Boletim NK – ANS completa 20 anos e reforça seu papel na defesa do interesse público

//Boletim NK – ANS completa 20 anos e reforça seu papel na defesa do interesse público
ANS completa 20 anos e reforça seu papel na defesa do interesse público
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) completa 20 anos em atividade nesta terça-feira (28) e reforçou seu o compromisso de trabalhar pelo equilíbrio e pela sustentabilidade do setor de planos de saúde, preservando o interesse público. Segundo o site da Agência, a ANS atende 23% da população brasileira em planos de assistência médica e 12,6% em planos exclusivamente odontológicos. São mais de 47,2 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 25,7 milhões em planos exclusivamente odontológicos, atendidos por cerca de 1.000 operadoras de planos de saúde. As atuais prioridades da agência reguladora estão reunidas nos 16 temas elencados na Agenda Regulatória 2019-2021. Entre eles, estão discussões sobre garantia de acesso da população aos planos de saúde; adoção de modelos eficientes de remuneração de prestadores que garantam a sustentabilidade do setor e resultados em saúde; melhorias na cobertura assistencial, incluindo o aperfeiçoamento do processo de revisão do Rol de Procedimentos; a adoção de condutas prudentes na gestão das operadoras, e implementação de medidas regulatórias para qualificar o atendimento prestado pelas operadoras aos beneficiários.
AllCare cria plano com cobertura de medicamentosA AllCare, administradora de planos de saúde por adesão, e a ePharma, que atua em assistência farmacêutica, fecharam parceria para comercialização de um convênio médico com cobertura de medicamentos. Essa modalidade é comum nos Estados Unidos, mas no Brasil não vingou por ser um custo adicional. No entanto, agora, com o crescimento dos programas de prevenção de doenças para evitar sinistros elevados e controlar os custos do plano de saúde, a cobertura de medicamentos ganha relevância. Segundo publicação do Valor Econômico, o novo serviço será oferecido aos atuais e novos clientes. A expectativa é que cerca de 30% dos 160 mil usuários de planos por adesão contratem a cobertura de medicamentos. O valor cobrado dependerá dos serviços contratados. “São sempre remédios com prescrição médica. O usuário poderá contratar cobertura para medicamentos genéricos ou de marca, com coparticipação ou não”, disse Luiz Carlos Silveira Monteiro, fundador e presidente da ePharma. A empresa faz gestão de vários programas, como o Farmácia Popular. A ePharma tem como controladores o fundo Valliant, com uma participação de 42%, as redes de farmácia Pague Menos e Araújo, com 32%, e os fundadores que detêm o restante. “No Brasil, não temos dados, mas nos Estados Unidos, para cada US$ 1 investido em medicamento, há uma economia de US$ 7 em internação”, afirmou o presidente da ePharma. O serviço permitirá a formação de um banco de dados. A ePharma consegue rastrear as compras dos medicamentos porque seu sistema está integrado a 27 mil farmácias do país, cerca de metade desse setor. Isso permitirá à AllCare ter informações sobre a saúde dos seus usuários.

Saúde demanda integração entre público e privado, dizem executivos

Uma maior integração entre a saúde pública e privada é fundamental para a melhora do sistema de saúde no Brasil, na avaliação dos executivos que comandam duas das maiores empresas do setor no Brasil, o Hermes Pardini e o Hospital Israelita Albert Einstein. “No Brasil nós temos a maior possibilidade de o serviço privado contribuir com o público, com novas tecnologias, gerando protocolos de atenção. Talvez o privado seja o mais adequado para a gestão de saúde populacional”, disse Roberto Santoro, presidente do Hermes Pardini, durante painel que discutiu o futuro do setor de saúde no Brasil durante evento do Credit Suisse nesta terça-feira (28) em São Paulo. Santoro destacou a necessidade de mudanças na Constituição, ou nas regras do setor para melhorar essa relação. Sidney Klajner, presidente do Einstein, acrescentou que o modelo de contratação do serviço privado pelo sistema público funciona bem na Holanda e que, guardadas as proporções do tamanho da população, tende a funcionar bem no Brasil, especialmente por conta de uma capacidade ociosa no setor. Klajner afirmou que investir no acesso ao atendimento privado é uma forma de desonerar o serviço público. “Em 2018 tínhamos 3,5 milhões de pessoas que perderam o atendimento privado, que foram sobrecarregar o setor público. Isso sem contar o teto de gastos. A conta não fecha de jeito nenhum”, disse. De acordo com reportagem da Valor Econômico, os executivos também reforçaram a necessidade de mudanças no modelo de remuneração do setor, que, da forma atual, “privilegia a doença, o uso inadequado de recursos”. Para Santoro, é preciso ter uma maior troca de dados entre as empresas e também com o setor público, para se trabalhar melhor a questão dos custos do setor.

