Anac anuncia revisão do regulamento para aviação agrícola

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O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) deve iniciar nos próximos dias discussões internas para consolidar suas propostas para alterações no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) 137. Segundo o Canal Rural a reavaliação da norma, que trata especificamente da aviação agrícola, foi anunciada na última semana pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dentro da Agenda Regulatória do órgão para 2021/2022.  Conforme o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, a revisão do RBAC-137 já estava prevista desde o ano passado. “Nós devemos trabalhar no primeiro semestre coletando dados, revendo pontos, sugerindo modificações ou acréscimos e elaborando notas técnicas”, explica Magalhães. A ideia, segundo ele, é deixar tudo pronto para o segundo semestre, que é quando deve se iniciar de fato o debate. “O primeiro passo está sendo buscar sugestões das empresas associadas”, completa o presidente. O RBAC 137 abrange, por exemplo, requisitos de certificação das empresas de aviação agrícola, limitações para os operadores privados (que são produtores ou cooperativas que têm suas próprias aeronaves), regras sobre aeronaves e equipamentos, gerenciamento de segurança, áreas de pouso aeroagrícolas, condições atmosféricas e outros 41 subitens em seu texto. Para o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, a modernização das normas acaba coincidindo com uma série de avanços no mercado aeroagrícola. “As tecnologias progrediram e se ampliaram bastante, a capacitação dos técnicos e a própria gestão das empresas aeroagrícolas também estão assumindo perfis mais atualizados”, pondera. “É claro que a legislação não pode ficar para trás. Mas sempre de olho na segurança, eficiência e transparência, que são nossas credenciais junto à sociedade”, completa. As normas da Anac são apenas uma parcela do regramento que incide sobre o setor.  “São pelo menos 26 leis, decretos e regulamentos que precisam ser seguidos por cada empresa de aviação agrícola”, assinala o diretor. Isso por parte do Ministério da Agricultura, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), das secretarias ou departamentos estaduais de Meio Ambiente e outros órgãos. Lembrando que a aviação é a única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação própria. “Por isso mesmo, a mais segura e fiscalizável. Logo, também a mais transparente”, arremata Colle.

Futuro da aviação agrícola com a chegada dos drones

Em um futuro breve a aviação agrícola, com certeza, estará sendo realizada com operações integradas. Utilizando-se aeronaves, sejam elas de asa fixa ou rotativa, associadas a outras modalidades de aplicação (aérea e terrestre), tais como a utilização de drones que começam a despertar grande interesse por parte de produtores, será uma realidade. Em áreas de difícil acesso, em determinados nichos de atuação, em locais pontuais de controle, a utilização destas máquinas representará uma importante ferramenta ao produtor rural, resultando em melhor controle fitossanitário com maior especificidade, destacou o portal Grupo Cultivar nesta segunda-feira (11). O emprego destas aeronaves (drones) será ampliado em número e capacidade operacional. Adotando-se eletrônicas embarcadas, proporcionando operações de aplicações em diferentes horários, seja durante o dia ou mesmo à noite, responderão por fatores que contribuirão de maneira significativa para ampliação e maior segurança na aplicação dos produtos fitossanitários. A tendência também de adoção de aeronaves de maior capacidade de carga, com maior velocidade e maior faixa de trabalho, será no Brasil, algo que num curto espaço de tempo estaremos vivenciando, como o que já ocorre, por exemplo, nos EUA, onde 80% da frota operacional é caracterizada por aviões de grande porte, com maior capacidade de carga, maior faixa de trabalho e velocidade de deslocamento, resultando, consequentemente, em um maior rendimento operacional encontrado nas denominadas “aeronaves turbo”. Entretanto, o emprego nas operações das aeronaves de pistão, que atualmente ainda representa o maior percentual da frota brasileira, será num futuro, direcionada para as áreas de menor tamanho, influenciada diretamente pela competição com as aeronaves de maior rendimento operacional, e que deverão atender às maiores áreas. Considerando o número destas aeronaves existentes no País, essa passagem será gradual, o que permitirá ainda observar seu uso nas grandes áreas. Objetivando proporcionar maior dinamismo às empresas, redução de custos e utilizando a equipe técnica existente, diversos empresários, aproveitando a sua estrutura operacional, têm adquirido aeronaves com maior desempenho, o que tem refletido no aumento da área trabalhada com a aviação agrícola.

