Argentina controla gafanhotos com pulverização aérea

//Argentina controla gafanhotos com pulverização aérea
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), da Argentina, trabalha em coordenação com equipes de pulverizadores aéreos para tentar controlar a praga de gafanhotos do deserto do Paraguai que se estabeleceu no nordeste do país, ameaçou o sul do Brasil e agora se dirige ao Uruguai, informou o portal AgroLink nesta segunda-feira (29). “Os gafanhotos se instalam à noite em grandes quantidades, em um pequeno volume de hectares, num raio de 5 a 25 ha”, explicou o aeroaplicador e membro da Federação Argentina de Câmaras Agro-Aéreas (Fearca) Guido Kindwerley. “Continuamos com as ações conjuntas, neste caso no estabelecimento El Chañar, 55 km a oeste de Curuzú Cuatiá, para controlar a nuvem de gafanhotos. Trabalho em equipe”, publicou o Senasa, em seu perfil oficial na rede social Twitter. “Amanhã de manhã, se tivermos as condições e com a colaboração de @SRCorrientes e @CRAprensa e no município de Curuzú Cuatiá, serão realizados tratamentos para continuar diminuindo a população de gafanhotos. A colaboração dos produtores é fundamental”, disse em outra publicação. Os insetos já percorreram as províncias de Formosa, Chaco e Santa Fe, agora chegaram a Corrientes e podem atravessar para Entre Ríos, embora no momento não tenha havido movimento da nuvem nesse último local. Kindwerley explicou que a organização está atuando “em coordenação com o Senasa, que são os que fazem todo o trabalho de monitoramento e detectam o local onde estão paralisados”. “Você tem que se organizar para fazer o tratamento o mais cedo possível, deixar o avião cheio de combustível à noite para sair antes que ele acalme, chegar em um momento em que não se mexam, porque quando se movem não há mais oportunidade”, disse ele.

Drones podem combater gafanhotos

Com a chegada do frio e da chuva ao Rio Grande do Sul a nuvem de gafanhotos não avançou e segue sobre Corrientes, na Argentina. Por lá o clima também é adverso para os insetos, destacou o portal AgroLink nesta segunda-feira (29). O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) realizou aplicação de agrotóxicos na área onde os insetos estavam. Por via aérea e terrestre, as ações conseguiram reduzir em 20% a nuvem. Mesmo assim a fronteira segue sendo monitorada. A empresa catarinense Agrize colocou seus drones à disposição do Ministério da Agricultura brasileiro caso a praga chegue ao Brasil. Para o combate aéreo é recomendado identificar os pontos de reprodução dos gafanhotos, fazendo o monitoramento para depois iniciar o controle químico nas fases iniciais da praga. De hábitos alimentares noturnos, os gafanhotos podem instalar-se numa região para se alimentar, possibilitando a contenção do grupo e da reprodução. “As pulverizações aéreas por drones podem ser realizadas em pontos específicos onde houver maior concentração dos insetos, reduzindo riscos e aumentando eficiência de controle” diz Gustavo Bachmann, engenheiro agrônomo e piloto. As aeronaves remotamente pilotadas têm a capacidade de realizar operações mesmo durante a noite, pois contam com tecnologia capaz de detectar as variações do solo e desviar de obstáculos de forma automática. Além disso, os drones são equipados com lanternas que auxiliam os operadores no controle do campo de visão.

