“Aviação Agrícola brasileira tem condições legais, técnicas e operacionais para ser mais uma ferramenta na desinfecção de áreas urbanas”, afirma especialista ao falar sobre a emergência de saúde atual  

//“Aviação Agrícola brasileira tem condições legais, técnicas e operacionais para ser mais uma ferramenta na desinfecção de áreas urbanas”, afirma especialista ao falar sobre a emergência de saúde atual  
O portal Agrolink conversou, nesta terça-feira (31), com o Dr Marcos Vilela Monteiro, Engenheiro Agrônomo com 60 anos de experiência internacional em pulverização. Questionado sobre a emergência de saúde atual, afirmou que Aviação Agrícola brasileira tem condições legais, técnicas e operacionais para ser mais uma ferramenta na desinfecção de áreas urbanas, com eficiência, rapidez incomparável e baixo custo. Atualmente Dr Vilela treina e gerencia projetos, que envolve aviação agrícola e toda a logística necessária de lavouras especialistas como café e cana, além de áreas extensivas como soja. Profissionais e pilotos de grandes grupos do setor são treinados por ele. Informa que conhece e experiências técnicas, operacionais, e tripulações estão disponíveis para um projeto de grande alcance. O engenheiro agrônomo  se coloca à disposição do governo e da sociedade, uma alternativa veloz de sanidade ambiental, começaria realizando testes pontuais objetivando muitas localidades inacessíveis a tratamentos terrestres. O especialista está detalhando o projeto e provavelmente poderá ter contribuição  de profissionais  para o projeto em questão, mesmo que com prováveis muitos “nãos” no horizonte. Dr Vilela poderá receber contribuições cientifícas em seu projeto emergencial em evolução, através do Portal Agrolink. Nesta etapa ao lado de outras ações, analisa o alvo: o impiedoso esporo Covid 19. O alvo por definição é o esporo em si ou o microambiente onde ele nasce e se movimenta. “No nosso caso, pela sua pequena dimensão o esporo é muito difícil de ser atingido na aplicação em si, mas com o uso das técnicas avançadas de aplicação aérea como é realizado nas aplicações agrícolas, podemos colocar um desinfetante no micro ambiente onde ele chega e se movimenta levado pelos agentes naturais (orvalho, chuva, vento, aves, insetos, pólens, poeira, veículos e outros) que também movimentam os desinfetantes”, ressalta Vilela. Os princípios ativos usados na desinfecção de ambientes para o controle de fungos, bactérias e vírus são a base de Cloro e em geral derivados do Quaternário de Amoneo ou do Hipoclorito. São produtos de uso cotidiano dissolvidos em água em baixas dosagens para lavagem de roupas e desinfecção geral inclusive de água potável, em dosagens muito baixas – praticamente uso doméstico. Ouvimos os advogados, empresários especialistas em pulverização, Marco Antonio e João Gabriel Camargo, que examinaram em detalhes a Norma Técnica 75/2007 do Ministério da Saúde, que permite a pulverização de inseticidas em áreas urbanas com aviões em situações específicas como no caso de grandes surtos das doenças. Os especialistas entendem que a Lei 13.301 de junho de 2016 autoriza as aplicações aéreas de inseticidas em áreas urbanas mediante aprovação do Ministério da Saúde. Há restrições no aspecto ambiental e espaço aéreo, nesta etapa vale ressaltar a importância do projeto do Dr Marcos.

