Anac abre consulta pública sobre o uso de drones para pulverização

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Está aberta, até 10 de setembro de 2021, a tomada de subsídios para discussão sobre o uso de drones classe 2 (peso máximo de decolagem entre 25 e 150 kg) para aplicações aeroagrícolas. O objetivo é aprofundar o entendimento de características técnicas e operacionais dessas operações, que possuem forte potencial de aumentar a produtividade dos campos agrícolas brasileiros. A tomada de subsídios é mais uma forma da Agência buscar a promoção da inovação e do avanço do setor de drones no Brasil. A presente iniciativa está alinhada aos trabalhos da Agenda Regulatória da ANAC, que estão sendo desenvolvidos em dois temas (Tema 4 – revisão do RBAC-E nº 94 e Tema 13 – Revisão do RBAC nº 137). Os interessados em contribuir deverão responder um questionário que envolve questões de manutenção, operação, características técnicas do produto e formação e qualificação de pessoal. O questionário é direcionado principalmente a fabricantes (incluindo representantes) de aeronaves remotamente pilotadas classe 2 para aplicação aeroagrícola, mas pode ser respondido por qualquer pessoa com interesse e participação neste mercado. Além do questionário, a Agência está prevendo a realização de testes em campo para conhecer melhor na prática a realidade deste setor. Interessados em demonstrar seus produtos ou serviços de aplicação aeroagrícola com drone, devem entrar em contato com a Coordenadoria de Drones e Novas Tecnologias pelo e-mail a seguir: cdnt.gcpp@anac.gov.br. A partir da avaliação dos resultados obtidos, as áreas desenvolverão possíveis cenários operacionais onde serão identificados critérios técnicos e operacionais de maior relevância para a garantia da segurança operacional nessas operações.

Sindag discute aplicação de biológicos

O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que ocorreu entre os dias 20 e 22 de julho, reuniu especialistas de diversas áreas para debater temas importantes para o setor. Um desses temas foi o avanço do uso de produtos biológicos, destacou o portal AgroLink nesta quarta-feira (28). No ano passado foram 95 registros de produtos de baixo impacto.  A venda de produtos biológicos para a soja deve ir de 44% para 46% em 2021. Para a produção de cana-de-açúcar, está previsto um crescimento no faturamento das vendas de defensivos biológicos de R$ 264 milhões em 2020 para R$ 353 milhões em 2021. Segundo o professor Aloisio Coelho Júnior, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (Usp), o controle biológico ainda tem uma série de mitos, que podem levar a amadorismo e ao prejuízo em seu emprego. Ele ressaltou que não é uma técnica fácil, embora esteja avançando bastante. Ele abordou ainda alguns dos principais agentes produzidos para controle biológico e o avanço das técnicas de aplicação, com uso de drones e cada vez mais agregando a agricultura 4.0 (amostragem de pragas, tecnologias para liberação de inimigos naturais etc.). Lembrou ainda que a área atualmente tratada com produtos biológicos no Brasil é de 10 milhões de hectares. O Brasil tem 70 biofábricas em operação, com uma receita anual de R$ 1,8 milhão. Para completar, o país tem um aumento anual entre 10 e 15% na utilização de biológicos em suas lavouras, o que é acima da média mundial. O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, destacou que o sindicato abrange hoje 28 empresas associadas, entre as que fazem pesquisa e as pós-patente. Ele destacou as diversas frentes de trabalho realizadas pela entidade para promoção do uso correto de defensivos, sejam ele químicos ou biológicos, e destacou aí o curso online elaborado pela entidade – com acesso gratuito pela internet e currículo por etapas. Ele também ressaltou que o paradigma ainda é de que o químico funciona e que o biológico é ideal em algumas situações. “Mas tanto os produtos estão melhorando como os resultados corroboram essa mudança.” Mas a relação entre químicos e biológicos “não é de ‘ou’, mas de ‘e’”, resumiu, reforçando que a indústria também entende com necessário o manejo integrado de pragas. E muito estudo. “Se penarmos que há 3 mil fungos e outro tanto de bactérias a serem estudadas, têm-se uma ideia do quanto ainda se precisa de pesquisas”, destacou.

Projeto proíbe aplicação aérea em cidade gaúcha

Um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de Nova Santa Rita, região metropolitana de Porto Alegre (RS), proíbe a aplicação aérea em lavouras do município. O argumento é de preservar territórios agroecológicos, informou o portal AgroLink nesta quarta-feira (28). “No ano passado 40 produtores da nossa cidade foram atingidos por uma deriva de pulverização, causando prejuízo em todas as suas lavouras.  Esse projeto vai beneficiar todos os agricultores da nossa cidade, seja eles convencionais ou produtores de orgânicos”, afirma Rodrigo Battistellla, prefeito de Nova Santa Rita. O município é produtor de arroz e o setor reagiu. A Federação dos Arrozeiros disse que irá adotar todas as medidas cabíveis para reverter a decisão do projeto, no sentido de defender o direito dos produtores rurais de seguirem produzindo alimentos para o abastecimento do país. A lei propõe alguns pontos a serem regulamentados e seguidos pelas viações para conter o impacto dos agrotóxicos: 1- Estabelecer o perímetro de exclusão, que proíbe o uso de aviação agrícola nos assentamentos de Nova Santa Rita e pequenos agricultores da região; 2- Critério de uso do voo: temperatura, velocidade do vento, aparelho GPS, entre outros; 3- Multa caso a empresa descumpra o que a lei preconiza, e o valor está entre 70 mil reais ou mais, pois também se caracteriza como crime ambiental, e; 4- Comunicado de voo, 24 horas antes do mesmo e receituário agronômico, identificando o tipo de agrotóxico que será lançado.

No Dia do Produtor Rural, Ministério da Agricultura celebra 161 anos de história

O Dia do Produtor Rural, celebrado nesta quarta-feira (28) foi criado em 1960, em comemoração ao aniversário de fundação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa hoje 161 anos. A então Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas foi criada no dia 28 de julho de 1860, com a assinatura do decreto Nº 1.067, pelo Imperador D. Pedro II. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somos o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de alimentos importantes como, açúcar, café, suco de laranja, soja em grãos e carnes. A safra de grãos deverá atingir 262,13 milhões de toneladas no período 2020/2021, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 é de R$ 1,099 trilhão, 10,5% acima do valor de 2020. Tudo isso aliado a práticas de sustentabilidade e preservação ambiental, seguindo a exigência mundial para que a demanda por alimentos seja atendida com impacto ambiental mínimo e baixo custo. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é responsável pela alimentação de pelo menos 1 bilhão de pessoas em diferentes partes do planeta e isso deve aumentar nos próximos anos devido às nossas condições de clima ameno e disponibilidade de terras, água e tecnologia própria. O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos Filho, comemorou a data lembrando os bons números do setor. “O agro brasileiro mostra sua força e sua responsabilidade de suprir e abastecer com alimentos a população brasileira e o mundo. Com o Plano Safra 2021/2022, poderemos contribuir com os bons resultados para a agropecuária brasileira. Vamos rumo às 300 milhões de toneladas na próxima safra”, disse. Nos últimos 47 anos, a agropecuária cresceu em média 3,22% ao ano. Entre os censos de 2006 e 2017, a taxa de crescimento aproximou-se de 4,3%, superando países como Estados Unidos, China, Chile e Argentina. De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção dobrou, sendo que a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento. Nos próximos 10 anos, a produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas, alta de 27,1%. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos. A produção de carne bovina pode crescer até 16%; da carne suína, 27%, e da carne de frango, 28%.

NA IMPRENSA

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