Avião vira o novo ‘táxi’ das fazendas de soja e algodão do Oeste da Bahia

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Uma mudança visível na cultura do agronegócio da região do Oeste da Bahia com o seu crescimento é a profusão de aviões. E não são os modelos agrícolas, que fazem pulverização de lavouras, por exemplo, destacou o jornal O Globo neste domingo (25). Esses aí são considerados tratores que voam. Monomotores e jatinhos estão substituindo os carros em trajetos mais longos. São a opção dos produtores para economizar tempo nos deslocamentos entre as propriedades. Com isso, os aeródromos da região estão cheios. Em Barreiras, Kleber Rebouças Rangel, fundador da Associação Barreirense Aerodesportiva (ABA), também é responsável pelo condomínio do pequeno aeroporto local. Com cem lotes, o lugar já tem cerca de 40 hangares construídos e abriga aproximadamente 120 aeronaves — de ultraleves a jatinhos, cujos preços chegam a US$ 5,5 milhões (R$ 28,6 milhões), sem contar os aviões agrícolas, que custam aproximadamente US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões). Em média, ele estima 40 pousos e decolagens por dia ali: “O avião virou um equipamento necessário na agricultura. É o táxi da fazenda”. A movimentação corrobora dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que apontam que o número de voos em aeronaves executivas cresceu 27,3% nos primeiros cinco meses de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. Executivos do setor atribuem o crescimento principalmente ao agronegócio. No Oeste da Bahia, além do deslocamento entre propriedades, as aeronaves também tiveram a função de trazer a família para perto em tempos de pandemia. Rangel observa que a maioria dos fazendeiros que têm aeronaves na região opta por modelos mais parrudos, como turboélices, que podem pousar também em pistas de terra. Já os jatinhos guardam outra função. O novo ciclo de alta das commodities reforçou até o mercado de compra e venda de aeronaves usadas na região. Rangel conta que o comentário geral é o de que quem queria ter um avião, mas ainda não comprou, terá de esperar.

Governo Federal garante R$ 3 milhões para capacitação e ampliação de produção de alimentos orgânicos

O Brasil possui, atualmente, mais de 25 mil produtores de alimentos orgânicos cadastrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No mês que marca o início da 17ª Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico, o Governo Federal anunciou ampliação de recursos para capacitar produtores e fortalecer o setor, que cresceu 30% em 2020 e tem grande potencial para novos negócios. Em evento on-line promovido pelo Mapa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apresentou medidas adotadas para incentivar o setor, como R$ 3 milhões reservados para a capacitação e treinamento dos produtores e a certificação dos produtos orgânicos que garantem sua procedência. “Temos um caminho de sucesso na agricultura de produtos orgânicos. Nesse período de pandemia ficaram evidentes os vínculos entre saúde, alimentação, agricultura e meio ambiente. Os orgânicos são uma ótima opção para aqueles que desejam uma alimentação saudável e nutritiva aliada à sustentabilidade e à inclusão social. A produção do alimento orgânico no Brasil é amparada por diversos mecanismos que asseguram a qualidade e a segurança dos produtos”, afirmou a ministra. O selo de certificação “Produto Orgânico Brasil”, que passou por mudanças no começo de 2021, é garantido por organismos credenciados no Ministério da Agricultura e certifica os produtos que, sejam in natura ou processados, tenham sido obtidos em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local. Para serem comercializados, os produtos orgânicos deverão ser certificados, sendo dispensados da certificação somente aqueles produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa, que comercializam exclusivamente em venda direta aos consumidores. Entre os benefícios dos orgânicos estão: a ausência de pesticidas; produção equilibrada e benéfica para o meio ambiente com utilização consciente da água, uso de energia renovável e menores índices de poluição; contribuição para a diversidade de espécies vegetais e animais; melhoria da qualidade do solo; ausência de conservantes em sua composição; maior presença de nutrientes. Portal específico do Ministério da Agricultura reúne mais informações e orientações sobre como produzir ou adquirir produtos orgânicos. Seminário Virtual de Lançamento da XVII Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico.

Ministério da Agricultura registra 5 agrotóxicos inéditos e mais 46 genéricos para uso dos agricultores

