Bolsonaro veta projeto que obrigava SUS a garantir sangue e remédios a pacientes

//Bolsonaro veta projeto que obrigava SUS a garantir sangue e remédios a pacientes
O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar nesta quinta-feira (26) integralmente um projeto de lei aprovado pelo Congresso que garantia a todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a oferta de sangue, hemoderivados, medicamentos e demais recursos necessários para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo a proposta original do autor do projeto, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB-GO), era garantir o tratamento de pacientes portadores de coagulopatias congênitas (hemofilias), mas o texto sofreu alterações durante a tramitação no Senado, e a redação aprovada acabou estendendo a garantia para todos os pacientes do SUS. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência da República, Bolsonaro decidiu barrar o projeto após analisar manifestações de “ordem técnica e jurídica”. O texto traria alterações em lei que regulamenta a coleta, processamento e distribuição do sangue e derivados. De acordo com o governo, o projeto criava uma obrigação ao Executivo e gerava despesa obrigatória ao poder público, sem definir uma fonte de custeio específica para arcar com a implantação da medida, nem informar o impacto financeiro dela, o que viola a Constituição. O veto será publicado na edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira (27). O Congresso ainda pode derrubar a decisão de Bolsonaro.

Senador com 20 anos de emergência hospitalar socorre colegas em plenário

Reportagem da Folha de S.Paulo, desta sexta-feira (27), conta que um homem faz um discurso diante de dezenas de pessoas quando repentinamente fica pálido, a voz falha e ele cai no chão. Dois meses se passam e, no mesmo local, outro homem vai ao chão. Desta vez, um senhor de terno claro em convulsão. “Eu quero o serviço médico! Serviço médico urgente!”, diz um grito de socorro. Os dois casos, que felizmente acabaram bem e com as vítimas recuperadas, aconteceram no plenário do Senado e envolveram conhecidos parlamentares. O primeiro episódio foi com o senador Cid Gomes (PDT-CE), hoje licenciado. O segundo, com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). O homem que gritou por socorro ao microfone era o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Em comum, as duas histórias têm o personagem que fez o atendimento emergencial dos pacientes, o também senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos quatro médicos com mandato na Casa atualmente. Ortopedista formato pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), Alencar é especialista em cirurgia de quadril, mas trabalhou em atendimento de urgência em pronto-socorro em seu estado por quase 20 anos. “Quem trabalha em pronto-socorro, quando acontece um problema, é quase automático: você vai para salvar”, afirma o senador, que oficialmente deixou a medicina em 2004. Ele diz que chegou a operar até quando era governador da Bahia, em 2002, quando uma antiga paciente o procurou. Em atos políticos, lembra que a experiência médica já foi útil, como quando, graças a dois comprimidos de um vasodilatador que carregava na carteira, salvou um adversário que enfartava em sua frente. Em maio, quando passava pelo interior da Bahia, viu um motociclista ser atropelado e mandou que seu motorista parasse o carro. “Vi que estava com traumatismo craniencefálico, sem respirar direito. Fiz [respiração] boca a boca nele, botei dentro do carro e levei para Alagoinhas [município próximo]”, diz o médico senador. No Congresso, leva para seu gabinete uma mala com medicamentos para uma eventual necessidade. “Remédio que não acaba nunca: analgésico, anti-inflamatório, [medicação] para dormir… É para atender o pessoal.” E os colegas o procuram. Ele lembra que passou a ser chamado de “meu médico” pela ex-senadora Lúcia Vânia depois que a tratou de uma fascite plantar, inflamação de uma membrana que recobre a musculatura da sola do pé. No dia 3 de setembro, atendeu sua primeira emergência na Casa. Cid Gomes estava na tumultuada sessão em que se discutia a cessão onerosa. Cid lia seu relatório quando começou a passar mal. Ele tem síncope vasovagal, que causa mudança abrupta de pressão. Alencar estava sentado no plenário e correu até a tribuna. Ergueu as pernas de Cid e as apoiou sobre os próprios ombros, para que o sangue dos membros inferiores fosse para a cabeça. O colega cearense se recuperou. Tempo depois, na sessão do dia 19 de novembro, se assustou ao ver Kajuru tendo uma convulsão. “Ele ficava se debatendo todo, o olho virou. Quando vi, corri, meti a mão na boca. Botei o lenço para a língua dele não obstruir a traqueia e ele voltar a respirar.” O serviço médico do Senado logo retirou Kajuru de maca de dentro do plenário. O senador precisou ser internado. Boletim médico do hospital em que ficou informou que exames revelaram uma cicatriz no cérebro, provável resultado de uma infecção antiga já resolvida. Esta cicatriz, associada ao estresse, diz a nota, pode ter contribuído para a crise convulsiva. O senador já recebeu alta e passou a chamar o colega médico de “Otto de Deus”. “Em medicina, 90% se resolve com boa vontade e aspirina”, diz o senador doutor.

