Boletim NK – OIE lança programa que vai avaliar o peso global das doenças animais no bem-estar humano

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OIE lança programa que vai avaliar o peso global das doenças animais no bem-estar humano

Em todo o mundo, a produção animal e a aquicultura são essenciais para a nutrição e saúde humana. Os animais desempenham papéis críticos na sociedade, fornecendo renda e comida, mas também roupas, materiais de construção, fertilizantes e força de tração. Porém, a presença de doenças endêmicas e emergentes, entre outros fatores, os impactam negativamente, comprometendo suas contribuições.

O programa GBADs (“Global Burden of Animal Diseases”, em livre tradução, “Ônus global das Doenças Animais”)  liderado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a Universidade de Liverpool e uma parceria de instituições internacionais, permitirá o exame da saúde animal e da carga de doenças sob uma perspectiva diferente. Ao avaliar a carga global em termos econômicos, o programa ajudará a identificar os indivíduos e comunidades que são mais afetados, demonstrando como a saúde animal está intrinsecamente ligada à produtividade agrícola, renda familiar de pequenos agricultores, o empoderamento das mulheres e a provisão equitativa de uma  dieta segura, nutritiva e acessível.

“ É mais evidente agora, para todos, que a saúde animal e a saúde pública estão interligadas e desempenham um papel essencial na construção de um planeta sustentável e saudável. Principalmente, se conseguirmos incorporar os componentes ambientais e socioeconômicos ”, disse a Dra. Monique Eloit, Diretora Geral da OIE.

“O programa GBADs é uma parte fundamental de nosso compromisso em desenvolver nossa capacidade de pesquisa para o bem-estar da humanidade. O programa GBADs é crucial para a construção de um mundo com fome zero, boa saúde e igualdade para todos, uma missão urgente na qual temos orgulho de fazer nossa parte. Agradecemos o apoio da Fundação Bill e Melinda Gates e do Foreign, Commonwealth and Development Office do Reino Unido, que apoiam este trabalho em parceria com a OIE. Juntos, vamos concretizar um futuro melhor para o bem-estar animal e humano ”, destacou a professora Dame Janet Beer, vice-reitora da Universidade de Liverpool. As informações são do portal Notícias Agrícolas.

O GBADs é liderado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pela Universidade de Liverpool e por uma parceria de instituições internacionais que inclui a Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), da Austrália; Universidade de Guelph, no Canadá; o Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, EUA; o Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI), na Etiópia; a Murdoch University, Austrália; Sciensano, Bélgica; Washington State University, EUA; Universidade de Zurique, Suíça; e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Novas cepas de peste suína na China podem ter surgido com uso de vacinas irregulares, diz agência

O novo surto de peste suína africana detectado na China pode ter sido desencadeado pelo uso de vacinas irregulares, fontes da indústria disseram à agência Reuters. Os casos de infecção, revelados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais chinês na quinta-feira, foram os primeiros encontrados no país desde outubro. As autoridades detectaram mais de mil porcos infectados com duas novas cepas em diversas criações da New Hope Liuhe, quarta maior produtora da China. Essas variações — nas quais faltam um ou dois genes-chave que compõem o vírus original da peste — não matam os porcos como a doença que devastou as criações chinesas em 2018 e 2019, mas causam uma doença crônica que reduz o número de leitões recém-nascidos saudáveis.

Na New Hope, assim como em muitos grandes produtores, os porcos infectados são sacrificados para evitar a propagação da doença. Assim, na prática, a doença acaba sendo fatal. No momento, o número de infecções é baixo. No entanto, se as cepas se espalharem, elas poderão reduzir a produção de carne suína no país, o maior consumidor e produtor mundial da proteína. as informações são do Valor Econômico.

Mormo: Tocantins suspende aglomeração de equídeos em cinco municípios

Na última sexta-feira, 22, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), por meio da portaria nº 021, publicada no Diário Oficial, suspendeu qualquer aglomeração de equídeos nos municípios de Santa Fé do Araguaia, Muricilândia, Filadélfia, Nova Olinda, localizados na região norte do Estado e Taguatinga, na região sudeste. Além disso, determinou a não realização de cavalgadas e tropeadas sem a autorização da instituição em 12 municípios que fazem limites com os locais acima citados.

A medida se deu em razão dos casos registrados, este ano, em Taguatinga, Nova Olinda e mais dois, que são resultados de vínculos epidemiológicos de Filadélfia, identificados nessa sexta-feira, 22. “Outros locais foram incluídos por estarem passando pelo saneamento, que consiste na realização de exames em toda a tropa da propriedade foco e nas demais vizinhas”, explica a responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso, acrescentando que são realizados dois exames consecutivos, num intervalo em média de 30 dias, para avaliar se algum animal está com a doença.

