Bem-estar animal e o setor financeiro

//Bem-estar animal e o setor financeiro
Reportagem do Valor Econômico desta sexta-feira (4) destaca que, com a Resolução nº 4.327/2014 do Conselho Monetário Nacional, o Sistema Financeiro Nacional passou a formalizar a incorporação de critérios socioambientais a suas políticas de investimento e financiamento. Este movimento visa garantir retornos de longo prazo, proteger as instituições financeiras de riscos reputacionais e de mercado, além de promover o desenvolvimento sustentável. Hoje, os critérios Ambiental, Social e Governança (ASG) já figuram nos gerenciamentos de riscos das instituições financeiras, que os incorporam de acordo com suas necessidades. Contudo, ainda são poucas as instituições que consideram o bem-estar animal dentre estes critérios, mesmo com a crescente preocupação do setor. Porém, estes aspectos são parte fundamental da sustentabilidade e não devem ser secundarizados. O bem-estar animal deve ser considerado pela indústria como parte de um conceito de sustentabilidade. Ele não pode ser considerado um item sozinho na produção pecuária, pois está conectado com o meio ambiente, com a saúde e as questões sociais humanas. Empresas de proteína animal avançaram na integração do bem-estar em suas cadeias. Sete grandes empresas produtoras, processadoras e varejista aboliram gaiolas para matrizes suínas e o comércio de ovos livre de gaiolas representa 5% da produção nacional. Na pecuária bovina, há linhas específicas de carne de animais tratados sob critérios de bem-estar. No mercado financeiro existem índices de sustentabilidade que contemplam indicadores de bem-estar, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, e benchmarks, como o Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), que analisa as informações públicas sobre bem-estar disponíveis nos documentos de empresas que operem com proteína animal – incluindo as brasileiras: Aurora, BRF, Habib’s, JBS, Marfrig e Minerva. Apesar de uma melhora constante desde 2012, ainda há pouca informação sobre políticas de bem-estar e demonstração de resultados dos indicadores que impactam na vida dos animais. Neste ponto, a incidência de instituições financeiras é essencial, promovendo melhores práticas corporativas.

Setor mundial de carne bovina começa a voltar ao normal

A cadeia mundial de carne bovina começa a voltar ao normal, informou a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (3). Os Estados Unidos, país líder em exportações, e o que mais sofreu os efeitos da Covid-19, já estão com os abates bovinos semanais entre 97% e 98% do que era antes da pandemia. Os americanos, devido à concentração e ao tamanho dos frigoríficos, tiveram de interromper o abate em várias unidades industriais no segundo trimestre deste ano. O Brasil, o maior exportador mundial, também foi afetado pela pandemia, mas em proporções bem menores. O país mantém um fluxo intenso de exportação e de elevação interna de preços. Os dados fazem parte de um relatório que o Rabobank, banco especializado em agronegócio, divulga nesta sexta-feira (4) no Brasil. Os técnicos da instituição financeira avaliam o cenário deste terceiro trimestre. A China foi a principal responsável por manter esse mercado aquecido durante a pandemia, e está ajudando a recuperação do setor em vários países afetados pela Covid-19. As importações chinesas de carne bovina somaram 997 mil toneladas no primeiro semestre, 43% mais do que em igual período anterior. O apetite dos chineses fez com que eles ficassem com 41% da carne bovina comercializada ao redor do mundo neste ano. O Brasil foi um dos países mais favorecidos, uma vez que 38% dá proteína que saiu do país teve a China como destino. No ano passado, eram apenas 24%. Os argentinos forneceram para os chineses 22% da carne exportado, e os australianos, 16%. Apesar desse início de recuperação, o setor ainda sente o ritmo lento da retomada da alimentação fora do domicílio, o que reduz a demanda, segundo os analista do Rabobank. Nos Estados Unidos, a produção de carne neste ano ainda é 2% inferior à de 2019, mas os americanos deverão terminar o ano com uma evolução positiva de 1% a 1,5%. No caso do Brasil, onde a oferta de gado está restrita, a produção de carne poderá cair 2,5%, em relação à de 2019, apesar da forte demanda chinesa pelo produto brasileiro. Com relação ao mercado interno brasileiro, os analistas acreditam que o consumo vá refletir a deterioração das condições econômicas. A Austrália, outro importante participante desse mercado, também tem oferta reduzida de animais. Ao contrário do que ocorre no Brasil, porém, as exportações caem, principalmente devido às compras menores da China naquele país. Na Europa, há uma melhora da demanda, mas a oferta de carne caiu 5% nos cinco primeiros meses do ano. Em alguns países, como ocorreu na Itália, a redução chegou a 16%. No Canadá, a produção continua em queda, mas em ritmo bem menor do que os 29% de março a maio. Há um estoque de gado à espera de abate. A Nova Zelândia, após a forte queda de março e abril, tem os abates normalizados.

