Aviação aeroagrícola ganha agilidade com manutenção remota de aeronaves no campo

//Aviação aeroagrícola ganha agilidade com manutenção remota de aeronaves no campo
Nesta quinta-feira (15) a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que os operadores aeroagrícolas estão autorizados a realizar pequenos reparos em aeronaves em operação no campo, em locais de difícil acesso, desde que a atividade de manutenção seja realizada com a supervisão remota de um Mecânico de Manutenção Aeronáutica. A mudança, que consta da IS nº 145-009, Revisão C, é uma das ações imediatas do Voo Simples, programa de simplificação e desburocratização para a aviação geral lançado em 7 de outubro pelo Governo Federal e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Antes da alteração promovida pela ANAC, se uma aeronave apresentasse um problema simples durante as atividades de campo, ela precisaria aguardar dias ou até semanas pela chegada ao local de um mecânico com licença emitida pela Agência ou ser deslocada por terra até uma oficina certificada. Agora, com o uso de tecnologias de comunicação como videoconferência, fotografias, gravações e comunicação de voz, entre outras, o procedimento pode ser realizado por um auxiliar, sob supervisão do mecânico, no próprio local da operação. A facilitação das ações de manutenção em localidades remotas típicas de operações aeroagrícolas era uma das demandas antigas do setor, que vêm sendo atendidas pela ANAC, a exemplo da manutenção preventiva feita pelo piloto, autorizada desde 2013. No período de safra, compreendido entre os meses de outubro e maio, as aeronaves aeroagrícolas são mais demandadas, exigindo grande número de pousos e decolagens. Sob atividade intensa, é comum a necessidade de pequenos reparos, substituições de componentes e outras manutenções que não podiam ser realizadas in loco sem o suporte técnico de um mecânico aeronáutico. Agora, com a alteração da IS nº 145-009, Mecânicos de Manutenção Aeronáutica vinculados a um operador aeroagrícola certificado pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 137, bem como Organizações de Manutenção sob o RBAC Nº 145 que prestam serviço a esses operadores, poderão supervisionar as atividades que os auxiliares dos mecânicos desenvolverem em campo, de modo remoto, utilizando-se para isso de tecnologias de comunicação não presencial como uma forma aceitável de atendimento previsto no item 43.3(d) do RBAC nº 43, intitulado “Manutenção, manutenção preventiva, reconstrução e alteração”. A supervisão pode ser realizada remotamente desde que a tecnologia de comunicação utilizada permita observar se o trabalho foi executado da forma apropriada, e que o supervisor esteja prontamente disponível para responder a consultas do executante durante o período de execução das atividades supervisionadas.

Municípios com alta produção agrícola impactam PIB local, mostra estudo do Mapa

Os municípios com maior valor da produção agrícola do país têm em média, uma participação alta de seu Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário no PIB total do município. Para os 50 considerados mais ricos em termos de valor da produção, a média da participação do PIB agro no PIB total é de 36,8%, enquanto para o Brasil essa participação foi de 5,4%. A maior parte desses municípios situa-se em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia. A conclusão é de uma nota técnica da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgada nesta quinta-feira (15), com base em dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) e do Produto Interno Bruto (PIB), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Sapezal (MT), líder na produção de algodão, o PIB agro em relação PIB do município é de 54,5%; para São Desiderio (BA), líder do algodão na Bahia, a participação do PIB é de 66,5%. Para Diamantino (MT), é de 54,3%, e em Formosa do Rio Preto, a participação é de 64,0%. O valor médio da produção dos 50 municípios com maior valor da produção é de R$ 1,521 bilhão. Nesse grupo de munícipios, os maiores valores são observados em Sorriso (MT) R$ 3,946 bilhões, Sapezal (MT) R$ 3,338 bilhões, São Desiderio (BA) R$ 3,183 bilhões, Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 3,055 bilhões, Rio Verde (GO) R$ 2,578 bilhões e Cristalina (GO) R$ 3,338 bilhões. De acordo com a Produção Agrícola Municipal, o valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 361 bilhões em 2019, superando em 5,1% o recorde alcançado no ano anterior. O milho, o algodão e a cana-de-açúcar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. Segundo o IBGE, dos 50 municípios com maior valor da produção agrícola do País, 22 municípios encontram-se no Mato Grosso, seis em Goiás, seis em Mato Grosso do Sul e seis na Bahia. Os municípios que lideram a produção de soja e milho, em sua maioria também aparecem nas primeiras posições de geração de valor do algodão herbáceo. Esses são, caracterizadamente os municípios que também lideram os níveis de produtividade.

