Boletim NK – Brasil cobra na OMS urgente ‘distribuição justa’ de vacinas contra covid-19

//Boletim NK – Brasil cobra na OMS urgente ‘distribuição justa’ de vacinas contra covid-19

Brasil cobra na OMS urgente ‘distribuição justa’ de vacinas contra covid-19

O Brasil conclamou nesta segunda-feira (18) na Organização Mundial da Saude (OMS) a comunidade internacional e as companhias farmacêuticas a respeitarem os compromissos assumidos e assegurar com urgência a distribuição equitativa de vacinas contra covid-19 para todo o mundo. Pouco antes, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na abertura do conselho executivo da entidade global, denunciou o “nacionalismo das vacinas” . Ele alertou que o mundo está à beira de um “fracasso moral catastrófico” ao permitir que países pobres fiquem atrás dos ricos no acesso aos imunizantes para proteger suas populações da covid-19

Em sua intervenção, a embaixadora do Brasil, Maria Nazareth Farani Azevêdo, destacou a importância da imunização para combater e superar a pandemia. Informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização emergencial para o uso de duas vacinas (Coronavac e Oxford) e que o governo federal iniciou a distribuição de 6milhões de doses para os Estados. Em seguida, a representante brasileira afirmou: “Neste momento crítico, o Executive Board (da OMS) deve fazer um forte apelo aos Estados Membros, à OMS, a outras entidades internacionais e às empresas farmacêuticas para cumprir integralmente e com urgência suas promessas e compromissos com a distribuição justa equitativa das vacinas de covid-19 em todo lugar”. As informações são do Valor Econômico.

Laboratórios veem crítica ‘’enganosa’’ da OMS sobre corrida às vacinas

A indústria farmacêutica e a Organização Mundial da Saúde (OMS) entraram em rota de colisão sobre o acesso acelerado de países ricos às vacinas anti-covid, enquanto países médios e pobres continuam correndo atrás da imunização. Nesta segunda-feira, a situação azedou logo cedo quando o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, martelou sobre ”nacionalismo de vacina”, acusando países ricos e os produtores de vacinas de ignorarem as nações pobres na luta pela imunização contra a covid-19.

Segundo Tedros, alguns países e companhias farmacêuticas, mesmo se falam em acesso equitativo à vacina, continuam ‘’a priorizar acordos bilaterais, contornando o Covax (mecanismo multilateral com 190 países), elevando preços e tentando pular para o início da fila. Isso é errado’’.

A reação da indústria veio no começo da noite através da Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA), sediada em Genebra. Seu diretor-geral, Thomas Cueni, qualificou as preocupações com a falta de velocidade de acesso às vacinas anti-covid nos países de renda baixa e média de ’potencialmente enganosas e podem dificultar em vez de ajudar, esse esforço sem precedentes de colaboração e solidariedade global’’. Entre os laboratórios, um dos pontos destacados recentemente é de que trabalham para dobrar ou mesmo triplicar a estrutura de produção para combater a pandemia. Como o Valor Econômico publicou, a capacidade de produção atual é quase três vezes menor do que a demanda pelas vacinas. Cueni, de seu lado, disse que a urgência política pela imunização é compreensível. Mas lembrou que a aprovação de vacinas contra o covid-19 tem apenas algumas semanas. E que esta é a primeira emergência sanitária global em que novas vacinas estão sendo distribuídas para países de renda baixa e média ‘’mais ou menos ao mesmo tempo que para os países

 

Falta de insumo da China ameaça vacinas do Butantan e da Fiocruz

Depois da festa da aprovação das vacinas, a ressaca da realidade cobra seu preço no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz. O centros de imunizantes do Brasil estão em alerta pelo represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China. Em São Paulo, o estoque de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), o princípio ativo da Coronavac, só permitirá a formulação e o envase até o fim de janeiro.

No Rio de Janeiro, a situação é pior em relação à vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford: a entrega do produto nem começou, apesar de ser esperada desde o final do ano passado.

São Paulo começou sua vacinação com a Coronavac na tarde de domingo (17), logo após a aprovação dos fármacos. Pressionado, o Ministério da Saúde adiantou o início, ainda que simbólico, da distribuição nacional para esta segunda. Na Fiocruz, a situação é desalentadora. A fundação também tem um contrato, para a aquisição de 100,4 milhões de doses e com transferência de tecnologia do IFA, da vacina de Oxford. O governo federal se comprometeu a pagar R$ 1,9 bilhão.

