Boletim NK – Presidente da Anvisa diz que prazo de cinco dias para aprovar vacinas contra a Covid-19 é ‘irreal’

//Boletim NK – Presidente da Anvisa diz que prazo de cinco dias para aprovar vacinas contra a Covid-19 é ‘irreal’

Presidente da Anvisa diz que prazo de cinco dias para aprovar vacinas contra a Covid-19 é ‘irreal’

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disse nesta sexta-feira (5), em entrevista à GloboNews, que o prazo de cinco dias para a aprovação de vacinas no Brasil é “irreal”.

Na quinta-feira (4), o Senado aprovou a medida provisória que estabelece prazo de até cinco dias para que a Anvisa autorize o uso emergencial no Brasil de vacinas contra a Covid-19 que já tenham aval internacional.

A MP 1003/2020 autoriza o Executivo federal a aderir ao consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir o acesso equitativo às vacinas contra a covid-19. A medida foi assinada em setembro e o consórcio anunciou na quarta-feira (3) a primeira previsão de distribuição das vacinas, com 10,6 milhões de doses para o Brasil

O texto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que pode confirmar ou vetar mudanças feitas na versão original da MP. O prazo de cinco dias é uma dessas alterações feitas no Congresso. De acordo com a GloboNews, a Anvisa vai pedir que o prazo seja vetado pelo presidente.

Anvisa avalia isentar vacinas da Covax Facility de registro e autorização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai votar na semana que vem um mecanismo para facilitar a entrada  e o uso no Brasil de doses de vacinas obtidas por meio do consórcio Covax Facility. A proposta que será discutida na reunião da Diretoria Colegiada prevê que imunizantes obtidos por meio do consórcio não precisem de registro ou autorização emergencial na agência.

O tema é relatado pela diretora Meiruze Freitas, que também foi responsável pela relatoria dos processos relacionados à autorização para uso emergencial das vacinas de Oxford e CoronaVac.

Caso seja aprovada, a medida garante que as doses das vacinas pertencentes ao consórcio possam ser aplicadas imediatamente no país, sem passar pelo crivo da agência. Na última quarta-feira, a relatora falou sobre a questão. A proposta é regulamentar os termos de importação e monitoramento das vacinas da Covax Facility por meio de uma resolução da diretoria colegiada do órgão.

Segundo o O Globo, a discussão da medida é mais um passo na esteira de ações que a Anvisa tem adotado nos últimos dias para facilitar a habilitação de vacinas no país. Na última terça, a agência retirou a obrigatoriedade de realização de estudo em fase 3 no Brasil para obter a autorização emergencial de uso de um imunizante junto à agência.

Pazuello: Precisamos de autonomia para produção de vacinas para o SUS

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisa de autonomia para a produção de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), em discurso após o lançamento do edital de licitação para construção do Complexo Industrial de Bio-Manguinhos, unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme apurado pelo Valor Econômico, o empreendimento será erguido em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e será o maior centro de fabricação de produtos biológicos da América Latina. Com o novo complexo, Bio-Manguinhos terá capacidade para aumentar em quatro vezes a produção de vacinas e biofármacos.

O ministro ressaltou que o novo complexo representa “importante reforço” para o Programa Nacional de Imunização (PNI) e acrescentou que, no sábado, a Fiocruz receberá o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para iniciar a produção da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca.

Brasil tem doses para vacinar ¼ da população prioritária contra covid no 1º trimestre

O Brasil deve encerrar o primeiro trimestre de 2021 com 41,2 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus garantidas, o suficiente para imunizar aproximadamente um quarto (26,7%) da população considerada prioritária no País. Outros lotes e fabricantes que poderiam se somar a esse total tiveram suas remessas adiadas ou ainda seguem em negociação, sem previsão de data para entrega ou quantidade exata de fornecimento.

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, os 27 grupos prioritários somam aproximadamente 77,2 milhões de brasileiros. Considerando que cada vacinação requer duas doses por pessoa, o contingente garantido até o final de março seria o suficiente para imunizar 20,6 milhões de pessoas, considerando também as 10,7 milhões de doses já entregues em janeiro.

De acordo com o Estadão,  a principal e mais certa aposta do PNI, neste momento, é a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Em contrato firmado com o governo federal, o laboratório brasileiro se comprometeu a entregar 27,37 milhões de doses da vacina até o final de março.

Além da Coronavac, outro lote de vacinas previsto para chegar ao Brasil até o final de março é o da aliança Covax, oferecido pela Organização Mundial da Saúde, através de um consórcio com mais de 150 países. A previsão oficial é de que 1,6 milhão de doses do imunizante produzido pela Universidade de Oxford/Astrazeneca sejam entregues ao País até o final do trimestre, com distribuição prevista para iniciar ainda no final deste mês.

 

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