Corteva aposta em novo inseticida para crescer em cana-de-açúcar

A Corteva Agriscience anunciou na última sexta-feira (26) o lançamento de um novo inseticida, o Revolux, para combate da broca da cana-de-açúcar, que gera prejuízos anuais estimados em R$ 5 bilhões ao setor no país. Segundo o Valor Econômico o lançamento é considerado peça essencial no objetivo da Corteva de alcançar a liderança no mercado de agrotóxicos para a cultura. No ano passado, os defensivos para cana giraram em torno de US$ 1,3 bilhão no Brasil. A Corteva não abre a fatia que detém nesse mercado. Para cana-de-açúcar, a empresa conta com 12 produtos no portfólio, entre inseticidas, herbicidas, fungicidas e um nematicida microbiológico. “Apesar do cenário turbulento no início do ano para o setor sucroalcooleiro [de pandemia e queda no consumo de etanol], estamos otimistas”, disse Rodrigo Takegawa, líder de marketing da Corteva para a cana-de-açúcar. Segundo ele, com 1% de infestação no canavial pela broca, pode-se perder 35 quilos de açúcar ou 35 litros de etanol por hectare. No Brasil, 9,6 milhões de hectares são tratados contra esta praga, segundo a consultoria Spark. Apenas nos últimos dois anos, o crescimento foi de 45% nesse número. Na safra 2018/19, o Brasil tinha 10,1 milhões de hectares de área plantada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O diferencial do produto é conter dois novos princípios ativos (espinetoram e metoxifenozide) e ter dois diferentes modos de ação, por contato e ingestão. A duplicidade de princípios ativos é considerada um dos benefícios da tecnologia por ser uma ferramenta de manejo da resistência a produtos químicos, porque evita que deixem de funcionar com o tempo. O produto também permite rotacionar controle químico e biológico nas lavouras, porque é um inseticida seletivo, ou seja, combate apenas a broca, desde seu ovo. Mariana Castanho, diretora comercial da Corteva Agriscience para cana-de-açúcar, reconhece que 2020 tem sido um ano difícil para o setor canavieiro, mas entende que a recuperação está em curso e que os investimentos da empresa são voltados ao longo prazo. “Triplicamos nossa força de vendas e suporte técnico ao setor para poder entregar nossos produtos e serviços e demonstrar sua eficiência”, disse ela. A equipe de vendas da área passou de 11 para 35 pessoas. Em 2019, a Corteva faturou US$ 13,8 bilhões, dos quais US$ 2,9 bilhões na América Latina. O Brasil é o segundo país em importância para a companhia, atrás apenas dos Estados Unidos. No Brasil, a Corteva afirma que é líder em sementes de milho e sorgo. Na área de proteção de cultivos (agrotóxicos), o grupo lidera em pastagens e arroz. Por ano, a companhia a investe US$ 200 milhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, de um total global de US$ 1,2 bilhão.

Agricultura de precisão proporciona redução de custos nos insumos

Conforme destacou o portal AgroLink, nesta segunda-feira (29), mais do que nunca a agricultura de precisão é uma ferramenta fundamental dentro das propriedades brasileiras. Com o cenário de pandemia causado pela Covid-19, otimizar tempo, aplicar bem um investimento e diminuir mão de obra respeitando o distanciamento social, são muito importantes para que lá no final o produtor possa entregar o alimento que vai as mesas no Brasil e até de fora do País. Um bom exemplo dos resultados da utilização da agricultura de precisão vem de Araxá/MG. Guilherme de Souza Borges Cruvinel é produtor rural e, também, presta serviços em consultoria agronômica e Agricultura de Precisão. Segundo ele, quando o objetivo é aumentar a produtividade, a tecnologia é fundamental. “A agricultura de precisão otimiza a utilização dos insumos, com aplicações precisas, recomendações diferenciadas e investimentos com base na fertilidade, resposta e capacidade de produzir das áreas de cultivo”, analisa. Para melhorar a performance do trabalho de aplicação de fertilizantes e corretivos, Cruvinel adquiriu um distribuidor de adubo e materiais, Master DH BI S da Piccin Tecnologia Agrícola, empresa especialista no preparo do solo. “Adquirimos este implemento em 2016 por ouvirmos falar muito bem da máquina e realmente sentimos uma melhora no rendimento das aplicações, sem contar a diferença na qualidade da aplicação e, também, na fácil operação dos controladores de taxa variável”, complementa. O distribuidor da Piccin no caso de Cruvinel é dotado de um sistema de taxa variável e controladores de funções hidráulicas, comporta e distribuição por pratos. A economia em insumos que o equipamento e sua tecnologia podem proporcionar é de até 20%. Isso porque a eficiência na hora da aplicação é maior, mas, como destaca o técnico em agricultura de precisão da empresa, Paulo Padilha, e ao mesmo tempo o impacto ambiental também é menor, pois há menos residual. “O resultado final é um aumento médio na produtividade de 6%”, destaca. Não há dúvidas de que a tecnologia traz uma série de benefícios para o agricultor, porém nem todos têm condições de adquirir e manter um distribuidor com taxa variável. Por isso, além de utilizar a máquina em áreas próprias, Cruvinel explica que o distribuidor está sendo utilizado para atender a demanda de outras propriedades, ajudando a popularizar a agricultura de precisão na região. “Nós fazemos serviços de aplicação de corretivos e adubos para várias propriedades, assim conseguimos difundir a agricultura de precisão na região através da prestação de serviços para clientes que não possuem o equipamento”, comenta. O distribuidor trabalha durante toda a entre safra, após a colheita da safrinha e antes do plantio da safra, sendo que a maior utilização é durante os meses de julho e agosto até os meses de novembro e dezembro.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Frente Agropecuária debate a Lei do Agro nesta quinta-feira

