Boletim NK – Governo volta a dizer que não tem objeção à compra de vacinas por empresas privadas

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Governo volta a dizer que não tem objeção à compra de vacinas por empresas privadas

O governo federal reconheceu, em nota, que não tem objeção à compra de 33 milhões de doses da vacina da AstraZeneca por empresas privadas, mas disse que as tratativas devem respeitar “os trâmites normativos impostos pela legislação brasileira, inclusive os regulamentos de importação, alfandegários, sanitários” – sobretudo, a permissão pela Anvisa.

O texto afirma que a carta assinada pelo governo após consulta feita por empresários estabelece uma série de condições para a aquisição. Entre elas, a doação de metade do volume ao Ministério da Saúde, para que sejam distribuídas à população brasileira gratuitamente por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI), e a rastreabilidade das doses aplicações em âmbito privado. De acordo com o governo, as empresas não poderiam comercializar as vacinas contra a covid-19, mas tão somente imunizar seus próprios funcionários, “respeitando os grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde, sem nenhum escopo comercial”.

A nota diz, ainda, que o governo federal “está, como sempre esteve, empenhado em adquirir todos os tipos de vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa, em benefício do povo brasileiro” e que já adquiriu mais de 100 milhões de doses da vacina de AstraZeneca, com previsão de entrega até julho. As informações são do Valor Econômico.

Guerra das vacinas: UE exige que AstraZeneca forneça as doses produzidas no Reino Unido

A já chamada guerra da vacina se intensifica na Europa, com a União Europeia (UE) exigindo que o laboratório AstraZeneca forneça doses contra a covid-19 também a partir de suas fábricas no Reino Unido. A insuficiência de vacinas provoca um enorme confronto agora também entre a UE e o Reino Unido, depois que Bruxelas ameaçou endurecer as regras para o embarque de vacinas feitas na Bélgica em direção do Reino Unido, que está fora do mercado comum europeu.

A comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides, disse que não há hierarquia sobre as quatro fábricas mencionadas no acordo antecipado de compra feito junto à AstraZeneca. Duas estão localizadas na UE e duas no Reino Unido. O laboratório precisa entregar as vacinas para os programas de imunização serem retomados na UE. Segundo o Valor Econômico, a comissária desmentiu declarações de um diretor da AstraZeneca de que a companhia não era obrigada a fornecer as vacinas porque teria assinado um acordo de “best effort” (melhor esforço). Para ela, isso não é correto nem aceitável.

A representante da UE explicou que foi assinado um acordo antecipado de compra para um produto que na ocasião não existia, e que ainda hoje não é autorizado. E a UE diz que assinou precisamente para assegurar que o laboratório ampliasse sua capacidade de produção para fazer a vacina, e entregar um determinado volume no dia em que a vacina fosse autorizada. Stella deixou claro que a UE quer as doses para defender “a integridade de nossos investimentos e do dinheiro dos contribuintes que foi investido”.

Doses extras de CoronaVac poderão ser exportadas se Ministério da Saúde não se posicionar, diz governo de SP

O governo de São Paulo deu um prazo de uma semana para que o Ministério da Saúde se manifeste sobre a compra de 54 milhões de novas doses da CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. Se não houver resposta, a instituição ligada ao governo paulista disse que vai começar a fechar contratos para distribuir o imunizante a países vizinhos.

De acordo com o diretor do Butantan, Dimas Covas, o contrato inicial prevê 46 milhões de doses até abril. No entanto, permite um adicional de 54 milhões, para chegar ao total de 100 milhões de doses. Segundo Covas, o governo federal ainda não se manifestou sobre esse lote adicional. O governo paulista espera essa resposta até sexta-feira, antes de começar a negociar os imunizantes com outros mercados. Covas alertou que o prazo para que o Ministério da Saúde se manifeste vai até o final desta semana.

No centro do embate político entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria, a CoronaVac enfrenta impasses para ser comprada desde o ano passado, antes de ter o uso emergencial aprovado no país. O próprio Ministério da Saúde chegou a acertar a compra, mas foi desautorizado na sequência por Bolsonaro. À época, o governo paulista negociou paralelamente a venda de doses da CoronaVac a estados que estavam interessados em iniciar a imunização caso a vacina não fosse incorporada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), e também a outros países da América Latina.

Como o Butantan é, por contrato, parceiro da Sinovac na produção da CoronaVac, tem autonomia de comprar doses ou matéria prima para produzir o imunizante no Brasil, e repassar a estados interessados independente do PNI ou a outros países. A restrição, alertam especialistas, é não desabastecer o mercado nacional.

A negociação entre estados não chega a ser vetada pelo PNI, segundo especialistas consultados pela reportagem do O Globo, mas é incomum. Em geral, mesmo em campanhas de vacinação anteriores, o Ministério da Saúde fica responsável por comprar as vacinas e distribui-las entre os estados, até como forma de garantir a paridade na distribuição dos fármacos.

BioNTech testa com sucesso vacina para a esclerose múltipla

Katalin Karikó, a ‘mãe’ da primeira vacina contra a covid-19, acaba de publicar um estudo na plataforma Science, em conjunto com o CEO da BioNTech, no qual é demonstrado que uma molécula de ARN mensageiro (ácido ribonucleico) teve a capacidade de fazer o sistema imunológico de ratos – que padecem de uma doença semelhante à esclerose múltipla – parar de causar danos.

Segundo portal de notícias Impala News, o estudo, ainda em fase inicial, baseia-se na mesma técnica usada no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus. Passa por introduzir no paciente uma mensagem genética escrita numa molécula de ARN fazendo assim que as próprias células produzam anticorpos que destroem o vírus antes de este conseguir replicar-se. Apesar de ainda estar em fase experimental, é sem dúvida um excelente indicador e que comprova todo o potencial desta técnica para o desenvolvimento de outras vacinas.

No caso da esclerose múltipla, que não é um vírus mas sim um distúrbio do sistema imunológico, o procedimento é bastante semelhante à da vacina contra a covid-19. A principal diferença é que neste caso o antigénio ajudou o sistema imunológico a tolerar proteínas específicas relacionadas com a doença, sem nunca comprometer a função imunológica normal.

Em relação à experiência com os animais, inicialmente os ratos mostraram a interrupção dos primeiros sintomas e, posteriormente, assistiu-se à reversão da doença. Em alguns casos, a vacina chegou mesmo a reverter a paralisia dos animais. Apesar de os ratos não serem portadores de esclerose múltipla, mas sim de encefalomielite autoimune experimental, os autores do estudo são unânimes em considerar que os resultados obtidos nestes animais são “clinicamente relevantes para a esclerose múltipla humana”.

 

NA IMPRENSA

 

Impala News – BioNTech testa com sucesso vacina para a esclerose múltipla

G1 – Vacinas prometidas pelo governo de São Paulo devem chegar até a próxima semana, diz Wilson Lima

G1 – Portugal suspende voos entre o país e o Brasil

G1 – Parlamentares pedem ao TCU investigação sobre gastos com comida do governo federal

G1 – Centro de Contingência do governo de SP recomenda ampliar intervalo entre doses da CoronaVac para mais de 28 dias

G1 – China passa a usar testes retais para detectar Covid-19, informa TV estatal

JOTA – TCU cobra esclarecimentos do MS sobre recomendações de cloroquina e hidroxicloroquina

Valor – Butantan exportará vacinas se governo federal não acertar compra

Valor – Líder em imunização, Israel prevê que mutações obrigarão novas vacinas contra covid-19

Valor – MPF vai apurar improbidade de Pazuello

Valor – Vacinação contra covid no Brasil, China e Índia deve se estender até 2022, diz estudo

Valor – Indústria química quer garantir operações essenciais com compra de vacinas por empresas

Valor – Governo volta a dizer que não tem objeção à compra de vacinas por empresas privadas

Valor – Guerra das vacinas: UE exige que AstraZeneca forneça as doses produzidas no Reino Unido

Folha – Legado da pandemia será o advento da telemedicina, diz criador da Missão Covid

Folha – Escassez faz Espanha suspender aplicação de 1ª dose de vacina

O Globo – Doses extras de CoronaVac poderão ser exportadas se Ministério da Saúde não se posicionar, diz governo de SP

O Globo – Faltam aeronave e equipe médica para transferência de pacientes do Amazonas, diz Wellington Dias

O Globo – Após enviar carta a fabricante de vacina, governo nega que tenha negociado em nome de empresários

O Globo – Estados ampliam imunização contra Covid-19 e vacinas já chegam a casas de parte da população

O Globo – Governo corta em 69% benefícios fiscais para importação de equipamentos de pesquisa e pode prejudicar estudos sobre Covid-19

Estadão – Cepa do coronavírus encontrada no Brasil já é vista em oito países, diz OMS

 

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