“Até 70% dos tumores vão ter indicação de imunoterapia”, diz oncologista

//“Até 70% dos tumores vão ter indicação de imunoterapia”, diz oncologista
Ainda que não tenham encontrado uma cura definitiva para o câncer, cientistas avançam em pesquisas que otimizam tratamentos ao redor do mundo. Uma das mais promissoras é a imunoterapia, como explicou ao CB.Saúde — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — desta quinta-feira (17) o oncologista e diretor-geral do Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes. “A imunoterapia, para câncer, é algo que a gente sempre sonhou em fazer. Desde que a gente tem noção de como um câncer se desenvolve, se tem a ideia de que para poder um câncer crescer dentro de você o sistema imune precisa falhar. Ele precisa não enxergar que tem uma coisa que está crescendo em você, que está indo contra você, para poder deixar aquilo crescer”, detalhou o médico. Fernandes colocou que as pesquisas se desenvolveram a partir desse entendimento. “O seu sistema imune tem os elementos para matar o tumor. Então, síndromes que cursam com o aumento do número de câncer podem ser síndromes associadas à redução do sistema imune. Você tem um sistema imune suprimido, você faz com que o indivíduo tenha mais câncer. Então, a imunoterapia nada mais é do que liberar o sistema imune ou estimular o sistema imune para que ele ache o tumor no seu próprio corpo. Lidar com seus próprios potenciais para isso”, ilustrou. O médico comemorou que, desde 2011, diversos países avançaram na liberação dos testes clínicos. “Uma droga americana com inibidor de CTLA-4, que faz com que o linfócito entenda melhor como achar o câncer, foi aprovada nos Estados Unidos. Em 2014, uma segunda droga foi aprovada. Esses dois mecanismos de droga foram patenteados e estão disponíveis no Brasil, no SUS, começou agora”, destacou. Esse tratamento rendeu aos pesquisadores que o desenvolveram o Prêmio Nobel de Medicina em 2018. A principal marca da imunoterapia é que ela pode ser usada em diversos tipos de tumor. Segundo o diretor-geral do Sírio-Libanês, essa deve ser uma das principais terapias para tumores a médio prazo. “Hoje, a gente considera que até 70% dos tumores vão ter indicação de imunoterapia no médio prazo — dois, três anos. Nos Estados Unidos esse número já bateu em 50%. O que se tem de pesquisa hoje, a grande maioria, vai nessa direção”, previu. Ele também falou sobre o panorama geral da saúde pública no país. Para Fernandes, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um avanço, mas esbarra em problemas como as desigualdades e o baixo financiamento.

Brasil comprou insulina para 396 mil pessoas em 2018 mas só 11% recebeu as doses

Apenas 317,5 mil (8%) dos quase 4 milhões de tubetes de insulina de ação rápida adquiridos em 2018 pelo governo federal chegaram às mãos de pacientes com diabetes tipo 1. Cerca de 396 mil pessoas poderiam ser beneficiadas, no entanto, apenas 11% receberam o remédio até setembro deste ano, destacou a Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (18). Não para por aí. Entre 900 mil e 1,4 milhão de unidades do fármaco podem vencer até junho de 2021 se não forem consumidos. As informações são da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil) obtidas via Lei de Acesso à Informação. O Ministério da Saúde investiu R$ 50,2 milhões na compra de 3.959.455 unidades do medicamento da Novo Nordisk Farmacêuica. Cada unidade custou exatos R$12,70. Na prática, isso quer dizer que, caso as insulinas vençam, o governo federal terá jogado fora pelo menos R$11,4 milhões, perda que, no pior cenário, pode chegar a R$17,7 milhões. Atualmente, o ministério tem 1.694.085 de doses estocadas que não foram enviadas às secretarias estaduais e municipais. Procurado no dia 11 de setembro, o Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos da Folha. De acordo com funcionários da ADJ, o ministério estuda se reunir com membros da associação na terça-feira, 22 de setembro. Karla Melo, coordenadora de saúde pública da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), afirma que o desperdício se deve especialmente ao excesso de burocracia para que o paciente tenha acesso ao medicamento. Para receber as doses de insulina análoga de ação rápida, o paciente precisa ser atendido por um endocrinologista que deverá preencher um relatório que leva, em média, 45 minutos para ser finalizado. Porém, segundo a ADJ, as consultas no SUS (Sistema Único de Saúde) duram cerca de 15 minutos na maior parte dos casos. O relatório é de preenchimento complexo e qualquer erro em informações acarretará na necessidade de um novo preenchimento e mais 45 minutos, além de idas e vindas entre a UBS (Unidade Básica de Saúde) e a Farmácia de Alto Custo, único lugar onde os pacientes podem retirar o remédio. O SUS oferece, atualmente, dois tipos de insulina. Um deles, a mais comum (ou regular) e que pode ser retirada pelos pacientes nas unidades básicas de saúde, leva cerca de 1h30 para fazer efeito. Já a insulina análoga de ação rápida, que foi incorporada ao SUS em 2017, demora apenas 15 minutos para agir.

