Anvisa estuda autorizar farmácias a realizar exames laboratoriais

//Anvisa estuda autorizar farmácias a realizar exames laboratoriais
Uma discussão iniciada durante a pandemia pode mexer com o cenário de exames clínicos no Brasil, informou o jornal O Globo nesta segunda-feira (19). Após serem autorizadas a realizar testes rápidos para a Covid-19, as farmácias buscam agora sinal verde para oferecer exames laboratoriais. As redes de laboratórios, por seu lado, alegam que a novidade colocaria em xeque questões de capacitação, segurança e confiabilidade de resultados e tratamentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública sobre o tema e propõe a atualização de uma resolução de 2005 que regula o funcionamento de laboratórios clínicos e não contempla outros tipos de estabelecimentos para a realização de análises clínicas. A polêmica não está na atualização em si, que já era pedida por representantes do setor, mas em outra consulta, que corre em paralelo, sobre a inclusão das farmácias nessa oferta. “Fazer testes rápidos pode ser um avanço, ampliar o acesso. Mas uma coisa são testes simples, que não necessitam interpretação. Testes de interpretação complexa devem ser bem pensados e regulamentados, para proteção dos pacientes”, diz o sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da USP e ex-diretor da Anvisa. Hoje, a legislação nacional permite que as farmácias realizem apenas exames rápidos de glicemia, além dos de Covid, medida adotada após a escassez de testes no início da pandemia. Uma ampliação poderia permitir que farmácias realizassem outros tipos de análises clínicas, da coleta ao resultado, com pessoal especializado, cuja fiscalização caberia aos conselhos de profissão. “A maioria dos brasileiros não faz check-up. Essa é uma novidade que pode ampliar o acesso e mudar a cara da saúde brasileira”, argumenta Sérgio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Na prática, normas locais já abriram brechas jurídicas para que farmácias realizem diferentes testes rápidos. Com base nelas, em Belo Horizonte, a rede Drogaria Araújo oferece testes rápidos de PSA, hepatites, sífilis, HIV, entre outros. E 95% das lojas possuem salas para a realização de exames e assessoria farmacêutica, diz Fabiano Queiroz, gerente farmacêutico da Araújo Manipulação. Do outro lado do debate, o cerne da preocupação é justamente a variedade de testes permitidos, regulados por aprovação nacional. “Há exames rápidos que funcionam bem, e outros que dão resultados equivocados. Essa é a lógica de ter a gerência de um laboratório, que conta com profissionais que estudaram para fazer calibração, validação, controle de qualidade. Não é o que está sendo proposto agora”, diz Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Segundo ele, a Abramed não é contra a realização de testes rápidos por farmácias, desde que sejam restritos aos de baixa complexidade. A Anvisa afirma que está ouvindo todos os setores envolvidos e que receberá considerações sobre o tema até o dia 23 de outubro. A agência considera, inclusive, que o prazo pode ser prorrogado. Com o fim da consulta pública, ainda podem correr alguns meses, a depender do número de sugestões enviadas, até que elas sejam analisadas e submetidas para deliberação e decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa.

