Análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural ainda patina  

//Análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural ainda patina  
Apenas 3% dos mais de 6,4 milhões de registros no Cadastro Ambiental Rural (CAR) começaram a ser analisados até agora pelo governo e um número “mínimo” de propriedades recebeu o certificado definitivo, informou o Valor Econômico nesta terça-feira (18). Sem uma base de dados única com o mapeamento do país, as autoridades ainda não conseguiram implantar um sistema para checar as informações fornecida pelos donos de imóveis rurais desde 2014 e verificar quem está em dia com a lei. Além de travar avanços na implementação do Código Florestal, o atraso nas análises dos dados do CAR deixa dúvidas sobre a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, principalmente no exterior, e abre espaço para questionamentos que ameaçam as exportações do setor. Agora, a meta do governo é concluir em 90 dias a criação de uma plataforma robotizada capaz de analisar mais de 60 mil cadastros por dia. A expectativa inicial era que essa etapa já tivesse sido finalizada em 2019. O Programa de Análise Dinamizada do CAR pretende zerar a fila dos 543 milhões de hectares inseridos no sistema até o fim de 2022. Para isso, estão integrando mapas do Exército, do IBGE, da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Vou trabalhar firme para colocar o CAR e o Código Florestal para funcionar. A hora que a gente fizer isso, vamos calar a boca do mundo”, afirmou a ministra Tereza Cristina em evento na semana passada, em Brasília. “Ninguém tem essa ferramenta, ninguém tem esse cadastro que nós temos”, disse ela. O atraso na implementação de ferramentas como o CAR e as constantes mudanças na lei ambiental fazem o Brasil andar para trás, dizem ambientalistas. Com o apoio dos ruralistas, lembram, o governo acabou, no ano passado, com o prazo para a inscrição do CAR. A falta de um “certificado oficial” – a legislação não prevê emissão de certificação – sobre a situação ambiental das propriedades rurais tem atrapalhado a imagem do setor. Exportadores dizem que isso impede o país de carimbar seu agronegócio como sustentável e amenizar críticas internacionais e ameaças de embargos aos produtos brasileiros.

Valor bruto da produção agropecuária deverá crescer 10% em 2020, diz CNA

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do país, que mede o faturamento das atividades “dentro da porteira”, deverá alcançar o recorde de R$ 702,2 bilhões em 2020, 10% a mais que em 2019, segundo estimativa divulgada nesta segunda-feira (17) pela entidade. Segundo a CNA, o aumento será puxado por avanços tanto da agricultura quanto da pecuária. Depois do resultado negativo no ano passado determinado por problemas em algumas cadeias produtivas, a atividade agrícola deverá voltar a crescer e registrar aumento de receita projetado em 10,7%, para R$ 436,2 bilhões. De acordo com o Valor Econômico o avanço nessa frente deverá ser impulsionado por soja e milho. Segundo a entidade, o VBP da soja deverá atingir R$ 169,6 bilhões, uma alta de 11,1%. Para o milho, a receita prevista é de R$ 84,2 bilhões, um aumento de 25,6% em comparação com 2019. “Apesar da estabilidade no volume de produção de milho, a elevação dos preços justifica a variação e o impacto positivo do produto no VBP agrícola”, afirmou a CNA. A entidade destacou que o ramo pecuário deverá registrar expansão de 8,7% no VBP em 2020, para R$ 266 bilhões. “O ano de 2020 deve ser bastante positivo, particularmente para carnes bovina e suína, com aumento de produção e, principalmente, de preços”, informou a confederação. A cadeia de bovinos terá aumento de 20,7% no VBP neste ano, para R$ 138,8 bilhões. A de suínos também deverá crescer — 29,2%, para R$ 24 bilhões.