Governo estuda pacote de R$ 2 bi para o campo

Depois da pressão de produtores gaúchos atingidos pela estiagem e de críticas de parte do setor agropecuário pela demora na aprovação de medidas econômicas específicas para enfrentar os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Agricultura pode anunciar ainda hoje dois pacotes de ajuda ao campo, com recursos totais da ordem de R$ 2 bilhões. Nesta terça-feira (31), a ministra Tereza Cristina ligou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, de quem recebeu uma sinalização positiva quanto à disponibilização dos recursos necessários para a ação, segundo apurou o Valor Econômico nesta quarta-feira (1). O primeiro pacote contempla as demandas dos agricultores do Rio Grande do Sul, como a prorrogação das parcelas de dívidas de custeios e investimentos, inclusive do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Também deve ser criada uma linha de crédito emergencial para os agricultores familiares. Haverá, ainda, uma simplificação nos procedimentos de vistoria de perdas nas lavouras cobertas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), para permitir notificação e verificação remotas como forma de agilizar a liberação de recursos para os produtores com prejuízos. O segundo pacote contempla produtores de todo o país e também está concentrado na prorrogação dos financiamentos junto aos bancos, com exceção de produtores de soja e milho. A avaliação da Pasta é que a colheita recorde e os preços elevados dessas commodities no mercado ajudam os agricultores a passar por esse momento de dificuldade. A proposta pede também a criação de linhas especiais de crédito para pequenos e médios produtores. O objetivo é dar liquidez e fluxo de caixa aos segmentos considerados, até agora, os mais afetados pela crise do coronavírus, em virtude de problemas de comercialização de produtos perecíveis como de frutas, hortaliças, flores e leite. O Ministério da Agricultura quer R$ 20 mil para agricultores que acessam o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e R$ 40 mil para quem é atendido pelo Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), com três anos de prazo de pagamento e um de carência.

Agronegócio: ainda bom, mas com riscos

Nesta quarta-feira (1), o jornal O Estado de S.Paulo publicou o artigo de Pedro Fernandes e Guilherme Belotti, respectivamente, diretores de agronegócio e gerentes de consultoria agro do Itaú BBA. Eles destacaram que, vivemos mais um ano de boas perspectivas para a geração de renda do agro brasileiro, porém não devemos desconsiderar os potenciais impactos da pandemia de covid-19. A piora do ambiente de negócios fez com que a maioria das instituições revisasse suas projeções apontando para uma forte desaceleração da economia global. Embora menos danoso para o agronegócio – já que se argumenta que a demanda por alimentos seguirá firme –, este cenário de retração atrelado às incertezas em relação à efetividade das medidas de contenção da doença afeta diretamente algumas cadeias e traz riscos adicionais para o setor. Nesse sentido, o setor sucroenergético e a cultura de algodão se destacam. No caso do primeiro, a queda das cotações do petróleo sugere preços do etanol hidratado na usina em patamares abaixo de R$ 1,50/litro na safra que se inicia. Com isso, a atratividade do biocombustível cai e aumenta a produção do açúcar, o que, por sua vez, afeta o valor do adoçante. Ademais, uma restrição prolongada à movimentação de pessoas deve reduzir drasticamente o consumo do biocombustível no curto prazo. Quanto aos riscos comuns a todo o setor, o primeiro deles – e de curtíssimo prazo – é uma possível desaceleração da logística de exportações, a reboque da redução do deslocamento de pessoas para minimizar a propagação da doença tanto no Brasil quanto nos destinos. Isso pode alterar a programação de embarques e alongar o ciclo de caixa de quem depende das vendas internacionais, bem como tende a levar a uma redução de liquidez para a comercialização de produtos no spot. Se o possível problema logístico se estender, as importações de fertilizantes e princípios ativos de defensivos poderão ser impactadas, aumentando o risco das entregas de tais insumos para a safra 20/21. Diante desses riscos, é recomendável que os empresários do agro sejam prudentes em suas decisões, minimizando os impactos deste ano desafiador. Especial atenção deve ser dada à preservação de uma boa posição de caixa, que, inclusive, deve ser maior que os níveis normais. Ter caixa em momentos de incerteza é um seguro que será essencial, caso a crise se prolongue. Aliás, deve-se buscar um patamar seguro de insumos, que podem sofrer de inconstância no suprimento, e postergação temporária dos planos de expansão. Não temos dúvidas da importância e da competitividade do agro brasileiro, mas o curto prazo demanda cautela.

