Boletim NK – São Paulo amplia uso de planta medicinal e distribui 6,7 milhões de fitoterápicos

//Boletim NK – São Paulo amplia uso de planta medicinal e distribui 6,7 milhões de fitoterápicos

São Paulo amplia uso de planta medicinal e distribui 6,7 milhões de fitoterápicos

O potencial de plantas no tratamento de doenças e sintomas tem ganhado reconhecimento na área de saúde, fazendo delas aliadas da medicina convencional. Industrializadas ou manipuladas e em formatos que vão de cápsula a comprimido e gel, ganhando o nome de fitoterápicos, 12 plantas estão entre os 184 medicamentos indicados em programas de atenção primária do Ministério da Saúde. Segundo o portal Estadão, o fornecimento de fitoterápicos na cidade de São Paulo cresceu 662% no ano de 2019 em relação a 2015. No ano passado, 6,702 milhões de medicamentos fitoterápicos foram fornecidos na capital paulista. Em 2015, quando a oferta na rede municipal teve início, eram 878 mil unidades. Os números se referem a quatro tipos de medicamentos: a isoflavona-de-soja, indicada para o climatério, transição que a mulher passa da fase reprodutiva para a pós-menopausa, a garra-do-diabo, anti-inflamatório e analgésico, a espinheira-santa, para tratar gastrite e indigestão, e a valeriana, para casos leves de depressão e ansiedade. Professora da especialização em Fitoterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a farmacêutica Patrícia Correa Dias considera que a área tem crescido “muito” nos últimos anos, tanto na rede pública quanto privada. “Essa demanda surge muitas vezes da própria população, que busca uma possibilidade natural de tratamento, até para minimizar efeitos colaterais da medicina tradicional”.

Novo remédio de diabete é usado para emagrecer; médicos apontam riscos

Um medicamento lançado no Brasil em 2019 para o tratamento de diabete tem sido utilizado indiscriminadamente para a perda de peso. Isso acontece, muitas vezes, sem prescrição médica nem acompanhamento especializado de possíveis efeitos colaterais, como vômitos, problemas intestinais e no fígado. O uso indevido está sendo impulsionado por grupos no Whatsapp e no Facebook formados por pessoas que trocam dicas e relatos. Segundo apontou o Estadão, no Facebook, um grupo fechado para falar sobre o Ozempic, nome comercial do produto, já soma mais de mil membros. Embora em sua descrição, a página não fale especificamente sobre o uso para a perda de peso, praticamente todos as publicações dos membros são sobre emagrecimento. Segundo médicos, o remédio tem atraído cada vez mais adeptos porque, além de poder ser comprado sem receita, só exige uma aplicação semanal (ao contrário de outros medicamentos, que devem ser tomados ou aplicados diariamente). Não é a primeira vez que um remédio para diabete é utilizado de forma indevida para a perda de peso. Em 2011, o medicamento liraglutida (mais conhecido por seu nome comercial, Victoza) chegou ao Brasil para o tratamento de pacientes diabéticos. Ficou popular, porém, entre os interessados em perder peso. Na época, médicos também fizeram o alerta para os riscos do uso sem acompanhamento. Cinco anos depois, a mesma substância foi lançada para o tratamento da obesidade, mas em nova versão e com dosagens diferentes.

Estudo da Oxfam mostra que é urgente encontrar soluções novas para o cuidado de crianças e idosos

O ponto central do relatório da ONG britânica Oxfam é o trabalho de cuidado a dependentes que não é remunerado. O estudo, que também estima a concentração de riqueza no mundo, revela que esse tipo de ocupação é exercido principalmente pelas mulheres, em especial as mais pobres. São elas que cuidam das crianças e dos mais velhos. É urgente encontrar soluções novas. De acordo com o blog da Miriam Leitão no O Globo, se as horas trabalhadas por elas em casa fossem remuneradas, seriam injetados US$ 10,8 trilhões na economia mundial a cada ano. Esse seria a medida econômica do problema. O assunto também é importante no debate sobre a desigualdade, que a Oxfam considera como fora de controle, em seu relatório.

Empresários e redes sociais lucram com onda antivacina

A hesitação a vacinas é um conjunto diverso de atitudes relacionadas à imunização: há quem recuse apenas algumas vacinas; quem adie o calendário vacinal; quem obedeça ao calendário, mas não se sinta seguro, entre outras variações. Essa falta de confiança coloca os mais frágeis em perigo e pode impactar as taxas de vacinação, aumentando o risco de epidemias de doenças preveníveis por vacina, como é o caso da poliomielite e do sarampo. As redes sociais também têm responsabilidade na disseminação dessa desconfiança, como indica uma pesquisa recente da Avaaz. Quase 90% dos vídeos do YouTube em português analisados pela organização apresentaram alguma desinformação sobre vacinas. Texto de Dayane Machado e Leda Gitahy, publicado no blog Cadê a Cura?, da Folha de S.Paulo, destaca que esse resultado se torna ainda mais preocupante se considerarmos que das pessoas entrevistadas pela pesquisa, 57% dos que deixaram de se vacinar alegaram algum boato sobre vacinas como o principal motivo para essa decisão. Esse movimento também tem se fortalecido no Brasil por meio das redes sociais. Um dos maiores grupos do Facebook contrários à vacinação reproduz argumentos de conspiracionistas, compartilha conteúdo de sites negacionistas americanos e realiza até transmissão online de eventos problemáticos como o AutismOne. “Redes sociais são movidas a atenção e engajamento, de modo que conteúdos antivacinação também podem se tornar lucrativos para essas empresas. Enquanto isso, os grupos antivacina se organizam e se fortalecem, disseminando dúvidas e criando novas ondas de hesitação”, diz o texto.

SAÚDE NA IMPRENSA

Câmara dos Deputados – Proposta anula portaria que instituiu novo modelo de financiamento da saúde

CONASS – Regionalização da saúde melhora rotina e tratamento de pacientes em Goiás

CONASS – Secretaria de Estado da Saúde alerta população para combate ao mosquito Aedes no período chuvoso

O Globo – Miriam Leitão – Estudo da Oxfam mostra que é urgente encontrar soluções novas para o cuidado de crianças e idosos

Estadão – São Paulo amplia uso de planta medicinal e distribui 6,7 milhões de fitoterápicos

Estadão – Novo remédio de diabete é usado para emagrecer; médicos apontam riscos

Estadão – Farmacêutica faz recall de remédio para úlcera gástrica

Folha de S.Paulo – China confirma mais quatro casos de infecção por vírus desconhecido

Folha de S.Paulo – Empresários e redes sociais lucram com onda antivacina

Folha de S.Paulo – A importância do flúor para os dentes

Folha de S.Paulo – Debate sobre saúde mental deve ir além dos transtornos, diz criador da campanha Janeiro Branco

Folha de S.Paulo – Ausência de desejo sexual não é falta de libido, diz médica

Valor Econômico – Juiz reduz indenização a ser paga pela Johnson & Johnson de US$ 8 bi para US$ 7 mi

Valor Econômico – Correios: TST suspende reajuste de mensalidade do plano de saúde

Panorama Farmacêutico – Pesquisa na Amazônia analisa importância da biodiversidade para medicamentos

Correio Braziliense – Chip que simula crescimento do câncer ajuda em pesquisas sobre a doença

EXAME – Com aprovação dos EUA, startup de saúde brasileira mira expansão global

JOTA – Plano pode cobrar coparticipação em internação psiquiátrica após 30 dias

Pfarma – Consumo de medicamentos para câncer de pele cresce 268% em 3 anos

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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