Agropecuária desacelera, mas participação no total do PIB aumenta

//Agropecuária desacelera, mas participação no total do PIB aumenta
A agropecuária adicionou R$ 120 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) neste primeiro trimestre. O valor representou 6,6% do total de R$ 1,8 trilhão e é o maior valor nominal trimestral até agora, informou a Folha de S.Paulo na última sexta-feira (29). A participação do valor adicionado da agropecuária no PIB total, que era de 5,3% no primeiro trimestre de 2019, subiu para 6,6% neste ano. Com isso, o setor teve uma evolução de 1,9% nos três primeiros meses, quando comparado o desempenho atual com o de igual período de 2019. A agropecuária continua dando suporte ao PIB nacional, mas as taxas já são em ritmo menor. No primeiro trimestre deste ano, a evolução foi de 0,6%, em relação ao quarto trimestre de 2019, quando a agropecuária tinha recuado 0,4%. O setor agrícola, contudo, é o único que mantém evolução positiva em todas as comparações feitas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos últimos quatro trimestres, o setor teve evolução positiva de 1,6%, em relação aos quatro anteriores. Embora o PIB da agropecuária apresente taxa positiva, o setor não está imune aos efeitos da pandemia provocada pela Covid-19. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) previa, em março, uma taxa de crescimento de 3,8% para a agropecuária em 2020. Agora, dependendo da intensidade do estresse econômico, a evolução será de apenas 1,3%. Sem um grande estresse, a evolução do PIB agropecuário poderá atingir 2,5%, avalia o instituto. A evolução da taxa no primeiro trimestre ocorre devido ao bom desempenho de algumas safras típicas do período. Após uma queda de produção para 113 milhões de toneladas em 2019, a soja deverá chegar a 123 milhões neste ano. Além de área maior, houve um aumento de produtividade. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a alta da produtividade será de 2%. Uma outra surpresa neste primeiro trimestre foi a evolução da colheita de arroz. Em queda nos últimos anos, devido à baixa remuneração recebida pelos produtores, a colheita desse cereal deverá ficar próxima de 11 milhões de toneladas, com aumento de 4%. O lado negativo deste início de ano são a queda de produção na pecuária e a redução na produtividade do milho. Os abates de boi caíram 9,2% no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado. Houve uma oferta menor de bois devido ao abate de fêmeas nos anos anteriores. Já a suinocultura e a avicultura mandaram mais animais para os frigoríficos. A safra recorde de grãos neste ano auxilia na evolução do PIB. A pecuária, no entanto, embora esteja havendo uma boa demanda externa, vai sofrer com a queda de demanda interna nos próximos trimestres.

Na crise, agronegócio conquista novos mercados e bate recordes de exportação

No cenário de terra arrasada na economia brasileira por causa do novo coronavírus, o agronegócio avança, destacou o jornal O Globo neste domingo (31). Com crescimento esperado de até 3% neste ano — contra uma retração da economia que pode chegar a 7% em algumas previsões —, a agropecuária aproveita vantagens criadas pela pandemia no mercado internacional. Posicionado como “fornecedor fiel” de alimentos, o Brasil conquistou novos mercados lá fora em pleno abalo global. E bate recorde em exportações agrícolas, turbinadas pela alta do dólar provocada pelas crises sanitária, econômica e política. Ao mesmo tempo, apesar das restrições de mobilidade, os produtores conseguiram manter o abastecimento interno num momento em que os brasileiros priorizaram a compra de alimentos. Segundo o Ministério da Agricultura, 21 novos mercados foram abertos a produtos agropecuários brasileiros desde março, quando a pandemia se instalou no mundo. Os acordos envolvem suínos, aves, carnes e lácteos em onze países: Argentina, Colômbia, Peru, EUA, Irã, Taiwan, Tailândia, Emirados Árabes, Egito, Marrocos e Austrália. “A agricultura pós-pandemia será bem diferente para cada produtor global. Brasil e Argentina sairão mais fortes, com o Brasil na ponta, enquanto os EUA devem ficar para trás. O Brasil continuará um dos mais competitivos, com forte demanda vinda da Ásia, clima bom, moeda desvalorizada, alto investimento em tecnologia e boas práticas”, observa Tarso Veloso, gerente da consultoria AgResource, em Chicago (EUA), onde são negociadas boa parte das commodites agrícolas. Impressionou muito o fato de o Brasil não ter fechado estradas nem portos e ter conseguido embarcar volumes recordes em plena pandemia. Na semana passada, o Ipea estimou crescimento de 2,5% do PIB agropecuário este ano. Dados compilados pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que as vendas de agricultores e pecuaristas a outros países registraram alta de 5,9% nos primeiros quatro meses deste ano, com vendas totais de US$ 31,4 bilhões. Um ganho de US$ 1,75 bilhão na comparação com o mesmo período de 2019. “Não deixamos de atender a nenhum parceiro tradicional, não desabastecemos o consumidor interno, e ainda conquistamos novos mercados”, diz Orlando Leite Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. “Foi uma postura diferente da adotada pela Rússia, por exemplo, importante player no mercado de trigo. Simplesmente suspendeu as exportações, alterando todo o setor”. Com base nos resultados do início do ano, a CNA espera que o agronegócio cresça entre 2% e 3% este ano. Com isso, a participação do agronegócio no PIB deve subir de 21,4% em 2019 para 23,6% em 2020. No primeiro trimestre do ano, impulsionado pela safra recorde de soja, o PIB da agropecuária avançou 0,6% em relação ao último trimestre de 2019, enquanto toda a economia do país encolheu 1,5%, informou o IBGE na última sexta-feira (29). Na comparação com o mesmo período de 2019, o setor rural foi o único com alta na produção: 1,9%. “Acreditamos que o agronegócio vá crescer em 2020, ao contrário de outros setores. Para o ano que vem, está mais difícil fazer previsões, pois dependemos de uma série de fatores, como a descoberta de uma vacina para o coronavírus e o próprio comportamento do câmbio”, afirma Renato Conchon, coordenador do núcleo econômico da CNA.

