Brasil garante alimentos para consumo interno e exportações durante a pandemia, diz ministra

//Brasil garante alimentos para consumo interno e exportações durante a pandemia, diz ministra
Em reunião do Conselho de Governo realizada nesta terça-feira (9), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, destacou as ações da pasta para garantir o abastecimento da população durante a pandemia do novo Coronavírus. Ela destacou que o Mapa tem focado suas ações para garantir o abastecimento da população brasileira, a saúde dos trabalhadores rurais e para a mitigação dos impactos da pandemia no setor agropecuário. A ministra disse que, nesse período, foi possível garantir o alimento nas gôndolas dos mercados brasileiros, bem como honrar os compromissos de exportação. Ela destacou que, mesmo com a pandemia, o Brasil registra recorde na produção de grãos e as exportações cresceram comparativamente ao ano anterior. “A agricultura brasileira mostrou mais uma vez a sua importância para o desenvolvimento do país, mesmo em situação adversa, cumpriu seu papel de guardiã da segurança alimentar com sanidade e sustentabilidade. Graças aos nossos produtores, trabalhadores rurais e entidades e empresas do setor, venceremos juntos essa pandemia”, disse Tereza Cristina. As primeiras ações do Mapa foram a criação de um comitê de crise para monitorar os impactos da pandemia e a publicação de uma portaria detalhando as atividades essenciais para garantir o funcionamento do setor. Também foram elaboradas recomendações técnicas para diversos setores com diretrizes na prevenção da contaminação nos locais de processamento, beneficiamento, transporte e comercialização dos produtos. A ministra destacou as recomendações para o funcionamento de setores como frigoríficos, transporte de alimentos, colheita, feiras e sacolões. “Diferente de outros países, o Brasil não sofreu interrupções no funcionamento do setor. Isso foi essencial para a normalidade do fluxo de abastecimento da nossa população”, destacou. A ministra também lembrou a publicação da resolução 4.801 do Conselho Monetário Nacional, que permitiu prorrogar prazos e capitalizar os produtores afetados pela crise. Ela citou ações como a antecipação de recursos para o Garantia Safra e de recursos do Funcafé. Segundo a ministra, as principais ações do Mapa priorizaram os pequenos produtores, agricultores familiares e comunidades tradicionais. Ela lembrou a destinação de R$ 500 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos, em conjunto com a Conab e com os ministérios da Cidadania e da Economia, além da manutenção dos recursos do programa de alimentação escolar para aquisição e doação de cestas.

Desempenho do crédito rural do atual Plano Safra atinge R$ 207,56 bilhões em 11 meses

O desempenho do crédito rural no penúltimo mês da atual safra agrícola (2019/2020) continua superando o resultado da temporada anterior, com total de R$ 207,56 bilhões. O financiamento com as operações de custeio contabilizou R$ 97,23 bilhões (+11%), investimento, R$ 45,98 bilhões (+18%) e industrialização R$ 10,24 bilhões (+63%). O crédito de comercialização teve redução de 11%, e ficou em R$ 20,92 bilhões, resultante, principalmente, de aumentos nos preços agrícolas, o que desestimula a formação de estoques. Os recursos originários da captação de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e direcionados para aquisições de Cédulas do Produto Rural (CPR) somaram R$ 22,7 bilhões e de operações com agroindústrias  totalizaram R$ 10,5 bilhões. Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (9) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “O foco do apoio creditício está sendo direcionado cada vez mais para os pequenos e médios produtores rurais e para os programas prioritários de investimento. A participação dos grandes produtores, que respondem pela maior parte do crédito rural, está sendo, aos poucos, reduzida”, avalia o secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio. “O desempenho favorável das aplicações do crédito rural reflete a confiança do produtor em sua atividade, apesar da ocorrência do Covid19”, diz Sampaio. O valor total do desempenho do crédito rural computou, pela primeira vez, a partir de informação do Banco Central, os recursos originários da captação de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) destinados ao financiamento de aquisições de Cédula do Produto Rural (CPR) e de operações com agroindústrias. Embora previstos anualmente no Plano Safra, esses dados não vinham sendo contabilizados, pois somente eram captados os valores dos financiamentos realizados diretamente para o produtor rural, registrados no Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (Sicor), também do Banco Central. A safra da temporada, 2018/2019, também não possuía essa informação. Os financiamentos contratados com recursos provenientes do direcionamento da captação da LCA totalizaram R$ 56,9 bilhões, sendo R$ 23,7 bilhões diretamente ao produtor rural, pelo crédito rural propriamente dito e, R$ 33,2 bilhões, indiretamente, mediante financiamento de aquisições de CPRs e de operações com agroindústrias, que, conforme mencionado, passam agora a ser computadas. “Nesta divulgação, conseguimos computar pela primeira vez os recursos originários da captação de LCA para aquisições de CPR’s e de operações com agroindústrias, um valor de R$ 33 bilhões, bastante significativo, que acaba também chegando ao produtor rural”, completa o Secretário.