Atraso na vacinação impacta nas negociações externas do agro

Sem Carnaval e com férias menos intensas neste ano, a movimentação econômica do país começa mais cedo. O varejo já refaz estoques, principalmente os de produtos essenciais. O consumidor, no entanto, não terá muito alívio neste ano. Os preços não estarão nos patamares recordes de 2020, mas certamente ficarão acima dos da média praticada no ano passado. A avaliação é de Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, de Curitiba (PR). O cenário para o consumidor não será fácil, segundo ele. A inflação vai indicar uma acomodação da taxa, mas em patamar elevado de preços, o que torna o poder de compra do consumidor mais fraco. Sem o auxílio emergencial e diante de um mercado de trabalho deteriorado, a perda de renda do consumidor será certa, segundo o analista. Segundo a coluna Vaivem da Folha de S.Paulo mais uma vez, o dólar poderá determinar o quadro interno de abastecimento. Os preços dos alimentos tiveram uma correção tanto no mercado interno como no externo, o que dificulta uma retração intensa dos preços internamente, mesmo com oferta melhor de mercadorias. Um dólar aquecido, e a situação política indica que ele vai continuar elevado, favorece exportações. As variáveis que influenciam o mercado agropecuário são muitas, mas uma nova se acrescenta neste ano: a vacina contra o coronavírus. Brandalizze diz que o atraso no programa de vacinação, ao contrário do que já ocorre em outros países, dificultará as negociações brasileiras no exterior. Os novos contratos acrescentam mais essa exigência que, se não cumprida, afeta volumes e até preços das mercadorias. A agropecuária brasileira, que está livre de sérias doenças animais, como gripe aviária, peste suína africana e vaca louca, poderá sofrer sanções devido a uma crise sanitária humana. O cenário deste ano continuará sendo um bom sinal para o produtor, mas não para o consumidor. Alguns produtos merecem uma atenção especial, principalmente após a alta que vêm registrando em Chicago. O milho é um deles. O preço médio da ração deste ano ficará mais caro do que foi em 2020. As indústrias, favorecidas pelo dólar elevado e exportações, têm condições de assumir esse custo, mas a conta final fica com o consumidor.

Ministério mira Plano Safra “mais audacioso” em 2021/22, diz secretário de política agrícola

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, César Halun, afirmou que a pasta quer anunciar um Plano Safra “mais audacioso” para a temporada 2021/22. O foco, segundo ele, é estimular o aumento da produção e garantir o abastecimento da população “a um preço justo”. “Queremos um Plano Safra mais audacioso ainda, que permita o aumento da produtividade e da nossa safra. Estamos trabalhando para garantir o Seguro Rural para aumentar a confiança no crédito e a segurança dos produtores rurais”, afirmou, em comunicado. De acordo com o Valor Econômico o valor anunciado para o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) para 2021 é de R$ 1,3 bilhão. O projeto orçamentário enviado ao Congresso, no entanto, prevê recursos menores, em torno de R$ 1 bilhão. Halun afirmou ainda que a secretaria está ouvindo as demandas do setor produtivo e que o objetivo da política agrícola no Plano Safra será garantir acesso a alimentos baratos à população. Em 2020, os consumidores enfrentaram aumentos de preços de itens como o arroz e o óleo de soja.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Atraso na vacinação impacta nas negociações externas do agro

Folha de S.Paulo – Ministério do Meio Ambiente realiza 1º leilão de parques nacionais com proposta de R$ 20 milhões