O Ministério da Agricultura liberou mais 51 agrotóxicos para uso dos agricultores na última sexta-feira (23), segundo publicação do Diário Oficial. Cinco deles são inéditos e 46 são genéricos. Segundo o G1 no total, o governo já autorizou o uso de 310 defensivos químicos neste ano: 90 princípios ativos usados na fabricação de pesticidas e 220 produtos prontos, que vão para uso direto do agricultor. Estes últimos são chamados também de produtos formulados. Dentre as autorizações desta sexta, 34 são químicos e 17 são biológicos, considerados de baixo impacto. Dos cinco princípios ativos inéditos, três são de origem biológica, que podem ser utilizados na agricultura orgânica, e dois de origem química. Os três produtos biológicos novos (Neoseiulus barkeri, Neochrysocharis formosa, Neoseiulus idaeus) podem ser utilizados em qualquer sistema de cultivo, segundo o Ministério da Agricultura. O Neoseiulus barkeri é o primeiro produto no Brasil registrado para controle do ácaro vermelho das palmeiras, uma das principais pragas dos coqueiros. Ele também pode ser recomendado para o controle do ácaro branco. Já o parasitoide Neochrysocharis formosa controla a larva minadora (Liriomyza sativae). E o Neoseiulus idaeus é recomendado para controle de ácaro rajado (Tetranynchus urticae). Os três não possuem classificação na Anvisa e, na classificação do Ibama, são considerados “Pouco Perigosos ao Meio Ambiente”. Em relação aos químicos, um dos produtos é o Goemon, feito à base do ingrediente ativos novo ciclaniliprole. Ele foi registrado para controle da lagarta de Helicoverpa armigera nas culturas de algodão, milho e soja. O produto também serve para o controle da mariposa-do-café (Leucoptera coffeella) na cultura do café, e da broca-pequena-do-fruto (Neoleucinodes elegantali) e traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) no tomateiro. O outro é o produto Kenja, à base de isofetamida, fungicida para controle do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) nas culturas de soja, feijão, batata, tomate e alface. O produto também é indicado para controle de mofo-cinzento (Botrytis cinérea) em cebola e uva, e de sarna da macieira (Venturia inaequalis) na cultura da maça. O Ibama considera os produtos acima como “muito perigosos ao meio ambiente”. A Anvisa não os classifica.

Emissão de CBios chega a 64% da meta das distribuidoras para 2021

A emissão de Créditos de Descarbonização (CBios) na B3 já alcançou 63,8% da quantidade que as distribuidoras de combustíveis precisam comprar até o fim deste ano para cumprirem com suas metas estabelecidas no âmbito do programa RenovaBio, segundo o ItaúBBA. De acordo com o relatório do banco, foram emitidos 15,89 milhões de CBios na B3 até a primeira quinzena de julho; a meta para 2021 é de 24,9 milhões de créditos. Ao volume ofertado foi incluída a parcela de CBios já aposentados, informou o Valor Econômico. Além desse volume, o mercado já se encontrava com uma oferta inicial de 3,9 milhões de CBios, remanescentes do ano passado. Considerando que já foram aposentados 2,8 milhões de créditos neste ano, havia, até o fim da última quinzena, 17 milhões de CBios disponíveis na bolsa, segundo o banco. Desse total, 51% estavam na mão dos emissores, 48% já haviam sido comprados pelos distribuidores (“parte obrigada”) e 1% foi adquirido por partes não obrigadas – que compram CBios de maneira voluntária. Desde junho, os preços dos CBios estão abaixo de R$ 30. No acumulado do ano até a primeira metade de julho, o preço médio está em R$ 30,07, abaixo dos R$ 43,41 registrado no ano passado.

NA IMPRENSA

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Governo Federal – Região Nordeste bate recorde na geração de energia eólica e sola 
Governo Federal – Dois novos cães de detecção vão reforçar a fiscalização agropecuária em portos, aeroportos e fronteiras 
Folha de S.Paulo – Agricultores temem perdas com previsão de geada e frio histórico  
O Estado de S.Paulo – Confira quais IPOs vão movimentar a B3 nesta semana 
O Estado de S.Paulo – Com soja em alta, exportações do agronegócio sobem 20,9% no 1º semestre 
O Globo – Produção agrícola cresce no oeste da Bahia e impulsiona cidades em meio à pandemia; veja fotos  
O Globo – ‘Bolhas de riqueza’ no Oeste da Bahia mostram como agronegócio torna regiões do interior do país imunes à crise  
O Globo – Avião vira o novo ‘táxi’ das fazendas de soja e algodão do Oeste da Bahia 
Correio Braziliense – Revendedores de combustíveis rebatem Bolsonaro 
G1 – Ministério da Agricultura registra 5 agrotóxicos inéditos e mais 46 genéricos para uso dos agricultores 
G1 – Prejuízos das lavouras com a geada e mais notícias da semana no campo 
G1 – Amazônia: Como El Niño ajudou a devastar 2,5 bilhões de árvores e cipós em meio a seca e incêndios 
G1 – Congresso deve votar projetos na área ambiental após recesso; críticos veem riscos à preservação 
Valor Econômico – Cadeia de orgânicos amplia suas vendas no país e no exterior 
Valor Econômico – “É preciso reconhecer a diversidade de caminhos para sistemas alimentares sustentáveis”, diz ministra 
Valor Econômico – Concessão eleva custo do frete no Arco Norte 
Valor Econômico – ADM compra empresa europeia de ingredientes de soja não transgênica 
Valor Econômico – Emissão de CBios chega a 64% da meta das distribuidoras para 2021 
Valor Econômico – Ministério aprova registro de 51 novos defensivos agrícolas formulados 
Mapa – Produto biológico inédito para controle do ácaro vermelho tem registro publicado 
Mapa – Ministra representa Brasil em evento da ONU que irá debater os sistemas alimentares globais 
CNA – CNA solicita ao Mapa prioridade no registro de defensivos para a palma forrageira 
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AgroLink – A Corteva apresenta uma inovadora solução no mercado de fungicidas 
AgroLink – RS: produção orgânica e diversificada é alternativa para agricultores de Doutor Ricardo 
AgroLink – Relatório do IGC foca na produção brasileira 
Canal Rural – Etanol: preço médio sobe em 18 estados e no DF, diz ANP 
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Canal Rural – Custo da pecuária leiteira subiu quase 12% no 1º semestre de 2021, aponta Cepea 
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