Agricultura de precisão eleva ganho do produtor

//Agricultura de precisão eleva ganho do produtor

 

Tecnologias turbinadas por inteligência artificial (IA) estão aumentando a produtividade do agronegócio brasileiro, único setor da economia a gerar empregos no primeiro semestre, destacou o Valor Econômico nesta segunda-feira (30). As soluções digitais se viabilizaram graças aos sensores baratos, à computação em nuvem e ao smartphone, que é utilizado por 97,9% dos moradores da área rural para acessar a internet, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outro estímulo à agricultura de precisão é o modelo de negócio Software como Serviço (SaaS na sigla em inglês), no qual o usuário “aluga” o processamento dos computadores. Em Campinas (SP), o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) trabalha há dois anos com um projeto de plataforma aberta de IA para o agronegócio. A ideia é fornecer elementos que facilitem o desenvolvimento de aplicações por outras empresas. Uma das parceiras da fundação é a BemAgro, de Ribeirão Preto (SP). A empresa desenvolveu uma solução de IA que automatiza a geração de informações para alimentar o piloto automático na colheita mecanizada, além de detectar falhas de plantio. Em São Carlos (SP), a Embrapa Instrumentação desenvolveu o sistema Libs, que usa raios laser e IA para analisar amostras do solo. A tecnologia é a mesma presente no robô da Nasa em Marte. Uma spin-off do projeto, a Agrorobótica, fez parceria com a Bayer em um projeto inédito para desenvolver uma metodologia de medir o sequestro de carbono na agricultura.

Brasil amplia liderança no ranking mundial de superávits agrícola

O Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agropecuários do mundo, apesar do persistente protecionismo e de crescentes barreiras sanitárias e fitossanitárias no comércio global de alimentos, informou o Valor Econômico neste domingo (29). É o que confirma um levantamento recém-concluído pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que reforça as perspectivas de que essa tendência, que se tornou mais aguda a partir do ano 2000, ainda deverá se aprofundar. O secretariado da OMC preparou o estudo para o aniversário dos 25 anos do acordo agrícola costurado pela entidade, e o Brasil é, certamente, um de seus pontos de destaque. Se já era o maior exportador mundial de commodities como açúcar, café e suco de laranja em 1995, nas décadas seguintes o país assumiu a liderança também nos embarques de soja, o produto agrícola mais comercializado no mercado internacional, e se firmou como um dos maiores do planeta também em milho, algodão e carnes. Entre 1995 e 2019, as exportações globais de produtos agrícolas mais que triplicaram, de US$ 286 bilhões para US$ 1,051 trilhão. E os principais concorrentes brasileiros perderam fatias de mercado, enquanto as participações do país aumentaram. A América do Norte, que dominava quase 30% das exportações agrícolas mundiais em 1995, viu o percentual recuar para 22% em 2019. Os Estados Unidos, que eram os maiores exportadores mundiais, com 22,2% do total em 1995, caíram para o segundo lugar, com participação de 13,8%. No ranking das exportações, a liderança passou a ser da União Europeia (16,1%), mas graças à colaboração dos 28 países do bloco, e o Brasil, assumiu de vez o terceiro lugar (7,8%). Com a arrancada brasileira e o avanço de países como a Argentina, a participação das Américas do Sul e Central nas exportações agrícolas totais aumentou de 14,5% para 17,6% de 1995 a 2019.

Índia pode ganhar espaço no mercado de agrotóxicos 

Nesta segunda-feira (30) o Valor Econômico informou que a terceira principal origem dos ingredientes ativos e produtos formulados importados usados pelas empresas de agrotóxicos no Brasil, a Índia pode ganhar mercado em meio aos esforços de Nova Déli para banir o uso de alguns produtos no país e à estratégia da indústria brasileira de diversificar seus fornecedores. Segundo dados do Sistema de Controle de Registros de Importação (Siscori) da Receita Federal, no total as compras desses insumos no exterior somaram US$ 7,4 bilhões em 2019, ante faturamento gerado pelas vendas domésticas de defensivos agrícolas estimadas em US$ 13,7 bilhões pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). A China respondeu por 24,1% do total, os EUA por 17% e a Índia, por 10,8%. Mas o banimento de agrotóxicos em território indiano, a exemplo do que acontece há anos na Europa, poderá diminuir a diferença da terceira colocada no ranking para a líder. Após proibir o uso de 12 produtos em 2018 e programar para o fim deste ano o veto a outros seis, o Ministério da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia publicou, em maio, um pedido para a revisão de mais 27 registros, sob a justificativa de que envolvem risco para o ser humano e para espécies da fauna, como abelhas e peixes. Entre eles estão alguns dos agrotóxicos mais vendidos no Brasil, segundo o Ibama, como 2,4 D, acefato e atrazina. As principais razões apontadas pelo governo da Índia para proibir o 2,4 D, por exemplo, são a presença de dioxina que, “por ser cancerígena, deve ser monitorada”; dados incompletos submetidos para uso na cana, milho e batata; e a aparição em listas de análise de risco na União Europeia e nos Estados Unidos para sistemas hormonais humanos. No Brasil, o 2,4 D está em reavaliação desde 2006 por causa de seu alto potencial tóxico e, por problemas de deriva, seu uso chegou a ser suspenso no Rio Grande do Sul no fim do ano passado. O agricultor brasileiro, contudo, o considera uma ferramenta importante no manejo de ervas daninhas resistentes. Sobre o acefato e a atrazina, o governo indiano informa que pesou também sobre sua decisão a proibição dos produtos em 32 e 37 países, respectivamente, e o veto da UE para ambos.

Agrotóxicos liberados pelo governo nesta sexta têm substâncias proibidas na Europa

Com a aprovação de mais 42 agrotóxicos publicada na última sexta-feira (27) no Diário Oficial, o número de defensivos agrícolas liberados pelo Ministério da Agricultura em 2020 chegou a 405. Somados aos 474 registrados em 2019, o total é de 879 apenas no governo do presidente Jair Bolsonaro. Muitos dos liberados nesta última leva contêm substâncias que são proibidas na Europa. Analisando a lista, o que se nota é que a maioria das substâncias está no mercado há bastante tempo. Não existem produtos baseados em compostos químicos novos. “São moléculas obsoletas”, diz Karen Friedrich, do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e pesquisadora da Fiocruz, em entrevista ao jornal O Globo. — Inclusive, muitas pragas estão desenvolvendo resistência a elas, o que leva o agricultor a utilizar os produtos em maior quantidade, aumentando os riscos. Como essas substâncias estão disponíveis há muitos anos, pesquisas foram feitas sobre seu efeito de longo prazo, tanto sobre a saúde humana como seu o impacto no meio ambiente. Há estudos relacionando a malationa e o clorotalonil ao câncer, enquanto a atrazina causa distúrbios hormonais graves. O clorotalonil, o profenofós e o diquat — que é da mesma família do paraquat, proibido recentemente no Brasil — não têm comercialização e uso permitidos na Europa. Essas são algumas das moléculas contidas em produtos aprovados pelo governo.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Frente parlamentar debate ações para fortalecer assistência rural

Governo Federal – Registro de defensivos agrícolas de controle biológico bate recorde em 2020

Governo Federal – Produtos agropecuários respondem por 21% da movimentação dos portos brasileiros

O Estado de S.Paulo – Agronegócio do Brasil atrai startup argentina Sima

O Estado de S.Paulo – Uma conduta que afronta as regras ambientais

O Globo – Agrotóxicos liberados pelo governo nesta sexta têm substâncias proibidas na Europa

G1 – Saiba como cuidar do pós colheita de hortaliças

G1 – Seca prejudica produção de café no Sul de MG e agricultores calculam perdas em 2021

G1 – Colheita de pêssego começa no RS com expectativa de crescimento

G1 – Safra da cana termina em SP com expansão na produção de açúcar

G1 – Incêndios florestais diminuem a produção de pequi em Goiás

G1 – Produtores de abacaxi começam a colheita da safra

Valor Econômico – Brasil amplia liderança no ranking mundial de superávits agrícolas

Valor Econômico – Porto de Paranaguá recebe 30,5 mil toneladas de soja dos EUA

Valor Econômico – Proposta da SLC para assumir operações da Terra Santa faz ações de ambas dispararem

Valor Econômico – Índia pode ganhar espaço no mercado de agrotóxicos

Valor Econômico – BBM e AgroSeguros lançam a plataforma BolsaAgro Seguros Agrícolas

Valor Econômico – Disparam as ações de SLC e Terra Santa

Valor Econômico – CMN define cronograma para registro obrigatório de CPRs

Valor Econômico – Agricultura de precisão eleva ganho do produtor

Mapa – Mapa lança livro Uma Jornada pelos Contrastes do Brasil: Cem anos do Censo Agropecuário

Mapa – Mapa reforça condutas éticas com programa de integridade

CNA – Lideranças rurais paraibanas debatem desafios do setor no Estado

CNA – Comissão de Café da CNA discute liberação de crédito para recuperação de cafezais e avanços na NR 31

CNA – Monitor do Seguro Rural avalia produtos para florestas

AgroLink – Farelo de soja terá novas regras para exportação

AgroLink – Entidade quer que SP revise ICMS para insumos

AgroLink – Universidade registra cultivar de arroz vermelho melhorado

AgroLink – Preço do Imidacloprido deve seguir em menor patamar

AgroLink – Etanol: anidro e hidratado fecham em baixa

AgroLink – SC deve ter melhora de chuvas em dezembro

AgroLink – Preços do açúcar fecham mistos nos mercados internacionais

AgroLink – Entidades gaúchas defendem mudanças na lei de agroquímicos

AgroLink – Milho sobe no mercado internacional

AgroLink – Tecnologias israelenses chegam para Amazônia

AgroLink – China concentra demanda no Brasil

AgroLink – Soja segue recuando no RS

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