Antena de 5G tende a elevar produtividade de fazenda do IMAmt

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A primeira antena de 5G em área rural no país, instalada na fazenda modelo do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAmt) em Rondonópolis (MT), deverá proporcionar ganhos de produtividade e conectividade à propriedade. De acordo com Alvaro Salles, diretor do IMAmt, o investimento foi de R$ 250 mil e a instalação foi realizada pela fabricante Nokia, com operação de rede a cargo da TIM. A inauguração, na semana passada, contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e foi marcada por testes com drones com vídeo em 4K (alta definição) e monitoramento do campo com sensores. “Para a torre de Rondonópolis, puxamos por nossa conta a fibra ótica. Praticamente não tínhamos conectividade até então e trabalhávamos com internet a rádio, que é muito mais limitada”, afirmou Salles ao Valor Econômico. A fazenda-modelo de Rondonópolis trabalha com o melhoramento de cultivares de soja e algodão em uma área de 190 hectares. Na propriedade, há ainda laboratórios onde pesquisadores estudam alternativas aos fertilizantes, como o controle biológico – controle de pragas agrícolas e os microrganismos causadores de doenças a partir do uso de inimigos naturais. Criado em 2007, o ImaMT é um dos braços tecnológicos da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Além das fazendas-modelo, o instituto também conta com uma equipe de pesquisadores que trabalha em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília. Entre empresas operadoras de telefonia e o próprio Ministério da Agricultura, é consenso que a chegada de internet de ponta em áreas remotas deverá ser agilizada com o Leilão do 5G, previsto para acontecer no segundo semestre do ano (ver Leilão pode acelerar avanço no campo). Apesar do nome, o foco do Leilão é levar 4G para comunidades com até 600 habitantes. No país, o 5G deve chegar até julho de 2022.

Brasileiro assume divisão agrícola global da Bayer

A Bayer anunciou nesta terça-feira (18) que o executivo brasileiro Rodrigo Santos, atual líder de operações da divisão agrícola da companhia na América Latina, assumirá o comando global da unidade. Segundo o Valor Econômico Santos substituirá Brett Begemann, que vai se aposentar após 38 anos de atuação na multinacional. As alterações entram em vigor no dia 8 de junho. Rodrigo Santos está há mais de 23 anos na empresa e lidera os negócios da divisão agrícola na América Latina para a Bayer desde 2018, quando a multinacional alemã comprou a Monsanto. No início de sua carreira, ele trabalhou com vendas, marketing, estratégia e desenvolvimento de negócios, incluindo uma posição de liderança na Europa Oriental. O executivo é bacharel em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e tem mestrado em Administração de Empresas pela FGV/Ohio University. Seu substituto na divisão agrícola na América Latina será Maurício Rodrigues, que hoje encabeça a área de finanças da unidade. “Toda a equipe da Bayer expressa admiração e gratidão a Brett por tudo o que ele fez ao longo de sua longa e bem-sucedida carreira na empresa e lhe deseja tudo de bom em sua aposentadoria”, disse Liam Condon, presidente da Crop Science e membro do Conselho de Administração da Bayer, em comunicado. “Estamos muito felizes em nomear Rodrigo como sucessor de Brett. Ele traz uma vasta experiência que nos permitirá fortalecer ainda mais nossas posições de liderança em todo o mundo e impulsionar o crescimento sustentável de nossos clientes. Rodrigo é conhecido entre os clientes na América Latina e é altamente qualificado, tendo liderado nosso negócio com crescimento mais acelerado enquanto concluía com sucesso a integração, em uma região muito dinâmica”, completou.