Dia do Médico: profissionais de saúde debateram o papel do novo médico 

Para celebrar o Dia do Médico, o jornal O Globo, com apoio da Afya, promoveu, nesta segunda-feira (19), dois debates sobre o presente e o futuro da profissão. O primeiro deles teve como tema “O novo médico”. Em pauta, a incorporação das novas tecnologias e das novas habilidades que os profissionais devem desenvolver e o futuro do ensino de medicina. Participaram do encontro: Dr. Alexandre Siciliano, diretor médico do hospital Pró-Cardíaco; Natasha Slhessarenko Fraife Barreto, conselheira do Conselho Federal de Medicina; Romeu Domingues, cochairman do Conselho da Dasa; e Júlio de Angeli, VP de Inovação e Serviços Digitais da Afya. Durante o debate, Alexandre Siciliano, diretor médico do hospital Pró-Cardíaco, disse que há hoje a explosão do conhecimento médico. Júlio de Angeli, VP de Inovação e Serviços Digitais da Afya, salientou que, na educação, a tecnologia vem caminhando a passos lentos, muito mais como complemento. Natasha Slhessarenko Fraife Barreto, conselheira do Conselho Federal de Medicina, afirmou que o Conselho Federal de Medicina está preocupado com a abertura indiscriminada de escolas médicas. Esta abertura de escolas preocupa também Romeu Domingos, do conselho da Dasa. Para ele, é preciso fazer com que, mesmo pequenas, estas instituições tenham acesso ao conhecimento e a tecnologia pode ser uma aliada nisso. O segundo teve o tema “A Covid-19 e a saúde mental dos médicos”. Em pauta, como melhorar, no cenário atual, a rede de apoio aos médicos, submetidos cada vez mais a jornadas extenuantes. Participaram do debate: Patricia Rocco, professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do IBCCF/UFRJ e membro da Academia Nacional de Medicina e Brasileira de Ciências; Suzana Lobo, presidente da Associação Médica Intensiva Brasileira; Eduardo Moura, cofundador da PEBMED; e Walter Palis Ventura, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. No debate, Eduardo Moura, cofundador da PEBMED, afirmou que um estudo mostrou um dado alarmante: 79% dos médicos apresentaram sinais de burnout durante a pandemia. Sintomas de depressão, insônia e ansiedade grave foram alguns transtornos psicológicos relacionados à Covid, afirma Suzana Lobo, presidente da Associação Médica Intensiva Brasileira. O medo de contaminar-se e a falta de recursos também foram apontados por Patricia Rocco, professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do IBCCF/UFRJ, como causas do burnout entre os profissionais de saúde durante a pandemia. Além destes fatores, Walter Palis Ventura, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, salienta, por ser uma doença lenta,  os profissionais se ressentem do insucesso parcial porque não têm boas notícias para dar à família do paciente. A dificuldade de o médico reconhecer que está em exaustão mental acontece principalmente por conta da adrenalina da rotina da profissão, que dificulta esta compreensão, afirma Eduardo Moura, cofundador da PEBMED.

‘Meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta segunda-feira (19) que o governo não vai obrigar os brasileiros a tomarem a vacina contra o novo coronavírus. Segundo o jornal O Globo Bolsonaro afirmou que essa decisão é do Executivo federal e o ministro da Saúde, Edurado Pazuello, “já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final”. “O Programa Nacional de Vacinação, incluindo as vacinas obrigatórias, é de 1975. A lei atual incluiu a questão de pandemia lá, mas é bem clara: quem define isso é o ministério da Saúde, e o meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final”, afirmou. Em seguida, sem mencionar o nome, o presidente criticou um governador que, segundo ele, “está se intitulando o médico do Brasil”. “Tem um governador ai que está se intitulando o médico do Brasil, dizendo que ela será obrigatória — repito que não será. Da nossa parte, a vacinação, quando estiver em condições de, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde e com comprovação científica, e assim mesmo tem que ser validada pela Anvisa, dai sim nós ofereceremos ao Brasil, de forma gratuita, obviamente, mas repito: não será obrigatória”, afirmou. Na sexta-feira (16), Doria anunciou que, quando estiver disponível, a vacina contra a Covid-19 será obrigatória em todo o estado e apenas pessoas com atestado médico poderão ser liberadas de receber o imunizante. “Em São Paulo a vacinação será obrigatória, exceto para quem tenha orientação médica e atestado médico de que não pode tomar a vacina. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, disse Doria. A um apoiador que falou que a vacina estava sendo “feita nas coxas” e questionou “quem é que vai tomar uma desgraça dessas?”. Bolsonaro afirmou que é necessário ter comprovação científica para poder usá-la. “É, tem que ter comprovação científica, o país que tá oferecendo essa vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para os outros países. Assim muita coisa é até na área militar: você só consegue vender um produto bélico para outro país depois que você usar em seu território e, de forma comprovada, mostrar sua eficácia”, disse.

