GOVERNO QUER ALTERAR DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS NO FARMÁCIA POPULAR

//GOVERNO QUER ALTERAR DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS NO FARMÁCIA POPULAR

O programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, que oferta medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto, passará por mudanças. Para o setor farmacêutico, as medidas o colocam em risco. Após fechar cerca de 400 farmácias da rede própria que mantinha no programa, o governo quer agora mudar o modelo de pagamento para farmácias particulares credenciadas. Para o ministro da Saúde Ricardo Barros, o objetivo é reduzir gastos, tidos como mais altos do que na compra centralizada de remédios no SUS. Representantes do setor e sanitaristas, porém, dizem que as novas propostas colocam o programa em xeque. Hoje, farmácias recebem um reembolso do governo a cada produto dispensado, com base em uma tabela de valores de referência pré-definidos para cada um deles. O governo quer renegociar esses valores. De acordo o ministro, a ideia é propor um novo cálculo, definido por um preço base no atacado e 40% de margem para compensar os custos de aquisição e distribuição dos produtos. “Vamos atualizar os preços para esse momento do mercado”, disse à Folha de S.Paulo. Segundo Sérgio Barreto, da Associação Abrafarma, os preços sugeridos na proposta, que preveem redução de até 60%, não compensam os custos. Para ele, a medida pode inviabilizar o programa. Posição semelhante tem representantes da indústria. À Folha o ministro afirma que, caso não haja um acordo, a pasta voltará a distribuir todos os medicamentos da lista apenas no SUS.

Pacientes relatam dificuldades de acesso a medicamentos no SUS

Pacientes que utilizam o Farmácia Popular afirmam terem sido pegos de surpresa com o fechamento das unidades próprias do programa e relatam dificuldades de acesso a medicamentos no SUS. No Distrito Federal, a única unidade da rede própria que ainda havia do programa, em Sobradinho, foi fechada em 28 de agosto. Restou um aviso em papel, que comunica o “encerramento das atividades da Farmácia Popular do Brasil”. O maior impasse é o fato da lista de remédios ser menor nas redes particulares credenciadas ao Farmácia Popular em relação ao que era disponibilizado nas unidades próprias. O Ministério da Saúde afirma que todos os remédios distribuídos nas unidades próprias também estão disponíveis no SUS. Funcionários da saúde do DF ouvidos pela Folha confirmam casos de falta de medicamentos. “Que stionado, o Ministério da Saúde afirma que direcionou os R$ 100 milhões antes gastos com as unidades próprias do Farmácia Popular para aumentar a oferta de medicamentos na rede pública. A pasta atribui o fechamento ao fato de que só 20% dos cerca de R$ 100 milhões gastos com essas unidades era para compra e distribuição de remédios. Sobre a falta de medicamentos, afirma que o monitoramento das unidades cabe aos municípios. Em nota, a secretaria de saúde do Distrito Federal informa que trabalha para manter os estoques abastecidos, mas admite que “faltas pontuais” de alguns medicamentos na rede pode haver. Questionada, a pasta diz ainda que foi possível observar um aumento recente na demanda por remédios básicos nas unidades de saúde após o fechamento da Farmácia Popular”, destaca a reportagem.

Número de pessoas com planos de saúde no Brasil cresce em outubro 

O número de pessoas com planos de saúde no Brasil cresceu em outubro, atingindo 47.399.495 de usuários. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), houve aumento de 84,09 mil beneficiários em relação a setembro. É o que informa o Valor Econômico. Os dados mostram que os planos odontológicos também aumentaram em outubro, um acréscimo de 129,06 usuários em relação ao mês anterior, chegando a mais de 22,9 milhões de clientes. O levantamento da ANS mostrou também que, em comparação com outubro de 2016, 13 estados registraram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica: Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. O Ceará foi o estado que registrou o maior crescimento, com 40,29 mil pessoas com planos de saúde. Em segundo lugar, está o Amazonas e, em terceiro, o Distrito Federal. O estado com o maior número de beneficiários ainda é São Paulo, com 17,3 milhões de usuários, seguido do Rio de Janeiro, com 5,4 milhões, e de Minas Gerais, com 5 milhões.

Plano de combate à resistência a antibióticos deve ser concluído em 2018

O plano brasileiro de combate à resistência a antibióticos tem previsão de ficar pronto em 2018, segundo informações do Ministério da Saúde. Um relatório do governo britânico mostra que, se nada for feito até 2050, a resistência aos antibióticos matará mais do que o câncer: dez milhões de pessoas morrerão a cada ano. Com cada vez mais pessoas desenvolvendo resistência a este medicamento, corre-se o risco de chegar uma hora em que os antibióticos existentes terão efeito sobre pouquíssimas pessoas. De acordo com o jornal O Globo, para evitar que esse cenário aconteça, a Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu um plano de combate com cinco objetivos. E tem estimulado todos os países membros a elaborarem planos nacionais. A OMS promoveu — de 13 a 19 de novembro —, uma campanha global sobre o uso consciente de antibióticos. Este, aliás, é o primeiro objetivo: melhorar a conscientização da população. O segundo objetivo: aumentar o conhecimento dos próprios serviços de saúde sobre o problema. Isso é essencial para alcançar o terceiro objetivo: reduzir a incidência de casos. Já a quarta meta é otimizar o uso de antibióticos, e a quinta é preparar argumentos econômicos voltados para um investimento sustentável e aumentar os investimentos em novos medicamentos, diagnósticos e vacinas.

SAÚDE NA IMPRENSA

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Ministério da Saúde – Uso racional de antibióticos é fundamental

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Ministério da Saúde – Ministro da Saúde inaugura, em Jundiaí, primeiro centro de treinamento de radioterapia do país

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Anvisa – Tratamento para câncer de próstata ganha genérico inédito

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Câmara dos Deputados – Seguridade aprova teste do olhinho obrigatório em todas as maternidades

Senado Federal – Pauta do Plenário tem voto distrital misto e mais recursos para saúde

Exame – Merck age para levar remédios a quem mais precisa dele

Correio Braziliense – Em nome do ‘mal menor’, fumo eletrônico ganha espaço entre especialistas

Folha de S.Paulo – Para reduzir gastos, gestão Temer quer rever distribuição de remédio

Folha de S.Paulo – Médico brasileiro viaja o mundo ensinando ‘plástica sem cirurgia’

Folha de S.Paulo – Fiocruz revela ‘livro médico’ do século 18 que receitava até cozinhar galo

Folha de S.Paulo – ‘Pacientes e médicos ainda sabem pouco sobre câncer’, diz oncologista

Folha de S.Paulo – Julio Abramczyk – Simpósio atualiza diagnóstico e tratamento de câncer

Folha de S.Paulo – Claudio Bernardes – Sistema de transporte planejado pode melhorar a saúde da população

G1 – Hepatite A: como se proteger da doença que cresceu quase 11 vezes na cidade de São Paulo neste ano

G1 – Empresa imprime orelhas e narizes em 3D e almeja produzir órgãos humanos para transplante

O Estado de S.Paulo – Falta de assistência, cigarro e infecções estão ligadas a nascimentos prematuros

O Estado de S.Paulo – Hospital da USP fecha pronto-socorro pediátrico na terça-feira

O Globo – Plano de combate à resistência a antibióticos deve ser concluído em 2018

Valor Econômico – Hospital Care adquire controle do Hospital São Lucas de Ribeirão Preto

Valor Econômico – Número de pessoas com planos de saúde no Brasil cresce em outubro

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