A técnica de detectar câncer de próstata que pode ‘revolucionar a saúde dos homens’

O G1 destacou nesta sexta-feira (27), que o câncer de próstata é uma das formas mais comuns de câncer entre homens, com cerca de 1,2 milhões de novos casos ao ano, segundo a Associação Espanhola contra o Câncer. Ainda assim, o procedimento utilizado para diagnosticá-lo é pouco preciso. “Tradicionalmente, usamos um teste de sangue para identificar níveis elevados de um antígeno específico da próstata (PSA, na sigla em inglês) e então fazemos uma biópsia. Isso quer dizer que tiramos um tecido da próstata para examiná-lo no microscópio”, explica à BBC Mark Emberton, professor de oncologia intervencionista da University College London (UCL). “Mas os níveis de PSA não são um indicador confiável do câncer de próstata: cerca de 75% dos homens que obtêm um resultado positivo não têm o câncer, enquanto que (o teste) não detecta a doença em cerca de 15% dos homens que a têm.” Hoje em dia, adiciona o especialista, “diagnosticamos tumores que são inofensivos, o que leva a exames e operações desnecessárias, e ignoramos cânceres que são prejudiciais, deixando que a enfermidade se multiplique e se espalhe pelo corpo sem controle”. Atualmente, Emberton faz parte do projeto ReIMAGINE liderado pela UCL, com pesquisadores do Imperial College e do King’s College de Londres, além de médicos do hospital da UCL. A equipe está analisando se as imagens por ressonância magnética podem servir para fazer um diagnóstico efetivo de câncer de próstata em homens, da mesma forma que as mamografias são utilizadas para detectar o câncer de mama em mulheres. A partir deste mês, 300 homens, que tenham entre 50 e 75 anos, serão selecionados de forma aleatória e convidados a participar do estudo. Para cada paciente, será realizado um exame de sangue (que identifica PSA) e uma ressonância magnética de 10 minutos. Ao combinar o trabalho de radiologistas e urologistas para analisar os resultados dos dois exames, será possível avaliar com mais precisão se o paciente apresenta ou não sinais de câncer de próstata. Quanto antes for iniciado o tratamento, maior são as chances de um bom resultado. Em última instância, isso permite salvar vidas, conforme explica Emberton à BBC. Também permitirá que sejam feitas menos biópsias, o que reduziria o custo para o sistema de saúde, acrescenta ele.

