ANAC prepara divulgação eletrônica de lista de capacidades das Organizações de Manutenção

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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está trabalhando para divulgar as especificações operativas e a lista das capacidades certificadas das Organizações de Manutenção de forma eletrônica. A medida é um passo para viabilizar a automação das etapas do processo de aprovação de modificação de capacidade técnica, trazendo agilidade e transparência das informações de organizações de manutenção. A proposta está alinhada com o Programa Voo Simples que tem como objetivo a modernização e desburocratização da aviação civil. A disponibilização das informações de forma simples no site da ANAC também amplia a publicidade das organizações de manutenção certificadas, apoiando o desenvolvimento do setor e promovendo a segurança da aviação. Assim como o aplicativo Voe Seguro, que possibilita ao cidadão contratar um serviço de transporte certificado e seguro, um sistema de consulta de organizações de manutenção certificadas também garante que o operador contrate serviços confiáveis. Além de assegurar a manutenção adequada das aeronaves, a publicidade das organizações certificadas protege o mercado de concorrentes irregulares. O primeiro passo para implantação da divulgação eletrônica das capacidades é a estruturação dos dados. A ANAC já enviou ofício às Organizações de Manutenção certificadas solicitando informações para compor o sistema. Adicionalmente, será enviada mala direta com os procedimentos a serem adotados. Trata-se de um esforço conjunto inicial da Agência e dos entes regulados para a evolução segura da aviação civil brasileira.

Trigo ganha novo zoneamento

Nesta terça-feira (27) será apresentada a proposta para a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o trigo. Segundo o portal AgroLink entre as mudanças, estão o maior detalhamento no cultivo de trigo tropical, avaliação de risco de frustrações pelo excesso de chuva no final de ciclo, além da inserção de diferentes tipos de solo e ciclo de cultivares na base de dados. Um dos ponts é que no Sul do Brasil, principal região produtora, o excesso hídrico na fase final do ciclo do trigo é causa frequente apontada como sinistro nos pedidos de cobertura do seguro rural. “Estamos trabalhando num indicador para riscos de excesso de umidade, seja por quantidade ou número de dias de chuva, ou pelo balanço hídrico da cultura”, explica o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha. Para o cultivo tropical estão sendo atualizadas informações no ZARC para minimizar problemas com deficiência hídrica e temperaturas elevadas. Doenças de difícil controle, como giberela e brusone, também estão sendo consideradas pelos pesquisadores para indicar uma semeadura de menor risco. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é um instrumento de política agrícola do Governo Federal que garante suporte às políticas de crédito e seguro rural no Brasil. O estudo, coordenado pela Embrapa com apoio de diversas instituições públicas e privadas, é baseado em séries históricas de clima, modelagem de cultivos e simulação de riscos. O ZARC conta com dados coletados em cerca de quatro mil estações meteorológicas espalhadas pelo País. Por meio de quatro variáveis – município, tipo de solo, cultura e ciclo da planta – o sistema apresenta a época do ano mais indicada para a semeadura e as taxas associadas de risco de perdas – até 20%, 30% e 40%. O ZARC é atualizado todos os anos para acompanhar as melhorias do sistema de simulação de riscos, a ampliação da base de dados, o surgimento de novas áreas e tecnologias de produção, além da necessidade de adesão com as políticas públicas para o setor que são anuais. Neste momento, está sendo realizada a atualização para a safra de trigo 2021/2022, com o refinamento da parametrização do ciclo das cultivares e da inclusão de diferentes tipos de solos.Também deverão serão avaliados no ZARC as possibilidades da extensão de cultivo do trigo em áreas tropicais e o uso de novos indicadores para excesso de umidade no final do ciclo da cultura.

Vendas de etanol das usinas do Centro-Sul caem pela primeira vez na safra

As vendas de etanol das usinas do Centro-Sul na primeira metade de julho caíram pela primeira vez na safra atual (2021/22), puxadas pela retração observada nas entregas de etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos). De acordo com dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), no total o volume de etanol vendido no período somou 1,188 bilhão de litros, 1,2% menos que nos primeiros 15 dias de julho de 2020, informou o Valor Econômico nesta terça-feira (27). Do total, 701,2 milhões de litros foram de hidratado, uma redução de 6,8%. As vendas do biocombustível começaram a safra, em abril, em alta, dada a baixa base de comparação com o início da safra passada, por causa da pandemia, mas os volumes começaram a voltar aos patamares do ano passado já em junho. Já as vendas de etanol anidro (misturado à gasolina) seguem mais aquecidas, acompanhando o aumento das vendas de combustível fóssil. Na quinzena, as usinas venderam 468,3 milhões de litros, um aumento de 26,9%. Segundo a Unica, houve um aumento das saídas por cabotagem de cerca de 10 milhões de litros ante junho, para 38 milhões de litros neste mês. As vendas de etanol para outros fins no mercado interno registraram queda 4,71% na quinzena, totalizando 58,1 milhões de litros. Para o mercado externo, as vendas também continuam mais fracas. Foram apenas 18,4 milhões de litros na primeira quinzena de julho, uma retração de 77,6%.

