ANS TERÁ REGRAS PARA QUE PLANOS DE SAÚDE MONITOREM OBESIDADE

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A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) lançará diretrizes para diagnóstico e tratamento da obesidade entre usuários dos planos de saúde, quadro que vem avançando no país. O jornal Folha de S.Paulo teve acesso a parte das propostas, atualmente em discussão com médicos, nutricionistas e educadores físicos, e previstas para serem implementadas ainda neste semestre. Dados da pesquisa Vigitel da Saúde Suplementar, feita pela agência com o Ministério da Saúde, apontam que cerca de um em cada cinco adultos está obeso, um índice que cresceu 36% nos últimos sete anos.  Agora, a ANS planeja criar um fluxograma para identificar pacientes com excesso de peso e indicar aos profissionais quais as medidas a serem tomadas. Uma das propostas é que o cálculo do IMC (índice de massa corporal, um dos indicadores de sobrepeso e obesidade) seja realizado em todos atendimentos da rede. Com base nesses dados, o médico pode solicitar novos exames para verificar doenças relacionadas, como hipertensão e diabetes. A ideia é também que a operadora possa enviar recomendações ao usuário com base no diagnóstico. “Não precisamos esperar chegar à obesidade. O paciente com sobrepeso já tem que ser bem orientado e direcionado a tratamento”, diz a diretora de normas e habilitação de produtos da ANS, Karla Coelho. “A intenção, agora, é verificar, entre as iniciativas existentes, quais modelos podem ser replicados. A previsão é que as diretrizes sejam finalizadas até novembro”, afirma parte da reportagem.

Entidades pedem adiamento de votação de relatório que muda planos de saúde

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) encaminharam a deputados, na quinta-feira (17), um pedido para o adiamento da votação do relatório que traz mudanças na lei de Planos de Saúde. É o que informa o jornal O Estado de S.Paulo. As entidades argumentam que as discussões realizadas até o momento foram insuficientes para debater o tema. Elas se queixam, ainda, da falta de paridade durante os debates. Para entidades que assinam o documento, representantes de empresas de saúde teriam sido beneficiados. Abrasco e Idec também pedem a divulgação do conteúdo do relatório antes da votação “considerando a gravidade das mudanças pretendidas”. Idec e Abrasco avaliam que as mudanças seguem em direção da liberação da venda de planos populares (com cobertura mais restrita e preços mais baixos); proibição da aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos de planos de saúde e mudanças na regra de ressarcimento ao SUS. O Estadão destaca ainda que na carta encaminhada aos parlamentares, Idec e Abrasco criticam também o fato de o relatório ter o efeito de “engavetar” mais de 140 projetos de lei em tramitação na Câmara, em sua maioria voltados à ampliação das garantias de coberturas. “Interesses privados, podem e devem se expressar, mas não orientar políticas de saúde para evitar riscos e tratar pessoas e coletividades”, diz a carta encaminhada aos deputados.

Parlamentares defendem em audiência reajuste para agentes comunitários de saúde

Parlamentares defenderam que o governo negocie o aumento do salário dos agentes comunitários de saúde, que não sofre reajuste desde que foi implantado, em 2014, pela Lei 12.994. O piso nacional da categoria é de R$ 1.014,00. Conforme o portal da Câmara dos Deputados, a reivindicação foi feita na quinta-feira (17), durante audiência pública com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, na Comissão Mista de Orçamento. Barros foi ao Congresso prestar contas da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). A presença dele é uma exigência da Lei Complementar 141/12. O deputado Mandetta (DEM-MS) afirmou que o projeto que deu origem à Lei 12.994 previa reajustes anuais, por decreto presidencial, mas a então presidente Dilma Rousseff vetou esta parte da norma. Com isso, os agentes receberam o piso, mas ficaram sem critérios de aumento. “O que era uma conquista passou a ser um problema, porque eles ficaram imobilizados”, disse. Para Berger, que já foi prefeito de duas cidades catarinenses, os agentes de saúde desempenham um papel fundamental na atenção básica à saúde dos municípios. “Precisamos olhar com mais carinho para esse grupo de servidores públicos municipais que exercem um papel extremamente estratégico no desenvolvimento da saúde”, disse Berger.

