Agrotóxicos, drones e inteligência artificial: como esta combinação pode mudar nosso futuro?

//Agrotóxicos, drones e inteligência artificial: como esta combinação pode mudar nosso futuro?
De acordo com artigo de Eduardo Goerl, administrador de empresas, piloto de avião e CEO da Arpac, startup especializada em serviços agrícolas, publicado nesta sábado (16) no Blog Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo, para começar a análise é preciso buscar a raiz do problema. Por que o mundo aplica agrotóxicos? Porque existem pragas e doenças que ameaçam a saúde da plantação. Para quem não é agricultor, podemos fazer um paralelo com o início da vida de jovem-adulto que tentou criar uma planta em casa e não teve sucesso, por falta de iluminação natural, falta de água ou algum fungo. Na agricultura é a mesma coisa, mas as plantas estão em larga escala. Um hectare é aproximadamente o tamanho de um campo de futebol oficial e, no Brasil, temos 65 milhões de hectares plantados. Para seguir a análise, precisamos dividir o controle de pragas e doenças em duas partes: produto (agrotóxico, pesticida), que pode ser químico ou biológico e a aplicação destes produtos. A aplicação de defensivos é uma tarefa perigosa e difícil, e tem um papel fundamental na discussão sobre agrotóxicos. Hoje, é feita por estes três meios: aplicação costal, tratores e aviões. Cada um destes possui diferentes rendimentos e eficiências, atendendo diferentes demandas. O que aconteceria se nós não aplicássemos estes produtos? Com o nosso sistema econômico atual, os agricultores veriam sua produtividade cair, provavelmente os preços subiriam e, possivelmente, mais pessoas passariam fome ou, ao menos teriam menor acesso à alimentação, ainda que existam muitos dados indicando que pessoas não passam fome por falta de produção de comida. Do ponto de vista de um lado da cadeia: 1) os agrotóxicos existem para garantir a saúde das plantas; 2) A produção de alimento em larga escala ajudou no nosso desenvolvimento como sociedade; 3) o produtor rural está interessado em produzir mais alimentos sempre. Para contrapor, estudos mostram que o alimento que chega no nosso prato está cada dia mais contaminado com estes produtos químicos e que os riscos à saúde humana e ao futuro do nosso planeta são possivelmente irreversíveis. Se você é uma pessoa que se permite analisar os dois lados das coisas, parece mais difícil saber quem é vilão, quem é mocinho. Afinal, estamos todos no mesmo planeta e alinhar os interesses de todos parece uma tarefa bem difícil. Mas existe uma grande aposta para solucionar boa parte dos problemas com defensivos, que é a tecnologia. A pulverização agrícola com drone é muito diferente do que eu imaginei há quatro anos atrás. Naquela época, na minha concepção, acreditava que os aviões seriam substituídos por essas pequenas aeronaves, mas não. A pulverização com drone é peça fundamental dos novos modelos de atuação do agro.Na agricultura tradicional, o pragueiro detecta um problema na lavoura, a partir de uma amostragem muito baixa da plantação total e, ao identificar doenças ou infestações, é dado início ao processo de pulverização do local, seja por avião, trator ou costal. Atualmente, drones e softwares de monitoramento são capazes de fazer muito mais, identificando pragas e infestações a partir de fotos capturadas pelas aeronaves. E, com auxílio de inteligência artificial, é possível localizar com precisão o foco do problema, garantindo que o meio ambiente receba muito menos produto e o produtor rural tenha os custos com o agrotóxico reduzido.

Governo veta auxílio de R$ 600 a agricultores

Nesta segunda-feira (18), o portal AgroLink divulgou que, na última sexta-feira (15), o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez onze vetos ao Projeto de Lei 873/20. Aprovado no Congresso, o projeto ampliava a lista de beneficiários ao auxílio emergencial de R$ 600. Ficam excluídos agricultores familiares, pecadores e outras categorias como garçons, artistas, motoristas de aplicativo.  Desde o dia 24 de abril, milhares de agricultores e agricultoras familiares, que não estão inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal, mas que preenchem os requisitos da Lei 13.982/2020, aguardavam a sanção presidencial. O relator da matéria na Câmara, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), se disse assustado com os vetos, uma vez que a proposta foi negociada com lideranças governistas na Câmara. “Esse veto nos assusta muito porque havia uma concordância. E nos preocupa porque onde fica a segurança com o líder do governo? O líder não tem autonomia para tocar as demandas, para fazer os acordos? Como ficam os próximos acordos? É preocupante, sim”, destacou. A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) lamentou, em nota. “A Contag e a sociedade em geral entendem que a agricultura familiar é um serviço essencial, de produção de alimentos, e deveria ser tratado como um segmento estratégico a ser protegido neste momento de crise e de calamidade”, diz parte do comunicado. Para reverter o veto será preciso garantir a maioria absoluta dos votos nas duas casas, sendo necessário os votos de 247 deputados e 41 senadores, no mínimo.

