Boletim NK – Vacina contra a Covid-19 aquece o mercado de clínicas particulares no Brasil

//Boletim NK – Vacina contra a Covid-19 aquece o mercado de clínicas particulares no Brasil

Vacina contra a Covid-19 aquece o mercado de clínicas particulares no Brasil

A possível chegada de vacinas contra a Covid-19 à rede particular aqueceu o mercado de clínicas privadas no Brasil. É que o dizem especialistas e consultores da área ouvidos pelo G1.

Ainda que a campanha de vacinação esteja restrita à rede pública, eles relatam que: a rede privada passou a negociar a compra de vacinas; clínicas já estabelecidas buscam agregar serviço de imunização, e há quem esteja começando o negócio do zero; para os novatos, compra de vacinas é um desafio (quase 100% dos imunizantes disponíveis na rede privada são importados); e a venda de refrigeradores subiu (com registro de até 30% entre 2019 e 2020).

Trata-se de um mercado que demanda alto investimento inicial, importação de vacinas e conhecimento de normas e regulamentações. Por exemplo: toda dose de vacina aplicada na rede particular deve ser reportada ao Ministério da Saúde, assim como eventuais efeitos adversos.

O presidente da Associação Brasileira de Clínica de Vacinas (ABCVac), Geraldo Barbosa, disse que a possibilidade real da chegada da vacina contra a Covid- 19 desencadeou nos últimos meses um aumento “significativo e expressivo” da procura de profissionais de saúde por informações sobre como abrir a própria clínica.

A possibilidade da chegada da vacina na rede privada – enquanto a vacinação na rede pública ainda é incipiente – gerou críticas de especialistas.

Anvisa diz que resultado da Sputnik é ‘boa notícia’, mas que ainda faltam dados para análise no Brasil

Alvo de pressão para aprovar a vacina Sputnik contra a Covid, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta terça-feira (2) que a divulgação de resultados preliminares que apontam 91,6% de eficácia para o imunizante representa “uma boa notícia”.

A agência, porém, reforça que ainda precisa de mais dados para análise da vacina no Brasil. “Para decidir sobre a eficácia e segurança, uma autoridade reguladora precisa ter acesso aos dados completos gerados nos estudos clínicos”, apontou a Anvisa, em nota.

Outro impasse é uma diferença nas condições da vacina analisada nos estudos –na forma líquida e armazenada, a -18ºC– com o modelo que pretende ser produzido e comercializado no Brasil, entre 2ºC e 8ºC.

A Folha questionou a União Química em relação às próximas medidas a serem adotadas junto à Anvisa, mas ainda não recebeu resposta.

Vacina de Oxford tem 82% de eficácia se intervalo entre doses for de 12 semanas, diz estudo

A eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca pode chegar a 82,4% se o intervalo entre as duas doses for de 12 semanas ou mais, revela estudo publicado nesta terça-feira, 2. O imunizante tem autorização para uso emergencial no Brasil e é produzido e distribuído nacionalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O artigo, assinado por pesquisadores britânicos, brasileiros e sul-africanos, foi disponibilizado na plataforma de pré-publicação da revista The Lancet e ainda precisa passar pela revisão de outros cientistas.

O estudo divulgado nesta terça mostra ainda que a eficácia do imunizante após 22 dias da aplicação de apenas uma dose chega a 76%, fortalecendo a estratégia já adotada por alguns países, como o Reino Unido, de usar as doses disponíveis para vacinar o maior número de pessoas e adiar ao máximo a segunda dose. O nível de proteção permanece até 90 dias após a primeira dose, período em que o reforço deve ser aplicado.

A Fiocruz já havia defendido a aplicação de dose única pelo menos em um primeiro momento como forma de acelerar o porcentual de pessoas protegidas contra a doença. Segundo o Estadão, por enquanto, somente 2 milhões de doses do imunizante de Oxford foi distribuído no Brasil. A Fiocruz promete produzir 100 milhões de unidades no primeiro semestre, mas sofre com atraso na entrega dos insumos vindos da China.

Atraso em vacinação pode reduzir à metade PIB de 4% projetado pelo Itaú

O novo presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, disse nesta terça-feira que existe uma importante expectativa de recuperação da atividade econômica este ano, mas os “efeitos colaterais” da pandemia permanecem. “O cenário continua com razoável grau de incerteza, em especial no que diz respeito à crise sanitária”.

Assim, um atraso do plano de vacinação, se for de seis meses, pode reduzir pela metade a projeção de crescimento de 4% que o banco tem em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. “Isso é para ter ideia de como é importante vacinar o quanto antes”, disse em teleconferência com jornalistas sobre os resultados financeiros do quarto trimestre, divulgados ontem à noite.

Ao Valor, Maluhy destacou que, passados os resultados das eleições no Câmara e no Senado, que elegeram respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-RJ) para liderarem as casas, a expectativa é que dois temas sejam o foco do Congresso: o plano de vacinação, até mesmo pelos efeitos econômicos que isso permite, e o andamento das reformas.

A visão dele é que, mesmo que haja necessidade de continuidade do auxílio emergencial para mitigar os efeitos econômicos da pandemia, que essa eventual prorrogação venha com um recado bem claro ao mercado. “Qualquer programa emergencial tem que vir acompanhado de reforma, para que o mercado entenda que é transição”, disse. “Continuamos com a premissa de que o teto de gastos será cumprido”, acrescentou.

 

NA IMPRENSA

 

G1 – Eficácia da vacina Sputnik V para Covid-19 é de 91,6%, apontam resultados preliminares publicados na ‘The Lancet’

G1 – Vacina de Oxford tem 76% de eficácia em pacientes após três semanas da primeira dose

G1 – Vacina contra a Covid-19 aquece o mercado de clínicas particulares no Brasil

G1 – Número de pacientes transferidos do AM para outros estados chega a 432

G1 – Taxa de mortalidade de pacientes com Covid-19 em UTIs no país é de quase 50%, diz pesquisa da UFMG

G1 – Doses de CoronaVac que poderiam ter estragado no Rio precisam ser usadas em até 2 semanas, diz secretaria

Valor – Hungria recebe primeiro lote da vacina russa Sputnik V0

Valor – Proteção da vacina russa pode durar 2 anos, prevê cientista

Valor – Polônia decide não aplicar vacina da AstraZeneca em pessoas acima de 60 anos

Valor – Atraso em vacinação pode reduzir à metade PIB de 4% projetado pelo Itaú

Valor – Pfizer reverte prejuízo e tem lucro líquido de US$ 594 milhões

Valor – Japão prorroga estado de emergência contra covid-19 até 7 de março

JOTA – PGR: é inconstitucional norma que condiciona recusa terapêutica feita por gestante

Agência Brasil – China prende mais de 80 suspeitos de vender vacinas falsas

Agência Brasil – Temendo colapso na saúde, Acre decreta bandeira vermelha

Folha – Segunda mutação é achada em variante do Reino Unido e preocupa cientistas

Folha – Quase 80% dos médicos reprovam atuação do Ministério da Saúde na pandemia, diz pesquisa

Folha – Europa faz alerta sobre comércio de certificados falsos de resultados negativos para Covid-19

Folha – Sepultadores pedem prioridade da categoria na vacinação contra a Covid-19 em SP

Folha – França, Polônia e Suécia decidem não dar vacina de Oxford a idosos antes de novos dados

Folha – Cresce ansiedade entre os idosos na pandemia

Folha – Anvisa diz que resultado da Sputnik é ‘boa notícia’, mas que ainda faltam dados para análise no Brasil

 

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