Brasil e Canadá discutem potencial da agricultura de precisão e digital

//Brasil e Canadá discutem potencial da agricultura de precisão e digital
Nesta quinta-feira (19) a Embrapa destacou que, uma das áreas mais promissoras e desafiadoras para o agro no que diz respeito ao alcance e ao potencial de aplicações, a agricultura de precisão e digital foi tema de um workshop virtual realizado no dia 13 de novembro com especialistas da Embrapa e do Agriculture and Agri-Food Canada (AAFC). O objetivo do encontro, articulado por Alexandre Varella, coordenador do Labex EUA, foi identificar prioridades de interesse comum que direcionem os projetos de cooperação entre os dois países a partir do ano que vem. A apresentação oficial dos resultados para as diretorias das respectivas instituições está confirmada para 30 de novembro. O memorando de entendimento para a cooperação foi firmado em julho. Este foi o segundo workshop da cooperação entre Embrapa e AAFC, sob a organização do Labex EUA. O anterior ocorreu em 28 e 29 de outubro, sobre biotecnologia agrícola, com foco em edição gênica de plantas e microrganismos. Segundo a secretária do Comitê Gestor do Portfólio Automação, Agricultura de Precisão e Digital, pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária Maria Angélica Leite, a cooperação coincide com o momento de maior evidência da agricultura digital. Para ela, os desafios estão relacionados a aquisição, armazenamento, catalogação, disponibilização e acesso aos dados, para que sejam compreensíveis e estejam disponíveis para consulta e reúso. Outro ponto fundamental na parceria com o AAFC será a análise dos dados obtidos. Ambas as instituições utilizam imagens de satélites para o mapeamento das áreas agrícolas. Com a cooperação, está previsto o compartilhamento de metodologias para o aperfeiçoamento das técnicas de processamento. Ricardo Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação e presidente do Comitê Gestor do Portfólio Automação, Agricultura de Precisão e Digital, explica que a definição dos temas para cooperação teve como base os projetos em execução. Entre as áreas com maior potencial de colaboração entre Embrapa e AAFC, estão a identificação de riscos de doenças no contexto da segurança alimentar global; tratamento de imagens de satélites; biovigilância; planejamento de experimento de culturas; visão computacional para detecção de objetos em imagens, como doenças em plantas, e robótica. Estão previstas ainda duas publicações conjuntas: uma sobre “Medição de índices de vegetação para monitoramento ambiental com base em UAV”, em sensoriamento remoto, e outra sobre patologia de plantas. Para o ano que vem, deve ocorrer um workshop virtual sobre inteligência artificial e tratamento de imagens. Além do coordenador do Labex EUA, de representantes do escritório internacional e de cientistas do AAFC, o workshop teve a participação dos pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária Carla Macário, Julio Esquerdo, Jayme Barbedo e Thiago Santos e do analista Eduardo Speranza, e do pesquisador Lúcio Jorge, da Embrapa Instrumentação.