Lei proíbe uso de coleira que dá choque em cachorros em Porto Alegre (RS)

Nesta sexta-feira (4) o portal Anda divulgou que, a Prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, sancionou na última terça-feira (1) um projeto de lei complementar que proíbe o uso de coleira de choque em cachorros. Protetores de animais alertam que o equipamento elétrico gera traumas nos cães. Com a lei, o uso da coleira passa a ser considerado maus-tratos que podem ser punidos com multa que varia de 20 a 5 mil unidades financeiras municipais (UFMs) – o que corresponde a valores que começam em R$ 85,80 e vão até R$ 21 mil. A coleira costuma ser usada para coibir latidos e estimular o bom comportamento nos animais. No entanto, segundo a vereadora Lourdes Sprengrer (MDB), autora da lei, os cachorros devem ser educados sem sofrimento físico. “A ressocialização e adestramento devem ser feitos por profissionais, não por leigos. Colocar uma coleira que dá choque no pescoço do animal não vai estimular o bom convívio, vai é causar um trauma muito grande”, disse. A proposta de proibição foi elaborada pela parlamentar após conversas com profissionais de medicina veterinária. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAMS), vinculada à prefeitura. De acordo com a SMAMS, 5.824 casos de maus-tratos a animais foram atendidos de janeiro a agosto deste ano. Denúncias podem ser feitas através do telefone 156.

Covid-19: Pequenos anticorpos produzidos por animais podem frear o vírus

Nanocorpos são anticorpos produzidos por camelídeos, família de animais que incluem camelos, lhamas e alpacas. A diferença entre essas proteínas de defesa e aquelas fabricadas por outros seres vivos, como os humanos, é que elas são muito menores e têm uma estrutura simplificada, destacou o Correio Braziliense nesta sexta-feira (4). Por isso, têm atraído a atenção de pesquisadores que buscam uma forma de neutralizar o Sars-CoV-2, causador da covid-19. A descoberta mais recente nesse sentido foi publicada na revista Nature Communications e, segundo os autores, poderá se transformar em um antiviral potente para combater a doença. Em fevereiro, logo que a covid-19 foi declarada uma pandemia, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, começaram a fabricar nanocorpos específicos para a proteína spike — aquela que permite o vírus se ligar à célula do hospedeiro e entrar em seu núcleo, onde começa a se replicar. Para isso, os pesquisadores inocularam a spike, isolada do vírus, em uma alpaca. Sem adoecer, o animal desenvolveu nanocorpos direcionados à proteína. Segundo o artigo, amostras de sangue comprovaram uma “forte resposta imunológica” depois de 60 dias. “No fim de abril, planejamos colher amostras de sangue da alpaca para verificar se suas células B (um tipo de glóbulo branco) desenvolveram anticorpos contra a proteína spike”, conta Gerald M. McInerney, virologista e principal autor do estudo. “Nossa expectativa era de que esses anticorpos neutralizantes bloqueassem a proteína spike, impedindo, assim, o coronavírus de entrar em nossas células e se replicar ainda mais.” Para isso, os cientistas clonaram, enriqueceram e analisaram sequências dessas células B. Então, detectaram que um nanocorpo específico, o Ty1 (o nome homenageia a alpaca, que se chama Tyson), mostrou-se o mais eficiente para evitar que a spike se ligue ao receptor ACE2 da célula humana. Assim, o vírus é incapaz de se reproduzir, o que inviabiliza a infecção.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Setor mundial de carne bovina começa a voltar ao normal

G1 – Considerado extinto na natureza, animal é encontrado na Indonésia

G1 – Banhistas filmam animais semelhantes a tubarões no Litoral do PI e especialista faz alerta; veja

G1 – Lei pode proibir a venda de animais em Goiânia

Correio Braziliense – Covid-19: Pequenos anticorpos produzidos por animais podem frear o vírus

CNA – CNA discute reforma tributária na Câmara Setorial do Leite do Mapa

Valor Econômico – Bem-estar animal e o setor financeiro

Agrolink – Preços globais de alimentos sobem pelo 3º mês consecutivo

Agrolink – Feridas em equinos atuam como porta de entrada para uma série de doenças

Agrolink – Alta no preço do frango pelo 3º mês consecutivo

Agrolink – Vietnã abate mais de 40 mil suínos para conter a peste suína africana

Agrolink – Jornada sobre Controle do Carrapato ocorre de forma virtual

Agrolink – Cotações firmes no mercado de reposição

Agrolink – 49° Expoinel será presencial em setembro

Agrolink – Cotações firmes no mercado de reposição

Anda – Crescimento urbano e ignorância ameaçam sobrevivência de gambás

Anda – Milhares de galinhas serão mortas por gaseamento após interrupção das atividades em frigoríficos

Anda – Gatinho dorme embalado por canção de ninar

Anda – Cavalo explorado para puxar carroça morre após ser abandonado em MG

Anda – Lei proíbe uso de coleira que dá choque em cachorros em Porto Alegre (RS)

Anda – Cavalo fica ferido após ser agredido com pauladas e chutes em Goiás

Anda – Leis de proteção ambiental devem mencionar as mudanças climáticas, dizem especialistas

Anda – Prefeito de Penha (SC) veta PL que prevê multa de R$ 23 mil para tutores de animais barulhentos

Anda – Lei Sansão entra em votação no Senado Federal na próxima terça-feira

Anda – Cadela luta para sobreviver após ser jogada em rio amarrada a uma pedra

Anda – Conheça 10 doenças zoonóticas que surgiram a partir do consumo e exploração de animais
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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