Brasil proíbe entrada de carne suína da Alemanha

//Brasil proíbe entrada de carne suína da Alemanha
O Brasil suspendeu as importações de carne suína da Alemanha depois da descoberta de um foco de peste suína africana naquele país, na semana passada. A informação foi confirmada desta terça-feira (15) ao Valor Econômico por Orlando Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. Segundo o ministério, a decisão foi motivada pelo registro de um caso de peste suína africana em um javali morto. No comunicado, o ministério informou que solicitou informações detalhadas às autoridades sanitárias do país europeu sobre as medidas de biossegurança adotadas pelas plantas industriais alemãs. Brasília informou Berlim sobre a suspensão na sexta-feira. O Brasil importa especialmente tripas de suínos da Alemanha, em pequeno volume. De janeiro a agosto, as compras somaram 1,8 mil toneladas, ou US$ 16,8 milhões. A doença causa problema na Ásia (principalmente na China) e em países do Leste Europeu desde 2018. Na China, causou forte redução do plantel, sobretudo pelos abates sanitários necessários para tentar conter a disseminação da doença. Em boa medida por causa dessa crise, as importações de carnes em geral da China ganharam força, e o Brasil foi beneficiado – o país asiático é o principal destino das exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de frango. Outros países também já suspenderam as importações de carne suína alemã, como a própria China, a Coreia do Sul e a Argentina. Embora as restrições possam favorecer o Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamentou o problema alemão. “A ABPA lamenta a ocorrência do foco na Alemanha e torce pelo efetivo controle da enfermidade no país. Em relação a impactos, a entidade avalia que pode ocorrer um redirecionamento temporário da demanda dos países importadores de carne suína da Alemanha para nações sem registros da enfermidade, como é o caso do Brasil. Não há, entretanto, estimativas da dimensão destes impactos. O fluxo do atendimento à demanda será definido pela capacidade dessas nações produtoras, já que a suinocultura é uma cadeia de ciclo longo”, informou a ABPA, em comunicado.

Mudança de hábitos traz resultados para a pecuária leiteira

O Balde Cheio em Rede tem ajudado a mudar hábitos em propriedades que se dedicam à pecuária leiteira no Tocantins e no Sul do Pará. Esse é um projeto de transferência de tecnologia que, em vários estados brasileiros, vem mostrando que os produtores podem ter mais ganhos em sua atividade, destacou a Embrapa nesta segunda-feira (14). Não é diferente nas duas regiões citadas, onde quem coordena o projeto é Cláudio Barbosa, zootecnista da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas, TO). “Apesar das dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, o projeto continua sendo executado na região com resultados realmente efetivos. Porque os técnicos aderiram à metodologia do projeto, de gestão, e os produtores adotaram essa metodologia também. O hábito de anotar os controles de clima, temperatura e pluviosidade, os dados produtivos, o controle leiteiro das vacas, o controle reprodutivo, as fichas individuais das vacas da propriedade, a parte de gestão dos custos, a parte financeira de anotação dos custos com a atividade e a anotação das receitas”, conta Cláudio.O projeto é baseado na capacitação periódica de técnicos de campo que colocam em prática o conhecimento teórico nas chamadas Unidades Demonstrativas (UDs), que são propriedades rurais que adotam tecnologias indicadas para suas realidades. O Balde Cheio, além de trabalhar com tecnologias que visam a maior e melhor produção leiteira, foca na gestão da propriedade; tudo isso acaba mostrando aos produtores a viabilidade técnica e financeira da pecuária de leite. Hoje, são nove técnicos participantes do projeto no Tocantins, sendo quatro do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), dois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Palmas (Seder), outros dois do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins (Senar Tocantins) e um de consultoria privada. Ao todo, eles coordenam oito UDs e fazem assistência em mais cinco propriedades. Já no Sul paraense, são dois técnicos da iniciativa privada que coordenam duas Unidades Demonstrativas e prestam assistência a outras duas propriedades. Um dos técnicos participantes do Balde Cheio é Cláudio Sayão, veterinário da Seder. Ele e Thiago Moreira, zooctenista da mesma secretaria, atendem diversas propriedades na capital tocantinense. Uma delas é o Sítio Estiva, que é uma Unidade Demonstrativa do projeto. São 20 anos de pecuária leiteira; em 2014, o projeto havia sido instalado por lá e, em setembro de 2018, foi retomado. Hoje, 17 vacas em lactação produzem em média 225 litros por dia; a meta do produtor Anizio Moura Filho é chegar aos 500 litros diários.

Projeto de Lei que proíbe exploração de animais em testes para cosméticos é aprovado em Santa Catarina

Nesta segunda-feira (13) o portal Anda divulgou que, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC) aprovou, em votação realizada na última quarta-feira (9), um projeto de lei que proíbe a exploração de animais em testes para cosméticos. A proposta também proíbe que animais sejam explorados em experimentos voltados a produtos de perfumaria e higiene pessoal. De autoria do deputado João Amin (PP), o Projeto de Lei 55/2017 tem como objetivo zelar pelo bem-estar animal e, para isso, proíbe a exploração de animais para o desenvolvimento, experimento e teste de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfumes e seus componentes. Na votação, a proposta recebeu voto contrário do deputado Bruno Souza (Novo), mas foi aprovada graças aos votos dos demais parlamentares. Embora especialistas alertem sobre a ineficiência dos experimentos com animais para formulação de medicamentos, que também são cruéis e condenam milhares de animais à morte, os testes para fabricação de remédios foram excluídos do projeto e continuarão a ser realizados legalmente. O médico norte-americano Ray Greek milita há décadas pelo fim da exploração de animais em testes para medicamentos. O compromisso do especialista é convencer a comunidade científica sobre a ineficácia desses experimentos. De acordo com o médico, empresas farmacêuticas já admitiram que futuramente os remédios serão testados em computadores, depois em tecido humano e, por fim, em seres humanos. Para Ray Greek, a medicina estaria “no mesmo lugar em que ela está hoje” se nunca tivessem sido realizados experimentos envolvendo animais. “A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais”, explicou. A pesquisa, segundo o médico, deveria ser baseada em tecidos e genes humanos. “É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula”, concluiu.