Esperança no abastecimento mundial, Brasil investe pouco em tecnologia agrícola

Esperança no fornecimento de alimentos para o mundo nos próximos anos, devido ao aumento da população mundial, o Brasil ainda investe pouco em novas tecnologias, informou a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19). De todos os investimentos feitos no mundo, principalmente nos concorrentes do país nesse setor, apenas de 2% a 3% são efetivados no Brasil, conforme dados de 2018. Há uma evolução anual, e essa participação já poderá estar próxima de 5%, mas ainda é muito pouco, segundo avaliação de Otávio Celidonio, coordenador do AgriHub, um centro de inteligência para estimular negócios na cadeia produtiva e conectar empresas, produtores rurais, startups e o ecossistema agrícola. As startups que atuam dentro da porteira já são pelo menos 400, mas elas têm dificuldades e desafios para vencer questões de recursos, afirma ele. Em um evento de discussões sobre necessidades e desafios das inovações na agricultura, promovido pela Mosaic Fertilizantes, o coordenador do AgriHub afirmou que essas tecnologias não chegam como mágicas, mas é um processo passo a passo. Ele acredita que as próximas inovações irão contemplar o processo comercial, melhorando compra de insumos, vendas, acesso a clientes e rastreabilidades. Quanto ao processo produtivo, o potencial de possibilidades ainda está longe do que se conquistou até hoje. Já há um reconhecimento das pragas, por exemplo, mas, mais à frente, serão necessários novos avanços. Entre eles, nesse campo, Celidonio lista a necessidade não só da identificação das pragas, mas também tipos de controle, melhora na operação e a até a influência do clima nessas operações. Odílio Balbinotti Filho, do grupo Atto, concorda com Celidonio sobre o patamar de aproveitamento atual de toda a tecnologia. Se aplicada, ela poderia gerar uma produtividade de soja de 90 a 100 sacas por hectare. A média atual é de 55. O que o produtor espera da agricultura digital, no entanto, é um modelo acessível e prático, embora os gargalos ainda sejam gigantes, afirma Balbinotti. Para Felipe Klemperer, da Mosaic, o produtor busca soluções que tragam doses corretas e o tempo certo no uso de insumos, o que pode resultar em maior produtividade. Uma das necessidades básicas nessa área é a colaboração, alertam os especialistas. Balbinotti diz que a mão de obra especializada é escassa e o produtor encontrará dificuldades, mas é fundamental que ele participe desse processo. Quem ficar fora não aprende e será excluído. A função das empresas é construir canais que possibilitem o produtor a ter acesso a esses conhecimentos. Ele precisa conhecer a arte do possível, diz Klemperer. Além da cooperação entre todo o ecossistema envolvido, que vai de universidades, Sebrae a empresas ligadas a esse setor, o coordenador do AgriHub destaca a necessidade da personalização. As empresas têm de entrar com necessidades específicas do produtor. Este, contudo, deverá conhecer bem suas necessidades, de talhão a talhão.

Proposta susta resolução da Anvisa que proíbe uso do herbicida paraquate no País

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 310/20 susta a Resolução 177/17 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe o ingrediente ativo paraquate em produtos agrotóxicos no País e determina medidas transitórias de mitigação dos riscos. O paraquate é um herbicida de amplo espectro usado, principalmente, para o controle de ervas daninhas, destacou a Agência Câmara nesta quinta-feira (19). Os agrotóxicos produzidos com o ingrediente são associados a casos de câncer e à doença de Parkinson. Segundo o texto em tramitação na Câmara dos Deputados, estudos no exterior indicam que o paraquate não é ingrediente mutagênico e que não há relação causal com a doença de Parkinson. “Especialistas brasileiros chegaram às mesmas conclusões”, destaca o autor, deputado Luiz Nishimori (PL-PR). “A proibição do uso do paraquate, elemento que revolucionou o desenvolvimento da agricultura tropical, tende a elevar os custos totais das cadeias produtivas, elevando os preços finais e a inflação”, acrescenta o deputado. A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Exportação de açúcar turbina resultados das usinas na safra