A China produz 35% dos insumos farmacêuticos usados no Brasil, enquanto a Índia faz 73%, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A escassez da vacina irá acentuar a discussão sobre a aplicação das doses, algo que já é discutido há duas semanas pelo governo paulista e foi aventado por Dimas Covas, diretor do Butantan.

Tanto Coronavac quanto Oxford necessitam duas doses, mas estudos recentes mostram que a eficácia do fármaco chinês é ainda maior se houver espaço maior do que os 14 dias previstos entre as aplicações —a Sinovac fala em 70% de cobertura, semelhante à da rival. Já a vacina de Oxford vai no mesmo caminho em sua campanha no Reino Unido. Outros países europeus já adotaram a tática para o imunizante da Pfizer. Maior espaço significa usar mais doses para mais pessoas, esticando prazos de entrega de novos lotes.

 

Ministério da Saúde envia ao Amazonas sete usinas geradoras de oxigênio hospitalar

O Governo Federal enviou, no último domingo (17/01), sete usinas geradoras de oxigênio hospitalar ao estado do Amazonas. O material vai atender unidades de saúde de Manaus e cidades do interior. Os equipamentos partiram dos aeroportos do Galeão (RJ) e Campinas (SP). As usinas foram requisitadas pelo Ministério da Saúde para apoiar o sistema de saúde do estado diante do recrudescimento da curva epidemiológica da Covid-19 na região.

A previsão é de que as usinas comecem a operar ainda esta semana. Inicialmente, duas delas vão abastecer a enfermaria de campanha do Hospital Delphina Aziz. Outras três atenderão os hospitais Platão Araújo, Francisca Mendes e Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam). Por fim, as duas restantes serão destinadas a outros hospitais, definidos pela gestão local.

As estruturas contribuirão com o sistema de gases medicinais de cada unidade, fazendo com que a longo prazo o Governo do Estado economize com a compra de oxigênio.

Além das sete usinas doadas pelo Ministério da Saúde, está previsto, ainda, o envio de outras cinco usinas doadas pelo Hospital Sírio-Libanês. O carregamento deverá ser encaminhado a cidades do interior do Amazonas.

 

NA IMPRENSA

 

Agência Saúde – Governo zera imposto de importação de mais de 250 itens para auxiliar combate à Covid-19

Agência Saúde  – Ministério da Saúde abre campanha de vacinação contra a Covid-19 com envio de doses aos estados

Agência Saúde – Ministério da Saúde envia ao Amazonas sete usinas geradoras de oxigênio hospitalar

Agência Senado – Senadores comemoram vacina e cobram início de campanha

G1 – Butantan envia à Anvisa pedido para uso emergencial de doses da CoronaVac envasadas no instituto

G1 – ‘Vacina é do Brasil, não é de nenhum governador’, diz Bolsonaro após rejeitar CoronaVac

G1 – Governo federal sabia do ‘iminente colapso’ da Saúde no Amazonas dez dias antes, mostra documento da AGU

G1 – Lewandowski intima governo a atualizar plano de vacinação contra a Covid-19

G1 – Butantan aguarda envio de novo lote de insumos da China para retomar envase da CoronaVac em SP

G1 – Pazuello diz agora que ministério orienta ‘atendimento precoce’ e não ‘tratamento precoce’

Folha – Ministério da Saúde faz confusão com voos, deixa autoridades esperando nos aeroportos e atrasa vacinação nos estados

Folha – Falta de insumo da China ameaça vacinas do Butantan e da Fiocruz

STF – Esclarecimento sobre decisões do STF a respeito do papel da União, dos estados e dos municípios na pandemia

4Medic – Detecção de DNA tumoral circulante pode identificar alto risco de recidiva

4Medic – Estudo investiga a precisão dos testes para diagnóstico da tuberculose

4Medic – Indometacina para persistência do canal arterial em bebês prematuros

4Medic – Medicamentos podem auxiliar no transtorno do uso de metanfetamina

Valor Econômico – Brasil cobra na OMS urgente ‘distribuição justa’ de vacinas contra covid-19

Valor Econômico – Laboratórios veem crítica ‘’enganosa’’ da OMS sobre corrida às vacinas

Valor Econômico – Primeiro lote de vacinas CoronaVac na cidade do Rio deve durar quatro dias

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