PIB do agronegócio cresce 3,3% no 1º trimestre de 2020

O Produto Interno Bruto do (PIB) do agronegócio teve alta de 3,3% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019, puxado principalmente pela alta de preços e por expectativas de maior produção. É o que mostra o estudo do PIB divulgado, nesta terça-feira (9), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O estudo mostrou, de janeiro a março de 2020, elevações nos segmentos primário (5,85%), serviços (3,53%), agroindústria (1,41%) e insumos (0,43%). Tanto a pecuária quanto a da agricultura tiveram crescimento no acumulado do primeiro trimestre, de 6,11% e 1,91%, respectivamente. No caso do ramo pecuário, o resultado foi impulsionado pela alta dos preços dos diversos produtos, em um efeito inercial que começou no fim de 2019 e pela maior procura por proteínas animais no final do ano passado e no início de 2020. “A inércia decorre tanto da elevação dos preços das carnes suína e bovina – resultado da demanda aquecida no mercado externo em decorrência da Peste Suína Africana (PSA) – como do reflexo dessa elevação nos preços das proteínas substitutas, como a carne de frango e os ovos”, explica o estudo. Já o comportamento da agricultura é reflexo de preços mais elevados no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, além das boas perspectivas para a safra atual. Quanto aos preços, destaque para café, arroz, milho, soja e trigo, além de alguns hortifrutícolas, como banana e tomate. Quanto à produção, as expectativas são muito positivas para produtos importantes no PIB, como café, soja, milho, algodão e laranja, entre outros. O PIB do agronegócio em março teve alta de 0,94%, comportamento puxado pelo crescimento de todos os segmentos da cadeia produtiva (insumos, serviços, agroindústrias e insumos), além do bom desempenho dos ramos agrícola e pecuário. Segundo estudo CNA/Cepea, os primeiros impactos da Covid-19 também influenciaram o resultado no mês de março. “No mês de março, a pandemia gerou um comportamento de alta nos preços de diversos produtos agropecuários. Além do seu impacto via efeito de desvalorização cambial, a possibilidade de isolamento social, naquele momento, causou picos de demanda que impulsionaram os preços do arroz, da banana, do café e dos ovos”.

IBGE reduz expectativa da safra agrícola brasileira, mas estimativa ainda é de colheita recorde em 2020