Metade das vacinas infantis não bate meta há cinco anos, diz Ministério da Saúde 

Entre as 15 vacinas do calendário infantil brasileiro, que inclui a imunização contra a poliomielite, metade não bate as metas desde 2015. Em 2018, apenas duas únicas atingiram a cobertura esperada: a BCG, com 99,72% de imunização do público-alvo, e a vacina contra o rotavírus humano, com 91,33%. Para ambas, a meta é superar os 90%. Ano passado, nenhuma das 15 vacinas atingiram a meta. Neste ano, até 2 de outubro de 2020, a taxa de imunização para a BCG chegou a 63,88%, e para o rotavírus, a 68,46%. A maior cobertura atingida foi da vacina pneumocócica, com taxa de 71,98%. Em 2019, chegou a 88,59% do público-alvo. As informações foram divulgadas nesta sexta (16) pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, durante a Jornada Nacional de Imunizações. Apesar de ainda não existir uma avaliação real do impacto da pandemia de Covid-19 nas coberturas vacinais, a crise sanitária deve piorar ainda esse cenário, um fenômeno já sentido globalmente, segundo Fontana. Os números parciais divulgados neste sábado (17), durante o Dia “D” de vacinação, mostram que, em relação à vacina contra a poliomielite, as taxas estão ainda bem abaixo da meta. Na capital paulista, mais de 33 mil doses da vacina foram aplicadas, além de 67 mil doses de outras vacinas para atualização de cadernetas de menores de 1 ano, e de crianças e adolescentes de 5 a 14 anos de idade. Desde o dia 5 de outubro, foram vacinadas contra a poliomielite 47.343 crianças de 1 a 4 anos, o que representa uma cobertura vacinal de 8% durante a campanha, segundo dados parciais da Secretaria Municipal de Saúde. No estado de São Paulo, foram aplicadas mais de 268 mil doses da vacina contra pólio, o que corresponde a 12,1% de cobertura do público desejado (95%, equivalente a 2,1 milhões de crianças). Quanto às outras vacinas, 113,6 mil bebês com menos de 1 ano compareceram aos postos, sendo que 69% precisaram atualizar a carteirinha de vacinação (78,4 mil). Na faixa de 5 a 14 anos, 171,4 mil procuraram serviços de vacinação, com vacina aplicada em 77,6 mil delas (45,3% do total). Os dados preliminares indicam que pelo menos metade do público que está indo aos postos tem alguma pendência na caderneta, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A campanha vai até o dia 30. Na tarde deste sábado (17), a Folha de S.Paulo visitou três unidades de saúde da zona leste e não observou grandes filas. Mas as crianças não eram liberadas antes de aguardar pelo menos 20 minutos. Na UBS Vila Bertioga, a empresária Egle Santos, 26, esperou cerca de 30 minutos para conseguir vacinar a filha Manuela, de 2 anos 4 meses, contra sarampo e poliomielite. Havia sete pessoas à espera. Na UBS Água Rasa, 20 pessoas estavam na fila. “Vi muita gente desistindo e indo embora, porque não tem paciência”, disse a autônoma Andréa Moseli, 40, após vacinar a filha Bruna, 4, contra poliomielite.No Ambulatório de Especialidades Dr. Ítalo Domingos Le Vocci, na Mooca, por volta de 16h30, apenas duas crianças aguardavam na sala de espera.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Comissão mista debate operacionalização da vacina contra a Covid-19

Agência Câmara – Prédio do Congresso exibe frases e fotos no Dia Internacional de Conscientização do Câncer de Mama

Agência Câmara – Frentes parlamentares promovem debate sobre impactos das queimadas na saúde

Agência Câmara – Secretaria da Mulher debate o papel do Legislativo na causa oncológica

Anvisa – Adenovírus, placebo, in vitro? Dicionário da pandemia

Anvisa – Anvisa promove webinars para o SNVS

ANS – Deliberações da 536ª Reunião da Dicol

Agência Saúde – Brasil registra 4.650.030 de pessoas recuperadas

Agência Saúde – Ministério da Saúde avança nas ações para o tratamento de doenças raras

Agência Saúde – Caderneta da Criança é ferramenta importante para acompanhamento integral da saúde infantil

Opas – Anahp e OPAS firmam acordo para reduzir mortalidade materna por hemorragia em hospitais privados do Brasil

Opas – Dia D: OPAS participa de mobilização para vacinar crianças e adolescentes no Brasil

Governo Federal – Campanha de vacinação segue até 30 de outubro

Agência Brasil – São Paulo: simpósio discute humanização no atendimento pediátrico

Agência Brasil – Estudo comprova presença do coronavírus no cérebro de pacientes

Agência Brasil – Fim do distanciamento social pode provocar “síndrome da cabana”

Agência Brasil – Mundo dividido está falhando no combate à covid-19, diz chefe da ONU