De acordo com o presidente da Agência, Paulo Lima, os protocolos sanitários são obrigatórios e seguem as determinações do Ministério da Agricultura. “Assim que a investigação epidemiológica estiver concluída e as propriedades rurais saneadas, novos critérios serão estabelecidos. É preciso a conscientização de todos os envolvidos para evitarem a propagação do mormo, que é acentuada pelo trânsito de animais”, avalia.

Entre as principais ações para conter a enfermidade, a Agência realiza a investigação epidemiológica, incluindo avaliação da movimentação dos equídeos do estabelecimento pelo menos nos últimos 180 dias anteriores à confirmação do caso, com vistas a identificar possíveis vínculos epidemiológicos; realiza a eutanásia no animal positivo comprovadamente por dois exames, bem como notifica a ocorrência de mormo às autoridades locais de saúde pública, pois é uma zoonose e pode ser transmitida ao homem.

Os municípios limítrofes incluídos no documento são: Araguaína, Aragominas, Pau D’arco, Bandeirante, Colinas do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Goiatins, Palmeirante, Ponte Alta do Bom Jesus, Arraias e Aurora do Tocantins. As informações são do portal Agrolink.

RS terá ovos certificados com a garantia de bem-estar animal

Os avicultores do Rio Grande do Sul que se dedicam à produção de ovos já podem procurar a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) para obter informações sobre a adesão ao Programa de Certificação Ovos Plus Quality, lançado ontem pela entidade em parceria com outras instituições do setor. O programa visa a qualificar as granjas de aves poedeiras, levando em consideração critérios de bem-estar animal exigidos pelo mercado consumidor nacional e internacional e pela decisão já anunciada por grandes empresas do varejo de comprar ovos apenas de galinhas livres num prazo de cinco a dez anos.

De acordo com a zootecnista e consultora técnica do Programa Ovos RS, Raquel Melchior, o sistema tradicional (com galinhas confinadas em gaiolas) responde hoje por 89% da produção mundial de ovos, mas há um movimento forte para que o setor avance na produção de ovos de galinhas livre e em sistemas de confinamento que priorizem o bem-estar. “O programa que lançamos antecipa as ações para que os produtores se enquadrem nestas exigências”, afirma. Raquel destaca que o Ovos Plus Quality conseguirá certificar os sistemas cage free (aves livres de gaiola mas confinadas em galpões); free range (livres de gaiola e com acesso fora dos galpões); caipira (livres de gaiola e enquadrados na norma ABNT 16.437/2016); ovos de codorna e sistema tradicional (em gaiolas, mas com redução de densidade por alojamento). Por enquanto, a certificação não incluirá a produção de ovos orgânicos.

O presidente executivo da Asgav, Eduardo Santos, em entrevista ao Agrolink explica que a adesão à certificação é voluntária, mas que tem o objetivo de valorizar o produtor, o qual poderá exibir nas embalagens as informações de origem do produto, dando ao consumidor a chance de escolher o alimento que atende suas crenças. O ovo certificado, num primeiro momento, avalia Santos, pode custar até 30% mais caro ao consumidor, uma vez que o processo de adequação vai implicar em investimentos e, eventualmente, na diminuição do plantel da granja.

 

NA IMPRENSA

 

Agência Câmara – Proposta proíbe uso e importação de ‘preparado de mel’ pela indústria nacional

Agência Câmara – Projeto cria fundo para indenizar pecuaristas que tiverem animais sacrificados

Agência Câmara – Projeto proíbe denominação de queijo ou requeijão para produtos com baixo teor de leite

Valor – Custo de produção de  suínos cresce quase 50% no país em 2020

Valor – Novas cepas de peste suína na China podem ter surgido com uso de vacinas irregulares, diz agência

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Agrolink – Avicultura: escala garante melhores resultados no Paraná

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Portal do Agronegócio – Parasitoses de bovinos e o mercado de antiparasitários

CNA – Consumo aquecido no mês de dezembro, melhora preço do leite e variação registra 3,7%

Canal Rural – Leite: preço pago ao produtor mantém estabilidade, mas estiagem preocupa no RS

Notícias Agrícolas – OIE lança programa que vai avaliar o peso global das doenças animais no bem-estar humano

Notícias Agrícolas – Suinocultura paulista tem competitividade ameaçada com decreto do ICMS

ANDA – Zoológico é condenado a pagar indenização por maus-tratos e mortes de animais

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