MEC diz que 30% dos cursos de medicina vão ser punidos por avaliação ruim
O MEC (Ministério da Educação) anunciou que cerca de 30% dos cursos de medicina avaliados em 2025 poderão sofrer punições após resultados considerados insatisfatórios no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), informou a CNN Brasil. A medida faz parte de uma estratégia de supervisão para elevar a qualidade da formação médica no país e conter a expansão de cursos sem desempenho adequado. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o governo não promove uma “caça às bruxas”, mas atua para garantir padrões mínimos de qualidade. “Queremos ampliar o acesso ao ensino, mas com qualidade na oferta desses cursos”, afirmou durante encontro com jornalistas. Criado pela Portaria MEC nº 330/2025, o Enamed passou a funcionar como modalidade do Enade específica para medicina, com aplicação anual e participação obrigatória dos concluintes. Enquanto universidades federais e estaduais registraram índices superiores a 80% de proficiência, cursos municipais e privados com fins lucrativos apresentaram desempenho inferior. Do total de 351 cursos de medicina que participaram do Enamed, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui instituições federais e privadas, único grupo sobre o qual o MEC tem poder direto de supervisão. Nesse universo, 99 cursos (32,6%) ficaram nas faixas 1 e 2 do Conceito Enade, consideradas insatisfatórias, por apresentarem menos de 60% dos estudantes com desempenho adequado. Esses cursos passarão por processo administrativo de supervisão, com direito à ampla defesa, mas já estão sujeitos a medidas cautelares escalonadas, que variam conforme o nível de desempenho. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Consulta pública vai mapear tempo de produção e entrega de medicamentos e insumos estratégicos para o SUS
O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União, desta sexta-feira (16/01), uma consulta pública para reunir informações estratégicas sobre o tempo de produção e fornecimento de 301 medicamentos e insumos estratégicos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou o portal do ministério. A ação visa aprimorar os processos de governança, planejamento e tomada de decisão no âmbito da Assistência Farmacêutica, e será coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE). A consulta tem caráter técnico e consultivo e é direcionada a fabricantes, fornecedores e distribuidores de medicamentos e insumos estratégicos em saúde (IES) adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos no SUS. As contribuições poderão ser encaminhadas no período de 19 de janeiro a 18 de fevereiro, por meio de dois formulários eletrônicos: Formulário 1 – Consulta Pública – Medicamentos e IES e Formulário 2 – Consulta Pública – Medicamentos e IES. A medida tem como foco o levantamento do chamado “lead time”, que contempla todas as etapas do processo produtivo, desde a aquisição da matéria-prima até a expedição do produto final. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a transparência e a participação social na construção de políticas públicas mais acessíveis e sustentáveis, destacou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades brasileiras
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduzirá um estudo com o lenacapavir, novo medicamento de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), em sete cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, destacou matéria do Estado de S. Paulo. O objetivo é que os resultados respaldem a avaliação para incorporar o remédio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, o medicamento é disponibilizado nas formas injetável (que será usada nos estudos) e em comprimidos. A droga atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, daí seu potencial preventivo. Intitulado ImPrEP LEN Brasil, o estudo é voltado para homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idade entre 16 e 30 anos. As doses foram disponibilizadas pela Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, e o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas para a administração do fármaco. Apesar do potencial preventivo, o lenacapavir tem preço elevado, o que pode representar um obstáculo ao acesso. Segundo a Anvisa, o medicamento ainda passará pela definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta pelo SUS depende de avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), além de aprovação do Ministério da Saúde. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Vacinação contra a dengue em massa começa em três cidades no Brasil
O Ministério da Saúde deu início, neste fim de semana, à vacinação em massa contra a dengue com o imunizante de dose única do Instituto Butantan em três cidades do Brasil: Maranguape, no Ceará, Nova Lima, em Minas Gerais, e Botucatu, em São Paulo, destacou reportagem do jornal O Globo. A estratégia busca imunizar todos de 15 a 59 anos desses municípios como parte de um projeto para avaliar o impacto populacional da vacina na transmissão da arbovirose. “Neste fim de semana, essas cidades iniciaram a convocação de toda a população de 15 a 59 anos para se vacinar nas unidades de saúde. Se alcançarmos entre 40% e 50% de cobertura vacinal, além da proteção individual, a vacina pode ter um impacto significativo no controle da dengue em toda a cidade”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o início da vacinação em Botucatu, no domingo. Segundo o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, que esteve no lançamento do projeto em Maranguape, no sábado, as três cidades foram escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que “permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”. A metodologia é semelhante à adotada para investigar o efeito da vacinação com a dose contra a Covid-19 da Oxford/Astrazeneca também em Botucatu e com a Coronavac em Serrana, São Paulo. Para o projeto da dengue, ao longo de um ano análises serão conduzidas para avaliar a incidência da dengue e possíveis eventos adversos raros após a imunização. Para acessar a matéria completa, acesse aqui.
Veja outras notícias
Agência Gov
INSS realiza mutirões pelo Brasil para antecipação de atendimentos
Agência Gov
Ministro da Saúde destaca importância do Enamed para formação médica no país
Anvisa
Anvisa aprova nova indicação para medicamento voltado a doença renal rara
Folha de S. Paulo
Projeto do Einstein promete reduzir para 15 minutos diagnóstico de malária na amazônia
Folha de S. Paulo
Nota baixa de cursos reforça necessidade de ‘OAB da Medicina’, diz membro de conselho federal
O Estado de S. Paulo
Anvisa apreende suplementos falsificados que usam indevidamente a marca Vitafor
O Estado de S. Paulo
Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades brasileiras
O Globo
Vacina contra herpes-zóster: entenda por que Ministério da Saúde decidiu não incorporar dose no SUS
O Globo
Dor nos nervos: estudo não comprova benefício de medicamentos à base de cannabis para condição
O Globo
Vacinação contra a dengue em massa começa em três cidades no Brasil; entenda
O Globo
Polilaminina: liberada para estudo, droga pode ser totalmente produzida no país
O Globo
Brasil é citado e ‘preocupa’ em estudo sobre contaminação da água de bebedouros compartilhados
Valor Econômico
Faculdades questionam notas do Enamed, exame que avalia cursos de medicina
Jota
Dino cobra auditoria do SUS para fiscalizar emendas na saúde
Jota
Tratamento para leucemia mieloide aguda enfrenta iniquidade no sistema de saúde
CNN Brasil
MEC diz que 30% dos cursos de medicina vão ser punidos por avaliação ruim
Rota jurídica
Justiça obriga Estado de Goiás a fornecer imunoglobulina a paciente com neuropatia autoimune
Panorama Farmacêutico
Nelson Mussolini aprova aproximação com farmacêuticas europeias
Panorama Farmacêutico
Novo medicamento para menopausa aguarda aval da Anvisa