Experimento da Embrapa comprova benefício ambiental da integração lavoura-pecuária-floresta

Um experimento realizado pela Embrapa Cerrados em Planaltina, no Distrito Federal, mostra que fazendas são capazes de neutralizar todas as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) ao destinar apenas 15% da área para a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), destacou o Valor Econômico nesta segunda-feira (17). Segundo os pesquisadores, a tecnologia consegue compensar todo o carbono emitido pela atividade agropecuária e pode até gerar um ativo ambiental aos produtores. Cerca de 15 milhões de hectares no Brasil são cultivados no sistema de iLPF. Em 2005, eram 1,9 milhão. O experimento, implantado em 2009, foi conduzido com cultivo de soja, sorgo, braquiária piatã e eucalipto e a criação de gado zebuíno. Segundo o estudo, uma população de 417 árvores de eucalipto por hectare, plantadas em linhas em apenas 15% da área total da propriedade com sistema iLPF, consegue neutralizar as emissões de metano (CH4) dos animais e de óxido nitroso (N2O), gerado pela pastagem e por urina e fezes do gado. Para tanto, a população animal não deve passar de 1,7 cabeça por hectare. A compensação também é possível sem o plantio das árvores, mas a área da integração lavoura-pecuária (iLP) precisaria ser quase seis vezes maior (85% da propriedade) e com até três cabeças por hectare. Mas o pesquisador Kleberson Souza reforça o papel das árvores no armazenamento do carbono. “É difícil obter saldo positivo de carbono caso o componente florestal não seja inserido no sistema de produção agrícola”. No experimento, uma única árvore de eucalipto, com sete anos de idade, foi capaz de acumular, em média, 30,2 kg de carbono por ano. Isso equivale ao sequestro de 110,5 kg de dióxido de carbono por ano da atmosfera a cada árvore inserida no sistema. Para chegar ao balanço anual de emissão e neutralização de carbono, os pesquisadores fizeram medições dos gases gerados pelo arroto e a flatulência dos bovinos, pelas fezes e urinas dos animais e pelo solo sob pastagem e lavoura de grãos. Depois, mediram o quanto os troncos das árvores e o solo conseguem reter. No sistema iLP, a taxa ficou positiva em 0,86 e no iLPF, em 21,89.

Mitos e verdades sobre os drones

O portal AgroLink divulgou nesta terça-feira (18), que cada vez mais, os drones são utilizados por empresas e entidades governamentais em todo o mundo para os mais diversos tipos de atividades. É importante lembrar que a ICAO (International Civil Aviation Organization), organização internacional que faz parte da estrutura da ONU e da qual o Brasil é um dos membros-fundadores, considera os drones como uma aeronave, ainda que sem um piloto a bordo. Desta forma, aos drones se aplicam, em uso profissional, as normas, regras, leis e boas práticas internacionais da Aviação Civil, em prol da segurança da sociedade e da aviação. No Brasil, existem três órgãos federais responsáveis pela regulamentação das ARP (Aeronaves Remotamente Pilotadas), outra nomenclatura utilizada para os drones. São elas: ANAC, DECEA e ANATEL. A ANAC (Agência Nacional de Aviação) é a responsável pelos requisitos de aeronavegabilidade e dos sistemas da aeronave, seu piloto remoto e da estação de trabalho de pilotagem. O DECEA (Departamento de Controle de Espaço Aéreo) é responsável pelo fluxo e controle de aeronaves no espaço aéreo brasileiro. Com o avanço da tecnologia dos drones, muito em breve o espaço aéreo será compartilhado por aeronaves tripuladas e não-tripuladas. À ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), cabe o controle das frequências de radiocomunicação que controlam os drones. Existe um grupo de frequências destinadas mundialmente pela UIT (União internacional de Telecomunicações) para o enlace entre mesa de operação e aeronave. Outro fator que poucos se atentam é sobre a rotina de manutenção dos drones. Assim como um automóvel possui uma rotina de revisão, um drone necessita dos mesmos cuidados, especialmente quanto aos itens críticos, hélices, baterias e motor. A manutenção preventiva e corretiva desses itens não pode ser negligenciada, sob pena de colocar a vida de terceiros em risco, além de perda total ou parcial da aeronave. Outra exigência legal pouco observada é a contratação de seguro para a aeronave, desde que corretamente homologada e autorizada para aquele voo específico, sob pena de não pagamento do valor pela seguradora em caso de sinistro. Assim como o registro na ANAC e a regularização de voos no DECEA, o olhar de um especialista pode fazer a diferença. Para gestores e administradores públicos em geral, a ANAC concedeu o direto de utilização dos drones para fins de apoio aos serviços essenciais à coletividade, tais como vigilância, resgate, combate ao mosquito da dengue, Segurança Pública, entre outros. Para tanto, a administração pública deve elaborar um Plano de Avaliação e Gestão de Riscos Operacionais. Tal plano tem por objetivo evitar que as regras da ANATEL, ANAC e DECEA sejam descumpridas, além de prevenir e mitigar riscos nas operações com drones em áreas povoadas. Ante o exposto, pode-se notar que muitas são as vantagens da tecnologia dos drones, que necessitam ser utilizadas com consciência e discernimento quando seu uso é comercial ou para fins de serviço à população. Tal conscientização deve começar pelo gestor ou administrador da entidade, que inclusive é responsável por todos os atos praticados por agentes e colaboradores, bem como pelo pelos operadores das aeronaves que necessitam conhecer o mínimo sobre a legislação pátria que regulamenta o serviço.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Câmara prossegue nesta terça votação de MP sobre crédito rural