Diabéticos agora têm prioridade em hospitais públicos e particulares do Pará

Foi sancionada, nesta sexta-feira (27), pelo governador Helder Barbalho, a Lei 8.963, que estabelece atendimento prioritário para diabéticos no sistema de saúde em todo o Pará, durante a realização de determinados exames. A partir de agora, os hospitais públicos e particulares, clínicas, postos de saúde e postos de coleta, do Pará, devem oferecer atendimento diferenciado aos portadores de diabetes mellitus, no tocante aos horários de exames que venham a ser feitos em caráter de jejum total, assegurando prioridade a esses pacientes. Segundo o portal O Liberal, o projeto que resultou na criação da Lei foi aprovado no último dia 26 de novembro, na Assembleia Legislativa, e proposto pelo presidente da Comissão de Saúde da casa, deputado Dr. Jaques Neves (PSC). Na quinta-feira 26, a sanção do governador foi publicada no Diário Oficial do Estado. Com isso, os diabéticos terão o mesmo tipo de tratamento já garantido aos idosos, deficientes e gestantes. “Esses pacientes não podem ficar nas dependências das filas. É preciso que a gente garanta para esses pacientes o acompanhamento laboratorial para evitar cada vez mais as complicações”, declarou o autor da matéria, na justificativa do projeto. Com base em dados do Ministério da Saúde, ele observou que houve um crescimento de 60% nos casos de diabetes, no Brasil, entre 2006 e 2016, e que é preciso mais zelo e cuidado com os indivíduos acometidos por essa doença, uma vez que a alteração considerável da taxa de glicemia é motivo de preocupação. “Geralmente, o diabético, ao fazer os exames em jejum, está em média doze horas sem ingerir nenhum tipo de alimento e, com isto, os níveis de insulina produzidos sintetizaram as moléculas de glicose restantes e a taxa glicêmica estará baixa. De acordo com a necessidade, o corpo exigirá alimentação e quanto mais tempo o diabético demorar a ser atendido, mais o corpo sentirá os malefícios do jejum prolongado, como: mal estar, sudorese, taquicardia, tonturas, desmaios e, em casos mais graves, o óbito”, justificou o parlamentar. Com a entrada das novas regras em vigor, Jaques Neves afirma que deve se iniciar atividade fora do parlamento, para que todas as instituições, públicas e privadas, tomem conhecimento da Lei e cumpram suas determinações. “Enquanto presidente da Comissão de Saúde da Alepa, temos pensado Leis que ajudem a minimizar o sofrimento de quem luta contra problemas de saúde a partir de medidas que não oneram os cofres do Estado e, ao mesmo tempo, melhoram o atendimento na rede pública. Parabenizo também o governador Helder Barbalho pela sensibilidade em sancionar tão importante Lei para os diabéticos”, declarou.

SAÚDE NA IMPRENSA
Agência Câmara – Sancionada lei que cria o Biênio da Primeira Infância do Brasil

Folha de S.Paulo – O que fazer quando a barriga fica estufada depois de comer muito?

Folha de S.Paulo – Duas novas pesquisas contestam epidemia de solidão entre idosos

Folha de S.Paulo – Senador com 20 anos de emergência hospitalar socorre colegas em plenário

O Estado de S.Paulo – Na França, morrer em casa pode significar uma longa espera por um médico

O Estado de S.Paulo – Bolsonaro veta projeto que obrigava SUS a garantir sangue e remédios a pacientes

Correio Braziliense – Melhoramento genético torna quinoa mais resistente ao aquecimento global

Anvisa – Alimentos: normas estabelecem padrões microbiológicos

Agência Fiocruz – Nova edição da Reciis debate etnicidades e saúde

Agência Fiocruz – Acesso a serviços reduzem mortalidade neonatal, aponta estudo

Metrópoles – Suspensas há 5 anos, cirurgias cardiovasculares voltam ao HBDF

Metrópoles – Realidade virtual ajuda mães a sentir menos dor na hora do parto

Metrópoles – Infecção causada por novo parasita assusta cientistas brasileiros

G1 – Quais os benefícios dos alimentos naturais para a nossa saúde?

G1 – A técnica de detectar câncer de próstata que pode ‘revolucionar a saúde dos homens’

CM Jornal – O que é importante saber sobre as novas vacinas no Plano Nacional de Vacinação

DN – Vacinas: Meningite B e HPV para rapazes passam a ser gratuitas em 2020

Sábado – Ordem acusa Ministério de entrave à fixação de médicos do SNS

News Rondônia – Direito médico: medicina e o direito aplicado aos profissionais da saúde

Folha Max – Estado normatiza procedimentos de bloqueios judiciais da saúde

Chico Terra – Durante o tratamento contra o câncer, a atividade física faz bem?

O Liberal – Diabéticos agora têm prioridade em hospitais públicos e particulares do Pará

__________________________________________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »