Boletim NK – Custos de produção de aves e suínos bateram recorde no país em fevereiro, diz Embrapa

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Custos de produção de aves e suínos bateram recorde no país em fevereiro, diz Embrapa

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos, puxados pela valorização dos grãos, continuam subindo em 2021, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa. Apenas em fevereiro, os custos para os frangos de corte aumentaram 6,89%, enquanto os dos suínos subiram 3,74% em relação a janeiro.

O ICPFrango chegou a um novo recorde nominal no segundo mês do ano ao atingir 378,56 pontos – em dezembro, foram 336,88 pontos. No ano, a alta acumulada foi de 12,02%, e o incremento chegou a 48,30% nos últimos 12 meses. Os custos com a alimentação das aves subiram 13,26% no primeiro bimestre de 2021.

Conforme apurado pelo Valor Econômico, o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário climatizado em pressão positiva, passou de R$ 4,58, em janeiro, para R$ 4,89 em fevereiro. Com isso, o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina subiu R$ 0,25 entre janeiro e fevereiro, de R$ 6,63 para R$ 6,88.

Os Estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Pecuária terá seguro inédito para perda de pasto

Seguradoras e resseguradoras brasileiras e estrangeiras uniram-se para criar um modelo inédito de seguro “de índice”, que cobrirá perdas de pastagens causadas por eventos climáticos, principalmente a seca. A novidade, que será lançada hoje, inclui o uso da tecnologia de monitoramento por satélites da Airbus.

Batizada de “Pastagem Protegida – Índice”, a ferramenta foi elaborada pelas resseguradoras Scor e IRB Brasil e pela seguradora Essor. As operações de campo serão gerenciadas pela AgroBrasil, braço agrícola da Essor no país.

O seguro de índice, também conhecido como “paramétrico”, baseia-se em históricos de eventos naturais para calcular a probabilidades de ocorrência ou não de problemas climáticos em uma área determinada. Caso esse índice seja alcançado, a cobertura pode ser acionada. Segundo as empresas envolvidas, esse é o primeiro seguro paramétrico de pastagens do país e também o primeiro para a agropecuária em geral que utiliza imagens de satélites de passagem.

O modelo tem por base o Índice de Produção de Pastagem da Airbus Defesa e Espaço (GPI). A ferramenta combina tecnologia de detecção remota com informações sobre o clima para monitorar regularmente áreas de pecuária e estimar perdas de produção causadas por eventos climáticos. As informações são do Valor Econômico.

O seguro paramétrico de lavouras já existe no Brasil, apesar de não ser tão disseminado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está desenvolvendo um projeto para fornecer dados a uma plataforma única com indicadores para esses modelos de cobertura.

Projeto regulamenta a caça esportiva de animais no Brasil

O Projeto de Lei 5544/2020 regulamenta a prática da caça esportiva de animais no Brasil, envolvendo atos de perseguição, captura e abate. Segundo o texto, que tramita na Câmara dos Deputados, para atuar como caçador esportivo, o interessado deve ter mais de 21 anos, ser registrado como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e possuir licença de caça, que terá validade de três anos e será emitida por órgão federal de meio ambiente.

Atualmente, por ser espécie exótica, invasora e com grande poder reprodutivo, adaptativo e predatório, apenas o javali tem a caça permitida no Brasil.

A taxa de licença será de, no mínimo, R$ 250 e os recursos arrecadados serão prioritariamente utilizados nos programas de conservação de espécies ameaçadas de extinção. Produtores rurais poderão ser autorizados a praticar a caça esportiva dentro da propriedade mediante a apresentação do certificado de registro de posse da arma de fogo.

O texto proíbe expressamente a comercialização de qualquer produto oriundo da caça esportiva; a utilização de equipamentos em desacordo com regulamento; e qualquer ato que incorra em abuso ou maus-tratos de animais, ressalvando que não configuram maus-tratos eventuais lesões ocasionadas em cães envolvidos na atividade. As informações são da Agência Câmara.

Brasil abriga 10% das espécies animais que serão descobertas no futuro

Cerca de 1,5 milhão de espécies de seres vivos já foram mapeadas pela ciência em todo o planeta — e, de acordo com estimativa de pesquisadores, ainda há mais do que cinco vezes essa quantidade para ser descoberta. Pensando nisso, cientistas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em parceria com a Universidade de Yale, dos Estados Unidos, desenvolveram um modelo que usa informações sobre a probabilidade de descoberta das espécies para gerar um mapa das regiões com espécies não descobertas. Segundo o modelo, analisado pela equipe da Galileu,  60% das futuras descobertas devem ocorrer em florestas tropicais como Amazônia e Mata Atlântica. Os resultados estão em estudo publicado na revista Nature Ecology and Evolution.

Utilizando bases de dados disponíveis online, os cientistas compilaram onze tipos de informações que potencialmente afetam a probabilidade de descoberta das espécies. No total, foram compilados dados para mais de 32 mil espécies de vertebrados terrestres, isto é, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Entre essas informações, está, por exemplo, o tamanho do corpo, condições climáticas onde a espécie ocorre e a quantidade de especialistas que estudam cada espécie. Com essas informações em mãos, os cientistas mapearam o percentual de espécies conhecidas para cada região do planeta. De acordo com o pesquisador Mario Moura, porta-voz do estudo, o mapa antecipa onde estão as espécies ainda não descritas pela ciência. A pesquisa foi financiada pela National Science Foundation, Nasa, National Geographic e E. O. Wilson Biodiversity Foundation.

Segundo o estudo, os países com maior quantidade de espécies não descritas são Brasil, Indonésia, Madagascar e Colômbia. Os quatro juntos somam 25% de todas as futuras descobertas de novas espécies. O Brasil sozinho possui cerca de 10% das futuras descobertas. “Quando as futuras descobertas são analisadas por tipo de animal, temos que 48% das novas descobertas serão de répteis (lagartixas, serpentes, lagartos), 30% de anfíbios (principalmente sapo, perereca, e rãs que ocorrem no chão de florestas), 15% de mamíferos (principalmente roedores e morcegos), e 6% de aves (principalmente aves canoras).”, destaca Mario Moura.

 

NA IMPRENSA

 

Valor – China investiga aparição de suínos mortos no Rio Amarelo

Valor – Custos de produção de aves e suínos bateram recorde no país em fevereiro, diz Embrapa

SBA – Receita com as exportações de carne bovina crescem 7,92%

Agrolink – DF quer ser pioneiro em compartimentação sanitária

Agência Câmara – Projeto regulamenta a caça esportiva de animais no Brasil

Vida Rural – Peixe BR pede ajuda ao MAPA para habilitação de frigoríficos de peixes de cultivo para exportação à UE

Pioneiro – Descoberto caso raro de covid-19 em felino em Caxias do Sul

Tecmundo – Variante B.1.1.7 do coronavírus infectou animais pela 1ª vez

Planeta –  Tendência de ter animal de estimação na pandemia chega a idosos

G1 – Estudo preliminar relaciona variante britânica da Covid com doença cardíaca em cães e gatos

Dia a dia – Como o planejamento sanitário pode ajudar na eficiência da pecuária

Globo Rural – Alemanha fecha acordo com Polônia e República Tcheca para conter peste suína africana

Globo Rural – França inicia reintegração das granjas em região atingida por gripe aviária

Galileu – Brasil abriga 10% das espécies animais que serão descobertas no futuro

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