Apesar do coronavírus, PIB do agro de SP não será trágico, diz pesquisadora

Após dois anos de queda, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio paulista subiu 1,5% em 2019. O setor representou 12% do PIB total do estado, informou a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (1). A grande questão é como ficará 2020, um ano completamente atípico, principalmente para o estado de São Paulo, o mais afetado pelo avanço do coronavírus no país. Nicole Rennó, pesquisadora da equipe macroeconômica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), diz que prever PIB sempre tem uma dose de dificuldade. Nesse momento, então, qualquer estimativa se torna ainda mais difícil. Apesar disso, ela afirma que não haverá nada de trágico no setor. O grande desafio será a demanda doméstica. Não haverá a recuperação prevista anteriormente e, ao contrário, as perspectivas já são de queda do PIB nacional, como mostram números do próprio Banco Central. A demanda externa, porém, continua. Além das exportações de grãos, o país mantém bom ritmo de vendas de carnes. Na avaliação da pesquisadora, a deficiência de proteínas na China, provocada pela peste suína africana, pode ser elevada ainda mais com a proibição, pelo governo chinês, do consumo de carnes exóticas. Há, no entanto, alguns fatores que devem ser considerados, como o efeito do coronavírus na economia mundial e o preço das commodities. O agronegócio do Brasil, porém, principalmente pelo patamar do valor do dólar, deverá ser beneficiado no mercado internacional. No campo da logística, um setor essencial para o agronegócio, ainda não há nada que possa afetar o PIB, afirma a pesquisadora. O cenário agropecuário para São Paulo é bom. Cana-de-açúcar, café, milho soja e carnes têm boas perspectivas. No setor sucroenergético, por exemplo, a situação do etanol não é confortável, devido à queda interna no uso do combustível e à redução de preços do petróleo. O açúcar, contudo, tem boas perspectivas, diz Rennó. A situação da agroindústria, no entanto, é menos favorável do que a da agropecuária. Ela já vem caindo em São Paulo e uma retração nesse setor reflete também sobre o agrosserviço. Se o PIB do agronegócio paulista não preocupa muito, o mesmo não ocorre com emprego e renda. O mercado de trabalho no agronegócio é bem pulverizado e a mão de obra em pequenas lavouras e indústrias preocupa. Haverá perda de renda para os produtores pequenos, que necessitarão de capital de giro e assistência, segundo Rennó. Os dados do PIB do agronegócio de 2019 do estado de São Paulo indicaram que a principal evolução ocorreu dentro da porteira, com destaque principalmente para a pecuária. O ramo agrícola teve evolução de 0,6%, e o da pecuária, 5,44%, em relação a 2018. Já os setores de agroindústria e de agrosserviços tiveram resultados fracos, segundo o Cepea.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Apesar do coronavírus, PIB do agro de SP não será trágico, diz pesquisadora

O Estado de S.Paulo – FAO, OMS e OMC alertam para risco de escassez de alimentos provocada pelo coronavírus

O Estado de S.Paulo – A indústria essencial hoje, amanhã e depois

O Estado de S.Paulo – Agronegócio: ainda bom, mas com riscos

Valor Econômico – Preço do trigo subiu e moinhos temem ter que importar de fora da Argentina

Valor Econômico – Embrapa faz parceria com Korin e se aproxima do consumidor

Valor Econômico – Preços dos grãos resistem à pandemia; café e suco de laranja têm alta

Valor Econômico – Usinas podem ficar sem caixa para safra 2020/21

Valor Econômico – Governo estuda pacote de R$ 2 bi para o campo

CNA – Sistema Faepa Senar e OCB-PB apresentam demanda do agro paraibano ao Governo do Estado

CNA – Para CNA, a sustentabilidade deve ser considerada serviço ambiental

Mapa – Demandas de entidades sobre abastecimento durante pandemia podem ser encaminhadas on-line

G1 – Produtores agrícolas têm problemas para escoar produção por baixo consumo

G1 – Sem feiras, produtores rurais vendem itens agrícolas em ‘drive-thru’ em Macapá

Embrapa – Embrapa Meio-Norte doa material de proteção individual ao Ministério da Agricultura

Embrapa – Embrapa contribui com a Rede Integrada de Pesquisa do Amapá na prevenção do Coronavírus

AgroLink –  Medida provisória corta 50% das contribuições ao Sistema S por três meses

AgroLink –  Paraíba: ATR líquido desvaloriza 1,32% no mês de março

AgroLink –  Jataí-GO estimula agricultores à higienização urbana

AgroLink –  Fabricantes de máquinas registram queda no primeiro bimestre

AgroLink –  Índia lança canal no WhatsApp para responder agricultores

AgroLink –  Aviação agrícola X Coronavírus

AgroLink –  Brasil exportou 39,82 milhões de sacas em um ano

AgroLink –  Agro tem papel fundamental neste momento na economia, diz Heinze

AgroLink –  MA: vírus X agricultura

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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