Angus e Embrapa fecham acordo para pesquisa genômica no Brasil

//Angus e Embrapa fecham acordo para pesquisa genômica no Brasil
Nesta terça-feira (23), a Associação Brasileira de Angus e a Embrapa, informaram que fecharam acordo para dar início à parceria público-privada (PPP) que fomentará o uso da seleção genômica nos rebanhos Angus no Brasil. O termo foi assinado em maio por Nivaldo Dzyekanski, presidente da Associação Brasileira de Angus, e por Daniel Montardo, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul.  “É um passo importante na busca de melhoramento contínuo em nossos rebanhos. A área técnica está de parabéns e, certamente, terá muito trabalho pela frente”, frisa Dzyekanski. O acordo também traz incentivo à pesquisa. “Esse é o tipo de parceria que estamos buscando, trabalhar em conjunto com as instituições representativas para resolver os principais gargalos dos produtores com inovações tecnológicas”, destaca Montardo. Segundo Mateus Pivato, gerente de Fomento da Angus, apesar de o projeto ser uma continuidade dos estudos realizado pela Embrapa, UNESP-Jaboticabal e Associação Brasileira de Angus com demais parceiros nos últimos anos, é a primeira vez que a associação entra como parceira efetiva da pesquisa, o que foi viabilizado por meio de PPP.  Para entrar no projeto, a Angus ingressou com aporte de R$ 198 mil entre recursos diretos e mão de obra especializada, de um total de R$ 498 mil estimados como custo total. “Agora, estaremos juntos discutindo o projeto que será desenvolvido até 2022. Nossa meta é continuar agregando animais à população de referência da Angus e buscar o desenvolvimento de novas características para predições corretas e acuradas”, completa Márcio Sudati, diretor e presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Angus. A ação tem previsão de duração de 36 meses e busca o desenvolvimento de metodologia e ferramenta para, dentro da raça, selecionar linhagens com maior adaptação tropical, de pelo mais curto, mais resistentes ao carrapato, mais adaptadas ao calor, mantendo suas tradicionais características produtivas e de qualidade de carne. Entre as metas até 2022, explica Fernando Cardoso, geneticista e pesquisador da Embrapa, está a implementação de um programa de genômica que permita seleção combinando adaptação aos trópicos à produção para característica de elevado valor econômico. “A expectativa é seguir incrementando a população de referência com mais animais genotipados, mas focando na formação de população para resistência ao carrapato. Com isso, teremos um diferencial para o Angus do Brasil, com um animal mais adaptado aos trópicos, selecionado para ter pelo curto, menos parasitas e alta produtividade”. A genômica é uma ferramenta complementar utilizada para acurar a seleção dos rebanhos ao redor do mundo. Desenvolvida a partir da genotipagem de uma população de referência, ela permite prever características de um determinado animal com base em seus genes antes mesmo que elas se manifestem. Um dos usos potenciais da genômica é para predizer aspectos de difícil mensuração, como animais mais resistentes ao carrapato e indexadores de ganho econômico de carcaça. Na prática, a ideia é dar ao criador mais tempo para aproveitar a genética de reprodutores melhorados, uma vez que, o proprietário já terá, logo após o nascimento, um checklist genético das potencialidades de cada novo animal de seu rebanho. “De posse dessas informações, ele poderá tomar decisões mais acertadas em menor período de tempo e aproveitar mais os exemplares superiores”, pontuou Pivato.

Controle chinês põe frigoríficos em alerta

O maior controle exigido por Pequim para evitar uma segunda onda do novo coronavírus começou a afetar os frigoríficos brasileiros. Em um esforço de precaução, o Ministério da Agricultura suspendeu voluntariamente a autorização para o Frigorífico Agra, localizado em Rondonópolis (MT), exportar carne bovina à China. Nesta terça-feira (23), a Administração Geral de Alfândegas do país asiático (GACC, na sigla em inglês) informou publicamente ter recebido a decisão do governo brasileiro. O temor de outros frigoríficos é que a ocorrência de casos de covid-19 entre funcionários seja suficiente para bloquear mais abatedouros, ainda que não existam evidências de contaminação pela carne. Na indústria, a decisão do Ministério da Agricultura provocou muita confusão. Enquanto uns encararam a medida como precaução necessária, outros atribuíram a suspensão a uma falha de comunicação entre os dois países. Do ponto de vista estratégico, o Ministério da Agricultura teria razão para agir de forma voluntária, sustentam fontes do setor. Ao suspender a autorização para o Frigorífico Agra exportar, a Pasta tomou as rédeas do processo, evitando que os chineses vetassem a unidade por conta própria. Sendo assim, o ministério poderá reinserir o abatedouro na lista dos autorizados a vender para a China, afirma uma fonte. Por outro lado, há quem argumente que a suspensão foi um grande mal-entendido. Conforme uma fonte, a GACC teria se equivocado ao receber informações sobre as medidas adotadas pelo frigorífico. Na semana passada, a unidade foi paralisada temporariamente por decisão da vigilância sanitária local. A parada, que ocorreu após a suspeita de casos de covid-19 entre os funcionários, motivou a testagem de todos os trabalhadores da companhia, o que permitiu que o frigorífico fosse autorizado a reabrir na segunda-feira (22). “Por notícias e interpretações equivocadas, a GACC entendeu que, por causa da parada temporária, a planta teria sido suspensa pelo Ministério da Agricultura ou por iniciativa própria, o que não ocorreu”, afirma uma fonte. O Valor Econômico tentou contato, nesta quarta-feira (24), com o Agra, mas não conseguiu localizar um porta-voz da empresa. Procurado, o ministério negou que tenha havido uma falha de comunicação. “Não tem erros. Informamos às autoridades chinesas no domingo que, no momento, o estabelecimento estava suspenso por iniciativa deles para realização de testes nos funcionários, que teve um número de confirmados baixo. O estabelecimento já adotou as medidas necessárias de prevenção e voltou suas atividades. Agora o Ministério da Agricultura está preparando a documentação para solicitar a continuidade de exportação deste estabelecimento para China”, apontou a Pasta, em nota ao Valor.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discute protocolo de classificação e tipificação de carcaças bovinas