Mercado brasileiro de agrotóxicos de milho movimentou US$ 312 milhões na safra 2019/20

Levantamento da empresa de pesquisa de mercado Spark, sediada em Valinhos (SP), aponta que o mercado de agrotóxicos para o milho verão, plantado numa área de 3,5 milhões de hectares no Brasil, movimentou US$ 312 milhões na safra 2019/20, 8% mais que no ciclo anterior, destacou o Valor Econômico na última sexta-feira (15). Desse montante, os inseticidas registraram participação de 20% ou US$ 63 milhões, enquanto os produtos específicos para pragas sugadoras responderam por 48% da categoria (US$ 30 milhões). Lucas Alves, coordenador de projetos da Spark, afirma que os insetos sugadores são uma das principais preocupações do produtor de milho verão e que quase todas as regiões produtoras do grão tiveram problemas ocasionados por essas pragas na safra 2019/20. A consultoria considera relevante ainda a evolução de 4%, em área, no plantio da tecnologia de semente transgênica Bt+RR, com resistência a lagartas de relevância para a cultura e tolerante ao glifosato. Cultivares com a tecnologia cobriram 78% das áreas de milho verão do país, equivalentes a 2,647 milhões de hectares, e responderam por 74% das vendas de defensivos, US$ 232 milhões. Na safra 2018/19, segundo a empresa, as mesmas cultivares ocuparam, proporcionalmente à área plantada então, 71% das lavouras, movimentando US$ 191 milhões.

Fundo Garantidor Solidário e simplificação dos títulos de crédito do agronegócio

Conforme artigo de Marcelo Cosac, Luis Bellini e Laura Martins, publicado neste domingo (17) no portal Jota, a Lei nº 13.986/2020, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de abril de 2020, consolidou a conhecida MP do Agro (Medida Provisória nº 897/19), além de trazer diversas inovações e ajustes em relação ao texto originalmente proposto na medida provisória. Este conjunto de medidas representa um verdadeiro marco regulatório no setor do agronegócio e surgiu em um momento de extrema importância para a economia brasileira, tendo em vista que visa melhorar a tomada de crédito e o financiamento à cadeia produtiva do setor. Sob a ótica do mercado de capitais, a lei trouxe inovações que merecem destaque: (i) a possibilidade de existência de títulos do agronegócio escriturais; e (ii) a utilização das formas previstas em legislação específica sobre assinatura em documentos eletrônicos, como senha eletrônica, biometria e código de autenticação emitido por dispositivo pessoal e intransferível, inclusive para fins de validade, eficácia e executividade dos títulos formalizados por estes meios. São novidades relevantes para o processo de formalização dos títulos não apenas por garantir a segurança jurídica, mas também por tornar o procedimento de formalização destes títulos mais célere. A possibilidade de emissão de títulos escriturais, que deverá ser regulamentada, dar-se-á por meio de sistema eletrônico de escrituração dos títulos de crédito autorizado a funcionar pelo Banco Central do Brasil, e deverá fazer constar os requisitos essenciais do título, o endosso e a cadeia de endossos, se houver, os aditamentos, as ratificações ou retificações, se houver, e a inclusão de notificações, de cláusulas contratuais e de outras informações. Ademais, gravames e ônus também deverão ser informados no sistema eletrônico. Em um país tão diverso e de dimensões continentais como o Brasil, essas mudanças são de uma importância sem precedentes e surgiram num momento crucial da economia, uma vez que têm o objetivo de facilitar a todos os participantes do agronegócio a formalização de suas operações financeiras de forma mais simples e efetiva, o que, pelo menos na teoria, pode impactar de forma bastante positiva a concessão de crédito no principal setor de nossa economia em todos os cantos do Brasil. Além da possibilidade de escrituração e de fazer uso da assinatura eletrônica, que já eram previstas na medida provisória, outra inovação importante trazida pela nova lei foi a criação do Fundo Garantidor Solidário (FGS), que na medida provisória era denominado de Fundo de Aval Fraterno. Esse é um pleito antigo dos produtores rurais, principalmente para viabilizar a renegociação de dívidas com a outorga de garantias adicionais, tornando esse processo mais atrativo aos credores e menos custoso para os produtores. O FGS não teve a sua natureza jurídica claramente definida na Lei 13.986/2020, mas pelas características trazidas por referida lei, podemos identificar alguns pontos importantes. O primeiro deles é que o FGS, apesar de conter a expressão “fundo” em seu nome, não é um fundo de investimento tradicional regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários. Ademais, tendo em vista a ausência de características empresariais no FGS, este não se enquadra nas diversas formas de sociedades empresárias e semelhantes consideradas em nosso ordenamento. Desta forma, podemos depreender que este se aproxima mais da natureza jurídica de uma associação e, portanto, em teoria poderiam ser aplicáveis ao FGS os preceitos legais constantes nos artigos 53 e seguintes do Código Civil.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – China recomenda estoques maiores de alimentos por medo de surto de coronavírus no Brasil