O cenário sombrio para os negócios do início da pandemia ficou para trás entre os grandes grupos sucroalcooleiros. Com a escalada do dólar, a exportação brasileira de açúcar ganhou ainda mais competitividade no mercado internacional e garantiu receitas e margens até mais confortáveis no primeiro semestre desta safra (2020/21) do que no mesmo período da temporada passada (2019/20). E isso deve se repetir nesta segunda metade do ciclo. A receita de todas as usinas de capital aberto com as vendas de açúcar no mínimo dobrou no segundo trimestre, uma vez que as empresas aproveitaram a disparada de preços em reais. Já o faturamento com as vendas de etanol não foi uniforme entre as companhias e só cresceu entre as empresas que redobraram os esforços para exportar o produto, especialmente para a indústria de itens sanitários, também aproveitando o câmbio mais amigável. No caso da Raízen Energia, maior companhia do segmento, o faturamento com açúcar cresceu mais de nove vezes, para R$ 1,9 bilhão. Além dos embarques do açúcar produzido em suas usinas, a companhia também fortaleceu suas operações de revenda de açúcar produzido por outras empresas, o que dá uma margem menor, mas eleva a escala. Desde o início da safra, os embarques que a empresa realiza de açúcar de terceiros já representa mais de 40% do total. A Biosev, controlada pela Louis Dreyfus Company (LDC) e também uma das maiores do setor no país, quase duplicou sua receita líquida no trimestre, para R$ 2,98 bilhões, um recorde para a companhia, ressaltou o CEO José Juan Blanchard, ao Valor Econômico nesta sexta-feira (20). Desse montante, praticamente 40% foi obtido com as exportações de açúcar, ou R$ 1,2 bilhão – mais que o dobro do obtido no mesmo trimestre do ano passado. Na São Martinho, outra que está entre as maiores do segmento, a receita com os embarques de açúcar também mais que dobrou, para US$ 381,6 milhões, e representou 41% do faturamento do trimestre, que chegou a R$ 925 milhões. Amparados na desvalorização do real, que já vem sendo aproveitado pelas usinas desde o ano passado para fixações de preço de embarques desta safra, os preços médios do açúcar para exportação subiram de forma a garantir margens bem mais confortáveis no acumulado da safra 2020/21.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Proposta susta resolução da Anvisa que proíbe uso do herbicida paraquate no País

Agência Senado – Senado aprova MP que prorroga contratos de pessoal do Incra até 2023

Governo Federal – Acordo vai promover e apoiar a exportação de produtos de cooperativas brasileiras

Folha de S.Paulo – Esperança no abastecimento mundial, Brasil investe pouco em tecnologia agrícola

O Estado de S.Paulo – Grupo de bancos, indústria, agro e ONGs vê responsabilidade do governo em venda irregular de madeira

O Estado de S.Paulo – Bolsonaro recua e agora diz que não vai acusar países de importar madeira ilegal

Valor Econômico – Exportação de açúcar turbina resultados das usinas na safra

Valor Econômico – Commodities: Demanda por óleo para biodiesel eleva preço da soja em Chicago

Valor Econômico – Divergência na área de sementes de soja

Valor Econômico – Governo vai criar registro nacional de máquinas agrícolas

Valor Econômico – Plantio de grãos está mais acelerado que na safra passada, mostra Conab

Valor Econômico – ADM e InnovaFeed construirão nos EUA a maior fábrica de proteína de insetos do mundo

Valor Econômico – Brasilcom recorre ao STJ para reduzir metas do RenovaBio de 2020

Mapa – Nota conjunta à imprensa – Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Economia e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CNA – Produtores capixabas na final de prêmio nacional de cafés de qualidade

CNA – Live promovida pela CNA debate soja carbono neutro

CNA – CNA discute alternativas para potencializar setor sucroenergético

CNA – CNA reúne parlamentares e especialistas para debater as relações do trabalho

Embrapa – Brasil e Canadá discutem potencial da agricultura de precisão e digital

Embrapa – Webinar do AgroNordeste aborda alimentação alternativa para caprinos e ovinos

AgroLink – Área de mamona avança 15%

AgroLink – Farsul recebe visita do embaixador dos EUA no Brasil

AgroLink – Arroz, milho e soja estão adiantados

AgroLink – Brasil pode ser autossuficiente em trigo?

AgroLink – Chegada do 5G no campo promete revolução

AgroLink – ILP é estratégica no arroz

AgroLink – Proteína inovadora incrementa produção de café

AgroLink – Solo bem manejado: aliado do uso racional da água na agricultura

AgroLink – CNA discute alternativas para potencializar setor sucroenergético

AgroLink – Agtech cresce 500% na pandemia

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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