Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publica nova versão do Guia do Operador Aeroagrícola

//Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publica nova versão do Guia do Operador Aeroagrícola
De acordo com publicação, desta segunda-feira (25), do portal PHB Airline News, a Agência Nacional de Aviação Civil publicou uma versão atualizada do Guia do Operador Aeroagrícola. Trata-se de uma publicação destinada a usuários regidos pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 137, produzida com base nos principais questionamentos recebidos dos regulados e com o objetivo de trazer orientações técnicas para auxiliar essas empresas em suas atividades cotidianas.​ Essa nova revisão tem como destaque a publicação do RBAC 91 (Requisitos gerais de operação para aeronaves civis) que entrará em vigor no próximo dia 1º de junho em substituição ao Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA) 91. O documento apresenta também diversas orientações derivadas das dúvidas mais comuns recebidas pela ANAC relacionadas à manutenção. Entre as principais questões abordadas, há questionamento sobre se uma organização de manutenção poder fabricar peças para aeronaves, orientação sobre o preenchimento do diário de bordo de acordo com o RBAC 137, procedimento para que operadores aeroagrícolas solicitem o credenciamento de examinadores e esclarecimento sobre a instalação de dispersores em aeronaves. A edição está disponível no endereço eletrônico https://www.anac.gov.br/publicacoes/publicacoes-arquivos/goa-1.pdf.

Seminário virtual discute uso de drone no mapeamento de palmeiras

Identificar espécies florestais em campo é uma atividade que exige tempo e esforço físico, principalmente na Amazônia. Com o uso de drones é possível localizar essas espécies em larga escala, de maneira aérea, destacou o portal da Embrapa nesta terça-feira (26). Esse foi o tema do seminário online promovido pela Embrapa Acre, com o objetivo de apresentar e debater aplicações, desafios e soluções envolvendo o uso de drone com foco no mapeamento de palmeiras.  Iniciado no dia 14 de maio, com transmissão ao vivo para 90 participantes, o evento virtual terá duração de duas semanas por meio da plataforma online de capacitações da Embrapa. Segundo o analista Daniel Papa, responsável pela organização do seminário e mediador do debate, mapear os recursos florestais disponíveis em uma área é o primeiro passo para definir estratégias de manejo de espécies de interesse. “O inventário florestal em campo é uma atividade cara, em função da grande demanda por mão de obra e por ser um processo demorado e árduo. O uso de drone pode facilitar o trabalho tanto no manejo madeireiro como no extrativismo, uma vez que a ferramenta permite visualizar as espécies que atingem o dossel da floresta e as informações coletadas ajudam a estimar a população de espécies  de forma mais ágil e com redução de custos”, explica. O analista da Embrapa Acre destaca, ainda, que a quantificação do número de palmeiras é fundamental para o planejamento da safra pelas comunidades extrativistas e pode contribuir para a definição de técnicas de manejo e adoção de métodos para aumentar a produção. “Com o tempo, caso esse mapeamento seja aperfeiçoado com dados de campo ao longo de algumas safras, será possível o extrativista estimar a produção e utilizar essa informação como garantia para obtenção de crédito rural”, avalia. As palmeiras são espécies florestais largamente exploradas na Amazônia, para obtenção de palmitos, fibras e óleos para fins comerciais. Uma das mais conhecidas é o açaí, cultura que proporciona trabalho e renda para milhares de famílias nos diferentes estados da região. O Brasil concentra 250 espécies de palmeiras de um total de duas mil identificadas ao redor do mundo. No Acre são registradas 78 espécies, das quais 28 alcançam o dossel da floresta, isto é, chegam até a copa das árvores e podem ser demarcadas com o auxílio de drones. Além do modo tradicional de identificação em campo, pela contagem individual das plantas, é possível conhecer a distribuição espacial em açaizais através da classificação e análise de imagens produzidas por equipamentos de sensoriamento remoto. Na opinião de Matheus Ferreira, professor do Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro (RJ) e palestrante do Seminário, além do baixo custo no mapeamento em larga escala, o uso de drones agrega outras vantagens como maior precisão na classificação do açaizeiro. Junto com outras tecnologias automatizadas, como o Modelo digital de exploração (Modeflora), os drones integram um novo conceito que vem modificando o trabalho em florestas tropicais, conhecido como “Manejo Florestal 4.0”, que preconiza a produção florestal baseada na automação, geração, geração, transmissão e tratamento de dados de forma precisa na atividade.

Agricultura lança plano de bioinsumos para reduzir dependência de importações

A agricultura brasileira dá o terceiro salto e passa a utilizar bases biológicas na atividade. Isso significa maior sustentabilidade no setor, menor custo de produção e maior renda para os produtores. Segundo a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (27), o Ministério da Agricultura lança o Programa Nacional de Bioinsumos. O país poderá aproveitar a grande biodiversidade que tem e reduzir a sua dependência em fertilizantes e outros insumos químicos, em grande parte importada. Cleber Soares, diretor de Inovação da Agricultura e há 19 anos pesquisador da Embrapa, diz que, após os saltos obtidos na revolução verde e no na diversificação da base produtiva nos anos anteriores, o mundo agrícola agora está migrando para a bioeconomia. A discussão não é recente, mas o tema agora ganha uma importância maior. Pela primeira vez, os bioinsumos estarão no Plano Safra do governo. Os produtores terão crédito para custeio dos insumos e investimentos para o desenvolvimento de biofábricas em suas propriedades, já a partir do Plano Safra que será divulgado no próximo mês. O bioinsumo é uma demanda que já vinha sendo exigida pela sociedade, que está à procura de produtos mais sustentáveis, e pelo produtor, que quer redução de custos na produção, afirma Soares. Um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo, o Brasil tem chances de ser também um dos propulsores dessa nova tecnologia. Para Amália Borsari, diretora-executiva de biológicos da Croplife, o Brasil tem um vasto campo para pesquisas e desenvolvimentos de produtos e soluções na área de defensivos biológicos, devido à sua biodiversidade. Ela destaca que o país tem uma grande área de agricultura tropical e está sujeito a uma infinidade de pragas. Por isso, o manejo é fundamental, e os defensivos biológicos são mais uma importante ferramenta nesse combate. Para Álvaro Salles, diretor do IMA (Instituto Mato-Grossense do Algodão), a bioprospecção é importante, e o país tem de avançar nesse sentido. O instituto atua em várias frentes e espera, entre cinco e dez anos, reduzir em 50% os gastos com químicos. O mercado já tem vários produtos biológicos à disposição para o combate de pragas e doenças em plantas, animais e processamento pós colheita. Mas as pesquisas avançam cada vez mais em inoculantes, promotores de crescimento, biofertilizantes, produtos para nutrição vegetal e animal e defensivos a partir de micro-organismos. O IMA tem uma biofábrica pronta para o estudo de bactérias em Primavera do Leste (MT), está finalizando uma de fungos em Campo Verde (MT) e inicia uma sobre vírus em Sorriso (MT). O Programa Nacional de Bioinsumos foi desenvolvido pela Agricultura devido às necessidades de inovação dos segmentos agrícola, aquícola, florestal e pecuário. Segundo Soares, é crescente a demanda por bioinsumos no Brasil. Pelo menos 10 milhões de hectares recebem produtos para o controle biológico de pragas e 40 milhões de hectares são cultivados com bactérias promotoras de crescimento de plantas. Os insumos biológicos trazem uma economia anual de R$ 165 milhões com a aplicação de produtos para controle biológico de pragas. Já a redução de custos com a fixação biológica de nitrogênio chega a US$ 13 bilhões (R$ 72 bilhões) na cultura da soja. O objetivo do programa na área vegetal é avançar em tecnologias com base biológica para eliminar pragas e doenças, além de elevar a oferta de biofertilizantes. No setor animal, o programa visa a saúde —como vacinas e fitoterápicos—, alimentação —como rações— e até melhoras na qualidade das águas, no caso de aquícola. Para o pós-colheita, a busca é de bioconservantes, insumos que preservem os alimentos na armazenagem e melhorem o processamento. Nesta quarta, a ministra Tereza Cristina dará as diretrizes gerais da abrangência do programa e estabelecerá a criação de um comitê estratégico. O ministério disponibilizará um site com as informações do programa, obras literárias sobre o assunto e o catálogo nacional de bioinsumos. Soares diz que o desenvolvimento dos bioinsumos será bom para a cadeia produtiva como um todo, distribuindo melhor o desenvolvimento regional, gerando renda e mitigando custos. Segundo a Croplife Brasil, o mercado de biodefensivos movimentou R$ 675 milhões no Brasil em 2019, com crescimento de 15% sobre 2018.

PIB da agropecuária crescerá até 2,5% em 2020, prevê Ipea

Mesmo com os problemas e incertezas provocados pela pandemia, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima crescimento de 2,5% do PIB agropecuário do país em 2020, considerando os levantamentos de safra do IBGE. Quando a análise leva em conta projeções da Conab, a perspectiva é de avanço de 2,3%, informou o Valor Econômico nesta terça-feira (26). Em abril, apenas a partir de previsões de safra do IBGE, o Ipea estimou alta de 2,4% no PIB do setor. “O resultado positivo é explicado principalmente pela alta no PIB da lavoura, que deve crescer 3,1%, utilizando as estimativas do IBGE, ou 2,9%, quando consideradas as estimativas da Conab”, diz a carta de conjuntura divulgada hoje pelo Ipea. A pecuária teve uma queda no primeiro trimestre do ano, pressionada por uma queda de 6,5% na produção de carne bovina – e apesar de uma alta de 7,5% no caso da carne suína -, mas também deve apresentar resultado positivo e crescer 1,5% em 2020, segundo o instituto. De janeiro a março, calcula o Ipea, o PIB do setor agropecuário como um todo cresceu entre 3,4% e 3,9%. A colheita recorde de soja e o bom desempenho das lavouras de arroz ajudaram a puxar o resultado positivo. O Ipea considerou, ainda, que em um cenário de maior estresse econômico provocado pela pandemia, o avanço do PIB da agropecuária em 2020 poderá ser limitado a 1,3%.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Agricultura lança plano de bioinsumos para reduzir dependência de importações

CNA – CNA e Febraban discutem medidas estruturantes para o agro

CNA – IBGE prevê crescimento de 10,6% na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas

Mapa – Aviso de Pauta – Lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos

Mapa – Operações de Proagro começam a ser fiscalizadas pela Conab na Região Sul

Embrapa – Arroz da Embrapa integra projeto voltado à agricultura familiar no MA

Embrapa – Página traz linha do tempo dos 45 anos da Embrapa Solos

Embrapa – Seminário virtual discute uso de drone no mapeamento de palmeiras

Valor Econômico – Agro Amazônia mantém seus planos de expansão

Valor Econômico – Por perdão de dívidas do Funrural, produtores rurais preparam marcha à Brasília

Valor Econômico – PIB da agropecuária crescerá até 2,5% em 2020, prevê Ipea

AgroLink – Dólar amplia perdas ante real com exterior otimista e menor risco político local

AgroLink – China amplia importações de soja junto ao Brasil em abril em 2,6%

AgroLink – Segunda safra de milho foi estimada em 71,7 milhões de toneladas

AgroLink – Primeira feira 100% digital inicia nesta quarta

AgroLink – Melancia graúda desvaloriza 31% em GO

AgroLink – Programa retoma atividades de logística reversa no Centro Serra gaúcho

AgroLink – Rally da Safra virtual vai avaliar lavouras de milho

AgroLink – O impacto da pandemia na manga

AgroLink – Página traz linha do tempo dos 45 anos da Embrapa Solos

Portal do Agronegócio – Corteva Agriscience promove webinar sobre Tecnologia de Aplicação

Canal Rural – Agricultoras se reinventam para poder vender produção durante o coronavírus

Canal Rural – Ministra negocia inclusão de agricultores familiares em auxílio emergencial

Canal Rural – Tereza Cristina: Fala de Salles em reunião foi sobre desburocratização

PHB Airline News – ATUALIZOU: ANAC publica nova versão do Guia do Operador Aeroagrícola

Mais Soja – Proposição de valores de capacidade operacional de campo para aeronaves agrícolas

Revista Globo Rural – Pilotos agrícolas são treinados para combater incêndios em lavouras do Centro-Oeste

Terra – Mesmo no pior cenário por covid-19, PIB agropecuário deve subir 1,3%, diz Ipea

Barra News – Agronegócio sustenta o crescimento das exportações durante crise global

Barra News – Covid-19 e o mercado de insumos agrícolas

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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