A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou uma videoconferência na terça-feira (23) para discutir o protocolo para a classificação e tipificação de carcaças bovinas. Os integrantes avaliaram a evolução da proposta que deverá ser encaminhada ao Ministério da Agricultura. Entre os pontos debatidos estão a regulamentação da forma e dos parâmetros para a classificação de carcaças e a padronização dos atributos de qualidade, possibilitando a equalização das classificações em todo o Brasil e permitindo que o produtor seja bonificado pela qualidade do animal e da carne comercializada. A proposta também cria um modelo que seja utilizado em acordos internacionais e que traga transparência para o consumidor final. “Queremos elaborar um documento em que a indústria possa nos orientar sobre qual tipo de animal temos que produzir para ter mais rentabilidade e alcançar outros mercados”, disse o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antônio de Salvo. Outro tema tratado na reunião foi o avanço do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Os integrantes da Comissão avaliaram as mudanças feitas no calendário devido à crise gerada pelo novo coronavirus e a evolução das ações referentes ao plano estratégico em cada estado. “É importante que o produtor rural tenha acesso a essas informações, o que irá trazer maior conhecimento sobre o tema e assim reduzir os temores do processo”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Ricardo Nissen.

Deputado quer barrar matança de jumentos na Bahia

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) entrou com ação popular na Justiça Federal em Salvador (BA) para barrar a matança de jumentos, destacou o portal Anda nesta terça-feira (23). Na peça, o parlamentar pede anulação de portaria de órgão estadual que disciplina os procedimentos para controle e fiscalização de trânsito de equídeos para a morte. A ação, com pedido de liminar de tutela de urgência, implica diretamente a Agência de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab), que editou a portaria 13/2020, e indiretamente o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), bem como empresas e frigoríficos que fazem a comercialização de produtos que são processados após a morte dos animais. A peça sustenta que a portaria da Adab incentiva maus-tratos aos animais, favorece a extinção da espécie e traz risco à saúde pública em meio à pandemia de coronavírus. Segundo o documento, os réus praticaram atos em discordância ao preceito constitucional previsto no artigo 225 da Constituição, que versa sobre a obrigação de manutenção do meio ambiente equilibrado, além de submeter animais à crueldade. Entre outros pontos, a ação alerta para o declínio da população de jumentos no país – 46% em uma janela de apenas cinco anos. Além disso, traz manifestação do Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia da Bahia (CRMV-BA). Segundo a entidade, se os abates continuarem a ocorrer no país, em quatro anos a população de jumentos estará extinta.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto permite a criação de rebanhos de grande porte em reservas extrativistas

O Estado de S.Paulo – Raça shih tzu mini não existe!

O Estado de S.Paulo – JBS, BRF, Marfrig e Minerva declaram carga ‘livre de coronavírus’ à China

O Globo – Castramóvel começará a circular nos bairros de Niterói em agosto

G1 – O ‘álibi científico’ que pode inocentar os morcegos da pandemia de coronavírus

G1 – PF cumpre mandados contra grupo suspeito de pescar e caçar animais com armas de fogo clandestinas

G1 – Donos podem registrar animais de estimação em cartórios do DF

G1 – Que gato ou cachorro você seria? Memes de bichinhos com nome de gente ganham popularidade no Instagram

Valor Econômico – Testes evitam parada de planta da Marfrig

Valor Econômico – Justiça determina que JBS teste todos os funcionários de unidade em Três Passos (RS) para covid-19

Valor Econômico – Programa de testes de covid-19 evita interdição de frigorífico da Marfrig em Goiás

Valor Econômico – Controle chinês põe frigoríficos em alerta

CNA – CNA discute protocolo de classificação e tipificação de carcaças bovinas

CNA – CNA mostra novos hábitos de consumo de produtos lácteos na pandemia

Embrapa – Angus e Embrapa fecham acordo para pesquisa genômica no Brasil

AgroLink – Operação contra abigeato apreende 3 toneladas de carne

AgroLink – Live vai abordar prevenção a ataques de animais silvestres

AgroLink – ABCCC apresenta aplicativo completo com informações da raça Crioula

AgroLink – PSA ainda é a maior influencia sobre o mercado de carne suína

AgroLink – Fazenda Brumado oferta Nelore de genética indiana em leilão virtual

AgroLink – Segurança alimentar torna-se principal atrativo do alimento Halal

AgroLink – CNA mostra novos hábitos de consumo de produtos lácteos na pandemia

AgroLink – Oferta curta de boiadas para abate e alta nos preços do boi gordo

AgroLink – Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina em junho

AgroLink – Sucesso da criação de caprinos e ovinos exige cercamento eficaz da propriedades

Anda – Cadela que sentia medo de humanos se recupera de traumas após ser adotada

Anda – Deputado quer barrar matança de jumentos na Bahia

Anda – Não devemos sacrificar o meio ambiente

Anda – Para proteger animais e seres humanos, vereador aciona o MP para garantir vacinação contra a raiva no RJ

Anda – Investidores ameaçam boicote ao Brasil por conta de desmatamento na Amazônia

Anda – Adoções de animais também aumentam na Bélgica

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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