Abate de vacas prenhes é regulamentado pelo Mapa

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A portaria nº 365, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última sexta-feira (23), traz alguns avanços e, ao mesmo tempo, um grande retrocesso no que diz respeito ao bem-estar animal. De acordo com o portal AgroLink o documento aprova o Regulamento Técnico de Manejo Pré-abate e Abate Humanitário e os métodos de insensibilização autorizados pelo Mapa. O principal impacto negativo é a regulamentação do abate de vacas prenhes. De acordo com o artigo 7, que trata do manejo de fêmeas gestantes e das operações realizadas em fetos de fêmeas gestantes abatidas, a prática passa a ser liberada. Antes, não era permitido o abate no terço final da gestação. Agora, a normativa diz que deve ser evitado o transporte e o abate das fêmeas gestantes que se encontrem nos últimos dez por cento do período gestacional – o equivalente a menos de um mês para as vacas, que têm gestação de nove meses. “Com essa flexibilização, mais fêmeas gestantes e bezerros sofrerão com transporte e manejo. É um retrocesso no que diz respeito aos preceitos do bem-estar animal”, afirma o fiscal estadual agropecuário Richard Alves, diretor da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro). O servidor atua no setor de bem-estar animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). A fiscal estadual agropecuária Raquel Cannavô, que há cinco anos encampa a causa contra o abate de vacas prenhes, comenta que tanto os médicos veterinários quantos os servidores públicos têm o dever de zelar pelo bem-estar animal. “É inacreditável que o Ministério da Agricultura tenha publicado uma portaria regulamentando o abate de vacas em fase final de gestação. Isso não é aceitável, isso é crime de maus tratos”, alerta Raquel. Entre os pontos positivos da normativa para o bem-estar animal está a possibilidade da insensibilização (procedimento aplicado intencionalmente ao animal para promover um estado de inconsciência) já tirar a vida do animal, o que antes não era permitido. Esta nova regra torna o processo de abate mais seguro, pois evita a necessidade de mais uma etapa no abate. Também é um avanço a definição de que todo estabelecimento de abate deve designar um responsável pelo bem-estar animal em sua unidade industrial. A inclusão do transporte no pré-abate é outro ponto positivo – antes, a atenção ao bem-estar animal estava regulamentada apenas a partir do desembarque dos animais no frigorífico. A portaria nº 365 do Mapa vale para todos os estabelecimentos de abate do Brasil, independentemente se o frigorífico tiver inspeção federal, estadual e municipal. A regra pode mudar nos casos em que a legislação local for mais restritiva.

Indústria veterinária tem potencial de produzir 400 milhões de vacinas Covid-19 em 90 dias

Em vigor desde a última sexta-feira (16), a lei que autoriza o uso de parques farmacêuticos da indústria veterinária para a produção de vacinas Covid-19 foi debatida nesta segunda (26) durante reunião entre o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente da República, Jair Bolsonaro, o autor da lei, senador Wellington Fagundes, e o senador Nelson Trad. Segundo a Agência Saúde conforme dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), a iniciativa tem potencial para entregar até 400 milhões de doses de vacinas Covid-19 em 90 dias. “Poderemos produzir vacinas com outras plataformas diversas às que nós já produzimos aqui. Por exemplo, a AstraZeneca é a plataforma do vetor viral recombinante. Nós podemos, dentro desses parques, produzir vacinas por plataformas de proteínas, ou até mesmo de RNA. Isso diversifica e fortalece as nossas estratégias de enfrentamento à pandemia da Covid-19”, pontuou Queiroga. A nova lei estabelece uma série de critérios sanitários para que os parques tecnológicos da indústria farmacêutica veterinária possam produzir os imunizantes e o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) contra a Covid-19. Dentre as exigências estão elevado grau de biossegurança e a separação das linhas de produção da vacina animal e da humana. Esses locais deverão estar fisicamente distantes em todas as etapas de produção, incluindo o envasamento, etiquetagem, embalagem e armazenamento. Um dos principais objetivos da lei é ampliar a oferta de vacinas e aproveitar toda a estrutura dos parques industriais brasileiros para o enfrentamento à pandemia. A medida permitirá que o Brasil avance na vacinação da população e que cumpra o papel de liderança na América Latina, auxiliando países vizinhos a vencer o caráter pandêmico da doença. Uma comitiva do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) visitou as instalações, em maio, da fábrica Ourofino – uma das maiores produtoras de imunobiológicos para bovinos do país – e pôde presenciar in loco o alto potencial produtivo da fábrica. A empresa possui 180 mil m² e certificado de biossegurança nível 4. Essa é uma das unidades nacionais que pode passar a produzir as vacinas que protegem contra a Covid-19.

Lei que multa em até R$ 30 mil quem tatuar ou colocar piercing em animais entra em vigor em Juiz de Fora

Quem fizer tatuagem ou colocar piercing em animais pode ser multado em até R$ 30 mil em Juiz de Fora, a partir de agora, destacou o G1. No sábado (24), a medida foi sancionada em uma lei pela prefeita Margarida Salomão (PT). O projeto, de autoria do vereador Pardal (PSL), havia sido aprovado no fim de junho na Câmara Municipal e encaminhado para análise da Prefeitura. De acordo com o texto, a lei inclui no Estatuto de Defesa, Controle e Proteção dos Animais de Juiz de Fora, que a realização de tatuagens e colocação de piercings em animais, com fins estéticos, é caracterizado maus-tratos. Com a matéria em vigor, quem descumprir a mesma poderá pagar uma multa no valor de R$ 10 mil. Caso haja reincidência, a quantia chega a R$ 30 mil. Na justificativa da lei, o legislador informa que “o objetivo é impedir que esse tipo de coisa se intensifique, garantindo segurança jurídica para a aplicação de sanção àqueles que tatuarem ou permitirem que animais sob sua tutela sejam tatuados”, finalizou Pardal.

Rede popular inaugura CTI veterinário na Barra da Tijuca

A rede Apaixonados por Quatro Patas abriu na semana passada o CTI Veterinário Popular, no centro comercial Esplanada da Barra (Avenida das Américas 3.939). O grupo, com mais de 70 unidades no Rio e em São Paulo, comprou as instalações de uma clínica que já existia no local e promete oferecer serviços 24 horas a preços acessíveis, informou o jornal O Globo. O CTI tem sala para exames de imagem, laboratórios e estrutura para terapia intensiva e cirurgias. A consulta com o clínico geral custa R$ 44,90 de segunda a sábado até as 18h. Após esse horário, aos domingos e nos feriados, o valor é R$ 54,90. A internação sai por R$ 185 por dia. Já as consultas de especialidades como ortopedia, dermatologia, nefrologia e cardiologia custam de R$ 70 a R$ 90. Há serviços também como exames de sangue (R$ 58), ultrassonografia (R$ 115) e raio X (R$ 120). “Hoje, os animais de estimação são filhos de quatro patas, e oferecer atendimento eficiente com equipamentos específicos de CTI era primordial para a rede. Vamos dar acesso a tratamento a uma parte da população carioca que não tinha como arcar com esses gastos. Dessa forma, democratizamos o atendimento veterinário”, diz Andréa Guimarães, diretora de comunicação do grupo.

NA IMPRENSA

Agência Saúde – Indústria veterinária tem potencial de produzir 400 milhões de vacinas Covid-19 em 90 dias 
O Globo – Rede popular inaugura CTI veterinário na Barra da Tijuca  
G1 – Visitantes acompanham acasalamento de tubarões e transformam enseada em ponto turístico em Noronha 
G1 – Quer ajudar? Veja lista de abrigos e ONGs de animais que precisam de doações na Grande Fortaleza 
G1 – Famílias criam abrigos para acolher animais de rua no período de frio em Campina Grande 
G1 – Dono de açougue é autuado por abate ilegal de animais em sítio de Borborema 
G1 – Programa distribui uma tonelada de ração para entidades que cuidam de animais, em Cascavel 
G1 – Lei que multa em até R$ 30 mil quem tatuar ou colocar piercing em animais entra em vigor em Juiz de Fora
Valor Econômico – Cooperativa Capal começa a atuar na área de rações para peixes 
Valor Econômico – Elanco adquire KindredBio e reforça presença no mercado de pets 
Valor Econômico – Custo de produção de bovinos em MT subiu no segundo trimestre 
Valor Econômico – Boehringer amplia portfólio para manter expansão no mercado de pets 
Valor Econômico – Cooperativa Capal começa a atuar na área de rações para peixes 
CNA – Abatedouro Frigorífico de Viçosa vai gerar mais de 150 empregos 
SBA – Leilão Montana oferta 85 touros de alta avaliação genética em agosto no Canal do Boi 
SBA – Cotação do boi gordo registra valorização e bate R$ 317 por arroba 
SBA – Abate de bovinos apresenta alta de 4,70% em MT 
SBA – Ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai fala ao Canal do Boi sobre suas preocupações com “Acordo Verde” 
AgroLink – MS: lidera ranking de exportações de tilápia no 1º semestre de 2021 
AgroLink – Desempenho exportador das carnes nas quatro primeiras semanas de julho 
AgroLink – Carne de frango: exportações de julho podem chegar às 400 mil toneladas 
AgroLink – Abate de vacas prenhes é regulamentado pelo Mapa  
AgroLink – Avicultores recuperam negócio com ajuda do SENAR-PR 
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Anda – Papagaio vítima do tráfico de animais é resgatado em árvore após gritar ‘socorro’ 
Anda – Abrigos são construídos na rua para minimizar sofrimento de animais no inverno 
Anda – Sancionada lei que cria banco de ração para animais em situação de vulnerabilidade em SP 
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Anda – Governo do MS propõe ações para combater alta mortandade de animais em rodovias 
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