Brasil amplia o número de adidos agrícolas e fortalece atuação no exterior

O governo federal ampliou de 25 para 28 o número de adidos agrícolas brasileiros junto às representações diplomáticas no exterior. O Decreto Nº 10.519, com as mudanças, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15). Atualmente, o Brasil conta com 24 adidos agrícolas ativos lotados em 22 países (Pequim e Bruxelas contam com dois adidos). Uma vaga em Genebra (Suíça) encontra-se em aberto e deverá ser preenchida ainda este ano. Os novos adidos agrícolas irão desempenhar suas funções em novos postos estratégicos, que serão definidos por Portaria Conjunta dos Ministros das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Espera-se que as novas adidâncias iniciem seus trabalhos já no início do próximo ano. O decreto traz outras mudanças, como a exigência de que o adido seja há no mínimo dez anos servidor público federal ocupante de cargo efetivo ou empregado do quadro permanente de empresa pública federal ou de sociedade de economia mista federal. Anteriormente, esse prazo era de quatro anos. A mudança busca adequar os candidatos à senioridade e experiência esperadas do cargo, que teria equivalência ao posto de Conselheiro da carreira diplomática. Outra nova exigência é que o servidor esteja em exercício no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou em uma de suas entidades vinculadas. A duração da missão de assessoramento em assuntos agrícolas será a princípio de quatro anos consecutivos, não prorrogáveis, contados da data de apresentação do adido agrícola à representação diplomática para a qual tiver sido designado. Anteriormente, o prazo era de dois anos, prorrogáveis uma vez por igual período. Os adidos desempenham missões permanentes de assessoramento junto às representações diplomáticas brasileiras no exterior. Têm o papel de identificar oportunidades, desafios e possibilidades de comércio, investimentos e cooperação para o agronegócio brasileiro. Para isso, têm interlocução com representantes dos setores público e privado, assim como interagem com relevantes formadores de opinião, na sociedade civil, imprensa e academia. Os adidos agrícolas têm sido amplamente reconhecidos como agentes para maior inserção da agropecuária brasileira nos mercados locais. No último encontro de adidos, atividade realizada em setembro em plataforma virtual, ocorreram mais de 500 reuniões entre esses profissionais e diversos representantes do setor privado brasileiro.

Descaso com metas de sustentabilidade pode impedir acordo Mercosul-UE, diz parlamentar

O presidente do Comitê de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou nesta quinta-feira (15) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não será ratificado pelos europeus sem regras claras que garantam o compromisso das partes com o desenvolvimento sustentável. Segundo a Agência Câmara o acordo de livre comércio Mercosul-UE foi assinado em junho de 2019 e, para entrar em vigor, precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 31 países envolvidos. O documento permitirá a eliminação ou a redução de tarifas de importação de produtos comercializados entre os dois blocos. Segundo ele, o texto deve trazer claramente as obrigações de cada parte e possíveis sanções em caso de descumprimento do acordo. O parlamentar europeu avalia que o caminho para a ratificação passa pelo respeito ao meio ambiente, aos povos tradicionais e a outras diretrizes internacionais, como o Acordo de Paris – contra o aquecimento global – e as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Coordenador da frente parlamentar mista dos ODS, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) comentou que o acordo entre Mercosul e UE deve ir além da questão comercial e servir também para reforçar o compromisso do Brasil com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável assumidos em 2015 na ONU. A meta é atingir esses objetivos até 2030 – a chamada Agenda 2030. Entre os 17 objetivos e as 169 metas assumidas estão temas como: erradicação da pobreza, segurança alimentar e agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, água e saneamento, energia, crescimento econômico sustentável, infraestrutura, redução das desigualdades, cidades sustentáveis, padrões sustentáveis de consumo e de produção, mudança do clima, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, sociedades pacíficas, justas e inclusivas e meios de implementação. Na opinião de Tatto, o Brasil passa por um momento de desmonte de direitos sociais já consagrados e da estrutura estatal relacionada à proteção de florestas e de povos tradicionais, como indígenas, comunidades extrativistas, ribeirinhos e quilombolas. O coordenador do Fórum Permanente em Defesa da Amazônia, deputado Airton Faleiro (PT-PA), destacou que, antes mesmo do debate internacional, é preciso enfrentar o discurso que vende a flexibilização da legislação como sinônimo de desenvolvimento e de progresso para a população, incluindo os indígenas. Representando o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) no Parlamento Europeu, Delara Burkhardt, por sua vez, salientou o papel da comunidade europeia no controle do desmatamento no Brasil. “Cerca de 1/3 da soja produzida no Brasil é consumida pela Europa. Ou seja, o que acaba no nosso prato pode estar vindo de regiões desmatadas”, apontou. “Por isso, uma agenda comum é tão importante. Não podemos fazer a nossa parte nacionalmente e continuarmos aumentando o consumo de produtos que contribuem para aumentar o desmatamento.”

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Descaso com metas de sustentabilidade pode impedir acordo Mercosul-UE, diz parlamentar

Agência Câmara – Especialistas destacam problema de abastecimento de água na região do Pantanal

Folha de S.Paulo – Como transformar nossos sistemas alimentares?

G1 – Produção florestal cai 2,7% em 2019 e interrompe 3 anos de altas, diz IBGE

G1 – Ambientalista que criticou Salles por frase sobre ‘passar a boiada’ é notificado a pedido da AGU

G1 – Brasil não assina compromisso global para reverter perda da biodiversidade

Valor Econômico – Aqua integra redes de insumos em holding com receita de R$ 4 bi

Valor Econômico – Colheita de trigo avança nos Estados do Sul em meio a preços firmes

Valor Econômico – Clealco recebe proposta de R$ 900 milhões à vista por usinas e terras

Valor Econômico – Altas acima de 200% no Valor da Terra Nua

Valor Econômico – Produção agroindustrial avançou novamente em agosto, mas pouco

Valor Econômico – ‘Conta’ do atraso do plantio de soja pode sobrar para o milho

Anac – Aviação aeroagrícola ganha agilidade com manutenção remota de aeronaves no campo

Anac – Entre em vigor nova estrutura da Agência com criação de Superintendência de pessoal de aviação

Mapa – Municípios com alta produção agrícola impactam PIB local, mostra estudo do Mapa

Mapa – Brasil amplia o número de adidos agrícolas e fortalece atuação no exterior

AgroLink – Aviação agrícola pode fazer manutenção remota de aeronaves

AgroLink – Montadoras europeias apoiam uso de biocombustíveis 

AgroLink – Reino Unido apoia produção de farinha de insetos

AgroLink – CNA debate fintechs como alternativa de crédito no agro

AgroLink – Aprosoja e a soja em fevereiro têm novos capítulos

AgroLink – Falta de chuva atrasa plantio de milho no RS

AgroLink – 3º Prêmio Mulheres do Agro anuncia finalistas

AgroLink – Bolsonaro inaugura planta inédita de biogás

AgroLink – Como o PIX vai impactar o agro?

AgroLink – Alta produção em municípios impacta PIB agro

CNA – Exportações do Agro alcançam US$ 77,9 bilhões de janeiro a setembro

CNA – Senar avalia perspectivas para o agro em debate promovido pelo CREA-DF

CNA – Produtores participam de Dia de Campo sobre manejo da palma forrageira

CNA – Boas perspectivas para a soja exigem análise de mercado e atualização de conhecimentos técnicos

Embrapa – Meio ambiente é estratégico para reduzir custos e agregar valor à produção agropecuária

Embrapa – O impacto da inteligência artificial nos negócios do novo agro é discutido em live

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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