Planalto confirma ter pedido mais prazo para avaliar adesão à aliança por vacinas na OMS

O Palácio do Planalto confirmou na noite desta quinta-feira (17) ter pedido mais prazo para avaliar se irá aderir à Gavi Aliança (Aliança Global para Vacinas e Imunização), que garantiria acesso mais rápido a uma futura vacina contra a covid-19, por um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A prorrogação é necessária, segundo o governo brasileiro, para que se obtenha mais informações sobre condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico. Segundo o Valor Econômico oficialmente, os países interessados teriam que assinar até amanhã o contrato para participação no “pool financeiro” que apostará em nove vacinas em desenvolvimento, pelo “Covid-19 Global Access Facility (Covax Facility)”. Confira a íntegra da nota enviada pela Secretaria de Comunicação do Planalto sobre o tema.

Turma da Mônica lança quarta revista sobre a Distrofia de Duchenne

A série ‘Cada Passo Importa’, projeto da Sarepta Farmacêutica e da Mauricio de Sousa Produções sobre a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), lança nesta sexta-feira (18), a quarta revista. De acordo com o Blog Vencer Limites do jornal O Estado de S.Paulo para ler e baixar todas as HQs, acesse cadapassoimporta.com.br. O projeto foi lançado em fevereiro de 2019 para ampliar o conhecimento, promover a inclusão, o acolhimento e o tratamento adequado a quem enfrenta essa doença genética. Neste novo episódio, o personagem Edu, de 9 anos, que tem a Distrofia de Duchenne e mostra os primeiros sintomas, recebe a visita de um primo, Leo, jovem com DMD em estágio mais avançado e com deficiências. O sinal mais importante dessa condição genética é a perda progressiva da força muscular para fazer coisas simples, inclusive andar. Na história, todos participam de uma festa do pijama, oportunidade para a Turma da Mônica saber mais sobre a rotina dos dois primos. Além disso, Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha descobrem a importância dos centros de tratamento de doenças raras e conhecem o cartão de alerta, que toda pessoa com Duchenne deve carregar para orientar os profissionais de saúde a respeito de tratamentos corretos, especialmente em situações de emergência. Um modelo do cartão está encartado na revista. A Distrofia Muscular de Duchenne está ligada ao cromossomo X e atinge apenas meninos. É causada pela ausência da distrofina, uma proteína essencial para os músculos. De origem genética, pode ou não ser herdada. Em média, é diagnosticada aos 7 anos. Caracterizada pela deterioração muscular progressiva, tem evolução muito rápida e pode matar durante a adolescência ou no início da vida adulta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os primeiros sinais podem não ser evidentes até os dois anos de idade, mas não devem ser ignorados, como correr ou andar na ponta dos pés, quedas constantes, aumento de volume nas panturrilhas, atraso para caminhar, dificuldade para pular e subir escadas. “O professor pode observar quando a criança começar a usar tesoura e o papel dobra ao invés de ser cortado. No desenho, o traço é mais leve. Isolados, esses sinais não se destacam, mas podem ser indicações quando somados”, explica a pediatra Ana Lúcia Langer, presidente da Associação Paulista de Distrofia Muscular (ADBIM). “Quanto mais cedo o acompanhamento multidisciplinar for iniciado, melhores serão as chances de preservar as funções musculares por mais tempo. Com o diagnóstico e exames apropriados, o paciente pode ter conhecimento da sua condição clínica e, com suporte multidisciplinar, ter mais qualidade de vida”, afirma Ana Lúcia Langer.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Senado – Servidor do Senado com ELA lança livro sobre história de fé, coragem e superação

