ANS formará grupo de trabalho até fevereiro para regular cartões de desconto
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dará início à regulação do mercado de cartões de desconto. O presidente da agência, Wadih Damous, afirmou na última segunda-feira (26/1), durante o evento Diálogos da Saúde, organizado pelo Jota, que vai instalar em até um mês um grupo de trabalho para discutir o tema, com a participação dos demais membros da Diretoria Colegiada. Na entrevista, Damous defendeu a importância de se ampliar o poder da agência para combater o aumento da judicialização no país. Também comentou o fim do ’sandbox regulatório’ para discutir planos de menor cobertura e afirmou a necessidade de regras mais duras para as operadoras que descumprem as normas da agência. A regulamentação dos cartões de desconto é reflexo de determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferida em novembro. Na ocasião, a Corte estabeleceu a competência da agência para fiscalização do produto. A primeira providência, disse Damous, será conhecer o universo das empresas que atuam neste mercado. A ideia é criar um registro provisório. Damous também condenou a postura de operadoras que negam procedimentos previstos no Rol de coberturas obrigatórias e afirmou ser necessário encontrar alternativas para que a ANS consiga combater essa falha. Para o presidente da ANS, a solução seria a criação de mecanismos mais precisos, que garantam o cumprimento das regras. Isso dispensaria, continuou, a necessidade de o beneficiário recorrer ao Judiciário. Uma possibilidade para ampliar os mecanismos de regulação da ANS seria reformar a Lei dos Planos de Saúde, redesenhando o papel da agência. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Anvisa autoriza cultivo e amplia uso medicinal da cannabis no Brasil
A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira, 28, resolução que autoriza, sob critérios restritos, o cultivo de cannabis medicinal no Brasil por empresas habilitadas, exclusivamente para a produção de medicamentos e outros produtos sujeitos à regulação sanitária, informou o portal Migalhas. Na mesma deliberação, a agência também ampliou as possibilidades de utilização de terapias à base de cannabis no país, mantendo o cultivo limitado a plantas com teor de THC de até 0,3%, conforme parâmetros definidos pelo Judiciário. Além do cultivo, a Anvisa também ampliou o uso de produtos à base de cannabis. A nova regulamentação autoriza a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação e permite o registro de medicamentos para novas vias de administração. Até então, apenas as vias oral e inalatória eram admitidas. Com a atualização, passam a ser permitidos o uso bucal, sublingual e dermatológico, com base em evidências científicas analisadas no processo de Análise de Impacto Regulatório. Outro ponto relevante foi a ampliação do perfil de pacientes aptos a utilizar medicamentos com concentração de THC superior a 0,2%. Antes restrita a pessoas em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais, a utilização desses produtos passa a alcançar também pacientes com doenças debilitantes graves. A nova norma ainda autoriza a importação da planta ou de extratos de cannabis para a fabricação de medicamentos no Brasil e permite a manipulação de produtos à base de cannabis mediante prescrição individualizada. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Obesidade cresce 118% no Brasil, segundo Ministério da Saúde
O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (28), informou a CNN Brasil. No mesmo período, também houve crescimento significativo de outras condições crônicas, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%). A pesquisa apresenta um retrato da população brasileira sobre fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, com hábitos alimentares e prática de atividades físicas. Os dados da Vigitel apontam, ainda, para mudanças nos padrões de exercício físico. A prática de atividade física de deslocamento caiu de 17%, em 2009, para 11,3% em 2024. Isso significa que as pessoas estão se deslocando menos a pé e usando mais transporte público e/ou privado. Por outro lado, a proporção de adultos que realizam atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. Os padrões de alimentação também sofreram mudanças. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população. Com o cenário apresentado pelos resultados do estudo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (28) a estratégia Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Venda online de medicamentos se consolida no Brasil
As vendas de medicamentos pelos canais digitais têm se consolidado cada vez mais, destacou matéria da Folha de S. Paulo. De dezembro de 2024 a novembro de 2025, o faturamento das farmácias no ambiente digital aumentou 54,8% na comparação com o mesmo período anterior, segundo levantamento da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias) com 29 redes associadas. Pela primeira vez, o comércio via sites e aplicativos movimentou cifra superior a R$ 20 bilhões em 12 meses, segundo o estudo, auditado pela FIA-USP. As vendas online de medicamentos representam hoje 18% do total, enquanto 82% ainda acontecem em lojas físicas. Na comparação com cinco anos atrás, porém, o avanço foi grande. Em 2020, apenas 3% das vendas aconteciam no ambiente digital. De dezembro de 2024 a novembro de 2025, 150 milhões de clientes foram atendidos digitalmente, com média de 12,6 milhões por mês —o faturamento médio por pessoa foi de R$ 141,76. Para a Abrafarma, o impulso do canal digital aconteceu depois de um amadurecimento do varejo farmacêutico, que resultou em maior confiança dos clientes para compras online. A tendência, para a entidade, é que o modelo continue a crescer em razão da conveniência. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
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