Agência Câmara – Proposta prevê compra de alimentos da agricultura familiar e doação à população

O Estado de S.Paulo – Ricardo Salles e Ibama tornam-se alvos em ação judicial após denúncia de omissão de dados ambientais

O Estado de S.Paulo – Itaú BBA quer atender gama maior de clientes no agro 

Jota – A nova Lei do Agro e a possibilidade de emissão de CRA no exterior

G1 – Ministro do Desenvolvimento Regional participa de entrega de máquinas agrícolas em Palmas

Valor Econômico – Boas perspectivas para um produtor confiável

Valor Econômico – Corteva aposta em novo inseticida para crescer em cana-de-açúcar

Valor Econômico – Cresce demanda por armazém temporário de açúcar

Valor Econômico – FMC anuncia criação de braço de investimentos em startups

Valor Econômico – Funcafé assina contratos com 14 agentes financeiros para safra 2020/2021

CNA – Senar lança vídeos sobre gerenciamento de custos da propriedade rural

CNA – Convênio leva melhorias de gestão e produtividade a produtores capixabas

CNA – Satisfeito, produtor elogia videoaula sobre drone: “dinâmica e explicativa”

CNA – Feira Segura reúne produtores e consumidores em Brasília

CNA – Boletim CNA: Setor de frutas espera ritmo de exportações para UE perto do normal nas próximas semanas

Mapa – Contratos assinados com agentes financeiros para setor cafeeiro já somam R$ 2,65 bilhões

Embrapa – Cooperativa espera aumento de produtividade de até 50% com novas variedades de mandioca da Embrapa

AgroLink – Argentina controla gafanhotos com pulverização aérea

AgroLink – Agricultores têm até o dia 3 para apresentar projetos ao PAA

AgroLink – Como a inteligência de dados pode aumentar a produtividade

AgroLink – Drones podem combater gafanhotos

AgroLink – América do Norte sofre com ventos fortes e baixa umidade

AgroLink – Cuidados com o fumo nas geadas

AgroLink – Empresa de rações vai ampliar fábrica no MS

AgroLink – MT recria Câmara Setorial de Defensivos

AgroLink – Melhoramento genético impacta brachiaria

AgroLink – Novo inseticida chega ao mercado para o setor canavieiro

AgroLink – Congresso Brasileiro do Agronegócio contará com nomes notáveis

AgroLink – Agricultura de precisão proporciona redução de custos nos insumos

Diga Bahia – Argentina faz novo ataque contra nuvem de gafanhotos na fronteira

Repórter Brasil – Para combater nuvem de gafanhotos, governo libera mais usos para agrotóxicos

Blog Jacó Costa – Em plano frustrado, argentinos eliminam apenas 15% da nuvem de gafanhotos

SEGS – Laboratório de inovação e pesquisa da Albaugh desenvolve novas soluções para a agricultura

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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