China suspende importação de produtos agrícolas dos EUA, entre eles a soja

Nesta segunda-feira (1), o jornal O Globo divulgou que, autoridades do governo chinês ordenaram que as principais empresas agrícolas estatais interrompessem a compra de alguns produtos agrícolas americanos, incluindo a soja, enquanto Pequim avalia a escalada das tensões com os Estados Unidos sobre Hong Kong, segundo fontes a par da situação. Entre as tradings estatais que receberam a ordem de suspender as compras estão a Cofco e a Sinograin, de acordo com uma fonte que pediu para não ser identificada. As duas empresas são as principais importadoras de produtos agrícolas da China. Os compradores chineses também cancelaram um número não especificado de encomendas de carne suína dos EUA, segundo uma das fontes. Ao contrário das estatais, empresas privadas não receberam a orientação de suspender as importações, de acordo com uma das pessoas. A suspensão é mais um sinal de que o difícil acordo comercial de primeira fase entre as duas maiores economias do mundo está em risco. Embora no mês passado o primeiro-ministro chinês Li Keqiang tenha reiterado a promessa de implementar o acordo assinado em janeiro, as tensões continuaram a aumentar desde então, em meio ao impasse sobre a decisão do governo de Pequim de aumentar seu domínio sobre Hong Kong. Na sexta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, disparou uma série de críticas contra o governo de Pequim após o anúncio da nova legislação de segurança nacional em Hong Kong e disse que irá revogar o status especial do território. Críticos dizem que a medida deve reprimir a dissidência e enfraquecer o princípio de “um país, dois sistemas”, que tem garantido a autonomia de Hong Kong desde 1997, quando os britânicos cederam o controle. COfco e Sinograin haviam feito cotações de 20 a 30 cargas de soja dos EUA na sexta-feira (29). No entanto, seguraram as compras depois que Trump indicou que puniria autoridades chinesas, disse uma das pessoas. O governo de Pequim espera para ver os passos de Trump antes de decidir a próxima medida, disse uma das pessoas. Nenhum representante do Ministério do Comércio respondeu a um fax com pedido de comentários. Funcionários da Sinograin e Cofco também não responderam às ligações. A China concordou em comprar produtos agrícolas dos EUA no valor de US$ 36,5 bilhões para 2020, como parte do acordo comercial de primeira fase assinado em janeiro. No entanto, o surto de coronavírus interferiu nos planos. A China conseguiu importar apenas US$ 3,35 bilhões em produtos agrícolas americanos nos primeiros três meses do ano, o menor volume para o período desde 2007, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA. Ainda assim, quando a China começou a reabrir gradualmente a economia depois do confinamento para controlar o surto de coronavírus, aumentou o ritmo de importações, incluindo uma carga de mais de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA em apenas duas semanas em maio, e raras compras de óleo de soja e etanol. Mas as tensões entre EUA e China começaram a aumentar. Trump culpa o país asiático de falta de transparência sobre a escala e o risco do surto de coronavírus. A escalada se refletiu nos mercados de commodities, e a China optou por comprar soja brasileira em vez do grão dos EUA.

Bom desempenho do setor agrícola deve impulsionar venda de seguros para o segmento

O mundo vem atravessando uma das piores crises econômicas dos últimos tempos devido à pandemia causada pela COVID-19, mas na contramão desta crise o segmento agrícola brasileiro está vivenciando  a possibilidade de uma safra recorde, com estimativa de atingir 245,2 milhões de toneladas, ou seja, 3,7 milhões de toneladas a mais do que apresentado no ano de 2019. Segundo publicou o portal AgroLink nesta segunda-feira (1), a boa notícia do setor afeta positivamente o mercado de seguros e as corretoras e seguradoras já estão se preparando para essa demanda. Com a maior produtividade do setor, o segmento de seguros para a atividade agrícola tende a acompanhar este movimento com o aumento do valor de mercadorias seguradas e da maior exposição de risco na atividade. “Os seguros existentes no mercado para mitigação dos riscos do segmento agrícola são as melhores opções para proteger o capital empregado pelos produtores na lavoura e em especial para obtenção de linhas de crédito junto às instituições financeiras além do que também traz uma facilitação de obtenção de condições competitivas perante aos fornecedores de insumos e equipamentos”. Diz Enzo Ferracini, VP de Specialty da THB Brasil. Para o executivo, o mercado tem se movimentado neste sentido e atualmente existe um maior número de seguradoras comercializando seguros agrícolas e buscando desenvolver novos produtos e serviços para o segmento. O VP nota, também, que os produtores estão mais atentos às melhores práticas e políticas de gestão de riscos, com o objetivo de minimizar possíveis perdas decorrentes de sinistros. O seguro agrícola apresenta coberturas como incêndio, raio e explosão, excesso de chuva, seca, granizo, inundação, índice climático, excesso de vento, além de roubo de equipamentos e produtos, danos em equipamentos, danos no transporte de mercadorias, lucros cessantes e responsabilidade civil. Porém, é possível inserir coberturas adicionais dependendo da atividade do produtor e dos riscos do negócio. A THB tem sólida experiência no segmento e possui um portfólio agrícola expressivo, focando na contribuição de implementação de programas efetivos de Gestão de Risco junto aos clientes. Este ano, a corretora pretende se aproximar ainda mais das principais entidades do setor, estruturando parcerias e levando informação relevante sobre este tipo de seguro ao mercado.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Agropecuária desacelera, mas participação no total do PIB aumenta

Folha de S.Paulo – Ministra da Agricultura agora é chamada pelos europeus de ‘senhora desmatamento’

O Estado de S.Paulo – Sumitomo investe para ampliar vendas no País

O Estado de S.Paulo – Com receita recorde, agronegócio vai aumentar participação no PIB do País

O Estado de S.Paulo – ‘Não precisa passar as coisas de baciada. Pega mal pro agro’, diz liderança do agronegócio

O Estado de S.Paulo – Bolsa abre em queda e dólar mantém alta; Clima político influencia as negociações

O Globo – Na crise, agronegócio conquista novos mercados e bate recordes de exportação

O Globo – China suspende importação de produtos agrícolas dos EUA, entre eles a soja

O Globo – Radicalismo antiambiental estimula lobby contra o acordo Mercosul-UE

G1 – China teria pedido para que estatais suspendam compras de produtos agrícolas dos EUA, diz agência

G1 – Santa Isabel lança plataforma on-line gratuita de vendas de produtos agrícolas

CNA – CNA participa de reunião do Comitê de Crise do Leite

CNA – Faculdade CNA abre inscrições para pós-graduação em Direito e Economia de Sistemas Agroindustriais

CNA – Senar/PE oferece curso sobre Agronegócio 100% online durante a pandemia

Embrapa – Trigo: Momento de monitorar doenças no Cerrado

Valor Econômico – China pede para suspender compras de soja e carne suína dos EUA, diz agência

Valor Econômico – JDE Peet’s levanta US$ 2,5 bilhões no maior IPO da Europa

Valor Econômico – Cooxupé prevê receber 7 milhões de sacas de café na safra 2020/21

Valor Econômico – Commodities: Alheio às ameaças de Trump, preço do algodão sobe em NY

Valor Econômico – Commodities: Tensão entre EUA e China reduz preços de soja e milho

Valor Econômico – Safra recorde de soja sustentou crescimento do PIB agropecuário

Valor Econômico – Abrafrutas investe em estratégia de abertura de novos mercados

Valor Econômico – BrasilAgro vende parte de fazenda em Mato Grosso por R$ 11 milhões

AgroLink – Argentinos mesclam variedades de trigo para ganhar qualidade

AgroLink – Geração de empregos no agronegócio se mantém estável, diz especialista

AgroLink – Extensionistas recebem capacitação sobre Cultivo de Kiwizeiro

AgroLink – Estatais chinesas são guiadas a não comprar soja dos EUA

AgroLink – Yara anuncia nova estrutura global

AgroLink – KWS Sementes dará início a uma série de eventos de campo (Agroservice) 100% digital

AgroLink – Bom desempenho do setor agrícola deve impulsionar venda de seguros para o segmento

AgroLink – Primeiro tratamento de semente industrial à base de fungo do País

AgroLink – Desvalorização do dólar enfraqueceu os preços da soja

AgroLink – Movimento Colmeia Viva interage com agricultores

AgroLink – Alysson Paolinelli assumirá a Cátedra Luiz de Queiroz

AgroLink – CNA promove debate sobre digitalização do crédito rural

AgroLink – Como recuperar solo salinizado

AgroLink – Agro brasileiro vai a Israel por novas tecnologias

AgroLink – Lagarta-do-cartucho testa redução de pesticidas chinesa

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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