Folha de S.Paulo – Bolsonaro cobra apoio da bancada ruralista a Arthur Lira em disputa na Câmara

G1 – Exportações do agro voltam a superar US$ 100 bilhões em 2020, lideradas por soja e carnes

G1 – México vai eliminar uso do agrotóxico glifosato e milho transgênico até 2024

G1 – Emissões de gases de efeito estufa caíram 10% em 2020 nos Estados Unidos, aponta relatório preliminar

Valor Econômico – Exportações do agro superaram US$ 100 bi em 2020, e China foi o destino de 34% do total

Valor Econômico – Usinas travam preço de 70% do embarque de açúcar de 2021/22

Valor Econômico – Cotribá e Ecoagro emitem ‘CRA digital’ inédito no RS

Valor Econômico – Ceres Investimentos lança modelo próprio de revendas de insumos

Valor Econômico – General Mills fecha fábrica no RS, demite 300 pessoas e terceiriza três centros logísticos

Valor Econômico – Índia quer acelerar vendas de açúcar para evitar concorrência maior com o Brasil

Valor Econômico – Trump planeja isentar refinarias de misturar biocombustíveis nos EUA, diz agência

Valor Econômico – Produção de açúcar no Nordeste e Norte cresceu 6% até dezembro, diz associação

Valor Econômico – Ministério mira Plano Safra “mais audacioso” em 2021/22, diz secretário de política agrícola

Valor Econômico – Aurora investe em melhorias para os funcionários em unidade de Erechim (RS)

Mapa – Exportações do agro ultrapassam barreira dos US$ 100 bilhões pela segunda vez

CNA – “É como se fosse da família”: técnicos do ATeG contam como produtores adotaram não só as orientações, mas também os profissionais

CNA – Presidente da Faeal avalia 2020 e demonstra otimismo para 2021

CNA – Programa AgroNordeste comemora alcance de 100% da meta em Minas Gerais

CNA – Com certificado em mãos, técnico em agronegócio ‘abre portas’ no mercado de trabalho

Embrapa – Resultados da safra 2020 do caju serão divulgados nesta quinta, dia 14

Embrapa – Retorno econômico do milho safrinha 2021, em Mato Grosso do Sul

Embrapa – Bactérias promotoras de crescimento de trigo têm resultado diferenciado para cada cultivar

AgroLink – Pesquisa mostra ganhos com bactérias em cana

AgroLink – Bolsonaro confirma presença na Expodireto

AgroLink – SP: agricultura familiar recebe mais R$ 15 milhões no apoio à comercialização

AgroLink – Liquidez interna do trigo é baixa

AgroLink – Depois de relançada marca anuncia novas cultivares

AgroLink – Edição genética pode ser aprovada no Reino Unido

AgroLink – Agro preocupado com demora do STF sobre incentivos aos defensivos

Canal Rural – Anac anuncia revisão do regulamento para aviação agrícola

Canal Rural – Agro brasileiro exportou R$ 1 milhão por minuto em 2020, diz Fava Neves

Canal Rural – Algodão: apesar da menor área nesta safra, Bahia é o 2° maior produtor do Brasil

Canal Rural – Mercado de soja e milho aguarda relatório do USDA; veja notícias desta terça

Canal Rural – Soja: chuvas seguem constantes no Nordeste e parte do Sul do país

Canal Rural –  Preço do milho pode atingir R$ 95 em cinco meses, diz analista

Grupo Cultivar – Futuro da aviação agrícola com a chegada dos drones

Grupo Cultivar – Pesquisador do IAC recebe prêmio por pesquisa com aplicação de bactérias benéficas em cana

Grupo Cultivar – Ferramentas eficientes no manejo de corós na lavoura     

Grupo Cultivar – Tipos de pilotos automáticos para máquinas agrícolas

Canal Bioenergia– Cuidados com a aplicação de defensivos

Minuto Rural – NAAA lança vídeo pelo Centenário da Aviação Agrícola

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