Anvisa detalha os desafios para implementação de IA
A implementação de soluções de IA na Anvisa tem obrigado a agência a superar inúmeros obstáculos. A diretora-adjunta da autarquia, Elkiane Macedo Rama, detalhou ao Panorama Farmacêutico as etapas de introdução da tecnologia no setor público e os planos de expansão do uso dessas ferramentas. Entre as dificuldades listadas pela servidora, destacam-se a proibição do uso de sistemas comerciais internacionais, proveniente de uma legislação brasileira que não permite o armazenamento de dados sensíveis do país em ferramentas e bases de dados hospedadas no exterior. Outro entrave é a necessidade de interlocução com outros órgãos do sistema público. Como parte da mudança, a Anvisa proporcionou, desde 2023, a formação de 110 especialistas em ciência de dados e inteligência artificial. Os profissionais da agência foram treinados para criar algoritmos e avaliar seus resultados. Em paralelo, a autarquia está avaliando e incubando os projetos de TCC concebidos durante essas formações, com soluções desenvolvidas pelos próprios servidores. A expectativa é que 100% das propostas sejam incorporadas pela agência até 2027. De acordo com a servidora, o planejamento da agência para a introdução de novas tecnologias tem cinco pontos fundamentais: Desenvolver produtos inovadores para impulsionar entregas e decisões estratégicas, eficiência regulatória e transparência; Desenvolver talentos e capacidades para enfrentar os desafios na era de dados e IA; Prover plataformas e serviços para viabilizar uma transformação orientada por dados impulsionados pela IA; Interoperar as bases de dados prioritários com a RNDS para fortalecer tomadas de decisões baseadas em evidências e Elevar a maturidade analítica para transformar dados e IA em motores de uma organização data-driven. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Guia sobre estudos de preferência de pacientes está em consulta pública
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o Edital de Chamamento nº 2, de 11 de março de 2026, para coletar contribuições ao Guia E22 do ICH (do inglês International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use – Conselho Internacional de Harmonização de Requisitos Técnicos para Produtos Farmacêuticos de Uso Humano). O documento aborda considerações gerais para estudos de preferência de pacientes (PPS). O prazo para participação já está aberto e vai até 14/4/2026. As contribuições devem ser feitas em formulário eletrônico específico. Qualquer interessado no tema abordado pelo guia pode contribuir, em especial patrocinadores de ensaios clínicos, Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ORPCs), equipes de centros de pesquisa, representantes de Comitês de Ética em Pesquisa, professores e pesquisadores da área, demais profissionais e pessoas físicas e jurídicas envolvidas com o desenvolvimento clínico e registro de medicamentos e produtos biológicos. Para contribuir, é recomendado observar os seguintes pontos: Priorizar ou destacar os principais comentários; Correlacionar seu comentário com o número da linha correspondente do guia, para facilitar a identificação do texto; Fornecer justificativa e quaisquer exemplos relevantes para apoiar as mudanças sugeridas; Apresentar sugestão de nova escrita, sempre que possível; Consolidar comentários da mesma organização, se apropriado e Elaborar o comentário preferencialmente em inglês. Como membro do ICH, a Anvisa colabora com o processo de discussão e harmonização dos requisitos técnicos para medicamentos em diversos grupos de trabalho (GTs). Dentre eles, a Agência participa do GT referente ao Guia ICH E22 sobre considerações gerais para estudos de preferência de pacientes (PPS). Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Complicações em procedimentos estéticos disparam e pressionam por regras mais duras no Brasil
O número de denúncias relacionadas a complicações em procedimentos estéticos cresce de forma acelerada no Brasil, acompanhando a expansão de um mercado de cerca de R$ 40 bilhões anuais que consolidou o país como um dos líderes mundiais do setor, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. Dados do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) mostram que, apenas entre médicos, o total de sindicâncias instauradas saltou de 2.830 em 2023 para 4.002 em 2025, alta de cerca de 41% em dois anos. A escalada também envolve procedimentos feitos por profissionais não médicos. Desde 2024, o Cremesp passou a receber relatos de pacientes que sofreram danos após intervenções estéticas invasivas feitas por dentistas, biomédicos, fisioterapeutas e outros profissionais. No primeiro ano, foram registradas 248 denúncias. Em 2025, o número praticamente dobrou, chegando a 472. Segundo o conselho, a maioria envolve preenchimentos faciais e aplicações de substâncias para modelagem corporal. Um relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 2025, que reúne denúncias de serviços em saúde em geral, mostra que clínicas de estética lideram as queixas, com 52% da amostra. Desde 2018, o Brasil discute um projeto de lei que tornaria obrigatória a notificação de complicações ligadas a procedimentos estéticos. Em 2023, a proposta foi aprovada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e enviada ao Senado. Entidades médicas defendem que o debate sobre a regulação do setor avance. No próximo dia 20 de março, especialistas, autoridades médicas e representantes do Judiciário se reunirão em um fórum promovido pela SBD para discutir o aumento de complicações associadas a procedimentos estéticos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Canetas emagrecedoras: em ano eleitoral, municípios começam a oferecer medicamento
Governos locais de diferentes regiões do país começaram a lançar ou estudar programas para oferecer as canetas emagrecedoras na rede pública de saúde, destacou matéria do jornal O Globo. Mais de dez municípios já discutiram publicamente a adoção desses medicamentos, em diferentes estágios de implementação. Ao menos dois municípios já iniciaram programas ou protocolos de fornecimento, enquanto outros anunciaram planos, estudos técnicos ou projetos legislativos para viabilização. As iniciativas avançam em ano eleitoral mesmo após a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) de não incluir essas terapias de forma nacional no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente devido ao alto custo. Mesmo sem a incorporação nacional dessas terapias, estados e municípios têm autonomia para adotar medicamentos adicionais em suas redes de saúde. Em nota, o Ministério da Saúde informou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade na análise de registro de medicamentos com princípios ativos da classe GLP-1. Segundo a pasta, a futura produção nacional e a entrada de versões genéricas desses medicamentos podem ampliar a concorrência e reduzir significativamente os preços. No entanto, o anúncio de programas desse tipo também pode ganhar contornos políticos ao ser utilizado como estratégia para ampliar apoio eleitoral, apontou a publicação, no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) mencionou durante a campanha a possibilidade de oferecer medicamentos da classe do GLP-1 na rede municipal para combater a obesidade. Na prática, algumas cidades já começaram a testar programas envolvendo as canetas emagrecedoras. Especialistas alertam que, sem planejamento técnico e garantia de continuidade do tratamento, iniciativas desse tipo podem acabar representando riscos à saúde dos pacientes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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