Agência Senado – Portaria que obriga notificação à polícia de aborto legal terá contribuição de senadores

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Folha de S.Paulo – Brasil comprou insulina para 396 mil pessoas em 2018 mas só 11% recebeu as doses

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Folha de S.Paulo – Organização social paga plano de saúde de funcionários de hospital em SP com recursos do SUS

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Folha de S.Paulo – Uso diário de óculos pode ajudar a proteger contra coronavírus, diz estudo

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Folha de S.Paulo – Uma esperança não muito distante

O Estado de S.Paulo – Turma da Mônica lança quarta revista sobre a Distrofia de Duchenne

O Estado de S.Paulo – Impasse entre peritos médicos e INSS deixa 1 milhão sem atendimento

O Estado de S.Paulo – A pandemia de depressão e suicídio causada pela covid-19

O Estado de S.Paulo – Ministério da Saúde altera regras do aborto legal e medida não é bem recebida pela comunidade médica

O Estado de S.Paulo – Telemedicina, fortalecimento do SUS e um primeiro balanço da pandemia

O Estado de S.Paulo – A posse de Pazuello

O Estado de S.Paulo – Ministro da Saúde diz a senadores que pode avaliar mudanças em portaria sobre aborto legal

O Estado de S.Paulo – Ministério da Agricultura quer retirar crítica a comida industrializada de guia alimentar

O Globo – Secretário de Saúde entrega cargo três meses após assumir pasta

O Globo – Estudo sobre reinfecção de coronavírus em paciente de SP é publicado em revista científica

Agência Brasil – Brasil terá maior fábrica de vacinas da América Latina

Agência Brasil – Ministro do Turismo testa positivo para covid-19

Agência Saúde – Brasil apresenta redução de 30% nos casos de Covid-19

G1 – Lei Geral de Proteção de Dados: o que muda para os cidadãos? Veja perguntas e respostas

G1 – Pesquisadores brasileiros investigam a relação da falta de vitamina D com complicações durante a internação por Covid-19

G1 – Médicos brasileiros investigam mortes de crianças por Covid-19

G1 – Israel dá início a segundo lockdown nacional por causa do coronavírus

G1 – Brasil pede mais tempo para avaliar participação no programa de vacinas Covax

G1 – Governo decide zerar tarifa de importação para insumos e vacinas contra Covid-19

G1 – Entenda a relação entre diabetes e a fase mais avançada da gengivite

Anvisa – Autorizada ampliação dos estudos de vacina contra Covid-19

Correio Braziliense – Covid-19: Pandemia pode provocar uma diminuição na expectativa de vida em vários pontos do planeta

Correio Braziliense – Empresas publicam protocolos de testes de vacinas contra covid-19

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Correio Braziliense – ”Estruturação do SUS foi marco imenso para o país”, diz diretor do Sírio-Libanês em Brasília

Valor Econômico – China e Rússia acertam cooperação para vacina contra covid-19

Valor Econômico – Roche diz que remédio para artrite diminui uso de respiradores em casos de covid-19

Valor Econômico – 11,3 milhões apresentaram sintomas de gripe viral na quarta semana de agosto, diz IBGE

Valor Econômico – Hospital Albert Einstein: Pesquisa avança na área genética

Valor Econômico – Fiocruz e RJ fecham acordo para instalação de nova fábrica de vacinas

Valor Econômico – Planalto confirma ter pedido mais prazo para avaliar adesão à aliança por vacinas na OMS

Poder360 – PGR vai apurar suposto crime de responsabilidade de ministros da Saúde e Defesa

Segs – No aniversário de 32 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), entenda como os medicamentos chegam ao público

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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