A Bayer entra na fila do SUS

A gigante farmacêutica alemã Bayer sabe exatamente qual o caminho que pretende seguir para manter o crescimento no Brasil: entrar na fila do SUS. A estratégia pode parecer pouco comum para uma empresa que está entre as maiores fabricantes de medicamentos do mundo, mas tem um motivo claro. De acordo com a Isto É Dinheiro, é no Sistema Único de Saúde que está o maior investimento do governo federal na aquisição de medicamentos. Em 2018, a injeção dos cofres públicos para manter os hospitais abastecidos de remédios foi da ordem de R$ 14,5 bilhões. A Bayer sabe disso e quer uma parte dessa receita. Aumentar sua presença no SUS é fundamental para que a empresa consiga dobrar, em dois anos, as vendas de remédios de alta complexidade para o mercado institucional (governos e planos de saúde). Hoje, esse nicho responde por 25% do faturamento. A Bayer planeja obter dali 50% de tudo que vende – e o governo federal é o principal comprador desse tipo de remédio. O sinal mais claro de confiança do laboratório no Brasil é a recente mudança física da sede regional da divisão farmacêutica da América Latina da Bayer, do estado de Nova Jersey (EUA), para São Paulo. Com a mudança, Adib Jacob, que já comandava a operação brasileira, passou a acumular o comando da divisão farmacêutica no Brasil e na América Latina. Além da logística, o Brasil também tem se destacado na velocidade das aprovações de medicamentos, principalmente os de alta complexidade e ligados a doenças raras, na maioria dos casos atrás apenas do FDA, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dos americanos. Com 50 medicamentos em comercialização no Brasil, a Bayer hoje tem em estudos no mundo 50 princípios ativos, que deverão estar disponíveis a pacientes nos próximos anos.

SAÚDE NA IMPRENSA
Câmara dos Deputados – Projeto prevê instalação de brinquedos para crianças junto a academias de saúdeSenado Federal – Projeto amplia rol de doenças rastreadas pelo teste do pezinho

Ministério da Saúde – Brasil orienta evitar viagens à China

Anvisa – Criado grupo para acompanhar situação do coronavírus

Anvisa – Coronavírus: entenda as ações da Anvisa

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Folha de S.Paulo – Cannabis trata o paciente e não a doença, dizem cientistas

Folha de S.Paulo – Japão diz que homem que não esteve em Wuhan contraiu coronavírus

Folha de S.Paulo – Anvisa alerta aeroportos sobre coronavírus, mas diz não ver necessidade de medidas restritivas

Folha de S.Paulo – OMS admite erro e eleva avaliação de risco mundial de coronavírus

Folha de S.Paulo – Entenda o adenocarcinoma, câncer de pulmão de Ana Maria Braga

Folha de S.Paulo – Abstinência não pode ser nossa única nem principal política, diz ministro da Saúde

Valor Econômico – AllCare cria plano com cobertura de medicamentos

Valor Econômico – Saúde demanda integração entre público e privado, dizem executivos

G1 – Coronavírus: Bolsonaro diz que conversará com ministro da Saúde para ‘tomar pé’ da situação

G1 – Ministério da Saúde investiga caso suspeito de coronavírus em MG

Isto É Dinheiro – A Bayer entra na fila do SUS

Isto É Dinheiro – Pfizer reduz prejuízo no 4º trimestre, mas lucro ajustado decepciona

Abril – Estudo mostra potenciais riscos da maconha para a saúde do coração

Abril – O perigo do coronavírus para quem tem diabetes

Abril – Dengue: 2020 deve ter uma média alta no número de casos

BBC Brasil – Mal de Parkinson pode ‘começar’ antes do nascimento, diz estudo
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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