Bayer sofre nova derrota em ação sobre herbicida glifosato nos EUA

Nesta segunda-feira (17) o Valor Econômico destacou que um tribunal de apelações dos Estados Unidos confirmou na sexta-feira (14) que a multinacional Bayer terá que pagar US$ 25 milhões a um homem que desenvolveu câncer por causa de um herbicida da empresa que continha glifosato. Essa é a decisão final do caso. É a terceira vez que a farmacêutica alemã é condenada a pagar indenização por danos causados por um produto contendo glifosato. O produto, comercializado com a marca Roundup, passou a integrar seu portfólio em 2018, quando a Bayer comprou a Monsanto. O Tribunal de Apelações de San Francisco concluiu que a Monsanto agiu de forma negligente ao não alertar sobre os riscos associados ao produto. Assim, o tribunal rejeitou o argumento da Bayer de que processos como o de Edwin Hardeman, a vítima neste caso, “nunca deveriam ir a julgamento porque as leis federais de pesticidas proibiam (no passado) acusações desse tipo”. A companhia lamentou a decisão do tribunal americano e se disse “decepcionada”. Morador da Califórnia, Hardeman, de 71 anos, utilizou o herbicida entre 1980 e 2012 para cuidar do jardim de sua casa e desenvolveu câncer no sangue. Em 2019, um júri já havia concedido a Hardeman US$ 5 milhões em danos compensatórios e US$ 75 milhões em danos punitivos no primeiro caso federal a ir a julgamento, embora esta última multa tenha sido posteriormente reduzida para US$ 20 milhões. A Bayer argumentou que décadas de estudos científicos mostraram que o Roundup e outros herbicidas à base de glifosato são seguros para uso humano. A empresa sustentou ainda que o glifosato foi aprovado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) como seguro para humanos e que os reguladores o impediram de adicionar um aviso ao rótulo do produto. A decisão do tribunal de apelações contra a Bayer e a Monsanto afeta o veredito de um júri que em 2018 decidiu que a fabricante do herbicida não alertou corretamente um jardineiro chamado Dewayne Johnson sobre o risco que o uso do Roundup representava à sua saúde. Johnson, que como Hardeman sofre de linfoma não-Hodgkin, usava o herbicida com frequência enquanto trabalhava como jardineiro em San Francisco. Segundo ele, foi a exposição contínua a esse produto que lhe causou câncer. O veredito considerou que o contato com o herbicida foi “um fator substancial” para que o jardineiro desenvolvesse a doença.

Transporte aéreo: Brasil tem dificuldade para aplicar tratados internacionais

Em artigo publicado no Jota nesta terça-feira (18), Henrique de Almeida Ávila, advogado, sócio de Sergio Bermudes Advogados, ex-conselheiro do CNJ (2017/2019 e 2019/2021), onde foi presidente da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania, doutor e mestre em Direito pela PUC/SP, professor de Processo Civil do IDP e Ricardo Fenelon Junior, advogado, sócio do Fenelon Advogados, especialista em aviação, infraestrutura e regulação, mestre (LL.M.) em Direito Empresarial Internacional e Econômico pela Georgetown University, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), professor de Direito Aeronáutico e Regulatório no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), destacam que em 28 de setembro de 2006, após aproximadamente cinco anos de tramitação no Congresso Nacional, entrou em vigor no Brasil a Convenção de Montreal, que trata sobre regras relativas ao transporte aéreo internacional e, em especial, sobre a responsabilidade civil de empresas aéreas no transporte internacional de pessoas, bagagens ou cargas. Apesar da aprovação pelo legislador brasileiro após um longo processo de internalização da norma, por mais de uma década a jurisprudência predominante no país foi no sentido de não aplicar a convenção internacional nos casos de conflitos entre passageiros e companhias aéreas. Desde a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, há bastante controvérsia tanto na doutrina quanto na jurisprudência sobre qual norma se aplica em casos de conflitos envolvendo contratos de transporte aéreo internacional. De um lado, os consumeristas defendem a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), enquanto, do outro, os especialistas em Direito Aeronáutico advogam pela aplicação das convenções e tratados internacionais internalizados pelo Brasil. Diante da divergência, em maio de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento conjunto do Recurso Extraordinário (RE) 636331 e do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 766618, de relatoria dos ministros Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Ambos os recursos tratam dessa antiga polêmica, qual seja: se os conflitos entre passageiros e companhias aéreas relativos a contratos de transporte aéreo internacional devem ser dirimidos considerando as convenções internacionais ou o CDC. Os ministros relatores proferiram os votos no sentido de que, em se tratando de transporte aéreo internacional, aplicam-se os acordos internacionais sobre o tema ratificados pelo Brasil. Um dos principais argumentos foi o art. 178 da Constituição Federal, segundo o qual os acordos firmados pela União devem ser observados em se tratando da ordenação do transporte aéreo internacional. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista da ministra Rosa Weber até que, em maio de 2017, o STF decidiu por maioria pela prevalência das convenções internacionais em relação ao CDC, quando se tratar de transporte aéreo internacional.

NA IMPRENSA

Jota – Transporte aéreo: Brasil tem dificuldade para aplicar tratados internacionais 
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Folha de S.Paulo – Agro brasileiro avança, mas não pode ficar deitado em berço esplêndido  
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