Folha de S.Paulo – Plano Safra 2021 vai prever queda na taxa de juros na proporção da Selic

Folha de S.Paulo – Petroleiros dizem que Petrobras subnotifica e omite mortes por coronavírus em refinarias

O Estado de S.Paulo – Votorantim reforça presença no setor agro

O Estado de S.Paulo – Cana perde espaço na lavoura para soja e milho

O Estado de S.Paulo – Agro forte em tempos de crise

O Estado de S.Paulo – Agrotóxicos, drones e inteligência artificial: como esta combinação pode mudar nosso futuro?

O Estado de S.Paulo – China teme falta de soja no país por causa do aumento da covid-19 no Brasil

O Estado de S.Paulo – Vírus invade zona rural, base eleitoral de Trump, e afeta produção de comida

Jota – Fundo Garantidor Solidário e simplificação dos títulos de crédito do agronegócio

G1 – MT registra aumento de 2,6 milhões de toneladas na produção agrícola em relação à última safra

Valor Econômico – Brasil pode ficar no fim da fila para receber vacina contra covid-19

Valor Econômico – Caso Atvos traz suposto conflito no BNDES à tona

Valor Econômico – Produção agroindustrial caiu 5,6% em março, diz FGV

Valor Econômico – Disputa por controle determinará votação de plano

Valor Econômico – Credores da Renuka aprovam novo plano que prevê venda da Usina Revati

Valor Econômico – Commodities: Aumento de estoques e clima europeu pressionam trigo em Chicago

Valor Econômico – Commodities: Petróleo dá suporte aos preços do algodão em NY

Valor Econômico – Alta do dólar estimula plantio de soja, diz Terra Santa

Valor Econômico – Mercado brasileiro de agrotóxicos de milho movimentou US$ 312 milhões na safra 2019/20

CNA – CNA propõe ações para minimizar impactos do coronavírus na economia

CNA – CNA esclarece propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

CNA – Estação de monta: produtor precisa tomar algumas medidas para obter melhores resultados

Mapa – Governo do presidente Jair Bolsonaro completa 500 dias nesta sexta-feira (15)

Embrapa – Embrapa lança material com dicas de prevenção à Covid-19 para produtores do Sul do Brasil

Embrapa – Prosa Rural – Produtos alimentícios saudáveis produzidos com pinhão

Embrapa – Artigo – A importância da pesquisa científica para a agricultura

AgroLink – Dólar cai mais de 1% ante real acompanhando apetite por risco no exterior

AgroLink – Publicado zoneamento do arroz e algodão

AgroLink – Votorantim Cimentos apresenta nova marca da sua unidade de negócios de insumos agrícolas

AgroLink – Expocafé cancela atividades presenciais

AgroLink – Case IH lança plantadeiras e pulverizador

AgroLink – Clima seco dificulta a colheita da mandioca

AgroLink – Irregulidade das chuvas limita potencial produtivo das lavouras

AgroLink – Bicudo: a melhor forma de controle

AgroLink – Biológico combate vetor do greening

AgroLink – CNA propõe ações para minimizar impactos do coronavírus na economia

AgroLink – Governo veta auxílio de R$ 600 a agricultores

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »