e indústria. O Ato publicado também traz diversas alterações de pós-registro dos defensivos agrícolas já registrados.

Um novo hub para inovações na área de controle biológico

O Vale do Piracicaba, em São Paulo, foi escolhido, nesta terça-feira (20), pela subsidiária brasileira da holandesa Koppert para sediar o primeiro observatório de startups do país com soluções voltadas especificamente para controle biológico. Segundo o Valor Econômico a companhia projeta que essa área responderá por 25% a 40% das vendas no mercado brasileiro de proteção de cultivos em dez anos, ou até US$ 5 bilhões de um total de cerca de US$ 15 bilhões. Batizado como “Gazebo”, que em inglês quer dizer “mirante”, o hub ocupará uma sala dentro do centro de inovação AgTech Garage e deverá ser palco para a mentoria e a aceleração de até dez startups já em 2021. O orçamento da Koppert para manter a estrutura, ter equipe de apoio dedicada às startups, testar soluções em campo e oferecer contrapartidas financeiras às agtechs – que serão definidas caso a caso – é de R$ 25 milhões, a serem investidos em um prazo de cinco anos. “Daqui a dez anos, o produtor vai poder monitorar seu negócio remotamente e queremos que ele tenha à mão as ferramentas que vão agilizar o uso dos biológicos”, afirma Gustavo Ranzani Herrmann, diretor comercial da Koppert do Brasil. A primeira startup instalada no hub, a e-Trap, ataca justamente essa frente. Por meio de uma armadilha eletrônica, dotada de câmera de vídeo e sensores, a empresa deve dispensar a visita de profissionais às lavouras para as contagens de insetos e para apontar o momento certo de entrada com as aplicações. Como na agricultura os problemas são complexos, Herrmann argumenta que construir projetos em conjunto, seja entre startups ou ecossistemas de inovação, é mesmo uma das melhores alternativas. No caso da e-Trap, já foi feita a ponte com o São Paulo Advanced Research Center for Biological Control (SPARCBio) – centro de pesquisa da Koppert, da Fapesp e da Esalq/USP em bioinsumos, que também é parceiro do Gazebo – para atrair a broca da cana para as armadilhas usando feromônios (hormônios de atração sexual), que estão sendo sintetizados na Esalq. A expectativa é que a solução completa esteja disponível no mercado em um prazo de dois ou três anos. “Precisamos ir ligando os pontos para que, lá na frente, o produtor compre nosso produto em um e-commerce e, associado a isso, possamos ter serviços que acelerem suas tomadas de decisão”, afirma Herrmann.

NA IMPRENSA

Agência Senado – CMA aprova indicação de Vitor Saback para diretoria da ANA

Agência Senado – CI aprova nomes de diretor-presidente e de diretor da Anac

Agência Senado – Comissão de Infraestrutura aprova indicados para a diretoria da ANP

Jota – Arrendamento rural ou parceria agrícola?

Folha de S.Paulo – Governistas querem Tereza Cristina candidata para comando da Câmara, mas centrão, DEM e oposição resistem

O Estado de S.Paulo – Agronegócio inteligente: como a transformação digital pode ir além do campo

O Estado de S.Paulo – Banco de Desenvolvimento norte-americano anuncia quase US$ 1 bi em investimentos no Brasil

Valor Econômico – Um novo hub para inovações na área de controle biológico

Valor Econômico – Lucro líquido da Yara cresceu 4,5 vezes no 3º trimestre

Valor Econômico – Ministério da Agricultura aprova 17 defensivos para uso em “minor crops”

Valor Econômico – Embrapa identifica plantas nativas do Cerrado que extraem metais pesados do solo

Valor Econômico – Aumento do consumo de chocolates motiva reação da moagem de cacau

CNA – Feira Segura: seminários sobre Covid-19 preparam produtores para retorno em Sabinópolis (MG)

CNA – Assistência Técnica do Senar auxilia produtor no planejamento forrageiro

Embrapa – Centros de pesquisa da Embrapa abordam a saúde do solo em live

Embrapa – Embrapa alerta para os cuidados na dessecação do trigo

Embrapa – Mudanças climáticas e escassez de água abre simpósio sobre produção animal e recursos hídricos nesta semana

Mapa – Mapa e CBI promovem live “Investindo em Agricultura Sustentável no Brasil” nesta quarta-feira (21)

Mapa – Mapa publica extensão de uso de mais 17 defensivos agrícolas para pequenas culturas

Mapa – Inmet prevê chuva em todo o país nos próximos 15 dias

AgroLink – Produção de mel cresceu 8,5% em 2019

AgroLink – Empresa do agro realiza ações de prevenção ao câncer de mama

AgroLink – Fiscalização encontra agrotóxicos proibidos

AgroLink – Plantas daninhas: problema que brota nos campos e derruba a produtividade

AgroLink – Mercado internacional tem bastante negócios para trigo ração

AgroLink – Líder em biolagarticidas aposta em monitoramento de lagartas

AgroLink – Corteva Agriscience abre mais de 80 vagas de estágio em sete estados do Brasil

AgroLink – Husqvarna lança cortador de grama robô para uso profissional

Agro Florestamazonia – Piloto Lilian Leal, a nona piloto agrícola mulher do Brasil

GC Noticias – Câmara deve analisar com urgência projeto de Fávaro para combate a incêndios

Gazeta do Cariri – Chuva poderá reduzir ainda mais a produção de banana no Cariri e na Chapada do Apodi

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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