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu nesta terça-feira (9) a estimativa da safra agrícola brasileira em 2020 em 0,5%. Segundo o G1, o motivo foi à seca no Sul do país, que prejudicou algumas culturas. Ainda assim, a previsão do IBGE é safra recorde no Brasil, com produção de 245,9 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Se confirmado o resultado, será uma alta de 1,9% em relação a 2019, que é atualmente o recorde de produção no país. O levantamento desta terça segue em linha com o divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A diferença é que o levantamento da Conab leva em conta o calendário de safra, que começa em julho e termina junho do ano seguinte, já o IBGE considera o que é produzido nos 12 meses do ano. Principal produto do agronegócio brasileiro e o item mais exportado pelo Brasil, a soja deverá superar o recorde atingido em 2018, com safra de cerca de 119,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,2% em relação à safra do ano de 2019. A produção poderia ser maior se não tivesse uma forte estiagem no Sul, especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul. “Uma severa e prolongada seca atinge a região, desde dezembro, sendo que o Rio Grande do Sul foi o mais afetado. A produção gaúcha, declinou 16,1% em relação a estimativa do mês de abril e 39,3% frente à produção de 2019”, ressalta o gerente do Levantamento, Carlos Antônio Barradas. Por outro lado, o dólar valorizado está incentivando a produção de trigo neste inverno, segundo o IBGE. A estimativa da produção do cereal está 31,4% maior que a do ano anterior. “Metade do trigo no país é importado. Assim, a alta do dólar elevou o preço do cereal, gerando interesse em produzir para substituir parte dessa importação”, esclarece Barradas. No Paraná, maior produtor desse cereal, com participação de 51,5% no total nacional, a produção foi estimada em 3,5 milhões de toneladas, crescimento de 65,9% em relação à produção de 2019. Já no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor (35,7% no total nacional), estima-se a produção de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 7,2% frente ao ano anterior. A produção de café em 2020 foi estimada em 57,3 milhões de sacas de 60 kg. A safra do maior produtor e exportador global, contudo, crescerá 14,7% na comparação com o ano anterior, quando a variedade do arábica teve seu ano de baixa produtividade, disse o IBGE em relatório. Para o café arábica, a produção estimada foi estimada em 42,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior e de 23% frente ao ano passado. Para o café robusta, também conhecido como conilon, a estimativa da produção nacional ficou em 14,8 milhões de sacas, declínio de 3,9% em relação ao mês anterior e de 4% frente a 2019.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Proposta inclui socorro a agricultor familiar entre medidas contra pandemia

G1 – Produtores do Oeste Paulista se preparam para estiagem

G1 – IBGE reduz expectativa da safra agrícola brasileira, mas estimativa ainda é de colheita recorde em 2020

CNA – PIB do agronegócio cresce 3,3% no 1º trimestre de 2020

CNA – Saiba como se prevenir contra as pragas do feijão

CNA – Faculdade CNA incentiva pesquisa de estudantes sobre o agro

CNA – CNA avalia impactos da pandemia nas cadeias produtivas irrigadas

Valor Econômico – Conab ajusta previsão para a colheita de grãos do país em 2019/20 para 250,5 milhões de toneladas

Valor Econômico – Governo argentino anuncia projeto para estatizar exportadora de soja Vicentin

Valor Econômico – Ajuda a produtores afetados pela pandemia pode alcançar US$ 40 bi nos EUA

Valor Econômico – Chinesa Cofco ganha terreno no mercado de açúcar e etanol

Valor Econômico – Triplica o lucro da Raízen Energia

Valor Econômico – Gestora KPTL eleva investimento em startups com soluções para o campo

Valor Econômico – Commodities: Queda do petróleo pressiona açúcar e algodão na bolsa de Nova York

Valor Econômico – Commodities: Recuo das exportações dos EUA motiva queda de soja e trigo em Chicago

Mapa – Análises do Mapa apontam contaminantes em cervejas da Backer produzidas desde janeiro de 2019

Mapa – Brasil garante alimentos para consumo interno e exportações durante a pandemia, diz ministra

Mapa – Desempenho do crédito rural do atual Plano Safra atinge R$ 207,56 bilhões em 11 meses

Mapa – “Tá no Mapa” traz informações sobre setor de produtos orgânicos no Brasil

Embrapa – Vazio sanitário da soja tem início neste dia 10 no Paraná

Embrapa – Fórum discute temas primordiais no Dia Mundial do Meio Ambiente

Embrapa – Parceria entre Satis, Embrapa Agroenergia e EMBRAPII resultará em tecnologia contra deficiência de fósforo no solo

Embrapa – Embrapa Mandioca e Fruticultura doa materiais para testes

Embrapa – Pará abre consulta pública para política de agroecologia, produção orgânica e da sociobiodiversidade

AgroLink – Presidente Executivo da UDOP participa de webinar sobre o mercado da cana-de-açúcar

AgroLink – Alface americana se valoriza

AgroLink – MT: vazio sanitário da soja começa dia 15

AgroLink – ILPF traz redução de pragas

AgroLink – Biológicos: proteína incrementa em 20% produção

AgroLink – Mel é aliado da imunidade

AgroLink – Começa colheita do algodão ao Norte de MS

AgroLink – Lançada nova marca de sementes

AgroLink – Pesticidas: 2º maior porto da EU denunciado por pirataria

AgroLink – Brasil é um grande fornecedor de alimentos, diz ministra

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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