Um dilema no estudo de câncer: testes clínicos demais, pacientes de menos

Com a chegada de duas estratégias de tratamento revolucionárias, a imunoterapia e a medicina personalizada, os pesquisadores do câncer desenvolveram novas esperanças – e um problema que talvez não tenha precedentes na pesquisa médica. Há um excesso de medicamentos experimentais contra o câncer, e o número de testes clínicos sobre eles também é excessivo. E não há pacientes suficientes para teste. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o impasse é causado em parte por empresas que têm a esperança de acelerar a chegada ao mercado de medicamentos novos e lucrativos de combate ao câncer, e, em parte, pela natureza das novas terapias, que podem ser espetacularmente efetivas, mas apenas em pacientes seletos. “É difícil imaginar que mais de mil testes sejam sustentáveis”, disse Daniel Chen, vice-presidente da Genentech, uma empresa de biotecnologia. Medicamentos de imunoterapia que atacam uma proteína humana conhecida como PD-1 foram aprovados para o tratamento de câncer pulmonar, das células renais e da bexiga, e para a doença de Hodgkins, diz o Richard Pazdur, diretor do Centro de Excelência Oncológica da FDA. A Folha enfatiza que para Norman Sharpless, diretor do Lineberger Comprehensive Cancer Center, na Universidade da Carolina do Norte, os testes de imunoterapia proliferaram com tamanha rapidez que grandes centros médicos estão se recusando a indicar novos pacientes para participar deles. “Ainda recentemente, tínhamos testes com 700 pacientes por ramo”, disse Sharpless, fazendo referência aos grupos de tratamento em um estudo. “Isso é quase impossível, hoje.” Agora, ele disse, “há testes com apenas oito pacientes”.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Saúde amplia vacinação de HPV para homens e mulheres até 26 anos

ANS – Manutenção programada na infraestrutura de TI

ANS – Núcleo da ANS em Belém orienta beneficiários de planos de saúde

Anvisa – Anvisa flexibiliza venda de adesivos de buprenorfina

Anvisa – Atualizada norma sobre alimentos de cereais para crianças

Inca – Julgamento no STF – Liberação de aditivos para o cigarro seria retrocesso, diz psicóloga

Fiocruz – Vulnerabilidade em saúde é tema do próximo Centro de Estudos

Fiocruz – Pesquisador da Fiocruz é eleito presidente de entidade ligada a história da ciência

Hemobrás – Hemobrás participa de Fórum de Ética das Empresas Estatais

Hemobrás – Estande da Hemobrás lota no segundo dia de HospitalMed

Senado Federal – Senado do Futuro debate relação entre qualidade de alimentos e saúde

Câmara dos Deputados – Dentistas apontam falta de profissionais para tratar de disfunção que atinge mandíbula

Câmara dos Deputados – Parlamentares defendem em audiência reajuste para agentes comunitários de saúde

Senado Federal – Comissão teve seminário na quinta-feira sobre doenças crônicas, causadoras de 63% das mortes no mundo

Folha de S.Paulo – Surtos de febre amarela no país têm origem no norte da América do Sul

Folha de S.Paulo – ANS vai ter regras para que planos de saúde monitorem obesidade

Folha de S.Paulo – Opinião: Alexandre Jobim – Imposto não fabrica saúde

Folha de S.Paulo – Um dilema no estudo de câncer: testes clínicos demais, pacientes de menos

O Estado de S.Paulo – Entidades pedem adiamento de votação de relatório que muda planos de saúde

O Estado de S.Paulo – Em comunicado, OMS defende proibição de cigarros com sabor no Brasil

O Globo – Imunoterapia experimental pode ter curado alergia a amendoim

O Globo – Atlas revela como mutações no genoma afetam evolução do câncer

G1 – Casos de sífilis aumentam 1.031% em Campinas em 6 anos

G1 – Antibióticos podem diminuir capacidade do corpo de lutar contra uma doença

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