Pecuarista que não precisa mais vacinar contra aftosa deve estar atento a outras doenças

Em entrevista ao portal Giro do Boi desta terça-feira (15), o médico veterinário Jorge Espanha, atual presidente da ABMRA, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, pediu atenção do pecuarista de estados em que a vacinação contra febre aftosa não é mais obrigatória para a execução do calendário sanitário para outras doenças que acometem a pecuária brasileira. “A gente sabe muito bem que o programa para retirar a vacina está aprovado. A grande questão é se o pecuarista e o administrador da fazenda vão continuar a praticar os programas de vacinação de parasitoses e programas de cuidado com medicamentos e terapias da mesma forma como vinha fazendo antes, que era uma oportunidade para juntar o gado para fazer a vacinação obrigatória”, refletiu. De acordo com Espanha, a partir de um custo proporcionalmente pequeno em relação ao investimento total na produção de bovinos, o cuidado sanitário, ou a falta dele, pode ter grandes impactos. “Hoje o custo, o que se considera custo, mas eu entendo como investimento, de produtos veterinário é irrisório – de 3 a 5% do custo praticamente do que se investe na produção da arroba do boi. E esta porcentagem é muito baixa e tem uma penalidade que é a perda, por exemplo, por verminoses. Segundo a Embrapa e outros institutos, já está provado que é mais de US$ 5 bilhões por ano em perda de produtividade”, exemplificou. De acordo com o presidente da ABMRA, o cuidado sanitário pode representar ainda a fidelização dos mercados consumidores dos produtos da pecuária brasileira. “Essa é uma responsabilidade sanitária de todo pecuarista. O pecuarista sabe o quanto perde de dinheiro”, comentou. “Como é que você vai manter o manejo dos animais daqui para frente? Como você vai fazer os programas de sustentabilidade nas áreas que estão sendo devastadas por fogo? E como você vai garantir a segurança alimentar? Segurança alimentar hoje é tudo. Então o programa de vacinação tem de continuar da mesma forma como o programa de desparasitação”, frisou. Entretanto, Espanha ponderou que com o atual nível de abertura do produtor brasileiro às novas tecnologias, como as reprodutivas, seguir a tendência para o calendário sanitário não deve ser um problema, desde que o criador compreenda sua relevância. E com uma possível retomada da economia brasileira após a retração por conta da pandemia sendo esperada, somada a uma demanda crescente do mercado externo, o produtor deve investir na sanidade para garantir o seu aumento de produtividade que será suficiente para atender demanda interna e externa nos próximos anos.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Cachorro engole máscara facial achada na rua e veterinários fazem alerta

O Estado de S.Paulo – Adoção de pets: ONGs oferecem auxílio e dicas para ajudar na adaptação

O Globo – A ‘Revolução dos bichos’ nestes tempos de pandemia e isolamento

G1 – A luta pela sobrevivência do maior felino das Américas em meio às queimadas históricas no Pantanal

G1 – Multas do Ibama despencam apesar de recorde de queimadas no Pantanal

G1 – Incêndios no Pantanal causam devastação, matam animais e emitem alerta climático

G1 – Brasil e China proíbem importação de carne suína alemã após caso de peste suína africana

Valor Econômico – Brasil proíbe entrada de carne suína da Alemanha

Embrapa – Mudança de hábitos traz resultados para a pecuária leiteira

Embrapa – Preço do leite ao consumidor tende a desacelerar com o fim da entressafra

Agrolink – Na luta por sustentabilidade, avicultores buscam negociação com indústria

Agrolink – Preço do leite ao produtor tem nova alta

Agrolink – MT: preço da arroba do boi e vaca têm novo aumento

Agrolink – Modernizar o cercamento diminui gastos de produtores de caprinos e ovinos

Agrolink – Começo de semana mais calmo no mercado do boi, mas preços firmes

Agrolink – MG: requeijão moreno do Norte de Minas conquista novos mercados

Anda – PL que proíbe exploração de animais em testes para cosméticos é aprovado em SC

Anda – A caça e a destruição da natureza são os maiores inimigos dos papagaios

Anda – Projeto mapeia centenas de candidatos a cargos políticos que defendem os animais

Anda – Cachorro vive há 10 anos em frente a hospital à espera de tutor que morreu

Anda – Tecnologia 3D pode salvar recifes de corais

Anda – Galos são encontrados em estado crítico e um deles morre após rinhas

Anda – Vídeo mostra resgate de lobo-marinho preso em rede de pesca em SC

Anda – NEDA escreve carta de repúdio a declarações de Bolsonaro banalizando crimes contra animais

Anda – ”Devemos mudar nossa alimentação, o planeta não pode suportar bilhões de consumidores de carne”, afirma David Attenborough

Canal Rural – Carne bovina: Abrafrigo teme restrições comerciais estudadas por outros países

Canal Rural – Pecuarista que não precisa mais vacinar contra aftosa deve estar atento a outras doenças
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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