Nova onda de frio ameaça plantações e pode aumentar preços de café, frutas e hortaliças 

A previsão de uma nova onda de frio intenso nesta semana ameaça tanto plantações quanto o bolso de consumidores no país. É que a temperatura em queda livre, acompanhada de geada, pode causar estragos no campo e, assim, tende a pressionar preços de produtos cultivados em parte do Sul e do Sudeste. De acordo com a Folha de S.Paulo café, hortaliças e frutas integram a lista de mercadorias que podem ficar mais caras em caso de novos prejuízos nas plantações. A Metsul Meteorologia informou nesta segunda-feira (26) que o ar polar começa a ingressar no Rio Grande do Sul na terça (27) e deve atingir o Centro-Oeste e o Sudeste na quarta (28). Conforme a previsão, a bolha de ar gelado será responsável por “acentuado resfriamento em diversos estados”. “O fenômeno aumenta exponencialmente o desafio dos produtores rurais em manter o nível de produtividade no campo e o planejamento de negociação dos alimentos. Culturas como café, milho, cana-de-açúcar, trigo, banana e mandioca podem ser as mais prejudicadas com a chegada dessa frente fria”, aponta nota divulgada nesta segunda-feira pela Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo). O pesquisador Felippe Serigati, do centro de estudos FGV Agro, também ressalta que as temperaturas em queda trazem preocupação para o campo. Caso haja perda em lavouras, o impacto certamente chegará aos consumidores, diz o especialista. “Esse efeito nos preços não chega às prateleiras dos supermercados imediatamente, mas chega. O impacto tende a ser mais rápido naqueles produtos de ciclo mais curto, como hortifrúti”, afirma o pesquisador. Serigati lembra que plantações de café já foram prejudicadas por geadas neste mês em Minas Gerais. Em meio aos prejuízos, as cotações do produto passaram a subir no mercado internacional. O Brasil é o maior produtor mundial de café. Os contratos futuros do grão arábica avançaram quase 10% nesta segunda-feira (26), depois de uma alta de quase 20% na semana passada. Com a previsão da nova onda de frio, agricultores mineiros continuam em alerta.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto cria sistema de crédito de logística reversa para destinação de resíduos sólidos 
Jota – ICMS: operações interestaduais ‘imunes’ com derivados de petróleo 
Folha de S.Paulo – Maior cooperativa agrícola do país agora quer produzir combustível  
Folha de S.Paulo – Nova onda de frio ameaça plantações e pode aumentar preços de café, frutas e hortaliças  
Folha de S.Paulo – Boom de commodities e desindustrialização colocam Brasil em encruzilhada  
Valor Econômico – Commodities: Investidores realizam lucros, e café recua em NY 
Valor Econômico – Lucro da ADM aumentou 50,8% no 2º trimestre 
Valor Econômico – Vendas de etanol das usinas do Centro-Sul caem pela primeira vez na safra 
Valor Econômico – Geadas prejudicaram hortifrútis em boa parte do Centro-Sul, diz Cepea 
Valor Econômico – Santa Catarina estima safra recorde de trigo neste inverno 
Valor Econômico – Ainda não é possível falar em superciclo, dizem economistas 
Valor Econômico – Agrogalaxy despenca em sua estreia na B3 
Anac – Demanda por voos em junho é 31% menor do que em 2019 
Anac – ANAC prepara divulgação eletrônica de lista de capacidades das Organizações de Manutenção 
Mapa – Manual traz orientações técnicas para produtores de cacau 
Mapa – Sistema Nacional de Meteorologia prevê frio intenso em partes do país nos próximos dias 
Mapa – Combate à fome e papel das mulheres na produção de alimentos são temas do primeiro dia de evento em Roma 
Embrapa – Novo zoneamento agrícola do trigo será apresentada em reunião de pesquisa 
CNA – Presidente e diretoria da Faepa são empossados para mandato até 2025 
CNA – CNA debate conjuntura do setor de milho no Brasil 
SBA – Brasil não corre risco de desabastecimento elétrico neste ano, diz MME 
AgroLink – Análise genética do solo orienta posicionamento de biológicos 
AgroLink – Ministras latinas buscam direitos das mulheres rurais 
AgroLink – Trigo ganha novo zoneamento 
AgroLink – Senar Goiás incentiva economia e sustentabilidade com reaproveito de dejetos no campo 
AgroLink – Proibição do 2,4-D entra em vigor na Argentina 

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