Folha de S.Paulo – Oposição quer usar greve na Petrobras contra privatizações

G1 – Produção de goiabas no Brasil movimenta R$ 800 milhões por ano

G1 – Cidade no oeste da Bahia lidera ranking de produção agrícola do Brasil

G1 – Carga roubada de defensivos agrícolas é recuperada, em Cristalina

Valor Econômico – Fluxo e preços começam a se normalizar na Ceagesp

Valor Econômico – Análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural ainda patina

Valor Econômico – Governo busca saída para sobreposições de áreas

Valor Econômico – Raízen prevê avanços de produtividade e de moagem

Valor Econômico – GranBio vira fornecedora de tecnologia

Valor Econômico – Experimento da Embrapa comprova benefício ambiental da integração lavoura-pecuária-floresta

Valor Econômico – Sicredi liderou desembolsos de crédito rural entre instituições privadas no 1º semestre da safra

Valor Econômico – Valor bruto da produção agropecuária deverá crescer 10% em 2020, diz CNA

Valor Econômico – Fim do Convênio 100 elevará custos dos alimentos, diz CropLife Brasil

Mapa – Preços mínimos da laranja trigo e arroz são reajustados

Embrapa – Contribuição da pesquisa agropecuária brasileira é tema de painel nas Nações Unidas

AgroLink – Mitos e verdades sobre os drones

AgroLink – Bactérias podem aumentar produtividade da cana

AgroLink – TO: Embaixador da África do Sul vem conhecer agronegócio

AgroLink – Programa Mais Algodão conclui atividades no Peru

AgroLink – RS: campo acumula prejuízos com a nova onda de seca

AgroLink – Câmara Temática do Mercosul recebe líderes do agro

AgroLink – China concederá isenções tarifárias a 696 produtos dos EUA

AgroLink – Protesto de caminhoneiros afeta fluxo no porto de Santos

AgroLink – Adidos agrícolas auxiliaram na abertura de mercado

AgroLink – Nova tecnologia pesquisa e avalia os negócios agrícolas

AgroLink – BASF defende Dicamba: “Seguro quando usado corretamente”

AgroLink – Projeto Mississipi fará EUA exportarem mais soja e milho

AgroLink – Soja cai no Brasil sem referência dos EUA

AgroLink – Governo troca comando dos 3 órgãos de registro de defensivos

Notícias Agrícolas – Soja: Mercado opera em alta nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago com volta do feriado dos EUA

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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