Associação Médica Brasileira volta a defender exame de proficiência para formar médicos aos moldes da OAB
A Associação Médica Brasileira (AMB) voltou a defender a criação de um exame de proficiência para alunos de medicina, após a divulgação dos resultados do Enamed, prova que avalia a qualidade dessa graduação, mostrando que cerca de um terço dos cursos foram considerados insatisfatórios, destacou matéria do Valor Econômico. A entidade defende um modelo semelhante ao que ocorre no Direito, no qual é necessário a aprovação em exame da OAB para exercer a carreira de advogado. “Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos CRM, impedindo-os, desta forma, de atender pacientes”, informa a AMB. A associação destacou que das pessoas que realizaram o exame, “13 mil médicos apontados pelo Enamed como não proficientes podem, de acordo com a legislação atual, atender pacientes em nosso país. Isso nos permite afirmar, sem sombra de dúvidas, que a nossa população atendida por esse contingente de médicos não proficientes ficará exposta há um risco incalculável de má prática médica.” Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
MEC admite inconsistência em dados do Enamed usados para calcular a nota dos cursos de medicina
Em comunicado enviado às instituições de ensino, na noite desta segunda-feira (19), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), admitiu ter encontrado uma inconsistência nos dados informados em dezembro sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), informou o Valor Econômico. Foi identificada uma inconsistência na base dos insumos disponíveis no Sistema e-MEC para as manifestações, decorrente da utilização de uma nota de corte diferente daquela estabelecida na nota técnica número 19/2025/CGAFM/DAES-INEP”, informa o ministério. As faculdades reclamaram que as pontuações obtidas com base nos dados informados em dezembro pela Pasta são distintas das notas apresentadas nesta segunda-feira. As notas vieram inferior ao cálculo do mês passado. Houve também uma redução no percentual de alunos considerados proficientes, ou seja, que acertaram mais de 60% das questões. Há ainda reclamações de faculdades que abriram seus cursos recentemente, ainda sem alunos no último ano, mas que já tiveram pontuação. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
EMS prevê receita de R$ 250 milhões com canetas emagrecedoras em 2026, mais que o dobro de 2025
A farmacêutica EMS estima que o faturamento com canetas emagrecedoras, neste ano, atinja R$ 250 milhões, o que representa mais do que o dobro da receita apurada em 2025, que somou R$ 100 milhões, apontou matéria do Valor Econômico. Salto se deverá à queda da patente da semaglutida – princípio ativo do Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk –, prevista para março. A farmacêutica brasileira é uma das empresas com registro na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar nesse mercado. A EMS comercializou, em 2025, cerca de 350 mil canetas à base de liraglutida, outro principio ativo, das marcas Olire e Lirux. A produção desses medicamentos foi feita na fábrica de Hortolândia, no interior de São Paulo. Essa unidade fabril recebeu investimentos de R$ 1 bilhão. “O que estamos vendo agora é a materialização de decisões tomadas dez anos atrás. Investir em ciência e indústria no Brasil permite lançar com precisão, no tempo certo, e com impacto real para médicos, pacientes e para o sistema de saúde”, informou Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS. A EMS inicia, no primeiro trimestre de 2026, a comercialização de canetas de liraglutida na Europa, a partir da Sérvia — onde está localizada a Galenika, farmacêutica da EMS —, com expansão prevista para outros mercados europeus ainda no primeiro semestre. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Do Wegovy ao Ozempic: os bilhões gastos pelos brasileiros com canetas emagrecedoras
Os brasileiros gastaram R$ 7,7 bilhões com as três principais canetas emagrecedoras e para o tratamento do diabetes ao longo de um ano, segundo dados da IQVIA compilados em relatório do BTG Pactual, destacou matéria do jornal O Globo. Os números foram apurados entre setembro de 2024 e o mesmo mês do ano anterior, data mais atualizada das informações. Não à toa, em volume de vendas, o Wegovy foi o medicamento que mais movimentou dinheiro nas farmácias brasileiras no período estudado. Ao todo, o produto da Novo Nordisk vendeu R$ 3,84 bilhões. O Mounjaro, da rival Eli Lilly, vendeu R$ 1,99 bilhão em 12 meses e aparece na terceira posição do ranking. O Ozempic ficou na quarta colocação, com R$ 1,83 bilhão em vendas totais. (Estragou o top 3 só de canetas emagrecedoras o fármaco Forxiga, também indicado para o tratamento do diabetes e fabricado pela AstraZeneca. O medicamento ficou na segunda posição, com R$ 2,12 bilhões em vendas), segundo a publicação. “Para os varejistas brasileiros, as receitas tendem a ser menos concentradas em medicamentos individuais, enquanto os laboratórios internacionais apresentam maior concentração de faturamento em um pequeno conjunto de produtos inovadores. Entre os 20 medicamentos mais vendidos no varejo, o diabetes surge como a principal área terapêutica, e o campeão de vendas é o Wegovy (desenvolvido pela Novo Nordisk), indicado para diabetes e também amplamente utilizado para perda de peso”, comentou o BTG no relatório. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
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