Agência Brasil – Estudo mostra mudança de hábitos alimentares durante a pandemia

Agência Brasil – Empatia pode ser a chave para combater fake news sobre vacinas

Agência Brasil – Pesquisa mostra casos compatíveis com a recorrência de covid-19

Agência Brasil – Famílias estão mais dispostas a doar órgãos, diz Unicamp

Agência Brasil – Dia D da campanha de vacinação de crianças e adolescentes será amanhã

Correio Braziliense – Mundo supera 40 milhões de casos de covid-19 e países voltam a impor restrições

Correio Braziliense – Vacina contra o coronavírus: por que imunizar pessoas mais velhas é mais difícil

Folha de S.Paulo – PIB chinês cresce 4,9% no 3º tri, abaixo das expectativas do mercado

Folha de S.Paulo – Quando o Brasil vai criar seu centro de pesquisa psicodélica?

Folha de S.Paulo – O Brasil das várias pandemias

Folha de S.Paulo – Como vai a ‘vacina chinesa’ pelo mundo e no Brasil

Folha de S.Paulo – Medicina da família é a base dos sistemas de saúde no Japão e no Canadá

Folha de S.Paulo – Metade das vacinas infantis não bate meta há cinco anos, diz Ministério da Saúde

Folha de S.Paulo – Novos artigos sobre hidroxicloroquina e Covid-19 levantam ‘debate estatístico’

Folha de S.Paulo – No dia do médico, profissionais relatam montanha-russa com a pandemia de Covid-19

Folha de S.Paulo – Parlamentares entram em pressão por inclusão de vacinas em calendário nacional

Folha de S.Paulo – Mandetta falou em usar ‘trezoitão’ contra filhos de Bolsonaro durante desabafo, diz livro

Jornal Agora – Calor deixa pele desidratada e leva a micoses e queimaduras

Jornal Agora – Voluntários dizem confiar em vacinas contra a Covid-19

O Estado de S.Paulo – Fundador da Qualicorp lança operadora de planos de saúde Qsaúde

O Estado de S.Paulo – Como a Inteligência Artificial e a tecnologia estão transformando a saúde

O Estado de S.Paulo – Cuidado com saúde vira o pré-requisito

O Estado de S.Paulo – Entenda como será avaliado se vacina contra covid-19 tem eficácia

O Estado de S.Paulo – A importância da vacinação para os idosos

O Estado de S.Paulo – Instituto une dermatologia e estética em pesquisas voltadas a pessoas com câncer

O Estado de S.Paulo – Como a pandemia está mudando nossa prática de exercícios físicos

O Estado de S.Paulo – Religião, quarentena e cloroquina

O Estado de S.Paulo – Médico deixa garoto raspar sua cabeça após cirurgia bem-sucedida

O Estado de S.Paulo – Método é capaz de prever se paciente vai melhorar ou piorar na fase crítica da covid-19

O Estado de S.Paulo – Unesp elege médico para reitoria; escolhido diz que seguirá ciência para volta às aulas

O Globo – Ao vivo: a saúde mental dos médicos em debate

O Globo – Na China pós-Covid, crescimento do PIB mostra falso dilema entre saúde e economia

O Globo – Dia do Médico: profissionais de saúde debateram o papel do novo médico

O Globo – Novo plano de saúde chega a São Paulo, criado por fundador da Qualicorp

O Globo – ‘Meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final’, diz Bolsonaro

O Globo – Gloria Kalil estreia curso de civilidade e conduta profissional para estudantes de medicina

O Globo – Anvisa estuda autorizar farmácias a realizar exames laboratoriais

G1 – Mundo tem mais de 40 milhões de casos de coronavírus, aponta universidade americana

G1 – As pessoas acham que estou bêbada, mas tenho narcolepsia

G1 – A mulher com autismo que aprendeu com os gorilas as regras do comportamento humano

G1 – Brasil completa uma semana em tendência de queda de óbitos por Covid; média móvel é de 483 mortos por dia

G1 – Uso desenfreado de antibióticos na pandemia pode levar a ‘apagão’ contra bactérias resistentes

Jota – Justiça Estadual pode julgar fornecimento de tratamento não padronizado pelo SUS

Valor Econômico – Governo de SP diz que vacina do Butantan é a mais segura em fase final de testes

Valor Econômico – Bolsonaro: País que oferece vacina a outro deveria aplicar antes em sua população

Valor Econômico – OMS pede que o Brasil participe de testes clínicos de mais vacinas

Valor Econômico – Programa Cuidado Digital oferece manual completo para médicos adotarem a telemedicina

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »