APICULTORES DE SP ENFRENTAM A MORTE DE MILHÕES DE ABELHAS

//APICULTORES DE SP ENFRENTAM A MORTE DE MILHÕES DE ABELHAS

Apicultores de São Paulo enfrentam um problema grave: abelhas aparecem mortas, aos milhões. Segundo o Valor Econômico, o assunto despertou interesse de pesquisadores de universidades paulistas. Com tantas perdas, os apicultores paulistas querem saber o que tem provocado as mortes. Em busca dessas respostas, pesquisadores da Unesp e da Universidade Federal de São Carlos coletaram amostras das abelhas mortas. Em 78 cidades de São Paulo, os pesquisadores calculam que quase 255 milhões de abelhas morreram entre os anos de 2014 e 2017, e 107 produtores enfrentaram o problema. Na maioria dos casos, o uso de agrotóxicos provocou a mortandade. A mortandade prejudica não só o equilíbrio na natureza, como também a produção de alimentos. Segundo pesquisadores, 1/3 de tudo que chega à nossa mesa depende da polinização das abelhas. “Quem acumula prejuízos não aguenta mais”, afirma a matéria.

Pesquisador afirma que em alguns casos, a aviação agrícola traz malefícios

O Valor Econômico destacou que estudo financiado por indústrias do setor de defensivos agrícolas, em Rio Claro, o professor e pesquisador da Unesp Rio Claro Osmar Malaspina coordenou a equipe que analisou as abelhas. “Você tem produtos aplicados erradamente, quer dizer, não pode ser aplicado de avião. Você tem produtos que são aplicados na área agrícola e só devem ser usados na área urbana. Você tem produtos que têm uma recomendação de uso de certa quantidade, eles aplicam três, quatro vezes mais. São vários erros de aplicação”. O pesquisador da Unesp diz que uma forma de evitar prejuízos é melhorar o diálogo entre apicultores e agricultores. “Avisar o vizinho para quando ele tiver a necessidade de fazer a aplicação do defensivo, que avise com pelo menos 72 horas antes. O apicultor pode tomar algumas providências. Por exemplo, uma das providências é fechar a colônia à noite, no dia anterior à aplicação”, orienta Malaspina.

Embrapa e Sebrae celebram convênio de cooperação técnica para fortalecer pequenos negócios rurais

Embrapa e Sebrae assinam, em 27 de julho, em Brasília (DF), convênio de cooperação técnica e financeira nas temáticas de “Inteligência Estratégica para Pequenos Negócios Rurais. De acordo com o Portal da Embrapa, a formalização da cooperação ocorre na abertura do Prospera Agro, evento organizado pelo Sebrae para debater com especialistas em diversos segmentos do agronegócio a importância dos pequenos negócios rurais para a economia brasileira.  A programação comemora o Dia do Produtor Rural (25/07) e do Agricultor (28/07). “O Brasil é reconhecido como celeiro do mundo graças às suas características territoriais e à grande base produtiva, composta por mais de cinco milhões de unidades. Nesse contexto, as pequenas propriedades rurais têm um papel fundamental na garantia da segurança alimentar da população, na geração de emprego e no fortalecimento da economia brasileira”, explica a diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes.  Para o pesquisador Maurício Lopes, presidente da Embrapa, os quatro planos de trabalho (Aquitech, Produtos Agroalimentares, Inteligência Estratégica no Agronegócio, e Agroecologia e Produção Orgânica) que darão início à cooperação técnica com o Sebrae fortalecem a capacidade de ambas instituições desenvolverem inovações para mercados com amplo potencial de crescimento. “Os pequenos agricultores brasileiros precisam, mais que nunca, ter acesso a informações, conhecimentos e inovações tecnológicas. As instituições de fomento, pesquisa e extensão precisam atuar de forma inteligente e sinérgica para o desenvolvimento de soluções que viabilizem a elevação do desempenho e a inserção econômica dos pequenos agricultores, respeitando as diversidades regionais e culturais que marcam o nosso país continental”, enfatiza Maurício.
Pulverização de agrotóxicos gera doentes em todo o Brasil, aponta estudo

De acordo com o Portal  Anda, em maio de 2013 um avião pulverizou agrotóxicos sobre a escola rural São José do Pontal, localizada em meio a vastas plantações de milho e soja na cidade de Rio Verde, em Goiás. Cerca de 90 pessoas – a maioria delas crianças – foram imediatamente hospitalizadas. Apesar da comoção momentânea, não houve mudanças na aplicação de pesticidas nas lavouras. Para retratar essa realidade, entre julho de 2017 e abril deste ano, a Human Rights Watch, ONG internacional que atua em defesa dos direitos humanos, entrevistou 73 pessoas afetadas por agrotóxicos em comunidades rurais, indígenas e quilombolas e em escolas rurais nas cinco regiões do Brasil. O estudo aponta que moradores vêm sendo expostos a elementos químicos preocupantes nas proximidades de suas casas, escolas e locais de trabalho por todo o Brasil. O veneno jogado em plantações acaba se dispersando durante a aplicação ou evapora e atinge áreas adjacentes nos dias subsequentes. Afetados pelos produtos lançados descreveram intoxicação aguda e sintomas que incluem sudorese, frequência cardíaca elevada, vômitos, dor de cabeça e tontura. A exposição crônica também foi associada à infertilidade, a impactos no desenvolvimento fetal e ao câncer. Segundo o levantamento, pessoas expostas a agrotóxicos frequentemente estão em comunidades pobres, enquanto os responsáveis são os vizinhos proprietários de grandes fazendas. “As pessoas que se queixam sobre a exposição a agrotóxicos podem sofrer ameaças e temem retaliações”, diz o relatório.

 

NA IMPRENSA

Mapa: Blairo Maggi participa do Global Agribusiness em SP.

MMA: Guia de emendas parlamentares é atualizado.

Embrapa: Paraná terá 13 dias de campo sobre a cultura do trigo.

Embrapa: Embrapa e Sebrae celebram convênio de cooperação técnica para fortalecer pequenos negócios rurais.

G1 – CSA: modelo de produção aproxima agricultores e consumidores; entenda como funciona.

G1 – Apicultores de SP enfrentam a morte de milhões de abelhas.

G1 – Começa a colheita do algodão em Mato Grosso.

Zero hora – Marcos Fava Neves: agronegócio movimentará mais de US$ 1,2 trilhão em 10 anos.

Catraca Livre – Relatório aponta intoxicação por agrotóxicos em zonas rurais.

Parecis.Net – Moradores de Campo Novo do Parecis estão expostos a agrotóxicos 30 vezes mais que média nacional.

Folha de São Paulo – ONG internacional pede que Congresso rejeite mudança na lei dos agrotóxicos.

Valor Econômico – Esquenta a discussão em torno dos agrotóxicos.

Agência Brasil – Relatório denuncia contaminação de comunidades rurais por agrotóxicos.

Portal Anda – Pulverização de agrotóxicos gera doentes em todo o Brasil, aponta estudo.
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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