Boletim NK – Pazuello prevê ‘avalanche’ de propostas de vacinas nas próximas semanas

//Boletim NK – Pazuello prevê ‘avalanche’ de propostas de vacinas nas próximas semanas

Pazuello prevê ‘avalanche’ de propostas de vacinas nas próximas semanas

Sob pressão pela demora na aquisição de mais vacinas para o país, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira que nas próximas semanas haverá uma “avalanche” de propostas chegando ao Brasil. Ele também afirmou que é preciso não confundir as tarefas e responsabilidades da União, dos Estados e dos municípios. Durante evento com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Pazuello lembrou que governadores e prefeitos respondem por 100% da execução das políticas públicas da área, enquanto ao Ministério da Saúde cabe a alocação de recursos, a logística e a contratação de projetos.

Em uma rápida fala, o ministro afirmou que o governo segue “no processo” de receber as doses da vacina da AstraZeneca e um lote adicional da CoronaVac, que deve ser aprovado amanhã pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, o governo também está “em processo” de recebimento de matéria-prima para a produção local da CoronaVac, mas não deu qualquer expectativa ou prazo para que isso aconteça.

Pazuello afirmou que nos meses de janeiro e fevereiro o país vai receber “uma avalanche” de propostas para a compra de vacinas. Ponderou, contudo, que a escolha será feita com cautela, sempre considerando a segurança e a eficácia dos imunizantes. O Valor Econômico acompanhou o evento.

Secretário de Saúde do Rio diz que há ‘discussão’ sobre dose única de vacina

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que há uma “discussão” sobre se a capital fluminense poderia usar todo o estoque delimitado de 230 mil doses de vacina contra covid-19 em uma primeira fase de vacinação – ou se mantém planejamento de efetuar duas doses da vacina, e assim imunizar 115 mil pessoas na cidade.

Em entrevista nesta manhã ao jornal Bom dia Rio, da TV Globo, Soranz foi questionado sobre a eficácia de tal método. A única vacina disponível no país, hoje, é a CoronaVac, do Instituto Butantan, de São Paulo, elaborada pelo laboratório chinês Sinovac. Essa vacina tem taxa global de eficácia 50,4% com duas doses aplicadas, em espaço de cerca de três semanas – e não há, até o momento, indicativo que cheguem mais doses à cidade do Rio de Janeiro.

Ao responder essa pergunta, Soranz comentou que a aplicação de dose única da CoronaVac é um debate, uma questão científica que ainda está acontecendo. Ele admitiu que não há, ainda, informação se uma única dose vai sustentar a imunogenicidade – capacidade de provocar resposta imune, com desenvolvimento de anticorpos. Mas o secretário informou que há discussão no âmbito do Ministério da Saúde e em meios acadêmicos em aplicar apenas a primeira dose. No entanto, frisou que apenas o Instituto Butantan, que tem os dados científicos da vacina CoronaVac, poderia avaliar a eficácia de tal método. “Só quem pode emitir parecer sobre isso é o Instituto Butantan e esperamos que ele se posicione”, afirmou ele, acrescentando que o Rio não fará nada sem essa orientação, bem como sem posicionamento do Ministério da Saúde sobre o tema.

Vacinação contra Covid-19 em Manaus é suspensa em meio a investigação sobre irregularidade na aplicação das doses

A vacinação contra a Covid-19 em Manaus foi suspensa nesta quinta-feira (21). A previsão é que seja retomada na sexta. Somente profissionais que atuam no Samu seguem recebendo o imunizante. A medida foi anunciada em meio à investigação do Ministério Público do Amazonas sobre a suspeita de irregularidades na aplicação da vacina, com a fila de grupos prioritários sendo “furada”.

Denúncias foram feitas depois que parentes de empresários locais postaram fotos sendo vacinados e foram acusados de “furar fila”. A prefeitura da capital amazonense diz que não há irregularidades. Outra dificuldade vivida pelo Amazonas é o número de doses recebidas. O governo do estado informou, na segunda-feira (18), que recebeu 256 mil doses da CoronaVac. No entanto, depois corrigiu a informação e informou que o total recebido foi de 282 mil vacinas. Dessas, somente 221 mil foram distribuídas entre as cidades, incluindo a capital. O governo não informou o que ocorreu com as demais 60.727 doses que sobraram.

A suspensão da campanha foi definida pelas secretarias de Saúde de Manaus e do Amazonas, após uma reunião na noite de quarta-feira (20). Participaram do encontro representantes do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Trabalho. Os participantes da reunião concluíram que devem ser priorizados os profissionais mais expostos ao coronavírus e que trabalhem em unidades de referência de média e alta complexidade, que tenham contato direto com pacientes com Covid, considerando também comorbidades e idade. As informações foram apuradas pelo G1.

Ministério Público apura se houve irregularidade na vacinação de políticos, empresários e servidores em 11 estados e DF

Em pelo menos 11 estados e no Distrito Federal, políticos, empresários e funcionários públicos receberam doses da CoronaVac mesmo não sendo parte dos grupos prioritários definidos pelos governos federal e estaduais. Agora, o Ministério Público de cada estado apura se houve irregularidade nas condutas, com a fila de grupos prioritários sendo “furada”. Nesta quinta (21), a vacinação foi suspensa em duas cidades: em Manaus, após denúncias de que duas médicas, parentes de empresários locais, tenham tido preferência na vacinação; e em Tupã, no interior de São Paulo, após um integrante da irmandade que administra a Santa Casa ser vacinado.

A CoronaVac é o único imunizante contra a Covid-19 disponível no país até o momento e as doses disponíveis da vacinas, 6 milhões, não são suficientes para cobrir todo o grupo prioritário. Segundo o Plano Nacional de Imunização, há 14,9 milhões de pessoas que precisariam ser vacinadas na primeira fase. As doses disponíveis só conseguem imunizar pouco mais de 2,8 milhões de pessoas.

Com poucas doses e muita gente na fila, os governos estaduais e municipais estão restringindo o público-alvo, como mostra um levantamento do G1. Apesar das orientações contidas no plano, o Ministério da Saúde diz que estados e municípios têm autonomia para distribuição das vacinas. Segundo o MP, a irregularidade pode incorrer em crimes de prevaricação (omissão de um agente público), improbidade administrativa e dano coletivo. Quem furar a fila pode ser detido e pagar multa.

NA IMPRENSA

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G1 – Pesquisa indica que medicamento para artrite não é eficaz contra Covid-19

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G1 – Pressionado, Planalto discute com Congresso medidas para evitar hiato sem vacina

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Valor Econômico –Pazuello apresenta “esclarecimentos” sobre atuação em Manaus, informa PGR

Valor Econômico – OAB denuncia governo Bolsonaro à OEA por omissão no combate à pandemia de covid-19

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