Boletim NK – Mercado Livre deixará de anunciar e vender agrotóxicos

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Mercado Livre deixará de anunciar e vender agrotóxicos

O Mercado Livre, um dos maiores sites de comércio eletrônico do país, não irá mais anunciar ou comercializar agrotóxicos na sua plataforma. A empresa firmou um compromisso com o Ministério Público do Paraná após uma investigação apontar que o endereço virtual foi utilizado para a venda dos defensivos, o que é proibido por lei.

Um termo de compromisso de cooperação ambiental foi assinado ontem pela empresa e o Conselho Superior do MP paranaense. Pelo acordo, o Mercado Livre se compromete a adotar, no prazo máximo de dois meses, procedimentos internos para identificar e remover de seu site qualquer forma de anúncio, exposição à venda ou comercialização de agrotóxicos. Isso inclui os que tenham descrição ou imagens que os caracterizem como agrotóxico, defensivo agrícola, pesticida, produto fitossanitário, inseticida, herbicida, fungicida, veneno, raticida, mata mato e mata tiririca, entre outros.

O acordo surgiu após a Operação Webcida, deflagrada em 2018 no Paraná e no Rio Grande do Sul. Ela já resultou em aplicação de R$ 136 mil em multas e outros ajustes semelhantes com três empresas do setor de comércio eletrônico. As informações foram apuradas pelo Valor Econômico.

Monitoramento da soja mostra que pragas estão longe das lavouras neste momento

Há mais de cinco anos, a Emater/RS-Ascar vem assistindo produtores no Manejo Integrado de Pragas e Doenças em lavouras de soja (MIP) nos municípios de Palmares do Sul, Viamão, Glorinha, Camaquã e Gravataí, para acompanhar, junto com os produtores, o desenvolvimento da cultura e as condições de saúde das plantas. Nesta safra, até o momento, o levantamento da Instituição na região aponta que nestas lavouras o nível de dano econômico à planta não é registrado em função das condições ambientais serem favoráveis, explica o extensionista Guilherme Martins Costa.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma estratégia importante e baseada em critérios técnicos. O acompanhamento da lavoura é feito semanalmente com o uso do pano de batida, que é branco e tem o tamanho de 1,0 m de comprimento por 1,5 m de largura, e serve tanto para se verificar o número e o tamanho das pragas existentes, quanto o nível de danos ocasionados em relação ao estágio de desenvolvimento da planta. Para a inspeção, ele é colocado, pelos extensionistas e produtores, numa fileira de soja e são coletadas amostras das pragas e identificados os inimigos naturais. Com isso, os produtores podem tomar a decisão mais correta e assertiva sobre a necessidade de controle ou não das pragas. “Até agora não foi preciso aplicar inseticida em função de não haver níveis de danos econômicos comprovados nas lavoras acompanhadas” destaca Martins Costa. Com o monitoramento, os benefícios são redução da aplicação de defensivos nas lavouras, diminuição dos custos e menor impacto ao meio ambiente.

Em entrevista ao portal Agrolink, Martins Costa ressalta que a calendarização de aplicações de inseticidas é um sério problema, pois provoca o uso indiscriminado de defensivos químicos, que também matam os inimigos naturais das pragas, causando o desequilíbrio do ecossistema e a seleção de pragas resistentes. Os inseticidas são ferramentas indispensáveis no manejo de pragas, no entanto, devem ser usados com embasamento técnico.

Indústria prevê demanda recorde por fertilizantes

A indústria de fertilizantes no Brasil cresce, em média, entre 2% e 3% ao ano, mas, no ano passado, o aumento foi de pelo menos 6%, estima Eduardo Monteiro, vice-presidente comercial da Mosaic Fertilizantes, subsidiária da americana Mosaic Company no Brasil e no Paraguai. Com o salto, afirma o executivo, é possível que, em 2021, as vendas no país superem, pela primeira vez, a marca de 40 milhões de toneladas. “Nossa percepção é que o mercado saiu de 36,3 milhões de toneladas e fechou 2020 entre 38,5 a 39 milhões de toneladas. Esse desempenho pode abrir espaço para chegarmos a 40 milhões de toneladas em 2021”, disse o executivo ao Valor Econômico.

No fim do ano passado, as projeções apontavam para um crescimento de até 5% da demanda brasileira por adubos. Com as empresas em fase de fechamento de seus balanços, os cálculos têm sido revistos para cima. A demanda por adubo aumentou até mesmo nas lavouras de cana-de-açúcar, segmento em que se acenderam alertas no início da pandemia, quando houve queda abrupta nos preços do etanol – a Mosaic estima que o consumo de fertilizantes nos canaviais cresceu 4,2% em 2020. Para o café, a alta calculada é de 4,5%, e, para o trigo, de 16,4%.

A demanda por adubo tende a continuar aquecida em 2021, acredita Monteiro, e a percepção já é de uma procura acelerada por antecipações. “Do lado de lá, o produtor está preocupado com os custos dos insumos e atento ao novo ciclo de alta das commodities”, diz o executivo. “Do lado das indústrias, vê-se uma tendência de reajuste, acompanhando a forte

Tereza Cristina diz que Macron “falou bobagem” em comentários sobre soja

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje que o presidente da França, Emmanuel Macron, “falou bobagem” sobre sua própria agricultura ao dizer que os produtores franceses seriam capazes de produzir soja em escala para suprir as importações da oleaginosa brasileira. Ela repetiu que existe uma campanha contra o agronegócio do Brasil na Europa por medo da competência e vocação produtiva do país.

“O Macron, com com aquela fala, não ajudou em nada e falou bobagem sobre a sua agricultura, que não é capaz, pela área e extensão, de suprir a soja que importa do Brasil”, afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes. Caso a França deixe de comprar a soja brasileira, continuou a ministra, o mercado vai se acomodar. “Vamos vender mais para outros país

Segundo ela, é preciso estar “preparado para rebater a desinformação e mentiras que contam sobre o Brasil”. Tereza Cristina disse ainda que esse tipo de declaração é desnecessária e que o país está pronto para dialogar, com base em dados, para tirar dúvidas sobre a sustentabilidade da produção agropecuária.

Na entrevista concedida ao Valor Econômico, a ministra afirmou que o desafio dela à frente da Pasta é ampliar a produção de grãos, especialmente do milho. Essa necessidade cresce com a entrada da China no mercado comprador do cereal – os chineses estão recompondo seu rebanho após um surto de peste suína africana registrado entre 2018 e 2019 – e o aumento da demanda nacional, além de o produto ter boa rentabilidade.

 

NA IMPRENSA

 

Agência Câmara – Projeto institui política de incentivo ao turismo rural

Agência Câmara – Projeto destina a reforma agrária imóvel rural obtido pela União em pagamento

Valor – Candidato ao Nobel da Paz, Paolinelli quer levar tecnologias para pequenos produtores

Valor – Em expansão, startup de gestão de propriedades rurais Farmbox chega a 15 Estados

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Valor – Indústria prevê demanda recorde por fertilizantes

Valor – JBS: Aumento da demanda por soja e milho é estrutural, diz CEO

O Globo – Agricultores indianos protestam em Nova Délhi e entram em confronto com a polícia

Folha – Chamado de greve dos caminhoneiros ganha apoio de confederação CNTTL

JOTA – Limitações à aquisição e posse de imóveis rurais por estrangeiros

JOTA – Contratos futuros de soja: uma má notícia ao agronegócio vinda da Justiça de SC

Agrolink – Monitoramento da soja mostra que pragas estão longe das lavouras neste momento

Agrolink – Mecanização Agrícola é um dos pilares para rentabilidade do produtor rural

Mapa – Ministra Tereza Cristina participa de sessão do Fórum Econômico Mundial sobre sistemas alimentares

Mapa – Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC 2021/2030

Globo Rural – Receita com exportações do agro em 2020 foi a segunda maior em 10 anos

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